<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093</id><updated>2012-02-06T02:49:00.197-08:00</updated><category term='Proposta'/><category term=':'/><title type='text'>CURSO DE REDAÇÃO PARA VESTIBULAR</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>257</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5102427010337328915</id><published>2012-02-06T02:45:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T02:49:00.209-08:00</updated><title type='text'>ACERTAMOS NOS VESTIBULARES 2012</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FUVEST 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Participação política: indispensável ou superada?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 02): “Efervescência democrática no mundo árabe”&lt;br /&gt;Tema afim (aula 03): Falta ideologia para a juventude de hoje?&lt;br /&gt;Tema afim (aula 10): Ideologia &lt;br /&gt;Tema afim (aula 22): A utopia é possível numa sociedade liquída?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UNIFESP 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“A questão da variação linguística no contexto da educação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (3º simulado): Considerando que a norma culta é variante mais valorizada socialmente, qual deve ser a posição da escola em relação às outras variantes linguísticas?&lt;br /&gt;Tema afim (blog - julho): Norma culta X variantes linguísticas: qual deve ser a posição da escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UERJ 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“É possível, para a juventude de hoje, alterar o futuro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 02): “Efervescência democrática no mundo árabe”&lt;br /&gt;Tema afim (aula 03): Falta ideologia para a juventude de hoje?&lt;br /&gt;Tema afim (aula 10): Ideologia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UNICAMP 2012 – GÊNERO TEXTUAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em aula: comentário para MTV – Unicamp 2011 - COMENTÁRIO &lt;br /&gt;Blog (novembro): MANIFESTO &lt;br /&gt;Blog: Verbete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PUC-PR 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Educação (sugestões de como melhorar o ensino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 21): Os limites e potencialidades da educação como agente de transformação social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;PUC-CAMPINAS 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;“Internet”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aulas 08 e 11): O impacto do computador nas formas de comunicação do homem moderno&lt;br /&gt;Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?&lt;br /&gt;Tema afim (blog - dezembro): Cibercultura e ciberespaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PUC-SP 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Carta à presidente Dilma Rousseff, sugerindo-lhe qual deve ser a prioridade de seu governo, para realmente marcar seu nome na história do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 11): Políticas públicas de habitação - o direito à moradia como um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal&lt;br /&gt;Tema afim (aula 20): Fome e insegurança alimentar&lt;br /&gt;Tema afim (aula 21): Os limites e potencialidades da educação como agente de transformação social&lt;br /&gt;Tema afim (aula 22): O progresso tecnológico, no Brasil, é uma questão controversa.&lt;br /&gt;Tema afim (aula 27): As dificuldades enfrentadas, atualmente, pelo nosso sistema de saúde nos colocam inúmeras “situações-problemas”, as quais nos fazem refletir sobre o modo de funcionamento e a qualidade do serviço prestado à população. O que poderia ser feito para melhorar essa situação? É benéfico tratar a saúde como uma mercadoria? Desejamos um sistema de saúde no qual as pessoas são tratadas/medicadas de acordo com suas necessidades ou seu poder aquisitivo? &lt;br /&gt;Tema afim (aula 29): o Brasil no mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;Tema afim (simulado ENEM): A corrupção e suas consequências para a sociedade brasileira&lt;br /&gt;Tema afim (blog maio): Direito à moradia versus especulação imobiliária&lt;br /&gt;Tema afim (blog maio): O direito à moradia adequada&lt;br /&gt;Tema afim (blog maio): Olimpíada e a questão da habitação&lt;br /&gt;Tema afim (blog maio): Pacote Habitacional fracassará se não enfrentar questão da posse da terra&lt;br /&gt;Tema afim (3º simulado): Fatos mais importantes ocorridos no Brasil no ano de 2011 &lt;br /&gt;Tema afim (3º simulado): Devolução de terras aos indígenas brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ENEM 2011 – TEMA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Viver em rede no século xxi: os limites entre o público e o privado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aulas 08 e 11): O impacto do computador nas formas de comunicação do homem moderno&lt;br /&gt;Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UNIPAM 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Qualidade de vida”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 11): Políticas públicas de habitação - o direito à moradia como um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal&lt;br /&gt;Tema afim (aula 21): Os limites e potencialidades da educação como agente de transformação social&lt;br /&gt;Tema afim (aula 26): São possíveis e necessários, em nossa sociedade, laços afetivos duradouros?&lt;br /&gt;Tema afim (simulado II): A qualidade de vida no mundo moderno&lt;br /&gt;Tema afim (blog – maio): Desenvolvimento sustentável&lt;br /&gt;Tema afim (blog – maio): Uma ilha planetária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UFTM 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O homem deve continuar usando a energia nuclear para a produção de energia elétrica?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 07): Energia nuclear&lt;br /&gt;Tema afim (blog – maio): Energia nuclear - modelo de desenvolvimento econômico - desperdício de materiais &lt;br /&gt;Tema afim (blog – maio): O debate interrompido e a ausência da natureza&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Pandora e Stradivarius&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UFPR 2012 – QUESTÃO DISCURSIVA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Questão 03: movimentos sociais (assunto)&lt;br /&gt;Questão 05: A sociedade deve impor limites à autodestruição de um ser humano? (ponderando sobre a descriminalização das drogas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 02): “Efervescência democrática no mundo árabe”&lt;br /&gt;Tema afim (aula 10): Ideologia&lt;br /&gt;Tema afim (aula 22): A utopia é possível numa sociedade liquída?&lt;br /&gt;Tema afim (aula 23): Num contexto de crise, como o que vivemos hoje, quais poderão ser os desdobramentos futuros (sociais, econômicos, políticos) tanto locais quanto globais?&lt;br /&gt;Tema afim (aula 24): A viabilidade da legalização da maconha e suas conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UFG 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“Sociedade contemporânea: gêneros em complementação e/ou em competição?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 16): O amor não tem sexo&lt;br /&gt;Tema afim (aula 16): Onde você guarda sua homofobia? (debate sobre a naturalização de práticas homofóbicas, principalmente as que são travestidas de “brincadeiras” e/ou “piadas”)&lt;br /&gt;Tema afim (aula 28): “Todas mulheres têm direito a uma vida livre de violências.”&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Brasil sem homofobia&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Brasil é campeão em homicídios homossexuais&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Homossexualidades, homofobia e tentativas de suicídio em adolescentes LGBT&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): A Peste Integralista no Brasil&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Alan Turing - Perfil e biografia do inventor do computador.&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Homoafetividade: um novo substantivo&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Só os viris e discretos serão amados?&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): “Ou o sal não salga, ou....”&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): “Não podemos interferir na vida privada das pessoas”&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Alexandre, alexandres...&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Gay também é cidadão&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): 5 anos da lei Maria da Penha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;UEGO 2012 – Questão -Tema da redação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Desentendimento entre crianças e adolescentes: problema a ser resolvido por adultos ou pelos próprios envolvidos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 15): Assédio moral ( “Bullying”) -Uma palavra contundente é algo que pode matar ou humilhar, sem que se sujem as mãos. Uma das grandes alegrias da vida é humilhar seus semelhantes.” (Pierre Desproges)&lt;br /&gt;Tema afim (aula 28): “Todas mulheres têm direito a uma vida livre de violências.”&lt;br /&gt;Tema afim (aula 30): De quem são os meninos de rua?&lt;br /&gt;Tema afim (aula 33): A sociedade brasileira e os conflitos no trânsito&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho: Bullying na escola e na vida&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Agressão sobre "patinhos feios" é indício de delinqüência escolar&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Jovens enfrentam ofensas e violência no mundo virtual&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Que graça, tão espertinho&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Como lidar com brincadeiras que machucam a alma.&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Brincadeiras perversas&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Bem-vindo ao Coliseu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;INSPER 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Violência, uma epidemia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (2º simulado): É possível prevenir massacres como o da escola de realengo?&lt;br /&gt;Tema afim (blog – maio): A culpa é do islã.&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Violência branca e violência vermelha&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): Brasil é campeão em homicídios homossexuais&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): A tragédia do Realengo&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): “A culpa é do islã”&lt;br /&gt;Tema afim (blog – junho): “O massacre do realengo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MACKENZIE 2012 – ASSUNTO DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“A era da informação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 11): A relevância da vigilância epistêmica para o acesso à informação.&lt;br /&gt;Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FATEC 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Amizade e o papel das redes sociais na vida moderna”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 12): Amizade&lt;br /&gt;Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FAMECA 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“A atitude do consumidor e o ato de consumir: necessidade ou compulsão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (1º simulado): “Os valores e os preços para a sociedade”.&lt;br /&gt;Tema afim (aula 31): Quais os limites éticos da propaganda? Na busca do resultado, o vale-tudo é permitido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESPM 2012 – TEMA DA REDAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Que ações desenvolver, relacionadas à Copa 2014, para ampliar o conhecimento sobre o Brasil e melhorar ou consolidar a imagem do País no exterior?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema afim (aula 04): O Brasil pós Copa e Olimpíadas: novo país ou velhos problemas?&lt;br /&gt;Tema afim (blog - maio): Olimpíada e a questão da habitação&lt;br /&gt;Tema afim (blog - julho): A Copa do Mundo e os interesses da população&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5102427010337328915?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5102427010337328915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5102427010337328915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5102427010337328915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5102427010337328915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2012/02/acertamos-nos-vestibulares-2012.html' title='ACERTAMOS NOS VESTIBULARES 2012'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5743846151850384175</id><published>2012-02-05T02:48:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T13:33:16.848-08:00</updated><title type='text'>LEITURAS OBRIGATÓRIAS PARA ANÁLISE DO 1º TEMA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2012</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEMA 1: As técnicas da publicidade e o vazio existencial da era pós-moderna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)  é inevitável refutar a reflexão sobre o consumismo exacerbado que a cada ano parece mais violento. As caixas de e-mails, os jornais e a televisão são toma¬dos por enxurradas de propagandas de produtos que, certamente, não são tão necessários.&lt;br /&gt;Procuramos analisar, diante disso, (...) os meios de sedução da publicidade. O que se constata é óbvio, mas, ainda assim, permanece eficiente. Que a pu¬blicidade insere, nas entrelinhas da exibição de seus produtos, a sensação de poder e bem-estar, todos parecem saber. Porém, o mais inusitado é cons¬tatar que, apesar disso, as pessoas não têm "defesa" contra tais sedutores meios e acabam por sucumbir a desejos que não têm, de fato. O que pode ser explicado pelo vazio existencial pós-moderno, causado pela lógica do capitalismo. (...). (“Sem liberdade para não comprar”. Paula Felix Palma. &lt;em&gt;Filosofia&lt;/em&gt;. Ano VI. Nº 66)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Textos de apoio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TEXTO 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sedução para o consumo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da tradição tecnicista vem a "necessidade vital" do consumo, e as poderosas técnicas da publicidade têm no homem atual presa fácil pelo vazio existencial proporcionado na era pós-moderna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/66/seducao-para-o-consumo-da-tradicao-tecnicista-vem-a-244877-1.asp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TEXTO 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sociedade de consumo e a maldição do fetichismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Ari de Oliveira Zenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar" (Thiago de Mello)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade de consumo capitalista traz em suas entranhas a maldição do fetichismo da mercadoria que se funda na mentira, na manipulação do psiquismo do homem, na soberania suprema das estratégias de marketing, do desejo desenfreado de ter, possuir, interiorizada no âmago do ser humano endeusado como consumidor. Faz do homem um sujeito-objeto, aturdido pelos objetos de consumo que sofre de uma insatisfação contínua diante dos reluzentes produtos ofertados no mercado um “ser” - o produto - objeto de desejo, de satisfação insaciável, que alimenta uma sociedade divinizada, atormentada, impregnada, sempre, de novas mercadorias, de novos propósitos de existência alicerçada num consumismo sem comedimento a não ser consumir – sempre –, fazendo da existência humana um labirinto de buscas, de uma monstruosidade de produtos iludindo através do estigma de consumismo a realização do reino de uma pseudofelicidade apregoada pelo capitalismo – consumir!&lt;br /&gt;Bauman diz: “A economia consumista tem de se basear no excesso e no desperdício.” Para que esta sociedade se configure é necessário que novas necessidades, novos impulsos sejam sistematicamente criados, arquitetados novos mecanismos de conduta, sempre renovados, criados e assimilados pela população, pois a dinâmica do capitalismo – entre tantas – está embasada no consumo, pois esta nebulosa sociedade para se manter tem que sustentar sua estrutura produtiva no consumismo num ritmo frenético, assombroso, pois é necessário ultrapassar qualquer barreira que bloqueia o reino do consumo e da realização da acumulação do capital, do valor de troca – dinheiro – em lucro para o capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para que esta sociedade se&lt;br /&gt;configure é necessário que&lt;br /&gt;novas necessidades, novos&lt;br /&gt;impulsos sejam&lt;br /&gt;sistematicamente criados"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Marx já dizia nos Grundrisse: “A circulação de dinheiro partia de infinitos pontos e retornava a infinitos pontos. O ponto de retorno não estava de forma alguma posto como ponto de partida. No curso do capital, o ponto de partida é posto como ponto de retorno e o ponto de retorno, como ponto de partida. O próprio capitalista é ponto de partida e de retorno. Ele troca dinheiro pelas condições de produção, produz, valoriza o produto, isto é, transforma-o em dinheiro, e depois começa o processo de novo.”&lt;br /&gt;Dentro do pensamento marxista a circulação tem importância fundamental na acumulação, na reprodução e realização do capital. Podemos afirmar, tendo como embasamento o pensamento de Marx que é na circulação onde se concretiza a realização do processo de produção. No atual estágio do capitalismo a circulação e sua concretização - consumo- assumiram e assumem uma expressão extremamente importante para o capital mundializado.&lt;br /&gt;É na circulação onde se realiza a transformação da mercadoria em dinheiro e o dinheiro – valor de troca – em lucro ao ser a mercadoria (produto) consumida. Para concretizar este processo o sistema capitalista, ao longo do tempo, tem criado inúmeros mecanismos no sentido da realização do seu objetivo – o lucro, a acumulação e a realização da mercadoria em dinheiro. Marx – limitado pelo momento histórico em que viveu – jamais poderia imaginar o que o capitalismo está realizando no sentido de obter seus objetivos com tanta perspicácia e eficiência.&lt;br /&gt;Enfim “terminamos” com a seguinte colocação de Bauman: “A sociedade de consumidores desenvolveu, a um grau sem precedentes, a capacidade de absorver toda e qualquer discordância que ela mesma - ao lado de outros tipos de sociedade, inevitavelmente produz – e então reciclá-la como ponto importante de sua própria reprodução, revigoramento e expansão. Ela extrai seu ânimo e seu ímpeto da deslealdade que ela própria produz com perícia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ari de Oliveira Zenha é economista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/artigos-e-debates/2462-sociedade-de-consumo-e-a-maldicao-do-fetichismo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5743846151850384175?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5743846151850384175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5743846151850384175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5743846151850384175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5743846151850384175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2012/02/leituras-obrigatorias-para-analise-do-1.html' title='LEITURAS OBRIGATÓRIAS PARA ANÁLISE DO 1º TEMA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2012'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-106842420902961778</id><published>2011-12-07T05:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T05:05:30.477-08:00</updated><title type='text'>Cibercultura e ciberespaço</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cibercultura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;LÉVY, P. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999. 260 p. &lt;br /&gt;REDE&lt;br /&gt;Pensar a cibercultura: esta é a proposta deste livro. Em geral me consideram um otimista. Estão certos. Meu otimismo, contudo, não promete que a Internet resolverá, em um passe de mágica, todos os problemas culturais e sociais do planeta. Consiste apenas em reconhecer dois fatos. Em primeiro lugar, que o crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávidos para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos propõem. Em segundo lugar, que estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas deste espaço nos planos econômico, político, cultural e humano. (p.11) &lt;br /&gt;INTERCONEXÃO DE MENSAGENS&lt;br /&gt;A hipótese que levanto é a de que a cibercultura leva a co-presença das mensagens de volta a seu conexto como ocorria nas sociedades orais, mas em outra escala, em uma órbita completamente diferente. A nova universalidade não depende mais da auto-suficiência dos textos, de uma fixação e de uma independência das significações. Ela se constrói e se estende por meio da interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunidades virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados em uma renovação permanente. (p.15) &lt;br /&gt;COMUNICAÇÃO DIGITAL&lt;br /&gt;O ciberespaço (que também chamarei de "rede") é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo "cibercultura", especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. (p.17) &lt;br /&gt;COMUNIDADES VIRTUAIS&lt;br /&gt;Do mais básico ao mais elaborado, três princípios orientaram o crescimento inicial do ciberespaço: a interconexão, a criação de comunidades virtuais e a inteligência coletiva. (p.127) &lt;br /&gt;A interconexão para a interatividade é supostamente boa, quaisquer que sejam os terminais, os indivíduos, o lugares e momentos que ela coloca em contato. As comunidades virtuais parecem ser um excelente meio (entre centenas de outros) para socializar, quer suas finalidades sejam lúdicas, econômicas ou intelectuais, quer seus centros de interesse sejam sérios, frívolos ou escandalosos. A inteligência coletiva, enfim, seria o modo de realização da humanidade que a rede digital universal felizmente favorece, sem que saibamos a priori em direção a quais resultados tendem as organizações que colocam em sinergia seus recursos intelectuais. &lt;br /&gt;REDE DIGITAL&lt;br /&gt;Qualquer reflexão sobre o futuro dos sistemas de educação e de formação na cibercultura deve ser fundada em uma análise prévia da mutação contemporânea da relação com o saber. Em relação a isso, a primeira constatação diz respeito à velocidade de surgimento e de renovação dos saberes e savoir-faire... &lt;br /&gt;A segunda constatação, fortemente ligada à primeira, diz respeito à nova natureza do trabalho, cuja parte de transação de conhecimentos não pára de crescer... &lt;br /&gt;Terceira constatação: o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: memória... imaginação... percepção... raciocínio. (p.157) &lt;br /&gt;PRESENÇA VIRTUAL &lt;br /&gt;A cibercultura expressa uma mutação fundamental da própria essência da cultura. De acordo com a tese que desenvolvi neste estudo, a chave da cultura do futuro é o conceito de universal sem totalidade. Nessa proposição, "o universal" significa a presença virtual da humanidade para si mesma. O universal abriga o aqui e agora da espécie, seu ponto de encontro, um aqui e agora paradoxal, sem lugar nem tempo claramente definíveis.... O horizonte de um ciberespaço que temos como universalista é o de interconectar todos os bípedes falantes e fazê-los participar da inteligência coletiva da espécie no seio de um meio ubiqüitário. (p.247) &lt;br /&gt;COMUNIDADE MUNDIAL&lt;br /&gt;A cibercultura mantém a universalidade ao mesmo tempo em que dissolve a totalidade. Corresponde ao momento em que nossa espécie, pela globalização econômica, pelo adensamento das redes de comunicação e de transporte, tende a formar uma única comunidade mundial, ainda que essa comunidade seja - e quanto! - desigual e conflitante. Única em seu gênero no reino animal, a humanidade reúne toda sua espécie em uma única sociedade. Mas, ao mesmo tempo, e paradoxalmente, a unidade do sentido se quebra, talvez porque ela comece a se realizar na prática, pelo contato e a interação efetivos. Conectadas ao universo, as comunidades virtuais constróem e dissolvem constantemente suas micrototalidades dinâmicas, emergente, imersas, derivando entre as correntes turbilhonantes do novo dilúvio. (p.249) &lt;br /&gt;APRENDIZAGEM COOPERATIVA&lt;br /&gt;O uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa acompanha e amplifica uma profunda mutação na relação com o saber. Ao prolongar determinadas capacidades cognitivas humanas (memória, imaginação, percepção), as tecnologias intelectuais com suporte digital redefinem seu alcance, seu significado, e algumas vezes até mesmo sua natureza. As novas possibilidades de criação coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecidas pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto nas empresas como nas escolas. &lt;br /&gt;Como manter as práticas pedagógicas atualizadas com esses novos processos de transação de conhecimento? Não se trata aqui de usar as tecnologias a qualquer custo, mas sim de acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades e a cultura dos sistemas educacionais tradicionais e sobretudo os papéis de professor e de aluno. (p. 172)&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-32832000000100015&amp;script=sci_arttext&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ciberespaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Wikipédia o Ciberespaço é o ambiente criado de forma virtual, através do uso dos meios de comunicação modernos, destacando-se, entre eles, a Internet. Esse fenômeno se deve ao fato de, nos meios de comunicação modernos, haver a possiblidade de pessoas e equipamentos trocarem informações das mais variadas formas sem preocupações. &lt;br /&gt;É importante se fazer uma diferenciação entre Ciberespaço e Internet. A Internet é a infra-estrutura técnica composta de cabos, fios, redes, computadores, etc., e o ciberespaço é a forma de utilizar a infra-estrutura existente.&lt;br /&gt;Como o termo surgiu?&lt;br /&gt;O termo surgiu com o autor de ficção científica, Willian Gibson, em 1984, no livro "Neuromancer". Foi utilizado para designar um ambiente artificial onde dados e relações sociais trafegam indiscriminadamente. Para Gibson, ciberespaço é um espaço não físico no qual uma alucinação consensual pode ser experimentada diariamente pelos usuários.&lt;br /&gt;Para Levy, o ciberespaço é definido como o espaço de comunicação formado pela interconexão mundial dos computadores e das suas memórias. Constitue um espaço virtual de trocas simbólicas entre pessoas. Pode ser entendido como o espaço de troca de informação na cultura contemporânea.&lt;br /&gt;Como pode ser compreendido? &lt;br /&gt;Atualmente o ciberespaço pode ser compreendido a partir de duas perspectivas: a) como a rede, ou seja, como a via expressa de informação através da conexão de computadores em rede; b) como realidade virtual. &lt;br /&gt;No ciberespaço experimentamos inúmeras possibilidades do mundo real. &lt;br /&gt;É um novo espaço de sociabilidade - gera novas formas de relações sociais, com códigos e estruturas próprias.&lt;br /&gt;Implicações na dinâmica da vida social&lt;br /&gt;No ciberespaço o espaço de fluxo realiza um processo de desmaterialização das relações sociais. Isso implica na reconfiguração do conceito de tempo e espaço, visto que, a materialidade social só existe no tempo e no espaço. Em outras épocas, espaço e lugar coincidiam em geral e a vida social realizava-se em interações presentes, face-a-face. O ciperespaço rompe com esse conceito. O tempo é marcado pela presentificação ou seja pela interatividade online.&lt;br /&gt;Outra mudança está associada, em termos geográficos, as fronteiras diluídas mas também novos espaços de sociabilidade promovidos, novos territórios, novas identidades e práticas sociais.&lt;br /&gt;O ciberespaço promove LUGARES e NÃO-LUGARES&lt;br /&gt;•NÃO-LUGARES&lt;br /&gt;-Podem ser definidos como espaços onde não se permanece, mas se estabelece um percursos para se chegar a um destino (browsers e motores de pesquisa) – meios de transporte, aeroportos, etc.&lt;br /&gt;-O endereço do e-mail não corresponde a um local determinado, mas sim a uma chave eletrônica de acesso a alguma caixa de mensagem, localizada em algum computador, em algum ponto da rede.&lt;br /&gt;•LUGARES&lt;br /&gt;-Definem-se no sentido antropológico, em que existe espaço para a relação interpessoal e para a organização social.&lt;br /&gt;Outras mudanças estão associadas novas formas de sociabilidade que é marcada pelo anonimato.&lt;br /&gt;O ciberespaço faz emergir uma socialidade que se contrapõe a uma sociabilidade do mundo real.&lt;br /&gt;Além do anonimato busca-se também o desejo de não estar só.&lt;br /&gt;http://criacaocolaborativa.blogspot.com/2007/03/o-ciberespao.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CIBERCULTURA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;CIBERCULTURA: CARACTERÍSTICAS, CONTEXTOS E ETIMOLOGIA NA TRANSDISCIPLINARIDADE&lt;br /&gt;Delimitar termo e campo da cibercultura, como anteriormente indicado, implica a compreensão de um significativo volume conceitual correlacionado.&lt;br /&gt;Inicialmente, e antes de buscar algumas definições autorais para a cibercultura, apresentamos a nuvem temática que representa, na medida de nossa proposição inicial de reflexão, o conjunto de conceitos, campos e definições que gravitam em torno da cena cibercultural.&lt;br /&gt;Poderíamos afirmar que, diante da diversidade e amplitude conceitual, o campo da cibercultura é da ordem da transdisciplinaridade?&lt;br /&gt;É possível, portanto, não apenas afirmar a ordem transdisciplinar da cibercultura, como também sustentar a proposição deste trabalho em realizar uma justaposição de fragmentos temáticos que constroem nosso olhar sobre o tema. A diversidade de conceitos de cibercultura que encontramos na literatura também reflete a característica transdisciplinar.&lt;br /&gt;Pierre Lèvy (1999, p. 17), um autor bastante referenciado entre pesquisadores do tema, tem uma visão de universalidade para a cibercultura caracterizando-a como "um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço". Se levarmos em conta o caráter sociotécnico que o autor atribui à cibercultura e que ele entende o ciberespaço como a própria rede, o que assistimos, mais de dez anos após a conceituação de Lèvy, é a uma crescente evidência da rede como ambiência para o estabelecimento de arenas e espaços de sociabilidade. Uma paradoxal materialização da virtualidade na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;Lemos (2002), Rüdiger (2008), Felinto (2007) e Amaral (2007) compõem significativo grupo de pesquisadores brasileiros dedicados aos estudos ciberculturais inseridos no campo da comunicação, conceituam cibercultura na coerente linha da universalidade coletiva semeada por Lèvy. Nesse conjunto de referências encontramos conexões estreitas com a evolução das TICs e com a emergência de campos de experiências em sociabilidade, incluindo aí a comunicação humana. Lemos (2002, p. 64) insere, ainda, as variáveis de compressão do tempo e do espaço como aspectos fundantes da cena cibercultural, possibilitando a experiência da imediatez do tempo real.&lt;br /&gt;O prefixo "ciber" parece ser o elo etimológico entre a técnica e os processos de sociabilidade. Apresenta-se em diferentes significados - ciberespaço, cibercultura, ciberpunk, cibersex, entre muitos - como operador da experiência virtual referente ao substantivo vinculado.&lt;br /&gt;No caso específico de cibercultura - termo da contemporaneidade - vamos às origens combinadas do grego (kybernan ou kubernan) e do latim (colere) para compreender o sentido subjacente do termo que se concretiza em nossa rotina digitalizada. Sistematizando:&lt;br /&gt;Na vertente grega emerge o significado "arte de governar e pilotar", atribuindo ao prefixo o inerente caráter de controle; na vertente latina colere reflete a ideia de cultivar e revolver a terra e, mais adiante, evolui para a ideia de habitar e cuidar da natureza em cultivo. É a ação humana (ordenada, procedural e, portanto, controladora) sobre os frutos de sua natureza (materiais e intelectuais).&lt;br /&gt;Tal etimologia permaneceu presente em seu significado fundante ao longo da evolução histórica dos processos de ordenação técnica dos frutos intelectuais gerados pelo homem até a cibercultura contemporânea.&lt;br /&gt;http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S0103-99892010000300002&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-106842420902961778?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/106842420902961778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=106842420902961778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/106842420902961778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/106842420902961778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/12/cibercultura-e-ciberespaco.html' title='Cibercultura e ciberespaço'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-8954016740323053654</id><published>2011-11-30T03:32:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T03:33:20.505-08:00</updated><title type='text'>ATENÇÃO: CALENDÁRIO ESPECIAL PARA O MÊS DE DEZEMBRO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DIA 6&lt;/strong&gt; (TERÇA-FEIRA): PLANTÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 7&lt;/strong&gt; (QUARTA- FEIRA): AULA NORMAL – TURMA 1 E TURMA 3: DAS 14H30 ÀS 17H // TURMA 2 E TURMA 4: DAS 17H30 ÀS 20H // TURMA 5:  DAS 20H30 ÀS 23H&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 8&lt;/strong&gt; (QUINTA-FEIRA): FERIADO (NÃO HAVERÁ AULA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 13 &lt;/strong&gt;(TERÇA-FEIRA) E  &lt;strong&gt;16 &lt;/strong&gt;(SEXTA-FEIRA): PLANTÕES, OS QUAIS CORRESPONDERÃO A ADIANTAMENTO DAS AULAS DOS DIAS 21 E 22 DE DEZEMBRO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 14&lt;/strong&gt; (QUARTA-FEIRA) E &lt;strong&gt;15&lt;/strong&gt; (QUINTA-FEIRA): AULAS NO HORÁRIO NORMAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 16&lt;/strong&gt; (SEXTA-FEIRA): ENCERRAMENTO DO CURSO (NÃO HAVERÁ, PORTANTO, AULAS NOS DIAS 21 E 22 DE DEZEMBRO, AS QUAIS JÁ FORAM ADIANTADAS, POR MEIO DE PLANTÕES, NOS DIAS 13 E 16 DE DEZEMBRO).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-8954016740323053654?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/8954016740323053654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=8954016740323053654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8954016740323053654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8954016740323053654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/11/atencao-calendario-especial-para-o-mes.html' title='ATENÇÃO: CALENDÁRIO ESPECIAL PARA O MÊS DE DEZEMBRO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-6196704953154192430</id><published>2011-11-17T01:43:00.001-08:00</published><updated>2011-11-17T01:46:25.966-08:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: MANIFESTO</title><content type='html'>O manifesto trata, geralmente, de denúncia de um problema, do anúncio de uma mudança para alertar a comunidade ou conclamá-la a uma ação determinada. É diferente do abaixo-assinado, pois não é uma reivindicação, mas uma declaração de intenções. A estrutura do manifesto contém basicamente:&lt;br /&gt;•   &lt;strong&gt;título:&lt;/strong&gt; indica o conteúdo do manifesto.&lt;br /&gt;•   &lt;strong&gt;corpo do texto:&lt;/strong&gt; aqui o problema é identificado e analisado, apresentando-se argumentos que validem o que se diz. Como o texto é de caráter argumentativo (pretende convencer o leitor de algo), deve-se recorrer a argumentos sólidos.&lt;br /&gt;•   &lt;strong&gt;local, data e assinaturas:&lt;/strong&gt; tanto assinaturas das pessoas que participaram na elaboração do texto como das que apoiam o que está sendo afirmado. A Linguagem pode variar, dependendo de alguns fatores: A quem o manifesto é dirigido? Onde será divulgado? Em jornal, rádio, tevê? Costuma-se preferir a linguagem formal, com verbos no presente do indicativo ou no imperativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, a seguir, exemplos de manifesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto 1:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto à população contra a propaganda enganosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atenção, consumidor compulsivo, antenado em rádio, televisão, outdoors, etc. Não se deixe levar pelos apelos sedutores nem pela aparência inicial de um produto ou serviço. Reflita. Não aja por impulso. Nem se deixe iludir com a conversa do anúncio, vendedor ou vendedora. A propaganda objetiva criará em você uma tal necessidade que você se sentirá excluído por não ter o objeto do desejo. Fique alerta, pois tudo não passa de um jogo psicológico. Tome cuidado com as promoções. Não compre sern pesquisar preços. Pechinche. Peça descontos e prazos para o pagamento. Aproveite o momento e exerça esse direito básico do consumidor. Exija nota fiscal, que é sua garantia. Sem ela você não poderá provar nada. Com ela, garantirá recursos destinados à construção de hospitais, escolas, etc. Recorra ao Código de Defesa do Consumidor para garantir seus direitos e denunciar abusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defensores do Povo, abril de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens, senhores e senhoras da comunidade representados por Ana Júlia Santos, Bernardo Silva, Cláudia Mendel, Dirceu Silva, Edna Carneiro, Fábio Lima, Gláucia Cordeiro, Maria do Céu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto 2: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Manifesto em defesa do Conselho de Comunicação Social e da democracia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entidades abaixo assinadas manifestam publicamente seu total apoio à criação do Conselho de Comunicação Social do Estado do Ceará e repudiam, de forma veemente, as tentativas de setores conservadores da sociedade de desqualificar a decisão da Assembleia Legislativa do Estado de propor ao governador Cid Gomes (PSB) a criação de um órgão que possibilitará a efetiva participação da sociedade cearense na criação de políticas públicas em comunicação do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Conselho tem como finalidade principal servir de instrumento para garantir a participação popular, o controle social e a gestão democrática, envolvendo o planejamento e o acompanhamento da execução das políticas e serviços públicos. Hoje, existem conselhos municipais, estaduais e nacionais, nas mais diversas áreas, seja na Educação, na Saúde, na Assistência Social, entre outros. Um Conselho de Comunicação Social é, assim como os demais Conselhos, um espaço para que a sociedade civil, em conjunto com o poder público, tenha o direito a participar ativamente na formulação de políticas públicas e a repensar os modelos que hoje estão instituídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de ser uma tentativa de censura ou de cerceamento à liberdade de imprensa, como tenta fazer crer a velha mídia (nada mais que uma dúzia de famílias) e seus prepostos, o Conselho é uma reivindicação histórica dos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, jornalistas brasileiros e setores progressistas do empresariado que atuam pela democratização da comunicação no Brasil e não uma construção de partido político A ou B. E mais, falta com a verdade quem diz ser inconstitucional o Conselho de Comunicação, pois este está previsto na Constituição, no Artigo 224, que diz "Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei", com direito a criação de órgãos correlatos nos estados, a exemplo dos demais conselhos nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das 672 propostas democraticamente aprovadas pelos milhares de delegados e delegadas da sociedade civil empresarial, não-empresarial e do poder público, participantes da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), os Conselhos de Comunicação Social são a possibilidade concreta de a sociedade se manifestar contra arbitrariedades e abusos cometidos pelos veículos, cuja programação é contaminada por interesses comerciais, que muitas vezes violam a legislação vigente e desrespeitam os direitos e a dignidade da pessoa humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desfaçatez com que a velha mídia e seus asseclas manipulam a opinião pública, na tentativa de camuflar a defesa de interesses econômicos e políticos que contrariam a responsabilidade social dos meios de comunicação e o interesse público, merece o mais amplo repúdio do povo brasileiro. Eles desrespeitam um princípio básico do jornalismo, que é ouvir diferentes versões dos acontecimentos, além de fugir do debate factual, plantando informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegada a hora de a sociedade dar um basta à manipulação da informação, unindo-se trabalhadores, consumidores, produtores e difusores progressistas na defesa da criação, pelo poder público, dos Conselhos de Comunicação Social. Somente assim, o povo cearense evitará que o Governo do Estado sucumba à covarde pressão de radiodifusores e proprietários de veículos impressos que ainda acreditam na chantagem e na distorção da verdade como instrumento de barganha política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venham os Conselhos de Comunicação Social, para garantir à sociedade brasileira o direito à informação plural, a liberdade de manifestação de pensamento e de criação e a consolidação da democracia nos meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinam a nota:&lt;br /&gt;Acertcom - Associação Cearense de Emissoras de Rádio e TV Comunitárias&lt;br /&gt;Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adital)&lt;br /&gt;Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-CE)&lt;br /&gt;Associação Comunitária do Bairro Ellery&lt;br /&gt;Associação Comunitária do Bairro Monte Castelo&lt;br /&gt;Associação Comunitária Portal do Benfica&lt;br /&gt;Associação Comunitária de Rádiodifusão de Independência (ACORDI)&lt;br /&gt;Associação União dos Moradores de Luta do Álvaro Weyne&lt;br /&gt;Associação Zumbi Capoeira&lt;br /&gt;Associação Zumbi Capoeira (Pirambu)&lt;br /&gt;Centro Cultural de Arte Capoeira na veia&lt;br /&gt;Centro de Apoio a Vida&lt;br /&gt;Centro Popular de cultura e Ecocidadania (CENAPOP)&lt;br /&gt;Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca-CE)&lt;br /&gt;Cia. Tesouro Nordestino&lt;br /&gt;Cia. de Teatro Arte Amiga&lt;br /&gt;Cine Rua&lt;br /&gt;Cipó Comunicação Interativa&lt;br /&gt;Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco (Recife-PE)&lt;br /&gt;Coral Vida e Arte&lt;br /&gt;Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)&lt;br /&gt;Espaço Solidário (ESSO)&lt;br /&gt;Fábrica de Imagens - Ações Educativas em Cidadania e Gênero (Fortaleza-CE)&lt;br /&gt;Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)&lt;br /&gt;Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)&lt;br /&gt;Futsal Caça e Pesca&lt;br /&gt;Grab - Grupo de Resistência Asa Branca&lt;br /&gt;Grêmio estudantil Juventude Ativa&lt;br /&gt;Grupo Aprendizes de Papel&lt;br /&gt;Grupo Budega Chic&lt;br /&gt;Grupo Cultural Entreface - Identidade Juvenil, Comunicação e Cidadania (Belo Horizonte MG)&lt;br /&gt;Grupo Pensar Lutar e Cia. de Teatro Arte Amiga&lt;br /&gt;Grupo Pensar Lutar e Vencer (Pastoral da Juventude Maraponga)&lt;br /&gt;Grupo Tapa (Temos Amor pela Arte)&lt;br /&gt;Grupo Vida e Arte&lt;br /&gt;Instituto Jera de Feira de Santana (BA)&lt;br /&gt;Instituto de Juventude Contemporânea (IJC)&lt;br /&gt;Instituto Terramar&lt;br /&gt;Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social&lt;br /&gt;Juventude Atitude (CDI)&lt;br /&gt;Juventude Negra Kalunga&lt;br /&gt;Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz&lt;br /&gt;ONG Catavento Comunicação e Educação&lt;br /&gt;Pastoral da Juventude do Canindezinho – PJ&lt;br /&gt;Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras do Brasil&lt;br /&gt;Rede de Jovens do Nordeste&lt;br /&gt;Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce)&lt;br /&gt;Sindicato dos Operadores de Turismo do Ceará&lt;br /&gt;Sindicato dos Vigilantes do Estado do Ceará (SindVigilante)&lt;br /&gt;Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores do Ceará (SindValores)&lt;br /&gt;Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos do Estado do Ceará (Sintigrace)&lt;br /&gt;Terreiro Capoeira&lt;br /&gt;Tesouro Nordestino&lt;br /&gt;TV UMLAW&lt;br /&gt;União Brasileira de Mulheres (UBM)&lt;br /&gt;União da Juventude Socialista (UJS)&lt;br /&gt;Vidas e Vozes da Juventude"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=7257&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-6196704953154192430?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/6196704953154192430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=6196704953154192430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6196704953154192430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6196704953154192430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/11/o-manifesto-trata-geralmente-de.html' title='GÊNERO TEXTUAL: MANIFESTO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1653815489169420152</id><published>2011-11-17T01:16:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T01:24:34.299-08:00</updated><title type='text'>LEITURAS IMPORTANTES PARA DESENVOLVER O TEMA DA AULA 31</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEMA:&lt;/strong&gt;QUAIS OS LIMITES ÉTICOS DA PROPAGANDA? NA BUSCA DO RESULTADO, O VALE-TUDO É PERMITIDO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTOS DE APOIO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTO 1: &lt;/strong&gt;O espetáculo da publicidade: a representação do corpo feminino na mídia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.contemporanea.uerj.br/pdf/ed_08/04LILIANY.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTO 2: &lt;/strong&gt;Resgatando a importância da informação publicitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Silva Ladislau Dowbor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 30 de abril de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objetivos da publicidade e propaganda deveriam ser nobres, pois trata-se de importantes ferramentas para comunicar aos indivíduos a utilidade, as competências técnicas e formas de uso dos produtos e serviços, além das condições de comercialização. O avanço tecnológico dos meios de comunicação pode colaborar cada vez mais para que a propaganda e a publicidade cheguem aos indivíduos facilitando o processo de escolha deste ou daquele produto/serviço. No Brasil, por exemplo, mais de 90% das residências possuem televisão, e o brasileiro passa, em média, cinco horas diárias diante da TV. A internet ainda é produto de elite, mas já atinge aproximadamente 17% da população. Enfim, com o sistema de comunicação em rede e de alcance planetário, as possibilidades de munir as pessoas com informação se tornaram imensas. &lt;br /&gt;Os gastos do setor também apontam nesta direção. Em 1997, por exemplo, foram gastos 435 bilhões de dólares mundialmente em propaganda – um trilhão, quando somadas todas as formas de marketing. (PNUD: 1998, p. 63; Lessig, 2002.) Esses 435 bilhões de dólares/ano representam quase 50% do PIB do Brasil, a décima primeira economia do mundo. &lt;br /&gt;Porém o rumo tomado pela publicidade e propaganda distorce seus objetivos iniciais e ao invés de comunicar os atributos dos bens e serviços, formula seu discurso de sedução na construção de estilos de vida  acessíveis a apenas uma pequena parcela da sociedade. &lt;br /&gt;Hoje a publicidade invade não só os espaços públicos com mensagens não solicitadas, como inunda os nossos e-mails e telefones particulares, com pouquíssima informação sobre o valor e utilidade real dos produtos ou serviços, sobre os impactos ambientais ou desperdícios envolvidos, através de empresas terceirizadas que inclusive pouco sabem sob o produto. Tornamo-nos literalmente o “público-alvo”. Com uma população desinformada, não há possibilidade de uma avaliação crítica dos produtos e serviços oferecidos, dos preços praticados, do desperdício crescente. Sem saber como o produto ou o serviço foi projetado, produzido, como deve ser usado e eventualmente descartado, não há consumo responsável.       &lt;br /&gt; Os indicadores sociais confirmam o abismo entre o que é produzido e as necessidades básicas da sociedade.  Dados da Human Development Report 1998 revelam que para permitir o acesso universal de serviços sociais básicos para todos os países em desenvolvimento seriam necessários os seguintes gastos: 6 bilhões de dólares em educação básica, 9 bilhões de dólares no tratamento de água, 12 bilhões de dólares na saúde da mulher, 13 bilhões de dólares em saúde básica e nutrição. No lugar de investirmos nestas áreas em 1997 foram gastos: 8 bilhões de dólares em cosméticos só nos Estados Unidos, 11 bilhões de dólares em sorvete na Europa, 12 bilhões de dólares em perfumes na Europa e nos Estados Unidos, 17 bilhões de dólares em comidas para animais domésticos só nos Estados Unidos, 35 bilhões de dólares em entretenimento para executivos no Japão, 50 bilhões de dólares em cigarros e 105 bilhões de dólares em bebidas alcoólicas na Europa, 400 bilhões de dólares no narcotráfico mundial e 780 bilhões de dólares em armamento militar em todo o globo. (PNUD: 1998, p. 37)&lt;br /&gt;Não se trata de atribuirmos este apartheid social à dinâmica do consumo fomentada pelos mecanismos de  publicidade e propaganda, mas sim de destacar que o papel que estas exercem no estimulo ao consumo é significativo. O livro de Juliet Schor, Born to Buy (Nascidos para fazer compras) traz dados estarrecedores sobre a manipulação de crianças. O excelente documentário The Corporation mostra a diretora de uma das maiores agências de publicidade do mundo afirmando tranquilamente que é preciso capturar as crianças “para ter os adultos amanhã”. A situação se torna opressiva, com grandes avenidas onde em vez de casas e árvores vemos apenas um corredor de outdoors. Cada esquina é um ponto de panfletagem, do pesado pacote do jornal diário deslizam panfletos de supermercados; a televisão, além dos curiosamente chamados intervalos, impõe inserções publicitárias na própria programação. Nesse mercado de “mil e uma utilidades”, tudo se vende. &lt;br /&gt;É difícil escapar. O controle mundial está se tornando cerrado. A conservadora revista The Economist (19-03-05) analisa a concentração no mercado da publicidade, onde “a maior parte da indústria a se concentrou em quadro grandes grupos holding: Omnicom e Interpublic americana, a WPP de base britânica e a Publicis. Depois de engolir centenas de empresas menores de publicidade, Omnicom tem cerca de 1500 subsidiárias”. O peso norte-americano é esmagador: “As empresas americanas respondem pela metade do trilhão de dólares que se gastam globalmente em marketing” Business Week (15-5-2000 p. 24). São empresas gigantescas que não se preocupam muito com a opinião da população de países distantes. &lt;br /&gt;O efeito é duplo. Por um lado, com a inundação publicitária, cresce a ineficiência, e a revista constata esta “horrível verdade, que do 1 trilhão de gastos em anúncios e marketing, em alguns casos, pode ser muito mais da metade do orçamento do cliente que vai pelo ralo”. Mais importante, com o subtítulo de “Bombardeados”, o Economist comenta que “as pessoas estão cansando de anúncios sob todas as suas formas. Um recente estudo de Yankelovitch Partners, uma consultora americana de serviços de marketing diz que a resistência dos consumidores à crescente intrusão do marketing e dos anúncios atingiu um ponto extremo. Este estudo constatou que 65% das pessoas agora se sentem “constantemente bombardeadas por mensagens publicitárias, e que 59% acham que os anúncios têm muito pouca relevância para elas. Quase 70% disseram que estariam interessadas em produtos ou serviços que os ajudassem a evitar a agressão publicitária”. (Special Report – the Future of Advertising, 26-06-04, p. 71).  Na ausência de qualquer capacidade efetiva de autoregulação, estaremos claramente evoluindo para uma Lei de Assédio Comercial.   &lt;br /&gt;O “bottom line” do assunto é que com tantos gastos financeiros – que saem dos nossos bolsos pois a conta publicitária é incluída nos preços – com a poluição visual e sonora, consumo do tempo dos indivíduos, interrupção de programas etc., continuamos profundamente desinformados sobre os produtos. A realidade não precisa ser assim. O marketing poderia ser menos orientado por esperteza, e mais por inteligência: informar de maneira inteligente o cliente, em vez de inventar habilidades psicológicas e novas formas de manipulação, terá sem dúvida mais futuro, ainda que exija uma profunda mudança cultural da área.  &lt;br /&gt;A concentração das empresas de marketing e o desgarramento da realidade é diretamente ligada às grandes corporações que comandam as contas publicitárias. Em seu livro Planeta Mídia (1998, p. 60), Dênis de Moraes constata que hoje grandes setores da economia são dominados por poucas empresas: “McDonalds, Burger King e Wendy dominam o fast-food; Nike, Adidas e Reebok são as maiorais do tênis; Michelin, Goodyear e Bridgestone dão as cartas nos pneus.” Quando vemos as gigantescas somas gastas apelas corporações da telefonia, sabendo que cada outdoor  é pago na conta que recebemos em casa, as pessoas tendam a ficar irritadas. A conta publicitária do banco HSBC é de 600 milhões de dólares: os salários de cerca de 600 pessoas que gerem esta conta estão nas nossas tarifas e juros bancários (The Economist, 19-03-05, p. 69). &lt;br /&gt;A bobagem das “imagens” em geral importadas, tentando gerar aspirações artificiais de identidade emprestas, tende a se esgotar. O apelo sexual das propagandas de cerveja, os caubóis durões da Marlboro, os carros que na publicidade deslizam em poéticas estradas campestres, quando na realidade acabamos parados na Marginal Tieté olhando para outro tipo de paisagem, tudo isto cansa. A mercadoria fica em segundo plano, o valor da marca é referendado pelo poder de interferência pesada no comportamento de consumo dos indivíduos. A mercadoria é a felicidade, o sucesso, o amor, a superioridade que ganha vida com toda a encenação que os meios tecnológicos permitem. E que nossa vida não é isto, todos sabemos. &lt;br /&gt;Trate-se, então, de redirecionarmos o papel da propaganda e da publicidade para prestarem serviços à sociedade, ou seja, como instrumentos que materializam nosso direito à informação, no caso informando sobre os atributos e condições de comercialização dos bens e serviços, ao invés de uma manipulação de valores, crenças e mitos. As tecnologias e a criatividade dos especialistas do setor podem e devem contribuir na construção das peças de campanhas, mas o que não se deve perder como foco é que o principal objetivo da publicidade e da propaganda é informar o cidadão sobre os benefícios dos produtos. &lt;br /&gt;  Na realidade, a publicidade precisa de uma atividade equilibradora, de um contrapeso. Hoje só ouvimos o lado do produtor, falando maravilhas do seu produto. Nada melhor do que uma pequena taxa, de 3% por exemplo, sobre a conta publicitária das empresas, que serviria para financiar organizações da sociedade civil especializadas em pesquisar a utilidade real dos produtos, e em informar o cidadão. As empresas ainda ficariam com 97% do poder de fogo, o que francamente não deveria representar um desequilíbrio dramático. Mas se veriam forçadas a checar melhor a validade do que anunciam, e passaria a ser respeitada uma lei básica da informação: ter uma segunda opinião, e neste caso, ouvir o outro lado, o consumidor. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ladislau Dowbor&lt;/strong&gt;, é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da PUC de São Paulo, participou como organizador da coletânea “Desafios da Comunicação” publicada pela editora Vozes, entre outras coletâneas e livros publicados.  http://dowbor.org  &lt;br /&gt;Hélio Silva, é doutor em comunicação e semiótica pela PUC/SP, professor do Centro Universitário SENAC, também participou como organizador da coletânea “Desafios da Comunicação” publicada pela editora Vozes, entre outras publicações sobre comunicação e marketing. &lt;br /&gt;Ambos os autores fazem parte do núcleo de pesquisa sobre a Economia mundial discutindo temáticas emergentes como globalização, comunicação e trabalho que deram origem as publicações “Desafios da globalização”, “Desafios da Comunicação” e “Desafios do trabalho”. Atualmente o núcleo discute a temática do consumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTO 3:&lt;/strong&gt; “A responsabilidade social das empresas de alimentos com a propaganda de seus produtos”, por Paulo Itacarambi*&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eis uma discussão que a sociedade brasileira ainda precisa fazer com seriedade: qual é o papel da propaganda nos nossos hábitos e valores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (30/5), uma pesquisa encomendada pela ONG Instituto Alana mostra que quase 80% dos pais considera a propaganda de alimentos prejudicial a seus filhos. O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha, que entrevistou 596 pessoas em todo o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados mostram também que, na opinião dos pais entrevistados, a propaganda de alimentos, principalmente de fast food e doces, dificulta os esforços para ensinar aos filhos uma alimentação saudável (76%). E que as crianças são levadas a amolar os pais para que comprem os produtos anunciados (78%). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a pesquisa, alimentos não saudáveis são aqueles ricos em sódio, gordura ou açúcar. O Instituto Alana concluiu, pelos resultados verificados, que os pais estão pedindo ajuda para enfrentar o que a ONG chamou de “bombardeio” de propaganda de alimentos pobres em nutrientes. Eis uma discussão que a sociedade brasileira ainda precisa fazer com seriedade: qual é o papel da propaganda nos nossos hábitos e valores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil vive uma epidemia de obesidade, inclusive infantil. De acordo com o IBGE, quase metade da população brasileira com mais de 20 anos está com excesso de peso. Entre as crianças, a situação não é melhor. Uma em cada três das que têm entre 5 e 9 anos de idade apresenta sobrepeso e 15% delas já são obesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema atinge qualquer faixa de renda, gênero e raça. E a principal causa apontada é a alimentação rica em calorias e pobre em nutrientes, cujo cardápio contém a maioria dos produtos anunciados em todos os meios de comunicação do país: bolachas, biscoitos, balas, refrigerantes, fast food etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute a regulamentação da publicidade de alimentos não saudáveis. No ano passado, a agência publicou uma resolução determinando alertas sobre possíveis riscos à saúde nesse tipo de propaganda. Uma liminar na Justiça em favor da Associação Brasileira de Alimentos (Abia) suspendeu a regra. A Abia considera que regulamentar publicidade de alimentos é coisa do passado. A indústria está trabalhando em alimentos mais saudáveis. E aponta 2020 como o ano em que será possível atingir-se um grau adequado de “saudabilidade” dos alimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, em agosto de 2009, as 24 maiores empresas de alimentos do país firmaram um compromisso público de limitar a publicidade dirigida às crianças. Segundo o Instituto Alana, até o fim do ano passado, 12 das 24 empresas envolvidas no acordo haviam detalhado o compromisso e, destas, apenas oito especificaram os critérios nutricionais que serviriam de base para determinar um alimento saudável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como ficam as crianças? E os cidadãos em geral? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É questão central da responsabilidade social das empresas refletir sobre o que está divulgando para a sociedade por meio da sua propaganda. A propaganda cria desejos que, às vezes, leva uma pessoa – principalmente uma criança – a consumir o que não precisa e, no limite, até em detrimento do que precisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da propaganda de alimentos, enquanto estes não apresentarem o grau de “saudabilidade” necessário para uma alimentação equilibrada, estarão de fato promovendo uma vida não saudável, com sérias conseqüências para os consumidores e a para a sociedade. A obesidade é o exemplo mais visível e alarmante desse processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda também cria valores na sociedade. Se a empresa divulga sem critério ou aviso determinado produto que sabidamente faz mal à saúde, que tipo de valor vai disseminar? E se, ao contrário, os anúncios fossem instrumento para promover a equidade de gênero ou de raça, por exemplo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas de alimentos já poderiam ter dado um passo enorme na gestão responsável se tivessem cumprido o compromisso que elas mesmas assumiram de limitar a publicidade de alimentos não saudáveis para crianças. Ao não cumprirem, prestaram um desserviço à sociedade e ao movimento de responsabilidade social, porque desvalorizaram um dos instrumentos mais importantes que o mercado tem – a autorregulação – e desqualificaram a participação da sociedade no processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda é fundamental para a nova sociedade que precisamos construir, desde que também se baseie nos critérios de sustentabilidade que vão direcionar os negócios: justiça social, equilíbrio ambiental e crescimento econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Paulo Itacarambi é vice-presidente executivo do Instituto Ethos. &lt;br /&gt;http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/5770/servicos_do_portal/noticias/itens/%E2%80%9Ca_responsabilidade_social_das_empresas_de_alimentos_com_a_propaganda_de_seus_produtos%E2%80%9D,_por_paulo_itacarambi.aspx &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTO 4: &lt;/strong&gt;A Responsabilidade Social na Propaganda Feminina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neusa Fumie Nishida Mestranda em Comunicação Social - Universidade Metodista de São Paulo e Especialista em Planejamento Estratégico em Comunicação - Universidade Metodista de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;O trabalho analisa a responsabilidade social nas propagandas femininas. O objetivo é verificar como as mulheres são representadas nestes anúncios, pelo viés da responsabilidade social. O modo como estes anúncios são produzidos, a relação entre linguagem verbal e não-verbal e o contexto sócio-ideológico evidenciam que a responsabilidade social não é representada em sua plenitude no discurso publicitário.&lt;br /&gt;Palavras-chave: responsabilidade social; propaganda; comunicação; discurso publicitário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsabilidade social&lt;br /&gt;Desde a década de 1990, a responsabilidade social está sendo discutida no meio empresarial e na mídia brasileira. Este termo está em desenvolvimento nas empresas que vem adotando esta nova forma de conduzir os negócios de maneira sustentável e socialmente responsável. Os aspectos da responsabilidade social estão relacionados com uma mudança cultural por parte das empresas por meio de seus valores, suas ações e relações que precisam estar embasadas na ética e na transparência com os diversos públicos de interesse destas empresas. &lt;br /&gt;Conforme Bueno (2005), a responsabilidade social é um exercício planejado e sistemático de ações, estratégias, e a implementação de canais de relacionamento entre uma organização, seus públicos de interesse e a própria sociedade, tendo em vista: contribuir para o desenvolvimento social, pelo respeito ao ser humano, pela valorização da diversidade cultural e pela defesa irrestrita da liberdade de pensamento e expressão; propiciar condições ideais de trabalho para os seus colaboradores; assumir a transparência e a ética como atributos fundamentais; preservar o meio ambiente; praticar a excelência na fabricação de produtos e na prestação de serviços. Mais do que excelentes, no entanto, estes produtos ou serviços têm que ser éticos, ou seja, não podem, por seu consumo ou utilização, acarretar prejuízos aos consumidores/usuários; implementar projetos que visem ao desenvolvimento científico e cultural (aqui incluídas as artes em geral), esportivo, educacionais e comunitário.&lt;br /&gt;Essa postura socialmente responsável das empresas converge em uma nova forma de comunicação. Essa comunicação está apoiada na transmissão de valores éticos e sociais da empresa aos seus diversos públicos. &lt;br /&gt;A propaganda é um dos diversos itens da comunicação utilizada para se comunicar com os públicos com os quais a empresa mantém relacionamento. Ela reflete a cultura da sociedade. Na medida em que as pessoas começam a dar mais valor à consciência e à responsabilidade nos processos de gestão das empresas, a propaganda começa a espelhar essas preocupações por parte das empresas.&lt;br /&gt;Na década de 1970, Renato Castelo Branco (apud NUCCI, 2005, p. 16), pioneiro da responsabilidade social na publicidade no Brasil, considerava a propaganda um instrumento da expansão comercial, da promoção do consumo e dos objetivos de lucro. Mas tinha, ao mesmo tempo, uma consciência da responsabilidade social da propaganda, que devia ser verdadeira no fundo e na forma. Devia respeitar a comunidade e o indivíduo.&lt;br /&gt;Atualmente, verificamos a mobilização de alguns publicitários em favor da responsabilidade social nos anúncios. Olivetto (2003), fundador da agência de propaganda W/Brasil, cita que para uma mensagem publicitária ser verdadeiramente efetiva na venda de um produto tem que fazer mais do que pura e simplesmente vender o produto. Tem que acrescentar algo de útil na vida do consumidor. "Não importa o que seja, mas tem de ter esse algo mais, porque assim é mais eficiente, assim é melhor negócio, assim é mais responsável com o quadro social e assim é mais contemporâneo".&lt;br /&gt;Roberto Duailibi (apud NUCCI, 2005, p. 16), sócio da agência de propaganda DPZ, acredita que a agência pode estimular seus clientes a se comprometerem com a responsabilidade social, procurando dizer somente a verdade em seus anúncios.&lt;br /&gt;Segundo Francisco Gracioso (apud NUCCI, 2005, p. 16), presidente da Escola Superior de Propaganda e Marketing, os publicitários receitam o remédio, como aplicar a responsabilidade social nas propagandas, mas eles próprios nunca tomam. Diante desta consideração e da constatação de colocar ênfase na responsabilidade social da propaganda, um grupo de publicitários composto por ele, Hiran Castelo Branco, José Roberto Whitaker Penteado, Christina Carvalho Pinto e Ricardo Guimarães estão elaborando um Código da Responsabilidade Social da Propaganda. &lt;br /&gt;Propaganda socialmente responsável&lt;br /&gt;"Sempre é possível fazer uma propaganda socialmente responsável", afirma Alberto Djinishian (apud MADUREIRA, 2005), diretor de criação da Giacometti Propaganda. "Uma peça tem o poder de libertar o consumidor da sua própria desesperança, ao mostrar o lado bom das pessoas, das coisas que o rodeiam", diz ele, lembrando que, ao criar uma empatia com o consumidor, automaticamente o anunciante cria uma empatia com o seu produto.&lt;br /&gt;A responsabilidade sobre as mensagens que veicula motivou Ricardo Guimarães (apud MADUREIRA, 2005), presidente da Guimarães Profissionais, a não aceitar clientes dos segmentos de cigarros e armas. "Não colocamos medo nas pessoas", afirma. Para ele, o desafio de um publicitário é muito maior quando se trata de criar uma campanha de impacto e que não apele para o grotesco ou o preconceito. "O publicitário perde muito tempo em criar verdades, e não em mostrá-las", diz ele, que tem entre os clientes a Natura, em que mulheres comuns são garotas-propaganda da marca. &lt;br /&gt;Pinto (2005) em sua visão otimista vai mais longe com relação à responsabilidade social na propaganda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A comunicação vai ser mais e mais sincera. Todos os estereótipos serão definitivamente rejeitados, pois não encontrarão ressonância em nenhuma tribo de consumidores. Homens e mulheres serão cada vez mais retratados na sua imensa capacidade de viver múltiplos e fascinantes papéis. Todos os tipos físicos serão respeitados em sua beleza original e legítima. A morenice das brasileiras vai deixar de se oxigenar por estimulação irracional da mídia. O mundo vai perceber que cerveja e corpo de mulher não são rigorosamente o mesmo assunto. A manipulação das crianças será banida dos comerciais e dos lares.O conteúdo ético de cada peça publicitária será considerado sagrado (...)."&lt;br /&gt;Atualmente, verificamos, ainda de forma tímida, a inserção de alguns valores de responsabilidade social e ética nas propagandas como a valorização da diversidade étnica e cultural do povo brasileiro, evitando o uso de estereótipos, a inclusão de informações úteis para a vida do consumidor como o uso moderado de bebidas etc.&lt;br /&gt;Um dos públicos da propaganda é a mulher que no decorrer das décadas vem mudando o seu papel na sociedade. Anteriormente restrita ao ambiente familiar, a mulher nos dias atuais assume diferentes papéis. Nas décadas de 60 e 70 sua função era quase exclusivamente de dona de casa e esposa, nos anos 80 e 90 os movimentos feministas e a valorização do papel profissional alteraram sua forma de agir e pensar. Hoje a mulher é uma consumidora exigente, interessada não somente em adquirir produtos e serviços para o lar, mas também para seus interesses pessoais, seu bem-estar. &lt;br /&gt;Neste contexto, a responsabilidade social na propaganda feminina ganha relevância. O discurso desta propaganda vai se direcionar às várias mulheres ocupando diversas funções, evitando estereótipos. Segundo José Francisco Eustáchio (apud PERRONE, 2005, p. 5), vice-presidente de operações e negócios da Talent, o foco está mudando. Pouco tempo atrás um comercial de perfume, batom ou creme dizia que a mulher deveria comprar aquele determinado produto para fazer com que um homem prestasse atenção a ela. Hoje o apelo é diretamente para ela. A idéia é satisfazê-la.&lt;br /&gt;Os papéis responsável e ético são os pilares básicos da responsabilidade social na propaganda. As características da responsabilidade social estão embasadas nas propostas iniciais do Código da Responsabilidade Social da Propaganda. A ética na propaganda está relacionada ao cumprimento dos artigos do Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária publicado pelo Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária).&lt;br /&gt;Porém, nossa análise focalizará o aspecto responsável da propaganda, sob o viés do Código da Responsabilidade Social da Propaganda. A ênfase será a representação da mulher no anúncio, e principalmente, se ela é caracterizada como um estereótipo ou não. Ilustraremos neste trabalho somente um item do Código que trata do assunto citado acima. A propaganda é socialmente responsável quando reconhece e valoriza a diversidade étnica e cultural do povo brasileiro, evitando o uso de imagens e estereótipos ofensivos às minorias.&lt;br /&gt;Discurso da propaganda&lt;br /&gt;Segundo Bakhtin (1997, p. 301), "para falar, utilizamo-nos sempre dos gêneros do discurso, em outras palavras, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e relativamente estável de estruturação de um todo".&lt;br /&gt;O discurso publicitário constitui um tipo de discurso e os anúncios de produtos para o público feminino que são nosso objeto de estudo são identificados como gênero de discurso. Esta categorização tem seu pressuposto na teoria de Maingueneau (2001, p. 59), onde ela afirma que todo texto pertence a uma categoria de discurso, a um gênero de discurso. &lt;br /&gt;Este discurso tem uma formatação que o caracteriza como publicitário. Ele é construído por meio de uma linguagem verbal e não-verbal que estão atrelados às condições de produção e recepção. A linguagem verbal é composta pelo título do anúncio, texto, assinatura da empresa que representam os benefícios e a satisfação decorrentes da aquisição e uso do produto. A linguagem não-verbal é constituída pela imagem, disposição tipográfica dos elementos verbais e não-verbais, tipologia e tamanho de letras, cores etc. &lt;br /&gt;Com relação ao componente icônico do anúncio, Pèninou (apud GOMES, 2003, p. 40) comenta que as imagens ou textos visualizados servem de suporte a uma informação semântica e pragmática, que pressuponha conhecimento prévio ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observamos que em alguns anúncios há uma interferência da imagem na construção do verbal. A imagem complementa, dá suporte a linguagem verbal.&lt;br /&gt;Quando o locutor escolhe uma determinada frase para compor o anúncio, esta seleção está vinculada ao todo do enunciado completo. Pois, esta frase em conjunto com outros elementos do anúncio é que irá dar sentido à mensagem e exercer um efeito sobre o receptor. &lt;br /&gt;"A oração, como unidade da língua, não consegue condicionar diretamente uma atitude responsiva ativa. È só ao tornar-se enunciado completo que adquire tal capacidade" (BAKHTIN, 1997, p. 307).&lt;br /&gt;"Nas mensagens publicitárias, a informação é convertida em argumento de persuasão" (GOMES, 2003, p. 35). O foco dos anúncios é associar benefícios, valores aos produtos com a intenção de interagir com o receptor pela persuasão.&lt;br /&gt;O homem, por meio do discurso - ação verbal de intencionalidade -, tenta influir sobre o comportamento do outro. É por isso que Koch (1984, p. 19) afirma que o ato de argumentar constitui o ato lingüístico fundamental, pois a todo e qualquer discurso subjaz uma ideologia. &lt;br /&gt;A propaganda se utiliza da palavra e/ou dos diversos signos que a compõem com o objetivo pragmático de convencer o receptor, obter um consenso emotivo que resultará na adesão do destinatário às suas propostas e argumentações. Visa a ação pela linguagem.&lt;br /&gt;Essa ação pela linguagem está relacionada com a escolha de recursos lingüísticos. Esta escolha mostra as intenções do autor, as informações implícitas no anúncio, revelando a posição do anunciante.&lt;br /&gt;Sandmann (2003, p. 12) cita que para prender a atenção do leitor, as propagandas utilizam recursos da linguagem com o objetivo de torná-las criativas. Os recursos da linguagem estão relacionados com os aspectos ortográficos, fonéticos, morfológicos, sintáticos, semânticos, linguagem figurada etc.&lt;br /&gt;Para Bakhtin (1986, p. 95), a forma lingüística, sempre se apresenta aos locutores no contexto de enunciações precisas, e implica sempre um contexto ideológico preciso. Na realidade não são palavras o que pronunciamos ou escutamos, mas verdade ou mentiras, coisas boas ou más, importantes ou más etc. "A palavra está sempre carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico ou vivencial".&lt;br /&gt;Podemos transportar a teoria de Bakhtin para a propaganda. Os anúncios divulgam um determinado produto. O que diferencia, por exemplo, uma calça jeans de um anunciante e outro é a maneira como o anúncio vai mostrar este produto, agregando valores, conceitos ideológicos. O produto ou serviço se transforma em significação de valores para o grupo social que o consome. &lt;br /&gt;O consumidor/receptor ao ler um anúncio faz uma seleção de um determinado produto. Esta escolha está relacionada com a significação da mensagem que o receptor apreende e à identificação com o produto. O anúncio funciona no sentido de conduzir o consumidor a identificar-se com o produto e a sentir o prazer de produzir significados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia e delimitação do corpus&lt;br /&gt;O corpus selecionado para a pesquisa foi composto por 5 propagandas da empresa Natura sobre o produto Natura Chronos e 2 propagandas da empresa Nívea, sendo uma sobre creme nutritivo para as mãos e a outra sobre batom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este corpus foi resultado de um recorte de propagandas que apresentavam ser socialmente responsáveis ou não sob o critério da estereotipização da mulher, caracterizados pela linguagem verbal e não-verbal destes anúncios.&lt;br /&gt;A metodologia utilizada foi a análise do discurso publicitário. Os anúncios foram avaliados sob as seguintes categorias descritas abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materialidade discursiva: imagem utilizada na propaganda, disposição dos elementos verbais e não-verbais, tipologia, cores etc.&lt;br /&gt;Argumentação: operadores argumentativos - figuras de linguagem (metáfora/metonínia), funções de linguagem (função expressiva, apelativa, referencial), conotações positivas para o produto, indicações modais das intenções do emissor etc. - atuantes no anúncio para persuadir o consumidor/receptor etc.&lt;br /&gt;Marcas da responsabilidade social: marcas verbais e não-verbais presentes nos anúncios indicaram se a propaganda é socialmente responsável ou não, considerando a representação da mulher nestas propagandas. &lt;br /&gt;Análise do corpus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Anúncios da empresa Nivea&lt;br /&gt;Nivea Hand (anúncio 1 página, 4 cores)&lt;br /&gt;"Agora a beleza está em suas mãos".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materialidade discursiva: A modelo Gisele Bünchen é a personagem do anúncio. Sua posição frontal, a direção do olhar, suas mãos e o gesto envolvem a consumidora como se ela estivesse demonstrando ou indicando o uso do creme nutritivo Nivea Hand. A própria imagem de Gisele se faz interpelante no discurso. A autoridade em beleza está persuadindo a consumidora a adquirir o produto e obter o benefício de ter mãos cuidadas e bonitas como as dela. O título do anúncio atravessa horizontalmente o braço da personagem em uma altura próxima de sua mão que está em destaque. Esta posição do título na propaganda remete à imagem desta mão, pois ambos estão no mesmo campo visual. As palavras "está em suas mãos" apresentam tipologia em tamanho maior e em negrito em relação ao restante do título para reforçar seu significado polissêmico. A imagem do produto aparece no canto esquerdo inferior em destaque, evidenciando os benefícios impressos na embalagem. O texto alinhado à direita e próximo do produto reforça os benefícios do mesmo. &lt;br /&gt;Argumentação: O conceito do anúncio é o tratamento de beleza para as mãos. A personagem utiliza diversos argumentos para persuadir a consumidora a adquirir o produto. Neste anúncio, a locutora dirige-se à mulher por meio da função apelativa: "Agora a beleza está em suas mãos", "Creme ... que nutrem e regeneram sua pele ...", "O melhor tratamento de beleza para as suas mãos ...". O título do anúncio "Agora a beleza está em suas mãos" apresenta polissemia, pois ela permite duas interpretações, uma literal e outra figurada. O uso de metáfora está em suas mãos (a decisão em ter o produto é da consumidora) é um recurso argumentativo da propaganda conforme Citelli (2001, p. 19). A escolha do advérbio agora para introduzir o título, indica que antes não tinha um produto que proporcionava beleza para as mãos. O substantivo beleza encontra suporte e complementação no uso da imagem de Gisele Bünchen. A finalização do texto com a frase "O melhor tratamento de beleza para as suas mãos só poderia ser da Nívea" denota a idéia de grau e intensidade do tratamento de beleza para as mãos da Nívea. A assinatura reforça a denotação positiva para marca. "Nivea. A marca que mais entende de pele no mundo". Inspira confiança pela marca.&lt;br /&gt;Marcas da responsabilidade social: Conforme o Código da Responsabilidade Social da Propaganda, a propaganda cumpre seu papel socialmente responsável quando não usa estereótipos, reconhecendo e valorizando a diversidade étnica e cultural. Este anúncio reforçou um estereótipo ainda muito utilizado pelos publicitários que é a configuração de que a maior preocupação da mulher é a perfeição estética. &lt;br /&gt;A representação da mulher neste anúncio caracterizou-se pela exaltação da beleza, apelando para a imagem de uma mulher idealizada - modelo reconhecida nacionalmente e internacionalmente, bonita, jovem e magra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem verbal e não-verbal utilizadas no anúncio apontam a intencionalidade dos produtores em associar a beleza da modelo, especialmente à das mãos, ao benefício do produto. Esta intencionalidade dos autores apresenta-se de forma explícita (imagem) e implícita (título do anúncio). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Francisco Eustáchio (apud PERRONE, 2005, p. 5), comenta que o relacionamento com público feminino tornou-se desafio para os publicitários. Um fato é consenso entre eles: evitar estereótipos. A primeira coisa a considerar é a autenticidade e naturalidade das mulheres, evitando tratá-la como dona de casa ou como executiva que só tem olhos para o trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este anúncio criou de forma persuasiva um estereótipo de beleza feminina ideal como exemplo a ser seguido. Portanto, a responsabilidade social não foi representada no discurso desta propaganda.&lt;br /&gt;Nivea Lip Care (anúncio 1 página, 4 cores)&lt;br /&gt;"Ninguém resiste a lábios hidratados. Nem você".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materialidade discursiva: A garota-propaganda do anúncio é a Gisele Bünchen. O sorriso estampado no rosto, os olhos fechados, os lábios com batom expressam a sensação de querer ser beijada, ou de estar sonhando com isso. A imagem representa o desejo da mulher em usar o batom para despertar a atenção dos homens. Parte da tipologia do título "lábios hidratados" está em letras maiores e em negrito para destacar o principal benefício do batom. A imagem do produto está em primeiro plano e aparece no canto esquerdo inferior. O fundo do anúncio em tom rosa semelhante à cor dos lábios cria uma harmonia e associação com a embalagem do produto que identifica a cor do batom. &lt;br /&gt;Argumentação: O título do anúncio "Ninguém resiste a lábios hidratados. Nem você" é o elemento verbal dotado de marca argumentativa para persuadir a consumidora. O uso da palavra "Ninguém" produz inferência na consumidora. Esta informação no anúncio se apresenta de forma implícita. Segundo Koch (1995, p. 26), "há sempre elementos implícitos que necessitam ser recuperados pelo receptor por ocasião da atividade de produção de sentido. Para tanto, ele faz inferências ...". Ninguém pode estar relacionado com as mulheres que querem ter lábios hidratados para atrair a atenção dos homens e/ou com os homens que desejam os lábios hidratados. O texto apresenta função referencial, destacando os benefícios do produto.&lt;br /&gt;Marcas da responsabilidade social: A mulher representada pela imagem e título do anúncio é estereotipada como objeto de desejo para o homem. Uma das inferências do anúncio é que a mulher deve comprar o batom para fazer com que um homem preste atenção a ela. Estas marcas verbal e não-verbal presentes de forma implícita no anúncio indicam que ele não foi produzido de maneira socialmente responsável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda é socialmente responsável quando respeita o consumidor, evita o uso de estereótipos e defende os princípios da sociedade e da família. Estes itens integram o Código da Responsabilidade Social da Propaganda. A associação do uso e compra de um produto não para satisfação pessoal e sim para chamar a atenção do sexo masculino, desrespeita as mulheres e subestima a inteligência delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta maneira de falar com as mulheres, reservando a elas o papel de objeto ainda é utilizada nos anúncios, ou seja, já se criou no passado este padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Anúncios da empresa Natura &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natura Chronos (seqüência de 5 anúncios de página dupla, 4 cores)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materialidade discursiva: Cada anúncio contém uma imagem de mulher. Esta imagem compõe o cenário do anúncio, ocupando a página esquerda. Em cada anúncio há um tipo de mulher, diferente em estilo e idade. Elas não estão na posição frontal e seus olhares não estão direcionados para a leitora/receptora. As mulheres estão com rostos alegres, e passam a impressão de que estão felizes, de bem com a vida e satisfeitas consigo mesmas. A imagem do produto não aparece, nos quatro primeiros anúncios. As imagens expressivas das mulheres são metáforas do produto, pois nelas os valores dele são demonstrados em seus rostos. Em cada um dos anúncios os nomes das garotas-propaganda e suas respectivas profissões aparecem na cor branca logo abaixo do início dos títulos. O logotipo da Natura na cor branca faz correlação com a cor branca nos nomes das garotas-propaganda, demonstrando o "bem estar bem" de Natura nestas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quinto e último anúncio apresenta algumas peculiaridades que não aparecem nas propagandas anteriores. O título não contém a idade da mulher representada no anúncio para fazer alusão de que a idade não importa. A imagem do produto aparece no canto superior esquerdo. Ao lado do produto está um texto que veio encoberto por um folhetinho colado. Este material contém informações detalhadas do produto, uso, benefícios etc. A presença deste folhetinho permite uma interação com a receptora que irá descolá-lo do anúncio pela curiosidade de saber o que está lá.&lt;br /&gt;Argumentação: Os anúncios trabalham a idéia de que não tem uma idade certa para usar o produto Natura Chronos. A empresa valoriza e respeita a beleza natural de cada mulher, idade pelo sentido que dá no discurso de cada um dos anúncios: "Sensualidade 60. Não tem idade certa para ser feminina", "Maturidade 34. Não tem idade para decidir o que se quer", "Felicidade 37. Não tem idade certa para gostar de sorrir", "Originalidade 44. Não tem idade certa para fazer o que ninguém faz", "Não tem idade certa para ser você mesma".&lt;br /&gt;A nomeação das garotas-propaganda e suas respectivas profissões são registradas no anúncio para dar um tratamento personalizado às mulheres. Cada uma delas possui uma qualidade que lhes é peculiar e uma profissão. "Sensualidade 60. Maria Helena Cabral, empresária", Maturidade 34. Maria Clara Garcia, atriz", "Felicidade 37. Reny Oliveira, gerente comercial", "Originalidade 44. Tata Marchetti, jornalista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos próximos à idade passam a idéia que ela é apenas um número e não serve para taxar o momento certo em que uma mulher tem que ser feminina, gostar de sorrir etc. O título do último anúncio "Não tem idade certa para ser você mesma" conclui com uma mensagem de conforto para a consumidora, fazendo uma alusão para o fato de que a receptora pode usar o produto em qualquer idade. &lt;br /&gt;O texto do último anúncio "O anti-sinais que não pára no tempo" faz uma conotação para a empresa que está constantemente aperfeiçoando o produto para proporcionar cada vez mais satisfação para a consumidora. A denominação de anti-sinais, ao invés de anti-rugas, para o produto transparece o uso do eufemismo para indicá-lo. Este termo passa para a consumidora que o uso do produto não a caracteriza como uma mulher idosa. A frase final do texto "Uma fórmula exclusiva para mulheres como você, que desejam combater os sinais sem a pretensão de parar o tempo" transmite uma mensagem para que as mulheres realizem o que almejam, independente do uso do anti-sinais que está atrelada a idéia de que a mulher atingiu uma certa maturidade.&lt;br /&gt;Marcas da responsabilidade social: A linguagem verbal e não-verbal aplicadas nos anúncios pelos autores evidenciam a produção de um discurso publicitário que representa a responsabilidade social. As mulheres foram retratadas nestes anúncios como modernas, ativas e atuantes em diversos setores profissionais em consonância com contexto sócio-cultural da atualidade. Elas ocupam múltiplos papéis e não são apenas donas de casa, esposas, mães etc. Elas foram valorizadas pela suas belezas originais, pela diversidade de estilos e idades, pela felicidade interior, pelo bem-estar etc. Elas não foram taxadas de idosas pelo uso do produto anti-sinais. &lt;br /&gt;Com base no Código da Responsabilidade Social da Propaganda, estes anúncios cumpriram o item que trata do reconhecimento e valorização da diversidade étnica e cultural do povo brasileiro (aqui incluem as mulheres), evitando o uso de estereótipos. Outro item do Código que também esteve presente nos anúncios refere-se à preservação e promoção de nossos valores e tradições, defendendo os princípios da sociedade e da família. Estas propagandas respeitaram as mulheres pelo que elas são e não pela reprodução de um padrão pré-estabelecido (linda, magra, jovem, dona-de-casa, objeto de desejo dos homens etc.).&lt;br /&gt;Considerações finais&lt;br /&gt;A responsabilidade social na propaganda é um paradigma que vem sendo adotado pelo meio publicitário. Ela implica em transformações no modo de produzir as propagandas por meio de um discurso em consonância com este contexto sócio-ideológico. &lt;br /&gt;Os publicitários, os anunciantes são os detentores do poder da linguagem nos anúncios, e dependendo do sentido que criam neles, revelam sua intenção em produzir propagandas socialmente responsáveis. &lt;br /&gt;Um dos aspectos destes anúncios é o respeito pela sociedade, consumidores. Este respeito está atrelado a uma mensagem direcionada para eles sem a pretensão de criar estereótipos culturais.&lt;br /&gt;A análise discursiva das propagandas desta pesquisa mediada pelo conteúdo verbal, imagens, intencionalidade dos produtores permitiu verificar como as mulheres são retratadas.&lt;br /&gt;O aspecto positivo da responsabilidade social esteve presente nos discursos dos anúncios da empresa Natura. Ela respeita as mulheres pela suas peculiares (beleza, estilo, idade, profissão), evitando valorizá-las pela perfeição estética e estereótipos de beleza - linda, magra e jovem. O uso do produto Natura Chronos pelas mulheres não está condicionado ao objetivo de conquistar um homem e nem cumprir o papel de objeto.&lt;br /&gt;A ausência da responsabilidade social foi ilustrada pelos anúncios da empresa Nívea. Ela ainda insiste em utilizar os velhos jargões publicitários de excessiva valorização da beleza e do uso de produtos para chamar a atenção dos homens. A mulher nestes anúncios não foi estimada pela sua satisfação, felicidade interior, inteligência, independência etc.&lt;br /&gt;A criação de propagandas femininas por parte dos publicitários e anunciantes denota que ainda há um longo caminho a ser percorrido na elaboração de um discurso publicitário que represente a realidade de uma propaganda socialmente responsável.&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;BAKHTIN, Mikhail (Volochinov). Marxismo e Filosofia da Linguagem. 3ª ed. São Paulo: Hucitec, 1986.&lt;br /&gt;________________. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.&lt;br /&gt;BUENO, Wilson. Responsabilidade Social. Disponível em: &lt;http://www.comtexto.com.br/conceito_rs.htm&gt;. Acesso em: 23 abr. 2005.&lt;br /&gt;CITELLI, Adilson. Linguagem e persuação. São Paulo: Editora Ática, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOMES, Neusa Demartini. Publicidade: comunicação persuasiva. Porto Alegre: Sulina 2003.&lt;br /&gt;KOCH, Ingedore Villaça. Argumentação e Linguagem. São Paulo: Cortez, 1984.&lt;br /&gt;MADUREIRA, Daniele. O papel social da propaganda. Disponível em:&lt; http://www.abap.com.br/noticias/papelsocialpropaganda.htm&gt;. Acesso em: 15 abr. 2005.&lt;br /&gt;MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. São Paulo: Cortez, 2001.&lt;br /&gt;NUCCI, João Paulo. O papel das agências. Meio &amp; Mensagem. São Paulo, 21 mar. 2005. Meio &amp; Mensagem Especial Responsabilidade Social, p. 16.&lt;br /&gt;OLIVETTO, Washington. Pensam, logo existem.&lt;br /&gt;PERRONE, Roberto. Quer falar com uma mulher? Meio &amp; Mensagem. São Paulo, 7 mar. 2005. Meio &amp; Mensagem Especial Mulheres p. 5.&lt;br /&gt;PINTO, Christina Carvalho. Comunicação: modo de usar. Disponível em:&lt;http://www.fulljazz.com.br&gt;. Acesso em: 11 maio 2005.&lt;br /&gt;REVISTA CLÁUDIA. São Paulo: Abril, n. 4, abr. 2005.&lt;br /&gt;SANDMANN, Antonio Jose. A linguagem da propaganda. São Paulo: Contexto, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.comtexto.com.br/2convicomartigoNeusaNishida.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1653815489169420152?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1653815489169420152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1653815489169420152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1653815489169420152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1653815489169420152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/11/leituras-importantes-para-desenvolver-o.html' title='LEITURAS IMPORTANTES PARA DESENVOLVER O TEMA DA AULA 31'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-2861556000156111557</id><published>2011-11-07T08:43:00.001-08:00</published><updated>2011-11-07T08:43:54.860-08:00</updated><title type='text'>3º SIMULADO DE REDAÇÃO DE 2011</title><content type='html'>INSTRUÇÕES - Há a seguir 3 (três) temas; escolha apenas um para desenvolver sua redação; escreva seu texto à tinta, na Folha de Redação; desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema; faça o Rascunho da redação no espaço apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA 1 (Adaptação)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um, mesmo sem nunca ter passado pela escola, sabe que não pode falar sempre do mesmo jeito com todas as pessoas, pois, até mesmo entre os familiares, cada relação está marcada por um nível diferente de formalidade. A linguagem que usamos às vezes é mais informal, às vezes é mais séria, impessoal. Nessas situações menos pessoais, a norma culta é a mais adequada para garantir um contato respeitoso e mais claro entre os indivíduos. Por isso, quando o falante consegue variar a linguagem, adequando o nível de formalidade a suas intenções, à situação e à pessoa com quem fala, dizemos que ele possui boa competência linguística. O conhecimento das variedades linguísticas amplia nossas possibilidades de comunicação, mas é a norma culta que garante a manutenção de uma unidade linguística ao país. Com base nos textos da coletânea a seguir, elabore uma dissertação argumentativa sobre o tema: considerando que a norma culta é variante mais valorizada socialmente, qual deve ser a posição da escola em relação às outras variantes linguísticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coletânea:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualidades e valores - Estão confundindo um problema de ordem pedagógica, que diz respeito às escolas, com uma velha discussão teórica da sociolinguística, que reconhece e valoriza o linguajar popular. Esse é um terreno pantanoso. Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver idéias de maior complexidade - tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la. [Evanildo Bechara, gramático e filólogo, em entrevista a revista Veja, 29 de maio de 2011]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Menas: o certo do errado e o errado do certo” - A ideia é provocadora e reflete um debate bem atual. Em cartaz desde 16 de março no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a exposição "Menas: o certo do errado, o errado do certo", tem a proposta manifesta de homenagear a variante popular do idioma no Brasil.&lt;br /&gt;A exposição, que fica no museu até 27 de junho, começa na estação de metrô Luz, onde cerca de trinta banners trazem frases com os chamados tropeços comuns no português falado no Brasil, de "A nível de língua, ninguém sabe tudo" a "Ele vai vim para a festa". O objetivo é fazer o visitante refletir sobre a normatização na língua, antes mesmo de chegar às dependências do museu.&lt;br /&gt;Lá dentro, sete instalações convidam o visitante a lidar sem preconceito com as formas em uso no português brasileiro. O próprio título da mostra soa como provocação, brincando com a variante do advérbio "menos", por princípio invariável.&lt;br /&gt;“A exposição, de maneira divertida, mostra por que saímos do padrão culto muitas vezes sem nos darmos conta”, explica Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor do museu.&lt;br /&gt;Segundo Sartini, o objetivo é mostrar que os brasileiros "não falamos nem mais nem menos fora do padrão culto que italianos, americanos e franceses", e todo idioma tem variações que são usadas em certas situações e para diferentes públicos. [Revista Língua]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pertinente, adequado e necessário - (...) Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum.(...) Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.&lt;br /&gt;Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles - se julgarem pertinente, adequado e necessário - possam vir a usá-la. [Marcos Bagno, escritor e linguista, na revista Carta Capital]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestiçagens da língua - Quando em 1727 o rei de Portugal proibiu que no Brasil se falasse a língua brasileira, a chamada língua geral, o nheengatu, é que começou a disseminação forçada do português como língua do País, uma língua estrangeira. O português formal só lentamente foi se impondo ao falar e escrever dos brasileiros, como língua de domínio colonial, tendo sido até então apenas língua de repartição pública. A discrepância entre a língua escrita e a língua falada é entre nós consequência histórica dessa imposição, veto aos perigos políticos de uma língua potencialmente nacional, imenso risco para a dominação portuguesa. [José de Souza Martins, cientista social, professor emérito da Universidade de São Paulo, em O Estado de S. Paulo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA 2 (Adaptação)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA SOBREVIVE NA ERA DO E-MAIL - Ninguém questiona o fato de que a internet chegou para ficar e está transformando o modo como o mundo se comunica. A proliferação do uso de e-mails, sites de relacionamento e mesmo SMS enterrou para muitos a ideia de enviar uma carta. Mas os correios em todo o mundo descobriram que a carta não desapareceu. Há três anos, o envio de correspondências se mantém estável, segundo a União Postal Universal, fundada em 1874 em Berna. No mundo são 1,2 bilhão de cartas mandadas por dia. Por ano, os campeões são os americanos, com 199 bilhões de cartas. O Japão vem em distante segundo lugar, com 25 bilhões, e a Alemanha, com 21 bilhões. &lt;br /&gt;Segundo 193 correios do mundo, há grandes diferenças ainda entre os países sobre como as pessoas se comunicam. Na Arábia Saudita, a carta continua sendo a forma mais usada por trabalhadores imigrantes provenientes da Ásia para se comunicar com suas famílias em seus países de origem. Na África, a realidade é mais problemática. Somente uma a cada oito pessoas tem um endereço para onde alguém possa enviar uma carta. Se nem endereço fixo é uma realidade, a internet continua um sonho distante. No mundo, uma a cada três pessoas tem acesso à internet em casa. Mas a taxa é de uma a cada 20 nos países em desenvolvimento, segundo a União Internacional de Telecomunicações. (Adaptado de: Agência Estado. Carta sobrevive na era do e-mail. Gazeta do Povo, 6 jun. 2010, p. 15.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em vista a importância da troca de correspondências nos dias atuais, redija uma Tendo em vista a importância da troca de correspondências nos dias atuais, redija uma carta a um amigo que vive num país distante, numa cidade que não dispõe de rede de comunicação para e-mail e internet, relatando a ele os fatos mais importantes ocorridos no Brasil no ano de 2011 e expressando sua opinião sobre esses fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Atenção: Ao encerrar a carta, assine Fulano de Tal, mantendo o sigilo de sua prova.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www.cops.uel.br/vestibular/2012/RevistaDialogosPedagogicos.pdf)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA 3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreva uma dissertação-argumentativa, posicionando-se a respeito da polêmica da devolução de terras aos indígenas brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo conflito de terras entre índios e não índios destacou-se na Justiça em novembro de 2010, com o reconhecimento definitivo do direito de propriedade dos índios xavantes à terra Marãiwatsédé, em Mato Grosso, na Amazônia Legal, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) no estado. Para a Fundação Nacional do Índio (Funai), trata-se do mais significativo caso desde a retirada dos fazendeiros da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir a posse definitiva e contínua das terras em favor de diferentes grupos indígenas da área, em março de 2009.&lt;br /&gt;A Justiça considerou que os posseiros e proprietários não têm nenhum direito à terra Marãiwatsédé e decidiu que eles deverão deixar a área. Mas ao contrário do que ocorreu na Raposa Serra do Sol, em que a população não índia era pequena, neste caso há milhares de moradores a ser retirados.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O impasse de Marãiwatsédé é apenas um dos que ainda existem no país e que, com alguma regularidade, aparecem nos jornais e na televisão. A terra Marãiwatsédé soma 165 mil hectares, cerca de 1,5 mil km2, área maior que a do município do Rio de Janeiro. Os índios dessa região foram os últimos do grupo xavante a ser contatados no país, em 1957. Nessa área, eles construíam aldeias espalhadas para evitar a entrada de outros grupos indígenas não xavantes. Mas o surgimento de uma fazenda de latifúndio, na década de 1960, com o apoio do governo do estado, degradou a área, e eles acabaram retirados de suas terras pelos governos estadual e federal (época da ditadura militar) e levados de avião para uma reserva junto a outros grupos indígenas, com costumes diferentes dos seus. Centenas de xavantes morreram das doenças contraídas de populações com as quais tiveram contato forçado. Nas décadas seguintes, o governo mato-grossense estimulou a ocupação da região indígena.&lt;br /&gt;Direitos constitucionais - A devolução de terras como essa e da reserva Raposa Serra do Sol, na fronteira norte do Brasil, resulta de uma importante mudança de compreensão da sociedade brasileira sobre os direitos dos índios, expressa de várias formas e registrada na Constituição de 1988. A Carta reconhece os direitos dos indígenas de possuir terras em extensão e condições adequadas às suas necessidades econômicas, culturais e históricas. A Constituição brasileira afirma: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam (...)”.&lt;br /&gt;(...) No Brasil, atualmente, existem 225 povos indígenas, que vivem em 683 terras reconhecidas ou em reconhecimento pela Funai até meados de 2011, das quais cerca de um terço ainda estava em diferentes etapas de regularização. A Funai considera que assegurar o direito dos índios à terra é também uma medida estratégica para o país, que poderá garantir a proteção da nossa biodiversidade e do conhecimento dos índios para usá-la. Estima-se que as comunidades existentes na Amazônia manipulem mais de 1,3 mil plantas com princípios ativos medicinais, muitas das quais já passaram a ser utilizadas comercialmente no Brasil e no exterior.&lt;br /&gt;Polêmica - Alguns segmentos da população brasileira, entretanto, consideram que os índios têm terras demais e que sua regularização está reduzindo a quantidade disponível para uso econômico pelo restante da sociedade. As terras indígenas regularizadas somam 12,7% da superfície do Brasil, embora os índios instalados nelas representem menos de 1% da população. Para se contrapor a essa argumentação, a Funai explica que os índios são reconhecidos pela Constituição e pelo Estado brasileiro como representantes de uma cultura própria, que tem de ser respeitada e preservada, e, para que seu modo de vida se mantenha, é fundamental garantir-lhes as terras necessárias. O espaço da reserva indígena deve incluir áreas para as aldeias, para as atividades de subsistência (caça, pesca, roças), para a preservação do meio ambiente e ainda para a reprodução física e cultural dos índios, tudo isso de acordo com o modo de vida e a cultura deles.&lt;br /&gt;Além disso, a Funai utiliza dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que mostram que o Brasil ainda tem 185 milhões de hectares de terras aproveitáveis e não exploradas, um total bem maior do que o das terras indígenas. Para a Funai, são a concentração fundiária e a má utilização que levam à falta de terras para a agricultura e a pecuária, e não a extensão dos territórios indígenas.&lt;br /&gt;Pode-se também ressaltar que foi justamente a expropriação das terras indígenas um dos motivos para que sua população diminuísse tanto. A situação social é considerada grave, por exemplo, em Mato Grosso do Sul, onde há décadas os índios vivem em áreas restritas demais para sobreviver, e a falta de perspectivas de vida resulta em altas taxas de suicídio entre os jovens, além do assassinato de lideranças indígenas em conflitos pela posse da terra. (Índios avançam em seus direitos. Paulo Montoia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://189.91.160.138/materia/indios-avancam-em-seus-direitos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-2861556000156111557?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/2861556000156111557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=2861556000156111557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2861556000156111557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2861556000156111557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/11/3-simulado-de-redacao-de-2011.html' title='3º SIMULADO DE REDAÇÃO DE 2011'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-49791890323201960</id><published>2011-10-31T04:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T04:23:11.710-07:00</updated><title type='text'>HORÁRIOS DO 3º SIMULADO DE REDAÇÃO</title><content type='html'>SEGUNDA-FEIRA (31 DE OUTUBRO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURMA 1: DAS 14H ÀS 16H&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURMA 2: DAS 17H30 ÀS 19H30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERÇA-FEIRA (01 DE NOVEMBRO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURMA 3: DAS 14H ÀS 16H&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURMA 4: DAS 17H15 ÀS 19H15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURMA 5: DAS 20H30 ÀS 22H30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HORÁRIO ESPECIAL: DAS 10H30 ÀS 12H30 (PERÍODO DA MANHÃ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO&lt;/strong&gt;: NESTA QUINTA-FEIRA, &lt;strong&gt;NÃO&lt;/strong&gt; HAVERÁ AULA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-49791890323201960?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/49791890323201960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=49791890323201960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/49791890323201960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/49791890323201960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/horarios-do-3-simulado-de-redacao.html' title='HORÁRIOS DO 3º SIMULADO DE REDAÇÃO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-6795845963776310864</id><published>2011-10-22T15:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T15:42:02.772-07:00</updated><title type='text'>COLOSSO (GOYA)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jbUIWjRQ6tk/TqNGATVMnAI/AAAAAAAABGI/KVUzaBpCAqc/s1600/COLOSSO.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 236px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jbUIWjRQ6tk/TqNGATVMnAI/AAAAAAAABGI/KVUzaBpCAqc/s320/COLOSSO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666449727165340674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famoso quadro "O Colosso" não é um Goya autêntico, diz o Prado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04/07/2008 | 16:24 | Agência Estado Fale conoscoComunicar errosRSSImprimirEnviar por emailReceba notícias pelo celularReceba boletinsAumentar letraDiminuir letraDurante anos, o Museu do Prado, na capital espanhola, teve suas suspeitas. Agora tem certeza: um dos quadros mais admirados do seu acervo, do pintor Goya, na verdade não é uma obra do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio sobre o quadro "O Colosso", um quadro de grande dimensão que mostra o torso de um gigante, se levantando sobre as nuvens, enquanto marcha em direção a uma aldeia de pessoas e animais aterrorizados, provocou comoção nos especialistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns criticam o Prado pela maneira como lidou com o assunto. Pelo menos um dos especialistas insiste que o quadro é uma obra do mestre espanhol da pintura do final do século XVIII e início do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Colosso" de Francisco de Goya y Lucientes sempre foi uma das principais atrações do Prado, uma das pinturas mais expressivas da sua série sobre os horrores da guerra espanhola contra a invasão napoleônica da Península Ibérica, no final da década de 1800.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas sobre a autenticidade do quadro apareceram no início da década de 1990. Chamou atenção o fato do museu ter excluído a obra da sua grande exposição "Goya nos tempos da guerra" que ficará aberta até 13 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na semana passada, o museu - que recebeu a obra em doação de um colecionador em 1930 - informou que não considera o quadro um autêntico Goya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos estudos indicam que "O Colosso" poderia ser uma obra de Asensio Julia, discípulo de Goya e ajudante no seu ateliê. Uma das descobertas mais importantes e que levaram o museu a essa conclusão é que as iniciais de Julia parecem ter sido gravadas no pé do quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O museu tem a certeza que não é um Goya. Isso é seguro. O que ainda não está claro é quem pintou o quadro," disse uma porta-voz do Prado à Associated Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela falou sob condição de anonimato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu do Prado informou oficialmente que os resultados finais da investigação só serão conhecidos no final deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O quadro não foi pintado pelas mãos de Goya," disse recentemente Manuela Mena, conservadora chefe do acervo do século XVIII do museu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=783481&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-6795845963776310864?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/6795845963776310864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=6795845963776310864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6795845963776310864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6795845963776310864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/colosso-goya.html' title='COLOSSO (GOYA)'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jbUIWjRQ6tk/TqNGATVMnAI/AAAAAAAABGI/KVUzaBpCAqc/s72-c/COLOSSO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1862547073890013964</id><published>2011-10-22T15:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T15:36:02.955-07:00</updated><title type='text'>NECROCOMBUSTÍVEIS</title><content type='html'>Os "Necro-combustíveis" - Promovendo a fome mundial e a destruição da Natureza &lt;br /&gt;« em: Julho 27, 2007, 11:31:34 »  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os "Necro-combustíveis" - Promovendo a fome mundial e a destruição da Natureza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A realidade negra dos Bio-combustíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefixo grego bio significa vida; necro, morte. O combustível extraído de plantas traz vida? No meu tempo de escola primária, a história do Brasil se dividia em ciclos: pau-brasil, ouro, cana, café etc. A classificação não é de todo insensata. Agora estamos em pleno ciclo dos agrocombustíveis, incorretamente chamados de biocombustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo ciclo provoca o aumento dos preços dos alimentos, já denunciado por Fidel Castro. Estudo da OCDE e da FAO, divulgado a 4 de julho, indica que "os biocombustíveis terão forte impacto na agricultura entre 2007 e 2016." Os preços agrícolas ficarão acima da média dos últimos dez anos. Os grãos deverão custar de 20 a 50% mais. No Brasil, a população pagou três vezes mais pelos alimentos no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos alimentar carros e desnutrir pessoas. Há 800 milhões de veículos automotores no mundo. O mesmo número de pessoas sobrevive em desnutrição crônica. O que inquieta é que nenhum dos governos entusiasmados com os agrocombustíveis questiona o modelo de transporte individual, como se os lucros da indústria automobilística fossem intocáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preços dos alimentos já sobem em ritmo acelerado na Europa, na China, na Índia e nos EUA. A agflação - a inflação dos produtos agrícolas - deve chegar, este ano, a 4% nos EUA, comparada ao aumento de 2,5% em 2006. Lá, como o milho está quase todo destinado à produção de etanol, o preço do frango subiu 30% nos últimos doze meses. E o leite deve subir 14% este ano. Na Europa, a manteiga já está 40% mais cara. No México, houve mobilização popular contra o aumento de 60% no preço das tortillas, feitas de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O etanol made in USA, produzido a partir do milho, fez dobrar o preço deste grão em um ano. Não que os ianques gostem tanto de milho (exceto pipoca). Porém, o milho é componente essencial na ração de suínos, bovinos e aves, o que eleva o custo de criação desses animais, encarecendo derivados como carne, leite, manteiga e ovos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hoje quem manda é o mercado, acontece nos EUA o que se reproduz no Brasil com a cana: os produtores de soja, algodão e outros bens agrícolas abandonam seus cultivos tradicionais pelo novo "ouro" agrícola: o milho lá, a cana aqui. Isso repercute nos preços da soja, do algodão e de toda a cadeia alimentar, considerando que os EUA são responsáveis por metade da exportação mundial de grãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, já há lobbies de produtores de bovinos, suínos, caprinos e aves pressionando o Congresso para que se reduza o subsídio aos produtores de etanol. Preferem que se importe etanol do Brasil, à base de cana, de modo a se evitar ainda mais a alta do preço da ração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desnutrição ameaça, hoje, 52,4 milhões de latino-americanos e caribenhos, 10% da população do Continente. Com a expansão das áreas de cultivo voltadas à produção de etanol, corre-se o risco dele se transformar, de fato, em necrocombustível - predador de vidas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o governo já puniu, este ano, fazendas cujos canaviais dependiam de trabalho escravo. E tudo indica que a expansão dessa lavoura no Sudeste empurrará a produção de soja Amazônia adentro, provocando o desmatamento de uma região que já perdeu, em área florestal, o equivalente ao território de 14 estados de Alagoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de cana no Brasil é historicamente conhecida pela superexploração do trabalho, destruição do meio ambiente e apropriação indevida de recursos públicos. As usinas se caracterizam pela concentração de terras para o monocultivo voltado à exportação. Utilizam em geral mão-de-obra migrante, os bóias-frias, sem direitos trabalhistas regulamentados. Os trabalhadores são (mal) remunerados pela quantidade de cana cortada, e não pelo número de horas trabalhadas. E ainda assim não têm controle sobre a pesagem do que produzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns chegam a cortar, obrigados, 15 toneladas por dia. Tamanho esforço causa sérios problemas de saúde, como câimbras e tendinites, afetando a coluna e os pés. A maioria das contratações se dá por intermediários (trabalho terceirizado) ou "gatos", arregimentadores de trabalho escravo ou semi-escravo. Após 1850, um escravo costumava trabalhar no corte de cana por 15 a 20 anos. Hoje, o trabalho excessivo reduziu este tempo médio para 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entusiasmo de Bush e Lula pelo etanol faz com que usineiros alagoanos e paulistas disputem, palmo a palmo, cada pedaço de terra do Triângulo Mineiro. Segundo o repórter Amaury Ribeiro Jr, em menos de quatro anos, 300 mil hectares de cana foram plantados em antigas áreas de pastagens e de agricultura. A instalação de uma dezena de usinas novas, próximas a Uberaba, gerou a criação de 10 mil empregos e fez a produção de álcool em Minas saltar de 630 milhões de litros em 2003 para 1,7 bilhão este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A migração de mão-de-obra desqualificada rumo aos canaviais - 20 mil bóias-frias por ano - produz, além do aumento de favelas, o de assassinatos, tráfico de drogas, comércio de crianças e de adolescentes destinados à prostituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro precisa livrar-se da sua síndrome de Colosso (a famosa tela de Goya). Antes de transformar o país num imenso canavial e sonhar com a energia atômica, deveria priorizar fontes de energia alternativa abundantes no Brasil, como hidráulica, solar e eólica. E cuidar de alimentar os sofridos famintos, antes de enriquecer os "heróicos" usineiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;(Artigo publicado em Agência de Notícias da América Latína e Caribe -Adital, em 20 de julho de 2007)&lt;br /&gt;Frei Betto é dominicano e escritor.&lt;br /&gt;Assessoria de Comunicação - (61) 3411.3349 / 2747&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php?topic=596.0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1862547073890013964?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1862547073890013964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1862547073890013964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1862547073890013964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1862547073890013964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/necrocombustiveis.html' title='NECROCOMBUSTÍVEIS'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1436308882098887030</id><published>2011-10-22T15:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T15:33:17.004-07:00</updated><title type='text'>O BIOCOMBUSTÍVEL NO BRASIL</title><content type='html'>Novos Estudos - CEBRAP&lt;br /&gt;Print version ISSN 0101-3300&lt;br /&gt;Novos estud. - CEBRAP  no.78 São Paulo July 2007&lt;br /&gt;http://dx.doi.org/10.1590/S0101-33002007000200003  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O biocombustível no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogério Cezar de Cerqueira LeiteI; Manoel Régis L. V. LealII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IFísico, é professor emérito da Unicamp &lt;br /&gt;IIPesquisador do "Projeto Etanol"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca por soluções alternativas para o consumo do petróleo, desde a década de 1970 até hoje, e a preocupação com a poluição ambiental e a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera reforçam cada vez mais a importância da produção comercial dos biocombustíveis. Este artigo analisa a evolução do etanol e do biodiesel no Brasil e examina a tecnologia disponível em direção a um desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras-chave: petróleo; efeito estufa; biocombustíveis;etanol; biodiesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUMMARY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The search for alternative solutions for the consumption of the petroleum, since the decade of 1970 until today, and the concern with environmental pollution and reduction of gas emissions in the atmosphere intensifies the importance of the commercial production of the biofuels. This article analyzes the evolution of ethanol and biodiesel in Brazil and examines the technology available towards a sustainable development.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keywords: petroleum; greenhouse effect; biofuels; ethanol; biodiesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As razões para o interesse pelos biocombustíveis são muitas e variam de um país para outro e também ao longo do tempo, sendo as principais as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Diminuir a dependência externa de petróleo, por razões de segurança de suprimento ou impacto na balança de pagamentos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Minimizar os efeitos das emissões veiculares na poluição local, principalmente nas grandes cidades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Controlar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira razão acima foi a grande motivadora, após os dois choques de petróleo na década de 1970, que incentivou as nações importadoras de petróleo a buscarem alternativas para este insumo fóssil. Floresceram vários programas de desenvolvimento de energias renováveis, de economia de energia, de uso da energia nuclear, do gás natural e do carvão mineral. Este quadro se manteve até meados dos anos 1980, quando os preços internacionais do petróleo caíram a valores em torno de US$ 12 por barril e aí o interesse pelos substitutos de petróleo arrefeceu devido ao custo dos subsídios necessários para mantê-los no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos anos 1970, a preocupação com a qualidade do ar nas grandes cidades e com os efeitos negativos das emissões veiculares nessa qualidade renovou o interesse pelos biocombustíveis. Os grandes produtores e usuários de álcool, os Estados Unidos e o Brasil, passaram a focar neste aspecto de uma forma séria e intensa, enquanto outros países, como o Japão e os da União Européia, mantiveram um interesse mais reduzido pelo assunto. A obrigatoriedade de adicionar componentes oxigenados na gasolina, para reduzir as emissões de monóxido de carbono e hidrocarbonetos, abriu mercado para o álcool, mas ele tinha de competir com outros oxigenados como o MTBE (Metil Tércio Butil Éter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda metade da década de 1990, com a introdução da injeção eletrônica e do catalisador de três vias nos veículos automotivos, e a conseqüente redução drástica das emissões no escapamento, o efeito poluidor desses veículos deixou de ser uma grande preocupação mas continuou a motivar o uso do álcool. A competição entre o metanol e o etanol pelo mercado de álcool combustível terminou com a vitória total deste último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a década de 1980 os cientistas passaram a alertar os Governos sobre o fenômeno do aquecimento global, mostrando evidências cada vez mais convincentes de que a temperatura da Terra estava subindo a uma taxa maior do que a esperada pelos registros históricos, devido a ações do homem; a queima de combustíveis fósseis seria a principal causa desse fenômeno e os níveis de dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás de efeito estufa, havia subido de 280 PPM (partes por milhão), índice que prevalecia antes da Revolução Industrial, para 380 PPM nos dias de hoje. A Convenção do Clima no Rio de Janeiro, em 1992, e a subseqüente assinatura do Protocolo de Quioto, em 1997, oficializaram essas preocupações com o clima global e estabelecerem responsabilidades para as nações signatárias da Convenção Quadro Sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Protocolo de Quioto foi finalmente ratificado em março de 2005, estabelecendo metas quantitativas para a redução da emissão de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos, referentes aos níveis de 1990. O primeiro período de verificação será de 2008 a 2012, e os países em desenvolvimento estão fora dessa obrigatoriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos três anos os preços do petróleo subiram sensivelmente, passando do patamar de US$ 20-30 por barril para um novo patamar entre US$ 50-70 por barril. As instabilidades políticas e sociais nas regiões produtoras e a convicção de que o pico de produção será atingido nos próximos dez ou vinte anos estão mantendo a volatilidade dos preços desse insumo estratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse quadro que os biocombustíveis vão se inserir no mundo com, no mínimo, uma dupla responsabilidade: ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa e substituir parcialmente o petróleo para alongar sua vida útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os biocombustíveis em uso comercial no mundo são o etanol e o biodiesel, nos níveis de 50 bilhões de litros e 5 bilhões de litros por ano, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETANOL NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O etanol vem sendo usado como combustível no Brasil desde os anos 1920, mas foi somente com o advento do Proálcool, em novembro de 1975, que seu papel ficou claramente definido a longo prazo, permitindo que o setor privado investisse maciçamente no aumento de produção. A motivação do governo para lançar o Proálcool foi o peso devastador da conta petróleo na balança de pagamentos do país, que importava na época mais de 80% do petróleo que consumia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção anual, que estava em torno de 600 milhões de litros, aumentou rapidamente e ultrapassou a meta do programa, de 10,6 bilhões de litros anuais, em menos de dez anos. Com o aumento da produção interna de petróleo e com a queda de seus preços internacionais, o governo perdeu o interesse pelo programa, que passou a navegar à deriva. Os subsídios foram reduzidos e o etanol hidratado perdeu competitividade perante a gasolina; a obrigatoriedade do uso do anidro na mistura com a gasolina e a velha frota de carros a álcool mantiveram o programa vivo, apesar da falta de apoio do governo. Um ponto vital foi a manutenção da infra-estrutura de abastecimento — o etanol estava disponível em mais de 90% dos 30 mil postos de combustível instalados no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001 o mercado de etanol no Brasil foi totalmente desregulamentado, passando a prevalecer a livre competição entre os produtores. O governo não mais estabelecia preços nem cotas. Felizmente, em 2002 começou uma nova elevação nos preços internacionais do petróleo, e o conseqüente aumento de preço da gasolina, que trouxe de volta o interesse do consumidor pelo carro a álcool — as vendas antes não deslanchavam pelo receio que tinha a população quanto à garantia de abastecimento. Percebendo isso, as montadoras de veículos passaram a trabalhar no desenvolvimento do motor flexível ao combustível (FFV — Flex Fuel Vehicle), que poderia operar com gasolina, etanol ou qualquer mistura desses dois combustíveis. O uso de gasolina ou etanol nesses veículos depende do preço relativo entre eles, considerando que a equivalência em quilometragem é de 0,7 litro de gasolina por litro de etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a situação do etanol combustível hoje no Brasil notam-se os seguintes pontos marcantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O etanol representa cerca de 40% dos combustíveis para motores leves (ciclo Otto);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não existem subsídios para o etanol e, mesmo assim, ele consegue competir com a gasolina; os custos de produção foram reduzidos em cerca de 70% desde 1975;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O Brasil é auto-suficiente em petróleo, importando diesel e exportando outros derivados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Cerca de 50% da cana moída no Brasil é usada para produzir etanol;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Há uma crescente expansão do mercado externo tanto para açúcar como para etanol, sendo difícil hoje identificar o real potencial do mercado mundial de etanol;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O setor sucroalcooleiro está em franca expansão: existiam 320 usinas em 2001, hoje já são 360, e 120 projetos estão em vários estágios de execução (expansões e novas usinas);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O Brasil é o maior produtor de etanol de cana no mundo, mas, em produção total, fica atrás dos Estados Unidos, que usa o milho como matéria-prima;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A tecnologia de produção de etanol no Brasil está totalmente madura, permitindo ainda alguns ganhos de produtividade na área agrícola e pouca coisa na área industrial; existem variedades de cana geneticamente modificadas que permitiriam grandes reduções nos custos de produção, embora não possam ser utilizadas pela morosidade do processo de liberação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, pode-se afirmar com muita convicção que a produção de etanol no Brasil está perfeitamente consolidada, podendo crescer ainda na substituição da gasolina caso a volatilidade dos preços do petróleo continue. Assim, o Brasil poderá vir a ser um grande exportador de etanol e gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIODISEL NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento de substitutos do diesel foi tentado com muito afinco no início do Proálcool, como forma de reduzir ainda mais o consumo de petróleo e de manter o perfil de produção de derivados de acordo com a capacidade das refinarias do país. O processo fracassou por várias razões, entre elas os baixos preços do diesel na época, e as atividades cessaram. Com isso, a substituição parcial da gasolina pelo etanol causou desequilíbrio no perfil de refino de petróleo com reflexos na qualidade do diesel, provocando a necessidade de importar cerca de 20% de diesel consumido e exportar parte da gasolina produzida. O governo voltou a se interessar pelo biodiesel quando sua produção e consumo passaram a crescer na Europa, principalmente na Alemanha; também vislumbrou uma forma de fortalecer a agricultura familiar e assim melhorar a inclusão social, um problema muito sério no Brasil. Em 6 de dezembro de 2004 foi lançado oficialmente o Programa Nacional de Produção de Biodiesel, regulamentado pela Lei nº- 11.097, de 2005. O programa estabeleceu a obrigatoriedade do uso de 2% de biodiesel misturado ao petrodiesel a partir de 2008 e de 5% a partir de 2013; esta última data poderá ser antecipada dependendo da capacidade de produção instalada. Para favorecer o pequeno produtor, o programa definiu impostos diferenciados dependendo da origem da matéria-prima, sendo o maior desconto para a produzida por pequenos produtores no Norte-Nordeste. O grande produtor não teria benefícios fiscais, sendo a taxação igual ao do diesel mineral. O produtor de biodiesel, para receber os benefícios fiscais no preço de venda nos leilões, precisa possuir o Selo Social que assegura o atendimento dos requisitos impostos pela lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande esperança do governo em viabilizar a produção de óleos vegetais e biodiesel na região semi-árida do Nordeste é a cultura da mamona. Alguns projetos foram implantados nessa linha, merecendo destaque a unidade da Brasil Ecodiesel com a usina em Floriano e a plantação de mamona em Canto do Buriti, ambas no Piauí. A usina tem capacidade de produção de 7 milhões de litros por ano usando o processo de transesterificação. O módulo agrícola foi implantado inicialmente em 5 mil hectares, divididos em lotes de 25 hectares por família; cada família deverá cultivar mamona consorciada com feijão, ou outra cultura da escolha da família, em quinze hectares. Os dez hectares restantes serão usados para área de preservação e outros cultivos da família. No final da implantação do projeto serão 40 mil hectares plantados. Cada módulo de produção agrícola contará com ampla infra-estrutura, com escola, posto médico e área de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto, aparentemente bem estruturado, com um bom conceito de inclusão social e tecnologia industrial de boa qualidade, não está operando como planejado, pois a matéria-prima utilizada tem sido principalmente a soja importada da região Centro-Oeste. Isso prova que não bastam boas intenções e que uma realidade não pode ser desfeita simplesmente com o estabelecimento delas. Tudo indica que faltou tecnologia na parte agrícola do projeto. A mamona recebeu muito pouca atenção nos últimos trinta anos e de repente foi lançada como a grande solução para a inclusão social via agricultura familiar. Há apenas duas variedades comerciais para as condições nordestinas e as técnicas de cultivo e manejo não parecem estar suficientemente desenvolvidas, sem contar com a falta de preparo e treinamento dos agricultores. A mamona precisará de pelo menos mais dez anos, com base na experiência com outras culturas, para ser desenvolvida como uma opção comercial de matéria-prima para a produção de biodiesel. Isso vale também para outras culturas ainda sem experiência de plantio comercial, como o pinhão-manso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A soja, com uma tecnologia agrícola já bem desenvolvida e perto de 25 milhões de hectares plantados no país, é hoje a principal matéria-prima na produção de biodiesel. É uma opção ruim do ponto de vista do balanço energético, da ocupação de terras e da inclusão social, mas é a melhor do ponto de vista econômico e de disponibilidade, tendo, portanto, predominado sobre as outras alternativas de matéria-prima. Todo país que inicia um programa de biocombustíveis sempre se baseia nas opções já em pleno desenvolvimento comercial. Assim foi no Brasil com o etanol de cana-de-açúcar, nos Estados Unidos com o etanol de milho e o biodiesel de soja, na Europa com o etanol de trigo e beterraba e o biodiesel de colza. Uma cultura exótica ou pouco conhecida precisará de tempo e recursos para ser desenvolvida como opção comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FUTURO DOS BIOCUMBUSTÍVEIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi mencionado acima, a maior motivação para o uso de biocombustíveis é seu potencial de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) de uma forma sustentável. No entanto eles terão de competir com outras formas de energia renováveis e também com tecnologias de seqüestro de carbono, como a injeção e o armazenamento de dióxido de carbono em poços exauridos de petróleo. A economia de energia é uma alternativa de redução de GEE que terá de ser utilizada, mas enfrentará dificuldades em alguns casos por exigir mudança de hábitos, como o uso do veículo particular para transporte. Dessa forma, torna-se muito importante o balanço energético da cadeia produtiva do biocombustível e a quantidade de gases de efeito estufa emitidos na sua produção, incluindo as fases agrícola e industrial. Nesse aspecto, o etanol de cana-de-açúcar tem se mostrado a melhor opção até o momento, pois consome 1 unidade de energia fóssil para 8 unidades de energia renovável produzida; para o etanol de milho ou de trigo essa relação é de 1,1 a 1,5 (dependendo de como se leva em conta o valor energético dos subprodutos). Para o biodiesel, esse balanço indica que a relação entre a energia renovável do biocombustível e a energia fóssil gasta na sua produção só excede o valor 3 para o caso do dendê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante na sustentabilidade do biocombustível é a necessidade de terras para produzi-lo. Comparando o etanol de cana-de-açúcar com o biodiesel de mamona vemos que um hectare cultivado com cana produz mais de 6 mil litros por ano de etanol, ao passo que esse mesmo hectare plantado com mamona proporciona apenas 500 litros de biodiesel. Dessa forma, os 13 bilhões de litros de etanol combustível que substituem cerca de 40% da gasolina utilizam pouco mais de 2 milhões de hectares de cana; para substituir 40% do diesel consumido no Brasil, ou seja, 16 bilhões de litros, seriam necessários 32 milhões de hectares plantados com mamona, o que representa cerca da metade da área cultivada no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a produção mundial de biocombustíveis se baseia hoje nas chamadas tecnologias de primeira geração, o que significa produção de etanol a partir de açúcares ou amidos (cana, beterraba, milho, trigo, mandioca) e biodiesel de óleos vegetais ou gordura animal (soja, mamona, dendê, sebo, óleo de fritura). Estão em desenvolvimento várias tecnologias que utilizam os materiais lignocelulósicos como matérias-primas (resíduos agroflorestais, madeira de florestas plantadas, culturas energéticas de curto ciclo, lixo urbano), que são mais baratos, mais abundantes e podem ser produzidos nas mais variadas condições de solo e clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cana-de-açúcar será beneficiada com essas tecnologias emergentes, pois além do açúcar ela produz uma grande quantidade de fibras na forma de bagaço e palha; atualmente quase todo o bagaço é usado para fornecer a energia de que a usina precisa e a palha é queimada antes da colheita. Com a redução do consumo energético nas usinas, o fim das queimadas e o início do recolhimento da palha, a produção de etanol por tonelada de cana processada poderá crescer em torno de 50% com a produção de etanol dos resíduos da cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O etanol já é hoje um grande sucesso no Brasil com substituto da gasolina e seu futuro é promissor com o advento das tecnologias de segunda geração. O biodiesel ainda tem um árduo caminho pela frente com as tecnologias de primeira geração e o futuro dependente de outras matérias-primas para as tecnologias de segunda geração; não devemos desanimar, mas não há razões para ufanismo quando se trata de biodiesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebido para publicação em 24 de junho de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-33002007000200003&amp;script=sci_arttext&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1436308882098887030?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1436308882098887030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1436308882098887030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1436308882098887030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1436308882098887030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/o-biocombustivel-no-brasil.html' title='O BIOCOMBUSTÍVEL NO BRASIL'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5994816590342971037</id><published>2011-10-21T10:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T10:12:55.436-07:00</updated><title type='text'>TEMA: O PODER DAS MULHERES</title><content type='html'>Redações sobre o tema “mulher”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As águas do Colorado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao serem observadas do topo do Grand Canyon, as águas do rio Colorado aparentam uma incrível fragilidade. Tem-se a nítida impressão de sua impotência diante das gigantescas mon¬tanhas que as circundam. Quando, num primeiro momento, observamos as mulheres, ternos exatamente as mesmas ideias: serem frágeis e impotentes.&lt;br /&gt;Assim como o rio, historicamente as mulheres sempre foram julgadas fracas e incapazes. Por esse motivo, até o início deste século, só possuíam um direito: não ter direito algum. Eram proibidas de frequentar faculdades, não tinham direi¬to ao voto e não podiam nem ao menos gerenciar a sua própria vida. A elas cabiam exclusivamente a educação dos filhos e os cuidados para a manutenção da casa ao gosto dos maridos.&lt;br /&gt;Porém, com o final da Segunda Guerra Mundial essa situação sofreu grandes mudanças. As mulheres passaram a exigir igualdade de direitos e oportunidades. Assim, algumas chegaram a ocupar funções administrativas e até mesmo elevados cargos políticos, caso da inesquecível Dama de Ferro da Inglaterra e da grande Golda Meir de Israel.&lt;br /&gt;Com a conquista de muitos direitos, as mulheres já competem diretamente com os homens provando sua força e capacidade. Não é mais raro vermos lares sustentados por mulheres e empresas por elas gerenciadas. Além disso, sua participação faz-se cada vez mais presente em países cuja economia mostra-se frágil. Como exemplo, temos a indispensável presença da mão-de-obra feminina em países cuja economia fora planificada e também no Brasil.&lt;br /&gt;Desta forma, fica evidente a importância das mulheres no mundo moderno, bem como as grandes modificações por elas conquistadas no seu "status quo". Assim, sua aparente fragilidade e impotência sucumbem diante do seu poder modificador. Por isso, as mulheres são como as águas do Colorado: aparentam uma grande fragilidade, mas, pro meio de seu persistente movimento, são capazes de esculpir o Grand Canyon. (Ricardo Reis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás dos bastidores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim como a maquiagem disfarça imperfeições e propicia à mulher uma imagem desejável, a aparente e bela idéia de que o sexo feminino conquistou igualdade em relação ao gênero oposto é superficial, camuflando sua real situação. É inegável que certas concessões foram realizadas à mulher, como direito ao voto e liberdade sexual através dos métodos contraceptivos. No entanto, tais aquisições são veiculadas pela sociedade – aparentemente justa, mas de essência machista – para impor o conceito de que a mulher já garantiu direitos bastantes e, por essa razão, deve-se dar por satisfeita.&lt;br /&gt; Equivocadamente, observa-se a face sorridente da sociedade para com a mulher - esta parece contentar-se por ocupar postos de trabalho anteriormente pertencentes somente ao sexo oposto e prega-se seu desvencilhamento do estereótipo doméstico. Em contrapartida, um olhar mais perspicaz e focado capta os poros obstruídos nessa imagem maquiada pela ideologia imposta.&lt;br /&gt; É coerente a um mundo que diz ver a mulher como um ser intelectual, provido de capacidade e vencedor na luta por seus direitos, tolerar a publicidade que abusa da exploração do corpo feminino para a venda de cerveja, reduzindo a mulher a um pedaço de carne? Seguindo essa tendência de banalização da imagem feminina, não é casualidade encontrar mulheres sensuais rodeando carros em salões do automóvel.&lt;br /&gt; A afirmação de que a mulher largou o pano de chão e saiu em busca de trabalho é parcialmente verdadeira. Em vários países terceiro-mundistas, isso está longe de ocorrer. E, onde ocorreu, não é raro estatísticas apontarem menor remuneração destinada ao sexo feminino. Também não se pode ignorar que anúncios de produtos de limpeza, utensílios domésticos e alimentos são dirigidos especialmente à mulher.&lt;br /&gt; Há 34 anos, a ONU decretou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher em homenagem às funcionárias de uma fábrica de tecidos em Nova York que morreram queimadas num protesto por igualdade de direitos em 1857. Ano após ano, por trás das inúmeras homenagens repletas de flores que a mídia veicula, esconde-se a oprimida e real face feminina. (Letícia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5994816590342971037?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5994816590342971037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5994816590342971037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5994816590342971037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5994816590342971037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/tema-o-poder-das-mulheres.html' title='TEMA: O PODER DAS MULHERES'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1744800039684096538</id><published>2011-10-21T09:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:44:26.516-07:00</updated><title type='text'>MEDICINA PUCPR - CÂMPUS CURITIBA - APROVAÇÃO</title><content type='html'>PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lígia Botelho De Moraes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROFESSORES E ALUNOS DO CURSO DE REDAÇÃO DA PROFª MÁRCIA GARCIA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1744800039684096538?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1744800039684096538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1744800039684096538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1744800039684096538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1744800039684096538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/medicina-pucpr-campus-curitiba.html' title='MEDICINA PUCPR - CÂMPUS CURITIBA - APROVAÇÃO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-220734635690065309</id><published>2011-10-21T05:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T06:06:51.826-07:00</updated><title type='text'>TEMA PARA DISCUSSÃO NAS AULAS DE 26 E 27 DE OUTUBRO: O BRASIL NO MUNDO CONTEMPORÂNEO</title><content type='html'>TEMA DE REDAÇÃO (Adaptado do XV Concurso Nacional de Redação Mundo e H&amp;C) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENFIM, O PAÍS DO FUTURO - Os anúncios de que o Brasil sediará a Copa Mundial de Futebol de 20 14 e os Jogos Olímpicos de 2016 criaram uma sensação de euforia e ufanismo, reforçada pelo relativo bom desempenho do país em meio a uma crise global do sistema financeiro e pelas notícias de que foram encontradas vastas reservas de petróleo na camada pré-sal. Um novo Brasil parece acertar as contas com o seu próprio passado, para saltar rumo a um próspero futuro, após longos séculos de crises e frustrações. Considerando esse quadro geral, bem como os trechos abaixo, desenvolva uma dissertação que reflita sua opinião sobre o Brasil no mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pré-sal pode elevar crescimento a 6% ao ano, diz ex-presidente do BC - Segundo Carlos Langoni, país passa por período de transição econômica. Para ele, petróleo pode movimentar outros segmentos da economia. (http://g1.globo.com)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A diversidade é a marca do Brasil. Em quinhentos anos de História, construiu-se uma nação formada por vários povos, dona de uma cultura variada e de um vasto território, atualmente dividida em 26 estados, um Distrito Federal e 5.563 municípios. (&lt;em&gt;Brasil: um país sensa&lt;/em&gt;cional. Brasil Turismo. Em: http://www.brasilturismo.com/brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mais de 5 milhões de turistas visitaram o Brasil em 2010 - Maior número veio da Argentina e dos Estados Unidos. Estrangeiros elogiaram hospitalidade e gastronomia (...). (&lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt;. 10/10/2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "O Brasil foi o último a entrar e o primeiro a sair da primeira fase da crise porque tem como maior vantagem seu mercado interno". (Brasil não vai pagar por uma crise que não é dele, diz Dilma. &lt;em&gt;Jornal do Brasil&lt;/em&gt;. 14.10.2011) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Brasil será 5ª maior economia do mundo em 2025, aponta pesquisa - O Brasil vai ser a quinta maior economia mundial em 2025, segundo pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers divulgada nesta quinta-feira em Londres. A estimativa é de que o Brasil tenha ocupado a 8ª posição no ranking em 2009. Segundo o estudo, o Brasil ultrapassaria o Reino Unido e a França em 2013 e a Alemanha em 2025. Com isso, ficará à frente de países como Alemanha, França e Reino Unido. A China deve ocupar a primeira posição, seguida pelos Estados Unidos, Índia e Japão. (&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;. 22.02.2010. Em:http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/01/22/brasil-sera-5-maior-economia-do-mundo-em-2025-aponta-pesquisa-915683682.asp)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Em seu imenso território, o Brasil abriga 12 por cento da água doce do planeta. (...) A água doce e potável é um recurso cada vez mais escasso que um dia valerá mais que o petróleo, e por isso é necessário avaliar o estado da que hoje dispomos, antes de decidir o que vamos a fazer com ela. Grupos ambientalistas advertem que o avanço da fronteira agrícola no Brasil é uma das grandes ameaças à preservação dos corpos de água. (...)&lt;br /&gt;A economia do país de 174 milhões de habitantes se sustenta na agricultura intensiva, e a soja, junto com a cana-de-açúcar, a laranja e o algodão, são importantes fontes de divisas. Apesar de a expansão constante da agroindústria, o Brasil ainda conserva grande quantidade de águas não tocadas pelo homem (...). Segundo diversos estudos, em 25 anos duas em cada três pessoas no mundo sofrerão falta de água. (...) "O Brasil possui uma importante reserva estratégica de água doce e em alguns anos vai a ser o único lugar do mundo com importantes fontes de água não poluída.&lt;br /&gt;(Adaptado de &lt;em&gt;“Brasil: maior reserva de água doce do mundo avaliada em pleno vôo”. &lt;/em&gt;Fonte: http://noticias.uol.com.br/inter/efe/2003/11/28/ult1809u65.jhtm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Com a descoberta do pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 o Brasil está vivendo um momento de oportunidades sem precedentes - poderemos nos igualar às nações mais fortes e desenvolvidas do mundo. Poderemos erradicar a pobreza, ter uma economia forte e solucionar nossos problemas ambientais. Mas para isso precisamos primeiro garantir que as nossas grandes riquezas e os cofres públicos não sejam mais esvaziados por uma classe política criminosa (...) Vamos tirar os corruptos das eleições de 2010 onde iremos escolher os "gestores" dos investimentos da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. (&lt;em&gt;Trecho do Manifesto da Campanha Ficha Limpa, desenvolvida pelo Movimento de Combate à Corrupção Ele&lt;/em&gt;itoral) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Violência: Brasil ocupa sexto lugar em ranking internacional - A violência existente no Brasil foi classificada como “bastante grave” em comparação com o cenário internacional, ocupando o sexto lugar entre os países mais violentos. A informação foi dada nesta semana pelo secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Luiz Alberto Salomão, em palestra durante seminário no QG do Exército, intitulado Segurança Internacional: perspectivas brasileiras. Para Salomão, a violência é um dos fatores de vulnerabilidade à segurança interna e ao atual desenvolvimento brasileiro. Na tabela apresentada durante o seminário, Salomão, com base em dados colhidos entre 2004 a 2007, mostrou que o Brasil é um país quatro vezes mais violento que os Estados Unidos (27º lugar), e está, neste quesito, atrás da Guiana (9º), do Paraguai (12º), da África do Sul (16º), do México (19º), do Chile (28º), da Argentina (32º) e do Uruguai (35º). (Anjos e guerreiros. 05.06.2010. Em: http://anjoseguerreiros.blogspot.com/2010/06/violencia-brasil-ocupa-sexto-lugar-em.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O ministro da Educação, Fernando Haddad, classificou a Educação brasileira como regular em evento da revista EXAME na última sexta-feira. Em um debate com Gustavo Ioschpe, Maria Helena Guimarães de Castro e o empresário Marcelo Odebrecht, mediado pelo jornalista Ricardo Boeachat, o ministro foi questionado sobre a qualidade da Educação no Brasil. Haddad respondeu imediatamente que a considerava regular, mas que havia melhorado muito nos últimos anos. “Infelizmente o Brasil acordou tarde para a Educação”, disse. &lt;br /&gt;Já os outros debatedores não hesitaram em classificar a Educação brasileira como “péssima” ou “ruim”. “Se éramos os piores do mundo, não havia como piorar. Mesmo com as melhorias, ainda ocupamos as piores colocações”, afirmou Gustavo Ioschpe, referindo-se ao Pisa, exame em que o Brasil ocupou a 53ª posição em 2009, 12 lugares a frente do último colocado. Maria Helena Guimarães de Castro também não poupou críticas. “A melhoria do ensino é pequena e seu ritmo é lento”, disse. (&lt;em&gt;Para ministro, Educação no Brasil é regular. E para você?&lt;/em&gt;. 05.10.2011. Em: http://educarparacrescer.abril.com.br/)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. No Censo de 2010, foi constatado um au¬mento no rendimento mensal do trabalho, no Brasil, em todos os níveis de renda, especialmente nos mais baixos (...). Esse processo é resultado de políticas de distribuição de renda na última década e do momento econômico pelo qual o pais passa. A população que não apresentava nenhum tipo de rendimento, por exemplo, caiu de 9,15% dez anos atrás para 4,27% em 2010. Mas, assim como nos dados de alfabetização, quando estamos falando de renda também há diferenças gritantes. Enquanto na Região Nordeste só 25,4% das famílias têm renda por pessoa acima de um salário mínimo, no Sudeste 52% recebem acima desse valor, e, no Sul, 54,6%.&lt;br /&gt;Essas melhorias ajudam no fato de haver menos mortes na infância e de as pessoas estarem vivendo mais. O Censo de 2010 mostrou que existem 2.597 brasi¬leiros com mais de 100 anos. A tendência indica uma melhoria na qualidade de vida, mas também preocupa porque o envelhecimento populacional traz novos problemas: obriga a pensar no equilíbrio das contas públicas, como as da Previdên¬cia Social, responsável pelo pagamento das aposentadorias, e no sistema de saú¬de, já que um país formado por pessoas mais velhas necessita de mais assistência médica e previdenciária do que um país com pessoas mais jovens. (&lt;em&gt;Guia do estudante Atualidades Vestibular + Enem 2012&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Paralelamente ao processo de deslocamento da riqueza, o mundo também passa por uma mudança na distribuição de sua população economicamente ativa, favorecendo os emergentes em detrimento dos países mais desenvolvidos. Um exemplo é o Brasil, que atravessa a chamada janela de oportunidade demográfica, fenômeno decorrente da mudança da estrutura etária de sua pirâmide populacional. Enquanto os países desenvolvidos estão preocupados com o envelhecimento de suas populações e o consequente aumento da demanda por serviços previdenciários, o Brasil dispõe de maior parte de sua população em idade economicamente ativa e fervilha de jovens ávidos por qualificação e inserção profissional. &lt;br /&gt;Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, entre 2010 e 2020, a nação concentrará entre 67% e 70% de sua população em idades de 15 a 64 anos. A porcentagem de pessoas com idades entre 15 e 24 anos, onsideradas ingressantes na vida laboral pelo critério do IBGE, será de 17,41% em 2010 e 16,34% em 2020. Esse contingente de mão de obra será da ordem de 33,64 milhões em 2010 e 33,85 milhões em 2020, considerando a população total do país em 193 milhões aproximadamente em 2010 e 207 milhões em 2020. (&lt;em&gt;É hora do Brasil aproveitar a janela demográfica&lt;/em&gt;. Antonio Gil. 12/01/2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Brasil, meu Brasil Brasileiro,&lt;br /&gt;Meu mulato inzoneiro,&lt;br /&gt;Vou cantar-te nos meus versos:&lt;br /&gt;O Brasil, samba que dá&lt;br /&gt;Bamboleio, que faz gingar;&lt;br /&gt;O Brasil do meu amor,&lt;br /&gt;Terra de Nosso Senhor.&lt;br /&gt;Brasil!... Brasil!... Prá mim!... Prá mim!...&lt;br /&gt;Ô, abre a cortina do passado;&lt;br /&gt;Tira a mãe preta do cerrado;&lt;br /&gt;Bota o rei congo no congado.&lt;br /&gt;Deixa cantar de novo o trovador&lt;br /&gt;À merencória à luz da lua&lt;br /&gt;Toda canção do meu amor.&lt;br /&gt;Quero ver essa Dona caminhando&lt;br /&gt;Pelos salões, arrastando&lt;br /&gt;O seu vestido rendado.&lt;br /&gt;Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!...&lt;br /&gt;Brasil, terra boa e gostosa&lt;br /&gt;Da moreninha sestrosa&lt;br /&gt;De olhar indiferente.&lt;br /&gt;O Brasil, verde que dá&lt;br /&gt;Para o mundo admirar.&lt;br /&gt;O Brasil do meu amor,&lt;br /&gt;Terra de Nosso Senhor.&lt;br /&gt;Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!...&lt;br /&gt;Esse coqueiro que dá coco,&lt;br /&gt;Onde eu amarro a minha rede&lt;br /&gt;Nas noites claras de luar.&lt;br /&gt;Ô! Estas fontes murmurantes&lt;br /&gt;Onde eu mato a minha sede&lt;br /&gt;E onde a lua vem brincar.&lt;br /&gt;Ô! Esse Brasil lindo e trigueiro&lt;br /&gt;É o meu Brasil Brasileiro,&lt;br /&gt;Terra de samba e pandeiro.&lt;br /&gt;Brasil!... Brasil!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Aquarela do Bra&lt;/em&gt;sil. Ary Barroso – 1939)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Macunaíma nasceu na floresta brasileira e desde pequeno já mostrava como tinha um caráter indigno. Sempre com preguiça acabou formando assim o seu slogan: ”Ai! Que preguiça!” (Macunaíma. Mário de Andrade. Em: http://vestibular.brasilescola.com)&lt;br /&gt;Lançada em 1928, "Macunaíma", a obra-prima de Mário de Andrade, conta a vida do herói sem nenhum caráter, personagem síntese do homem brasileiro e ainda se mantém como um dos livros mais atuais da literatura brasileira. (&lt;em&gt;Entenda Macunaíma, seus mitos e lendas&lt;/em&gt;. Em:  http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u352099.shtml)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-220734635690065309?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/220734635690065309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=220734635690065309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/220734635690065309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/220734635690065309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/tema-para-discussao-nas-aulas-de-26-e.html' title='TEMA PARA DISCUSSÃO NAS AULAS DE 26 E 27 DE OUTUBRO: O BRASIL NO MUNDO CONTEMPORÂNEO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-6195515442822821668</id><published>2011-10-20T15:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T15:16:22.354-07:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE FRACTAL (LEIA!!!)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-b_0RyPe8QuI/TqCdlpHwm7I/AAAAAAAABF8/Z1VcXdXY0rk/s1600/sociedade%2Bfractal.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-b_0RyPe8QuI/TqCdlpHwm7I/AAAAAAAABF8/Z1VcXdXY0rk/s320/sociedade%2Bfractal.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665701601251204018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-6195515442822821668?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/6195515442822821668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=6195515442822821668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6195515442822821668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6195515442822821668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/sociedade-fractal-leia.html' title='SOCIEDADE FRACTAL (LEIA!!!)'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-b_0RyPe8QuI/TqCdlpHwm7I/AAAAAAAABF8/Z1VcXdXY0rk/s72-c/sociedade%2Bfractal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-3348218699861292784</id><published>2011-10-20T05:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T05:18:28.848-07:00</updated><title type='text'>Onze temas atuais que podem aparecer no Enem 2011</title><content type='html'>Onze temas atuais que podem aparecer no Enem 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nathalia Goulart &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) costumam exigir do aluno a interpretação de temas atuais. Para garantir um bom desempenho na prova, ele deve se dedicar diariamente à leitura de sites, jornais e revistas. Os especialistas aconselham atenção especial a assuntos ligados a matrizes energéticas e questões sociais – áreas assíduas nas provas do Enem. “O candidato, porém, não deve se preocupar em decorar informações. O essencial é interpretar os fatos e ser capaz de compreender suas complexidades”, diz Alberto Nascimento, coordenador do Curso Anglo. Célio Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante, complementa: “A leitura diária do noticiário também dá subsídios para uma boa redação, prova de peso no Enem.” Com a ajuda dos dois especialistas, VEJA selecionou onze temas que podem aparecer nas provas de outubro. Confira a seguir quais são eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. União civil entre homossexuais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio, em decisão inédita, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união civil entre os homossexuais. A partir da decisão, casais formados por parceiros do mesmo sexo passaram a ter direitos como herança, pensão por morte ou separação e declaração compartilhada do Imposto de Renda (IR), entre outros. A conquista pode estimular temas de redação, exigindo que o aluno se posicione. Vale lembrar que também circularam pelo noticiário recente a lei que criminaliza a homofobia e o “kit gay” elaborado pelo Ministério da Educação (MEC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Tragédia no Japão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terremoto de 9 graus na escala Richter seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão, em março, provocou a mais grave crise nuclear desde o desastre de Chernobyl, há 25 anos, na extinta União Soviética. Por isso, na prova de ciências da natureza, questões sobre energia nuclear devem aparecer. Nesse tema, é importante ter em mente os prós e contras dessa matriz energética e seus impactos ambientais nos países onde é utilizada – inclusive no Brasil. É bom se preparar também para questões básicas sobre placas tectônicas e desastres naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Censo demográfico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as marcas registradas do Enem está a intepretação de gráficos e tabelas. Com sua diversidade de dados, o censo demográfico é um prato cheio para questões dessa natureza. Divulgado este ano pelo IBGE, o estudo mostra, por exemplo, que o Brasil ultrapassou a marca dos 190 milhões de habitantes e que um em cada dez habitantes ainda vive na pobreza extrema. Temas como urbanização e janela demográfica também podem motivar os examinadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Ascensão da mulher no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde janeiro, o Brasil é presidido por uma mulher – fato inédito em nossa história. A conquista de Dilma Rousseff pode ser vista como mote para abordar a ascensão da figura feminina na sociedade. Mais uma vez, tabelas e gráficos podem aparecer e o assunto pode ser, inclusive, tema de redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Divisão de estados brasileiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão do Pará em três estados será objeto de inédito plebiscito organizado pela Justiça Eleitoral. A questão é polêmica: se forem criados, Carajás e Tapajós vão custar aos cofres públicos pelo menos 9 bilhões de reais só a título de manutenção administrativa. Questões históricas, como a comparação entre a atual discussão e a criação de Tocantins, no fim da década de 1980, podem surgir. É importante estar atualizado sobre as características da região Norte, marcada por conflitos agrários, violência urbana e riquezas minerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Código florestal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio ambiente é tema recorrente no Enem. Por isso, é importante atualizar-se sobre o novo código florestal, que tramita no Congresso Nacional. Além de dividir opiniões de ruralistas e ambientalistas, o assunto não é consensual dentro do próprio governo e permanece nebuloso para a sociedade civil. Questões sobre a ocupação do território nacional e desenvolvimento sustentável podem motivar perguntas de ciências humanas e a própria redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Aids&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 30 anos, os Estados Unidos registravam o primeiro caso de aids do mundo. Em pouco tempo, o mal desconhecido passou a ser um caso de saúde pública mundial. O número de infectados, que era de um milhão em 1981, saltou para 27,5 milhões em 2010. Na prova de ciências da natureza, o candidato pode ser questionado sobre as características do vírus ou formas de contágio. Na prova de ciências humanas, as políticas públicas brasileiras de combate à aids, reconhecidas internacionalmente, podem aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Fuso-horário no Acre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 2010, um referendo alterou o fuso-horário no estado do Acre. Apesar de ter passado despercebida para a maioria da população, a votação pode motivar questões tradicionais no Enem, como a de cálculo de fusos em diferentes regiões do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de pouco provável, os eventos esportivos sediados no Brasil em 2014 e 2016 podem motivar os examinadores. Caso apareçam, devem versar sobre os impactos das obras nos grandes centros urbanos brasileiros. O encalhe do projeto do trem-bala e as reformas urbanas no Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos, merecem atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Morte de Osama bin Laden&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 3.519 dias, duas guerras e 1,18 trilhão de dólares em gastos militares, o homem mais procurado do planeta, mandante do maior atentado terrorista já executado no mundo, o 11 de Setembro, foi morto por forças americanas. A operação aconteceu nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, e levou milhares às ruas de Nova York e Washington. O episódio traz à tona discussões sobre o terrorismo como ferramenta política, além de suscitar discussões sobre a Guerra do Golfo. Como energia é tema prioritário no Enem, questões sobre o petróleo merecem atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. China&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de temas internacionais terem pouca relevância na prova do Enem, o acelerado crescimento chinês pode motivar questões. A abordagem deve evidenciar as parcerias com o Brasil e os impactos na nossa economia. Mais uma vez, gráficos, tabelas e textos de apoio podem aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/onze-temas-atuais-que-podem-aparecer-no-enem-2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-3348218699861292784?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/3348218699861292784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=3348218699861292784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3348218699861292784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3348218699861292784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/onze-temas-atuais-que-podem-aparecer-no.html' title='Onze temas atuais que podem aparecer no Enem 2011'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5606353483571199084</id><published>2011-10-17T14:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T15:00:54.172-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: DECÁLOGO</title><content type='html'>Decálogo do perfeito contista &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horacio Quiroga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - Crê em um mestre - Poe, Maupassant, Kipling, Tchecov - como em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - Crê que tua arte é um cume inacessível. Não sonhes alcançá-la. Quando puderes fazê-lo, conseguirás sem ao menos perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - Resiste o quando puderes à imitação, mas imite se a demanda for demasiado forte. Mais que nenhuma outra coisa, o desenvolvimento da personalidade requer muita paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - Tem fé cega não em tua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o desejas. Ama tua arte como à tua namorada, de todo o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - Não comeces a escrever sem saber desde a primeira linha aonde queres chegar. Em um conto bem-feito, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI - Se quiseres expressar com exatidão esta circunstância: "Desde o rio soprava o vento frio", não há na língua humana mais palavras que as apontadas para expressá-la. Uma vez dono de tuas palavras, não te preocupes em observar se apresentam consonância ou dissonância entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII - Não adjetives sem necessidade. Inúteis serão quantos apêndices coloridos aderires a um substantivo fraco. Se encontrares o perfeito, somente ele terá uma cor incomparável. Mas é preciso encontrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII - Pega teus personagens pela mão e conduza-os firmemente até o fim, sem ver nada além do caminho que traçastes para eles. Não te distraias vendo o que a eles não importa ver. Não abuses do leitor. Um conto é um romance do qual se retirou as aparas. Tenha isso como uma verdade absoluta, ainda que não o seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX - Não escrevas sob domínio da emoção. Deixe-a morrer e evoque-a em seguida. Se fores então capaz de revivê-la tal qual a sentiu, terás alcançado na arte a metade do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X - Não penses em teus amigos ao escrever, nem na impressão que causará tua história. Escreva como se teu relato não interessasse a mais ninguém senão ao pequeno mundo de teus personagens, dos quais poderias ter sido um. Não há outro modo de dar vida ao conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posted by Luiz Fernando Riesemberg at 5:13 PM   Labels: Horacio Quiroga &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://riesemberg.blogspot.com/2006/10/declogo-do-perfeito-contista.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5606353483571199084?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5606353483571199084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5606353483571199084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5606353483571199084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5606353483571199084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-decalogo.html' title='GÊNERO TEXTUAL: DECÁLOGO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-7521956310133217299</id><published>2011-10-16T07:58:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T08:13:26.830-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Proposta'/><title type='text'>LEITURAS E VÍDEOS IMPORTANTES PARA PRÓXIMA AULA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Proposta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta é estimular o debate sobre a Lei Maria da Penha, se ela pegou ou não, qual é o impacto dela após 5 anos de existência? O que mudou? O que precisa mudar? Quais avanços e quais retrocessos? Quais são os mitos existentes no imaginário coletivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Textos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Lei Maria da Penha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da CEDAW (Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres) e da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher); dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Até setembro de 2006, a violência doméstica no Brasil era julgada nos chamados “tribunais de pequenas causas”, que em geral terminavam em acordos e penas leves, como pagamento de multas ou de cestas básicas. A impunidade era tão grande que se tornou motivo de deboche e até estimulava mais agressões.&lt;br /&gt;Um dos principais benefícios da Lei Maria da Penha foi definir com clareza quais são os tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – e estabelecer os procedimentos que as autoridades policiais e judiciais devem seguir se a mulher fizer a denúncia e precisar de proteção.&lt;br /&gt;Com a Lei Maria da Penha, o juiz passou a ter poderes para definir as chamadas “medidas protetivas” – afastamento do agressor, suspensão de porte de armas, entre outras – e também as “educativas”, obrigando o agressor a frequentar programas de reabilitação. Caso seja condenado, o juiz irá determinar uma pena, que pode variar de 3 meses a 3 anos de prisão e que será aumentada em um terço se o crime for cometido contra portadora de deficiência.&lt;br /&gt;Determina que a violência doméstica contra a mulher independe de sua orientação sexual, isto é, pode ocorrer entre lésbicas.&lt;br /&gt;Determina a criação de juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher com competência cível e criminal para abranger as questões de família decorrentes da violência contra a mulher.&lt;br /&gt;Determina que a mulher somente poderá retirar a denúncia perante o juiz e que ela será notificada sobre o andamento do processo, em especial quando da entrada e saída do agressor da prisão. A mulher deverá estar acompanhada de advogado(a) ou defensor(a) em todos os atos processuais.&lt;br /&gt;Altera o código de processo penal para possibilitar ao juiz a decretação da prisão preventiva quando houver riscos à integridade física ou psicológica da mulher e altera a lei de execuções penais para permitir o juiz que determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação.&lt;br /&gt;A autoridade policial pode requerer ao juiz, em 48h, que sejam concedidas diversas medidas protetivas de urgência para a mulher em situação de violência (suspensão do porte de armas do agressor, afastamento do agressor do lar, distanciamento da vítima, dentre outras), dependendo da situação.&lt;br /&gt;O juiz do juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher terá competência para apreciar o crime e os casos que envolverem questões de família (pensão, separação, guarda de filhos etc.).&lt;br /&gt;(texto retirado do site;  http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=33&amp;catid=30 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados sobre Violência contra as Mulheres&lt;br /&gt;A Agência Patrícia Galvão selecionou os números mais recentes das principais pesquisas sobre violência doméstica para compor sua pauta sobre os 5 anos de vigência da Lei Maria da Penha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. &lt;br /&gt;- Machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência. &lt;br /&gt;- 94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso. &lt;br /&gt;- 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema. &lt;br /&gt;Esses são alguns dos achados da Pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon / Ipsos entre 31 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011 &lt;br /&gt;91% dos homens dizem  considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação”. &lt;br /&gt;- Uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”. &lt;br /&gt;- O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados. &lt;br /&gt;- Cerca de seis em cada sete mulheres (84%) e homens (85%) já ouviram falar da Lei Maria da Penha e cerca de quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) têm uma percepção positiva da mesma.&lt;br /&gt;A Pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado foi realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC. &lt;br /&gt;O medo continua sendo a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressores. Em 66% dos casos, os responsáveis pelas agressões foram os maridos ou companheiros. &lt;br /&gt;- 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) &lt;br /&gt;Realizado em 2011, o levantamento indica que o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha cresceu nos últimos dois anos: 98% disseram já ter ouvido falar na lei, contra 83% em 2009.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados atualizados sobre Serviços de Atendimento à Mulher disponíveis no país &lt;br /&gt;O Brasil tem mais de 5.500 municípios e apenas: &lt;br /&gt;190 Centros de Referência (atenção social, psicológica e orientação jurídica)   &lt;br /&gt;72 Casas Abrigo &lt;br /&gt;466 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher &lt;br /&gt;93 Juizados Especializadas e Varas adaptadas &lt;br /&gt;57 Defensorias Especializadas &lt;br /&gt;21 Promotorias Especializadas &lt;br /&gt;12 Serviços de Responsabilização e Educação do Agressor &lt;br /&gt;21 Promotorias/Núcleos de Gênero no Ministério Público &lt;br /&gt;Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres &lt;br /&gt;(retirado do site: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1975&amp;catid=36)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Texto da Ana Cláudia Pereira : “5 anos de Lei Maria da Penha: comemoramos nossas conquistas exigindo direito para todas nós” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cfemea.org.br/images/stories/pdf/CincoAnos_LMP.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. LEI MARIA DA PENHA:&lt;br /&gt;http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/images/stories/PDF/violencia/lei_maria_da_penha.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. LEI MARIA DA PENHA (LMP) EM CASOS DE LESBOFOBIA: Você sabia que a lei maria da penha (lei 11.340/06) não é só para casais, e muito menos só para casais heterossexuais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Pacto Nacional de enfrentamento à violência contra à mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vídeos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. "Acorda, Raimundo, Acorda" (http://vimeo.com/5859490)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Clip:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. http://www.youtube.com/watch?v=0h2f6NaEOmI&amp;feature=related) dela: Rosas do grupo Atitude Feminina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-7521956310133217299?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/7521956310133217299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=7521956310133217299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/7521956310133217299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/7521956310133217299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/leituras-e-videos-importantes-para.html' title='LEITURAS E VÍDEOS IMPORTANTES PARA PRÓXIMA AULA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-6437896321896347406</id><published>2011-10-13T07:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:35:15.109-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO</title><content type='html'>ARTIGO DE OPINIÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto em que as informações são organizadas de forma a comprovar a veracidade de um ponto de vista;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;argumentação que sustentada por experiências literárias, filosóficas e vivências do autor; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evitar o uso da primeira pessoa do singular; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;possibilidade de uso de emoções e sensações do autor para atingir as sensações e emoções do leitor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evitar oralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(UNICAMP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEXTO 3&lt;br /&gt;Coloque-se na posição de um articulista que, ao fazer uma pesquisa sobre as recentes catástrofes ocorridas em função das chuvas que afetaram o Brasil a partir do final de 2009, encontra a crônica de Drummond,publicada em 1966, e decide dialogar com ela em um artigo jornalístico opinativo para uma série especial sobre cidades, publicada em revista de grande circulação. Nesse artigo você, necessariamente, deverá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) relacionar três (3) problemas enfrentados recentemente pelas cidades brasileiras em função das chuvas com aqueles trabalhados na crônica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) mostrar em que medida concorda com a visão do cronista sobre a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias escuros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu um dia sem luz – mais um – e há um grande silêncio na rua. Chego à janela e não vejo as figuras habituais dos primeiros trabalhadores. A cidade, ensopada de chuva, parece que desistiu de viver. Só a chuva mantém constante seu movimento entre monótono e nervoso. É hora de escrever, e não sinto a menor vontade de fazê-lo. Não que falte assunto. O assunto aí está, molhando, ensopando os morros, as casas, as&lt;br /&gt;pistas, as pessoas, a alma de todos nós. Barracos que se desmancham como armações de baralho e, por baixo de seus restos, mortos, mortos, mortos. Sobreviventes mariscando na lama, à pesquisa de mortos e de pobres objetos amassados. Depósito de gente no chão das escolas, e toda essa gente precisando de colchão,roupa de corpo, comida, medicamento. O calhau solto que fez parar a adutora. Ruas que deixam de ser ruas,porque não dão mais passagem. Carros submersos, aviões e ônibus interestaduais paralisados, corrida a mercearias e supermercados como em dia de revolução. O desabamento que acaba de acontecer e os desabamentos programados para daqui a poucos instantes.&lt;br /&gt;Este, o Rio que tenho diante dos olhos, e, se não saio à rua, nem por isso a imagem é menos ostensiva, pois a televisão traz para dentro de casa a variada pungência de seus horrores.&lt;br /&gt;Sim, é admirável o esforço de todo mundo para enfrentar a calamidade e socorrer as vítimas, esforço que chega a ser perturbador pelo excesso de devotamento desprovido de técnica. Mas se não fosse essa mobilização espontânea do povo, determinada pelo sentimento humano, à revelia do governo incitando-o à ação, que seria desta cidade, tão rica de galas e bens supérfluos, e tão miserável em sua infraestrutura de&lt;br /&gt;submoradia, de subalimentação e de condições primitivas de trabalho? Mobilização que de certo modo supre o eterno despreparo, a clássica desarrumação das agências oficiais, fazendo surgir de improviso, entre a dor, o espanto e a surpresa, uma corrente de afeto solidário, participante, que procura abarcar todos os flagelados.&lt;br /&gt;Chuva e remorso juntam-se nestas horas de pesadelo, a chuva matando e destruindo por um lado, e, por outro, denunciando velhos erros sociais e omissões urbanísticas; e remorso, por que escondê-lo? Pois deve existir um sentimento geral de culpa diante de cidade tão desprotegida de armadura assistencial, tão vazia de meios de defesa da existência humana, que temos o dever de implantar e entretanto não implantamos,&lt;br /&gt;enquanto a chuva cai e o bueiro entope e o rio enche e o barraco desaba e a morte se instala, abatendo-se de preferência sobre a mão de obra que dorme nos morros sob a ameaça contínua da natureza; a mão de obra de hoje, esses trabalhadores entregues a si mesmos, e suas crianças que nem tiveram tempo de crescer para cumprimento de um destino anônimo.&lt;br /&gt;No dia escuro, de más notícias esvoaçando, com a esperança de milhões de seres posta num raio de sol que teima em não romper, não há alegria para a crônica, nem lhe resta outro sentido senão o triste registro da fragilidade imensa da rica, poderosa e martirizada cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Manhã, 14/01/1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro dos poetas, das letras de bossa nova, do ideal de luxo tropical está bem distante da realidade descoberta pela temporada de chuvas do fim de 2009. Serve assim como metonímia da situação do Brasil como um todo. Mas o Rio de Janeiro de um cronista, mesmo que ainda poeta, fornece a melhor descrição da verdadeira situação da habitação brasileira e os serviços públicos relativos à sua manutenção.&lt;br /&gt;Na sua terrivelmente atual crônica de 1966, Carlos Drummond de Andrade mostra o cenário que todos observamos pelo Brasil. A terrível destruição desoladora de “Os Dias Escuros” se projeta pela contemporaneidade de muitas cidades brasileiras. A precariedade que justifica o termo “ocupação” ao invés de “habitação” na referência aos “barracos que desmancham como armações de baralho” é perturbadora, e a causa prática da devastação enfrentada pela população aparentemente invisível ao olhar do governo, que pouco faz para dignificar suas condições. Assim o povo sofre a calamidade tripla: um governo ineficiente; condições de vida infortúnias, e a força da natureza.&lt;br /&gt;O “raio de sol que teima em não romper”, o auxílio da população melhor posicionada e a mobilização de recursos improvisados, pode fornecer um ponto de luz no tema da crônica e na realidade, mas é de fato uma assistência que não deveria ser necessária. O governo que tarda em agir (pois a situação exige projetos de habitação em larga escala) já proporcionou comentários suficientes. Que sua falta de ação seja revertida antes que seja necessária outra publicação que se refira à mesma catástrofe, daqui a mais quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/2012/download/comentadas/redacao.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-6437896321896347406?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/6437896321896347406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=6437896321896347406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6437896321896347406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6437896321896347406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-artigo-de-opiniao.html' title='GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-2400007164061113549</id><published>2011-10-13T07:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:25:45.279-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: CARTA DO LEITOR</title><content type='html'>CARTA DO LEITOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gênero textual em que um leitor expressa opiniões (favoráveis ou não) a respeito de assunto publicado em revistas, jornais, ou a respeito do tratamento dado ao assunto; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesse gênero textual, o autor pode também esclarecer ou acrescentar informações ao que foi publicado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apesar de ter um destinatário específico – o diretor da revista, ou o jornalista que escreveu determinado artigo –, a carta do leitor pode ser publicada e lida por todos os leitores do meio de comunicação para o qual ela foi enviada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na carta ao leitor, a linguagem pode ser mais mais pessoal (empregando pronomes e verbos em 1ª pessoa) ou mais impessoal (empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda pode utilizar os dois tipos de linguagem; a menor ou maior impessoalidade depende da intenção do autor: protestar, brincar ou impressionar, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO: NAS CARTAS, DEVEM CONSTAR: DATA, VOCATIVO, DESPEDIDA, SAUDAÇÕES, ASSINATURA (SEMPRE A ABREVIAÇÃO DO NOME, CASO NÃO HAJA INSTRUÇÃO DE COMO ASSINAR)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartas publicadas sobre o artigo de opinião "Baleias não me emocionam", publicado na edição de 01/09/2004, da Revista Veja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que a hipocrisia e a mídia, de mãos dadas, ditam nosso modo de agir e pensar, fico muito feliz ao ler o último artigo de Lya Luft ("Baleias não me emocionam", Ponto de vista, 25 de agosto). Nós nos sensibilizamos com aquilo que não nos causa esforço. Como nos sensibilizar com um mendigo na calçada quando poderíamos tê-lo auxiliado? Melhor pensar nas baleias, coitadinhas. Como também são coitadinhos aqueles que passam fome na África, nunca os famintos de nossas ruas. Passo, a partir de hoje, a ler seus textos com outros olhos. A senhora ganhou meu respeito e minha admiração.&lt;br /&gt;Gilberto Carlos Nunes&lt;br /&gt;Brasília, DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou decepcionada com o Ponto de vista escrito por Lya Luft. Não esperava um texto tão frio de uma escritora que havia demonstrado tanta sensibilidade anteriormente. Sou defensora dos animais e acredito que os seres humanos têm uma idéia terrivelmente equivocada de que são prioridade na Terra. Somos apenas elementos que compõem a vida no planeta. Acredito que a humanidade é responsável pelas maiores tragédias do nosso planeta, desde baleias encalhadas até a miséria brasileira de todos os dias.&lt;br /&gt;Frida Frick&lt;br /&gt;Cascais, Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comungo com Lya Luft em sua opinião sobre os animais. Compartilho respeito e amor por eles e abomino o trato de gente que tantos bichos recebem enquanto seres humanos não recebem a ínfima parte desse trato. Comovem-me, sim, notícias como a de seres humanos queimados vivos por viverem nas ruas à falta de um teto. Entristece-me, sim, saber que tantos passam frio, não têm o que comer, o que vestir ou que não têm acesso a assistência médica. Quanta criança privada de futuro por já nascer condenada, excluída da sociedade, sem direito a um lar, alimentação, creche, escola, educação... As prisões aí estão abarrotadas e, dentro delas, quantos artistas, médicos, professores, mecânicos, comerciantes, empresários que não tiveram o direito de "nascer" pela falta de mínimas oportunidades. Enquanto isso, verdadeiras somas são direcionadas aos animais... O que é isso? Que inversão é essa? Se a sociedade fosse realmente tão boa e solidária quanto acredita ser, pelo que oferece de amor e dinheiro aos animais, certamente colocaria as prioridades humanas num plano de maior respeito.&lt;br /&gt;Diolásia de Lima Cheriegate&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo de tantas outras espécies, as baleias cada vez mais encalham nas praias de todos os lugares, mais por conseqüências das ações dos homens do que por seus instintos ou mera fatalidade. Nossos oceanos estão se tornando verdadeiras latas de lixo; empresas e governos realizam testes submarinos cada vez mais intensivos que desnorteiam baleias e outras espécies e a senhora acha que tentar salvar as que encalham é coisa de quem não tem mais o que fazer. Ora, que demagogia achar que devemos abandonar causas que protegem os animais por achar que poderíamos agir mais a favor do ser humano. Um erro não justifica outro. Não é porque há miseráveis e crianças abandonadas que devemos deixar os animais à mercê de sua própria sorte. Toda vida merece ser salva. O homem extermina a natureza e animais por ações criminosas, mas aceitáveis na sociedade, tudo em nome do progresso humano que, infelizmente resume-se aos interesses do poder econômico. Devemos sim, cuidar dos nossos irmãos humanos, porém, jamais abandonar nossos irmãos irracionais, não medindo esforços nem sacrifícios para servir tanto a um quanto a outro, porque todo problema requer cuidados, seja ele qual for. Os animais, como seres espirituais em evolução, são nossos companheiros de jornada, merecendo ser respeitados e, sobretudo, amados.&lt;br /&gt;Sylvia Gatto&lt;br /&gt;Itanhaém, SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções brotam nas pessoas por razões diferentes. Há quem chore ao ver um quadro de Picasso e quem não liga a mínima. Eu prefiro baleias a Picasso. Se uma baleia encalhasse na praia onde moro eu ficaria torcendo por sua volta ao mar. Só vi duas até hoje, mesmo assim ao longe. Sei que são enormes e que empurrá-las de volta ao mar exige força, trabalho em equipe, decisão e compaixão. Se encalhasse um ser desses por dia a rotina mataria a emoção e trataríamos baleias como tratamos os velhos, os pobres, os loucos, os doentes... Torçamos para que isso não aconteça. Há algum tempo um tubarão (ou seria um golfinho?) foi morto a pauladas numa praia do Rio. Pergunto-me por que alguém deu a primeira paulada. Não é de assustar? Por que o enjôo com quem se dispõe a salvar, seja lá o que for? É doloroso saber da fome das pessoas e é possível, ao mesmo tempo, se comover com baleias, pessoas e até com corujas condenadas a ausência do par. Os sentimentos não se excluem e envolvem muitos outros detalhes. Vamos torcer pelas baleias e por quem as salva. Torcer pelos que nada têm e pelos que os ajudam. Sobre a coruja de sua infância, prisão é prisão. Coruja quer viver com coruja, solta na mata.&lt;br /&gt;Georgeta Gonçalves&lt;br /&gt;São Sebastião, SP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-2400007164061113549?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/2400007164061113549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=2400007164061113549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2400007164061113549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2400007164061113549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-carta-do-leitor.html' title='GÊNERO TEXTUAL: CARTA DO LEITOR'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-884316447342201211</id><published>2011-10-13T07:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:23:06.639-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: CARTA DE RECLAMAÇÃO</title><content type='html'>"No geral, pudemos perceber a existência de 10 componentes textuais que podem ser encontrados no corpo de uma carta de reclamação. São eles: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) indicação do objeto alvo de reclamação (ex: “os buracos existentes nas ruas”; “atraso na entrega do imóvel”); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Indicação das causas do objeto alvo da reclamação (Provável causa para o desgaste do calçamento - “(ele) suporta diariamente o peso dos ônibus e carros”); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) justificativa para convencimento de que o objeto pode ser (merece ser) alvo de reclamação; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) indicação de vozes que não consideram que o objeto pode ser alvo de reclamação; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) resposta ao contra-argumento relativo à pertinência da reclamação (Mala que sofreu avarias - “Os objetos que sofreram estragos são relativamente fáceis de serem substituídos” – “Porém o fato que desapontou foi a maneira relapsa com que o diretor foi tratado quando reclamou verbalmente no balcão de informações da companhia”); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) indicação de sugestões de providências a serem tomadas (“Reparar ou substituir o frigorífico no prazo de 10 dias”); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) justificativa para convencimento de que a sugestão é adequada; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) levantamento de vozes que não consideram que as sugestões são boas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) resposta ao contra-argumento quanto à pertinência da sugestão de providências (Ex:sugestão dada na carta - “Devolver o pagamento da roupa”; contra-argumentação: “A Empresa está em fase de recuperação do software de gestão financeira”; Refutação:“Mesmo com dificuldades, a empresa tem o dever de cumprir com as obrigações legais”); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) saudação (“Esperamos, sinceramente, que nossas reclamações sejam ouvidas com mais atenção desta vez” e “Esperando que esse órgão cumpra com seu papel...”); outras, com agradecimentos à atenção dada (“Desejo, na oportunidade, mostrar minha satisfação com a gentileza e seriedade com que meus apelos e reclamações são recebidos”) e aquelas em que o escritor apenas cumprimentava o destinatário (“Com os melhores cumprimentos”)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO: COLOCAR DATA NO INÍCIO DA CARTA E VOCATIVO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo 1 - Indica e argumenta a respeito do objeto da reclamação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste modelo percebemos um cuidado em defender a relevância do que está sendo reclamado. Mas, os autores das cartas que adotaram este modelo optaram em não dar sugestões para a resolução do problema denunciado. Cerca de 30% dos autores adotaram este modelo textual. A seguir apresentamos uma dessas cartas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Bruno Rodrigues, sou Cliente desta empresa desde maio/2006. Foi instalado na minha moto o rastreador da Graber-Mobisat. Durante este curto período em que utilizei seus serviços foram feitas manutenções no equipamento e a última manutenção feita foi no dia 11/11/06 as 14:00 horas, pelo Técnico da empresa, Sr. Ricardo Oliveira. Ocorre, que poucas horas após a liberação do equipamento e minha moto pelo técnico da Graber, fui roubado a mão armada e minha moto foi levada.&lt;br /&gt;Imediatamente liguei para vocês e pedi que fosse feito o rastreamento/bloqueio de minha moto, uma Kawazaki 750. Porém, até o momento, e já se passaram muitos dias, nenhuma notícia me foi dada sobre o bloqueio e rastreamento da minha moto. A Empresa não efetuou o rastreamento nem o bloqueio de minha moto.&lt;br /&gt;Até o momento vocês não me deram nenhum retorno sobre o ocorrido, falando somente que não houve o rastreamento nem o bloqueio da minha moto. Instalei o equipamento justamente para me assegurar em caso de roubo, fui roubado e a empresa não cumpriu sua função.&lt;br /&gt;Ora, a função da empresa é justamente rastrear e bloquear a minha moto. Não houve o rastreamento, nem o bloqueio e nem mesmo me deram qualquer satisfação a respeito. Fiz o contrato com vocês por ser reconhecida no mercado, porém quando precisei o serviço não foi efetuado. Paguei pelo serviço que não foi prestado e fiquei no prejuízo tanto da moto, como pelo serviço que paguei e não foi prestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vemos, o objeto alvo da reclamação foi o descumprimento pela empresa de suas funções. O reclamante justifica a relevância de sua reclamação dizendo que contratou a empresa, mas o serviço não foi feito. A argumentação foi desenvolvida, mas o autor preferiu não dar sugestões explícitas para a solução do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo 2 - Indica e argumenta a respeito do objeto da reclamação, indica sugestões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário das cartas do grupo anterior, nestas, além de indicar e argumentar sobre o objeto a ser reclamado, há também uma indicação de providências a serem tomadas. No entanto, ainda não sem a preocupação de argumentar em favor de sua adequação. 25% das cartas analisadas foram escritas dentro deste modelo.&lt;br /&gt;A carta abaixo nos ajuda a entender o movimento realizado. Veremos que o escritor reclama de objetos perdidos durante uma viagem e também pela forma que foi tratada o dono da mala ao reclamar verbalmente. Argumenta que embora tais objetos sejam relativamente fáceis de serem substituídos, o caso mereça atenção e sugere reembolso, mas sem argumentar a favor dessa sugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentamos informar que em vôo realizado por essa Companhia, no trecho Maceió/ São Paulo no dia 21/01/05, detectamos que a mala de viagem pertencente a nosso Diretor-Presidente, Dr. YY sofreu sérias avarias, o que terminou por danificar permanentemente alguns de seus mais estimados pertences. Estamos cientes de que os objetos que sofreram estragos são relativamente fáceis de serem substituídos, porém, o fato que nos desapontou de maneira significativa foi a maneira relapsa com que nosso ilustre Diretor foi tratado quando de sua reclamação verbal junto ao balcão de informações da Companhia.&lt;br /&gt;E, sendo assim, informamos que entraremos com pedido de reembolso junto ao Departamento Financeiro de sua empresa para podermos recuperar, pelo menos, o prejuízo material, porque quesito confiança, a relação entre nossa empresa e a XX sofreu um considerável abalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo 3 - Indica e argumenta sobre o objeto de reclamação, indica e argumenta sobre as sugestões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que adotaram esses modelos para as suas cartas inseriram no corpo do texto mais componentes textuais próprios de uma carta de reclamação.Trata-se de cartas que não só indicam e argumentam em favor do objeto alvo da&lt;br /&gt;denúncia, como também apresentam sugestões e argumentam a seu favor. A maioria das cartas de reclamação do nosso estudo (45%) foram analisadas como pertencentes a este modelo.&lt;br /&gt;Na carta abaixo, separada para ilustrar o referido modelo, o autor desenvolve a cadeia argumentativa em favor do objeto alvo de reclamação (a não entrega de um colchão e de um fone de ouvido). Argumenta dizendo que a entrega estava prevista para o dia 08-12-06, já era dia 05-01-07 e nada.&lt;br /&gt;Além de ressaltar a relevância de sua denúncia, o escritor apresenta uma provável solução “oferecer um produto de igual ou superior qualidade” e ainda reforça que sua idéia é a mais sensata, afinal, o próprio PROCON afirma ser esta a atitude esperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente gostaria de deixar claro que o atendimento de vocês é precário. Estou desde dia 08/12/06 para receber um colchão que me foi entregue rasgado. Após uma semana foi retirado apenas o BOX rasgado e&lt;br /&gt;depois de 10 dias fui avisado que não havia mais o produto para me atender. Para eu receber o crédito vocês enrolaram mais 10 dias para retirar o colchão e me dar o crédito integral.&lt;br /&gt;Após isso fiz nova compra e estou esperando entregar até hoje. Coloquei o fone de ouvido na compra para completar o valor e vocês novamente não tem a mercadoria para me entregar. Até quando vocês vão tratar os clientes dessa forma? Por que o fone de ouvido continua disponível no site (conforme figura anexada)? Que site tabajara é esse?&lt;br /&gt;Quero uma solução para isso hoje, caso contrário vou entrar no PROCON com uma reclamação, afinal das contas está tudo pago e vocês que estão causando problemas. Estou de saco cheio. Não há um similar para o fone de ouvido, sendo assim conforme código do consumidor, vocês são obrigados a me oferecer um produto de igual ou superior qualidade. Cansei de ser palhaço!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vemos, a carta de reclamação tem suas peculiaridades. É comum neste gênero não apenas expor o objeto de reclamação, mas, sobretudo, justificar sua pertinência e mostrar de forma clara as conseqüências do problema. Mesmo acontecendo poucas vezes, vimos também que usar o recurso de enfraquecimento da posição contrária é um ótimo meio para fortalecer a reclamação e assim, quem sabe, vê-la atendida o mais rápido possível. Notamos, a partir do estudo acima, que é essencial o modo como o escritor organiza sua carta de reclamação e distribui seus argumentos nela. Acreditamos que esse seja um fator importante para o convencimento do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf/sm10ss12_07.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-884316447342201211?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/884316447342201211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=884316447342201211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/884316447342201211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/884316447342201211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-carta-de-reclamacao.html' title='GÊNERO TEXTUAL: CARTA DE RECLAMAÇÃO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-8263547458482444941</id><published>2011-10-13T07:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:19:55.855-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: RESUMO</title><content type='html'>RESUMO - "resumir é identificar as idéias centrais e secundárias de um texto; é apresentar uma síntese do texto que corresponde à compreensão do que foi lido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(UFPR) Faça um resumo do texto abaixo, com 12 (doze) linhas, no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definindo teoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra "teoria" vem aparecendo bastante na mídia, em parte devido ao debate entre criacionismo e ciência. Existem usos diferentes do termo, que acabam criando confusão. No seu uso popular, o termo descreve um corpo de idéias ainda incerto, baseado em especulações não demonstradas. Teoria, para muitos, significa um corpo de hipóteses esperando ainda por confirmação. Às vezes, o uso popular do termo distancia-se ainda mais do científico, significando idéias que são meio absurdas, fora da realidade: "Ah, esse cara sempre foi um inventor de teorias, não sabe do que está falando", ou "isso aí não passa de uma teoria, provavelmente é besteira".&lt;br /&gt;Teoria em ciência significa algo completamente diferente. O termo mais apropriado para uma idéia de caráter especulativo é hipótese, e não teoria. Uma hipótese é justamente uma suposição ainda não provada, aceita provisoriamente como base para investigações futuras. Por exemplo, a panspermia é uma hipótese que sugere que a vida na Terra veio de outras partes do cosmo. Não sabemos se está certa ou errada, mas podemos tentar comprová-la ou refutá-la. Já uma teoria consiste na formulação de relações ou princípios descrevendo fenômenos observados que já foi verificada, ao menos em parte. Ou seja, uma teoria não é mais uma mera hipótese, tendo já passado por testes que confirmam suas premissas.&lt;br /&gt;Quando cientistas falam de uma teoria, falam de um corpo de idéias aceitas pela comunidade científica como descrições&lt;br /&gt;adequadas para fenômenos observados. A confirmação é por meio de observações e experimentos, o que cientistas chamam de método de validação empírica. Quanto mais sucesso tem uma teoria, maior o número de fenômenos que pode descrever. Quanto mais elegante, mais simples é.&lt;br /&gt;Uma teoria de enorme sucesso em física é a teoria da gravitação universal de Newton. Ao propor que objetos com massa exercem uma força de atração mútua cuja intensidade cai com o inverso do quadrado da distância entre as massas, Newton e seus sucessores foram capazes de explicar as órbitas planetárias em torno do Sol, o fenômeno das marés, a forma oblata da Terra (achatada nos pólos), o movimento de projéteis na Terra e no espaço etc. Quando a Nasa lança um foguete da Terra ou o faz colidir com um cometa, a teoria usada no planejamento das missões é a de Newton. Testes em laboratórios e observações astronômicas mostram que a teoria funciona extremamente bem em distâncias que variam de décimos de milímetros até milhões de trilhões de quilômetros, a escala em que galáxias formam aglomerados atraídas por sua gravidade mútua.&lt;br /&gt;Isso não significa que a teoria (ou qualquer outra) seja perfeita. Sabemos que ela deixa de ser válida quando objetos estão muito próximos de estrelas como o Sol. Correções são necessárias, no caso fornecidas pela teoria da relatividade geral de Einstein, que, em 1916, generalizou a teoria de Newton. O fato de teorias não serem perfeitas é fundamental para o progresso da ciência. Caso contrário, não nos restaria nada a fazer. E é justamente aqui o lugar da hipótese em ciência, tentando, através de idéias ainda não demonstradas, alavancar o conhecimento, desenvolver ainda mais nossas teorias. Para construir a teoria da relatividade, Einstein supôs que a velocidade da luz é sempre constante e que a matéria curva o espaço. Quando isso foi confirmado, a formulação ganhou o título de teoria. A pesquisa agora gira em torno dos limites dessa teoria e de como pode ser melhorada.&lt;br /&gt;(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, Mais!, 02 out. 2005.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A popularização da palavra teoria tem distorcido o seu significado. Popularmente, o termo implicaria em hipóteses não confirmadas, sendo basicamente idéias sem base sólida e distantes do real. Para a ciência, o termo adequado para uma idéia especulativa é hipótese. Uma hipótese é uma suposição que pode ser questionada representando uma base para estudos posteriores. Um exemplo de hipótese é a panspermia. Uma teoria apresenta princípios sobre fenômenos confirmados já observados por cientistas formando um conjunto de idéias aceitas cientificamente através do método de validação empírica, que as comprovam por meio de experimentos. Uma teoria de grande êxito é a teoria da gravitação universal de Newton, que através de testes e estudos astronômicos tem comprovado a sua utilidade. Embora tenha funcionado bem, isso não quer dizer que uma teoria não apresente falhas. Esse fato funciona como uma alavanca para o progresso científico. É exatamente aí que a hipótese entra em cena, aperfeiçoando as teorias através de novos questionamentos.&lt;br /&gt;Criação ou descoberta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se muito no grande abismo entre ciência e arte, a primeira lógica, objetiva, enquanto a segunda é intuitiva, subjetiva. O poeta inglês John Keats acusou seu conterrâneo Isaac Newton de ter "desfiado o arco-íris" com suas explicações físicas sobre a difração da luz. Ou seja, explicar racionalmente algo de belo que existe no mundo é insultar a sua existência, tirar a sua poesia.É o velho problema das "Duas Culturas", que o escritor e físico inglês C.P. Snow, em um pronunciamento de 1959, acusou de estar levando à desintegração sociocultural, à fossilização da criatividade moderna. Segundo ele, apenas a reintegração das duas culturas levará a humanidade a novas respostas para alguns de seus maiores desafios.Um leitor desta coluna me escreveu recentemente pedindo que eu esclarecesse a distinção entre descoberta e criação. Mais especificamente, a diferença entre as duas dentro da ciência.Nós criamos ou descobrimos a ciência? Será que as nossas teorias e os nossos teoremas estão codificados de algum modo na natureza e tudo o que faz um cientista é "des-cobri-los", levantar a coberta que os esconde, revelando seu significado? Ou será que os criamos, usando nossa intuição, observação e lógica?Complicada, essa pergunta. E profundamente ligada à questão das duas culturas. Se fosse prudente, parava por aqui, citando a minha sábia avó, que dizia que "criar é coisa de Deus, descobrir é coisa de gente". Mas por que não tentar inverter isso, fazer do homem criador e não só criatura? Afinal, descobrir é emocionante, mas bem mais passivo do que criar.Comecemos pelo "Aurélio". "Criar" significa dar existência a; dar origem a; formar; imaginar. "Descobrir" significa tirar cobertura que ocultava, deixando à vista; encontrar pela primeira vez; revelar etc. À primeira vista, a distinção entre as duas culturas está nessas definições.O artista é o criador, ele ou ela dá existência a algo que não existia, enquanto o cientista é o descobridor, aquele que revela o significado oculto das coisas, sem criá-las. Beethoven criou a sua Nona Sinfonia, certo? Ela não existia antes de ele existir. Já Newton descobriu as três leis do movimento --elas estavam lá, escondidas na natureza, esperando para serem reveladas pela mente certa.Muita gente pode se contentar com essa explicação e dar o caso por encerrado. Mas eu não. Para mim, a ciência é uma criação, tão criação quanto uma obra de arte. O fato de arte e ciência obedecerem a critérios de validade diferentes, de a ciência ter uma aceitação baseada no método científico, que provê meios para que teorias sejam testadas frente a observações, não muda a minha opinião. Ciência é criação do homem, fruto de nossos cérebros e de nosso modo de ver o mundo. Para entender isso, basta examinarmos um exemplo de sua história.Aristóteles dizia que a gravidade vinha da tendência dos corpos de voltarem ao seu lugar de origem: uma pedra caía no chão porque foi de lá que ela tinha vindo. Newton, no século 17, propôs que a gravidade era uma força entre quaisquer corpos materiais, com intensidade proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de sua distância. Einstein, em 1916, disse que a gravidade vem da curvatura do espaço em torno de um corpo maciço, reduzindo-a a um efeito geométrico.Todas essas teorias foram propostas para explicar os mesmos fenômenos. Imagino que Einstein não terá a última palavra: a gravidade será explicada de formas diferentes, na medida em que o conhecimento científico avançar. Junto com novas tecnologias e novos conceitos surgem novas representações do mundo natural. Pode-se descobrir um novo fenômeno, mas sua explicação é criada.Pensemos agora em uma outra história, a da representação gráfica da crucificação de Cristo. No século 13 era uma coisa, na Renascença, outra, no século 18, ainda outra, e no 21, outra completamente diferente. O evento é o mesmo, mas a sua representação gráfica muda, porque muda a perspectiva artística. É perfeitamente razoável para um artista recriar a crucificação como um amálgama do seu subjetivismo e dos valores culturais da época em que vive. A visão artística está sempre em transformação.A científica também está. Ciência é uma construção humana, criada para que possamos compreender o mundo em que vivemos. O que se descobre são novos modos de criar.Marcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu" &lt;br /&gt;RESUMOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu texto publicado na Folha de São Paulo, Marcelo Gleiser levanta a seguinte questão: Afinal a ciência é uma criação humana ou apenas uma descoberta?&lt;br /&gt;Para muitos, cientista é aquele que revela o sentido oculto das coisas pré-existentes, enquanto que o artista cria o que não existia antes. No entanto Gleiser acredita que a ciência é uma criação do homem, assim como a arte o é, apesar de obedecerem a critérios diferentes. Como exemplo ele cita a gravidade, que ao longo da história foi explicada de maneiras distintas por Aristóteles, Newton e Einstein, mas que poderá encontrar novas possibilidades de explicação à medida em que o conhecimento científico avança. Portanto, finaliza Marcelo, a visão científica é uma construção humana em constante transformação, e o que se descobre são novos modos de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Gleiser, que aqui desenvolve uma dialética entre arte e ciência, rejeita a idéia de que esta, por seu caráter lógico e objetivo, não constitua fruto de criação, como a arte. Para o autor, a ciência pode ser essencialmente uma obra de arte. O próprio cérebro humano é capaz de conceber o pensamento artístico tanto quanto o científico. Para sustentar seu ponto de vista cita o fato de que cientistas diferentes em épocas diferentes explicam o mesmo fenômeno de modos diversos. A concepção de mundo evolui em função do tempo e do conhecimento, os quais, equacionados pela extraordinária capacidade humana de pensar, convergem para uma criação que se renova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-8263547458482444941?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/8263547458482444941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=8263547458482444941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8263547458482444941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8263547458482444941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-resumo.html' title='GÊNERO TEXTUAL: RESUMO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-7349784410212080663</id><published>2011-10-13T07:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T07:16:47.220-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: ATA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1gRYvOKauAw/TpbyyZ2hXvI/AAAAAAAABFw/9-baJ2VLC2o/s1600/ata.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 207px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-1gRYvOKauAw/TpbyyZ2hXvI/AAAAAAAABFw/9-baJ2VLC2o/s320/ata.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662980529211924210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-7349784410212080663?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/7349784410212080663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=7349784410212080663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/7349784410212080663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/7349784410212080663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-ata.html' title='GÊNERO TEXTUAL: ATA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1gRYvOKauAw/TpbyyZ2hXvI/AAAAAAAABFw/9-baJ2VLC2o/s72-c/ata.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1945586117608330995</id><published>2011-10-12T13:07:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T13:15:51.722-07:00</updated><title type='text'>2º SIMULADO DE REDAÇÃO - ENEM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;INSTRUÇÕES&lt;/strong&gt; - Há a seguir 2 (dois) temas; escolha apenas um para desenvolver sua redação; escreva seu texto à tinta, na Folha de Redação; desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema; será considerado em branco texto de até 8 (oito) linhas escritas ; escreva, no máximo, 30 linhas; faça o Rascunho da redação no espaço apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa em que se discuta &lt;strong&gt;A NECESSIDADE DE REVISÃO DO CÓDIGO FLORESTAL, VISANDO ALCANÇAR O POSSÍVEL EQUILÍBRIO ENTRE O RESPEITO À NATUREZA E O DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA&lt;/strong&gt;, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, Argumentos e Fatos para defesa de seu ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Diante da iminência de revogação do Código Florestal vigente e instituição de uma nova lei que regulamente a supressão e a recuperação de ecossistemas no Brasil, instalou-se inquietação generalizada, que se resume em uma única questão: o projeto de lei (PL) a ser votado em breve, se aprovado, trará avanços ou retrocessos em relação à lei vigente? (&lt;em&gt;O futuro do cerrado mediante o Código Florestal&lt;/em&gt;. Giselda Durigan).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O relator do projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/2011) nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), espera que o texto esteja pronto para votação em Plenário até meados de novembro. (&lt;em&gt;Código Florestal estará em Plenário no Senado em meados de novembro&lt;/em&gt;, prevê Luiz Henrique 05/10/2011 - 16h45)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. CÓDIGO FLORESTAL - Legislação que trata das florestas e demais ecossistemas, define os limites da Amazônia Legal, os direitos de propriedade e restrições de uso e o desmatamento em cada região do país. O código atual é de 1965 (Lei 4771). A MP 2166/67, de 2001, entre outras questões, aumentou a área de Reserva Legal nas propriedades com vegetação de floresta Amazônica de 50% para 80%, e com vegetação de Cerrado, de 20% para 35%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. MUDANÇA NO CÓDIGO - Representantes dos produtores rurais no Congresso Nacional propuseram mudanças na lei para atender à maior parte das propriedades que não cumprem a legislação atual. O texto da nova lei foi aprovado na Câmara dos Deputados. Em julho de 2011, ainda precisava ser aprovado no Senado, antes de ir para a sanção da presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. PONTOS CONFLITANTES - O texto aprovado anistia produtores que não mantiveram áreas protegidas com cobertura de vegetação nativa, como a lei prevê, e desmataram além do permitido. Também autoriza lavoura em Áreas de Preservação Permanente, próxima de margens de rios, nos topos e encostas de morros e passa para os estados a decisão sobre o que se pode desmatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. IMPORTÂNCIA - A aprovação do novo Código Florestal, dependendo dos termos, pode aumentar o desmatamento. Além disso, pode prejudicara biodiversidade e a própria agricultura, ao favorecer o empobrecimento do solo, a erosão e as mudanças do clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. DESMATAMENTO - Biomas brasileiros sofrem com a perda da vegetação desde os tempos coloniais. Da mata Atlântica, campos sulinos e ambientes costeiros, ao Cerrado, Caatinga, Pantanal e Amazônia, a ocupação desordenada com fins econômicos e de povoação atingiu duramente os ambientes nativos. Isso ajudou a reduzir a biodiversidade no território nacional. Cientistas defendem menos destruição de matas nativas e mais eficiência na produção para conciliar a preservação e a agropecuária. (Trechos de 3 a 7: extraídos do &lt;em&gt;Guia do Estudante Atualidades 2012 – Vestibular + ENEM&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. O Código Florestal aplica-se às propriedades privadas. Nele é definido que todas as glebas agrícolas precisam manter áreas de preservação permanente (APP) e reservas legais (RL). As APP são de interesse prioritário para preservação dos recursos hídricos e suas áreas de recarga. Elas incluem uma faixa de terras ao longo das margens dos rios, nascentes, lagos e reservatórios de águas, as áreas muito íngremes, topos de morro e altitudes elevadas. Trata-se de áreas de preservação exclusiva, não podendo ser utilizadas para atividades agropecuárias, extração florestal ou uso recreativo. Sua definição é independente do tamanho da propriedade e é igual em todo Brasil.&lt;br /&gt;As reservas legais não fazem parte das áreas de preservação permanente; devem ser mantidas com vegetação natural nas fazendas com o propósito geral de preservação da flora (diversidade e valor ecológico na paisagem). O tamanho das reservas legais é variável e definido como uma porcentagem das glebas rurais, variando de no máximo 80% nas florestas situadas na Amazônia Legal, até 20% nas áreas fora da Amazônia Legal. Elas permitem algum uso de baixo impacto, mas sem remoção completa da cobertura vegetal natural. As restrições de uso impedem que estas áreas sejam utilizadas para atividades agrícolas mecanizadas como o cultivo de soja, milho, cana e a pecuária com base em pastagens plantadas.&lt;br /&gt;No Código Florestal atual, as propriedades rurais que não estejam em conformidade com os requisitos de APP e RL têm como principal opção restaurar estas áreas, ou seja, reverte o uso a elas destinado para sua condição florística natural por meio do plantio ou indução da regeneração. Alguns mecanismos de redução de exigência e compensação de não conformidade de reserva legal estão previstos no Código, mas, devido a restrições decorrentes de sua definição e regulamentação, estes não são aplicados de forma abrangente. A lógica do Código Florestal atual é a da restauração. As áreas de áreas de preservação permanente e de reserva legal são definidas, e quem não cumpre as determinações do código deve restaurá-las por meio do replantio de vegetação natural. Para resolver as situações de não conformidade de RL há também opções de redução de exigências na Amazônia Legal (baseadas em estudos comprobatórios de sua procedência), e a possibilidade de compensação fora da propriedade na mesma microbacia hidrográfica (MBH), ou seja, nas imediações do déficit. Existem outras possibilidades de compensação, mas de aplicação difícil, e por isto pouco efetivas. A ideia de permitir a compensação na MBH justifica-se pelo princípio ecológico de que a medida compensatória deve ser aplicada perto de onde ocorre o impacto. Na prática, essa concepção gera restrições enormes para a aplicação do mecanismo. Numa região em que não há conformidade com a RL, quase todas as propriedades possuem passivos; se um proprietário desmatou demais, seus vizinhos devem ter feito o mesmo. Como consequência, não serão encontradas áreas suficientes para compensar nas imediações de onde ocorrem os déficits. O mesmo raciocínio vale para o inverso: onde há sobra de VN que pode ser usada para compensação, não haverá déficits, ou seja, demanda suficiente para despertar o interesse pela compensação.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Na proposta do Substitutivo esta lógica foi completamente alterada. A ênfase é na redução de exigências e na ampliação expressiva dos mecanismos de compensação. Este efeito foi alcançado graças à redução de exigências em RL e estendendo a possibilidade de compensação para APP, além de levar os mecanismos de compensação para uma escala de mercado. Restaurar foi trocado por compensar e exigir menos. Como resultado, haveria pouca restauração nas áreas em que ocorrem as não conformidades, e parte importante da enorme área de vegetação natural atualmente não protegida poderia ser inserida na proteção do Código via compensação de RL fora das propriedades, mas longe delas. Há também uma moratória de cinco anos, prorrogável por até mais cinco, para que todos (estados, União, produtores) se adaptem às novas regras. Neste período não haveria novas licenças de desmatamento, mas também não haveria punição àqueles que não cumpriram as exigências da atual legislação no período anterior a 22/7/2008. (&lt;em&gt;A revisão do Código Florestal brasileiro&lt;/em&gt;. Gerd Sparovek; Alberto Barretto; Israel Klug; Leonardo Papp; Jane Lino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Especificamente no Direito brasileiro, a reestruturação da relação ser humano/meio ambiente tem na Constituição Federal de 1988 (CRFB/88) um de seus marcos mais importantes, justamente por se tratar da principal norma do ordenamento jurídico nacional. De maneira inovadora, a CRFB/88 dedicou um capítulo específico para a questão ambiental, reconhecendo expressamente que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações" (art. 225). A constatação de que o meio ambiente assume papel de destaque na CRFB/88 não deve levar ao tratamento da legislação ambiental de modo isolado, ou seja, sem considerar os demais direitos fundamentais também reconhecidos no âmbito dessa Constituição. Segundo Eros Roberto Grau, "não se interpreta a Constituição em tiras, aos pedaços [pois] uma norma jurídica isolada, destacada, desprendida do sistema jurídico não expressa significado normativo algum". O estudo sistemático da CRFB/88 permite identificar parâmetros que norteiam as interpretações constitucionais viáveis, ou seja, que buscam conciliar a proteção ambiental com os demais direitos fundamentais, visando a "[...] coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito ou em concorrência de forma a evitar o sacrifício (total) de uns em relação aos outros". A Constituição de 1988 elegeu expressamente objetivos fundamentais para o Brasil, os quais norteiam toda e qualquer atividade de interpretação do texto constitucional e estão plasmados nos valores inscritos nos arts. 1º e 3º, tais como soberania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, garantia de desenvolvimento nacional, erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais e regionais. Esses formam princípios estruturantes fundamentais, assim entendidos por indicarem "[...] as ideias diretivas básicas de toda a ordem constitucional" e, portanto, também aplicáveis à tutela jurídica do meio ambiente. A produção da legislação que disciplina a atividade do ser humano em relação aos recursos naturais também deve considerar, portanto, as suas consequências para a promoção de um ambiente socialmente justo e economicamente viável. (&lt;em&gt;A revisão do Código Florestal brasileiro&lt;/em&gt;. Gerd Sparovek; Alberto Barretto; Israel Klug; Leonardo Papp; Jane Lino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA 2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema É&lt;strong&gt; POSSÍVEL PREVENIR MASSACRES COMO O DA ESCOLA DE REALENGO?&lt;/strong&gt;, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, Argumentos e Fatos para defesa de seu ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Em abril, o Brasil ganhou destaque internacional devido a um crime semelhante a outros já ocorridos mundo afora. O chamado massacre de Realengo chocou o país, principalmente por vitimar crianças dentro de um espaço de crescimento e proteção. Também provocou discussões sobre as causas da atitude do atirador: genética, religião, doenças mentais, bullying. Não faltaram opiniões sobre medidas preventivas a tomar: proibição do porte de armas no país, instalação de detector de metais nas escolas, criação de programas de saúde pública para casos de distúrbios mentais. Passado o primeiro impacto, no entanto, especialistas começam a atribuir o comportamento do atirador a um conjunto de fatores (e não a apenas um), o que também pediria um conjunto de soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Tiros em Realengo - Wellington Menezes de Oliveira fez mais de 60 disparos com um revólver calibre 38 contra os alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira. Durante o ataque, anteontem (07 de abril), ele recarregou a arma nove vezes, diz a polícia. O atirador, que matou 12 estudantes, tinha ainda um revólver calibre 32 com o qual efetuou poucos disparos. Segundo o delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios, foram achadas 62 cápsulas de 38 na escola. (...) Um primo e uma irmã adotiva do atirador disseram à polícia que a mãe biológica dele sofria de esquizofrenia. Os policiais investigam ainda se o assassino participava de uma seita religiosa. O revólver 38 usado no ataque tinha a numeração raspada. O outro foi roubado há mais de 15 anos. No mercado ilegal, um revólver é vendido por até R$ 450. [&lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, 09 de abril de 2011, p. C3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O assassino foi o único culpado? Tudo decorreu de um “monstro” movido por transtornos mentais? A sociedade que engendra esse tipo de pessoa não tem nenhuma responsabilidade? Um gesto brutal como o do rapaz que matou à queima-roupa 11 meninas e um menino não é fruto de geração espontânea. Há um histórico de distúrbios familiares, humilhações escolares (bulliyng) e discriminações sociais, indiferença dos adultos frente a uma criança com notórios sinais de desajustes. (...) O que esperar de uma sociedade que exalta à criminalidade, os mafiosos, a violência, através de filmes e programas de TV, e quase nunca valoriza quem luta pela paz, é solidário aos pobres, trabalha anonimamente em favelas, para, através do teatro e da música, salvar crianças de situação de risco? (&lt;em&gt;Tragédia car&lt;/em&gt;ioca. Frei Betto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O jornalista Duarte Ferreira faz uma excelente síntese do que foi a cobertura da tragédia: “A mídia negligencia as informações de que Wellington passou por vexames e humilhações por causa de sua introversão e bizarrices, quando era aluno da escola. Não aborda a falta de acompanhamento e tratamento adequados de um paciente diagnosticado de esquizofrenia há muito tempo, o que agravou a evolução de sua enfermidade. Não trata das informações de atentados e manejo de armas que podem ser acessadas facilmente na internet. Não reavalia a divulgação maciça, cotidiana e acrítica dos mais variados atos e formas de violência praticados por grandes potências e contumazes delinquentes, reproduzidos em filmes de sucesso e até mesmo em jogos eletrônicos. Não esclarece como Wellington conseguiu as armas e munições, sem as quais não poderia ter feito seus disparos cruéis e desvairados. Não alerta para a atmosfera envenenada de individualismo e competição em que a infância e a juventude vêm sendo forjadas. (...) São poucos também os professores e mais reduzidas ainda as entidades de magistério que têm vindo a público para lembrar a violência que se tornou endêmica nas escolas, principalmente nas escolas públicas, rebatendo a idéia de que a tragédia de Realengo possa ser considerada um fato isolado e imprevisível. (...)” (“A culpa é do Islã”. José Arbex Jr. &lt;em&gt;Caros A&lt;/em&gt;migos. Maio de 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. (...) em abril de 1999: o massacre da Columbine High School, em Littleton (Colorado). Dois jovens armados com pistolas semiautomáticas e explosivos mataram 12 estudantes e um professor antes de cometerem suicídio. O caso foi levado ao cinema: inspirou "Tiros em Columbine", de Michael Moore, vencedor do Oscar de melhor documentário de 2003, e o drama "Elefante", do cineasta americano Gus Van Sant.&lt;br /&gt;Depois disso, as cenas se repetiriam em vários Estados americanos e em outros países: Japão, Alemanha e Argentina, por exemplo. [Texto adaptado. &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, 9 de abril de 2011, C5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Um filósofo analisa o massacre de Realengo - [...] O mal não seria algo originário, mas efeito de condições anteriores. Há uma vasta gama de possíveis causas para o crime. Mas não interessa aqui qual explicação se dê. O que importa é que se deem explicações, talvez algumas delas genéticas, mas que terão sido ativadas por razões de convívio (ou sua falta) e por carência de tratamento especializado. Ou seja, o mal é produto de algo que, em si, não é mal. Não haveria "o Mal", menos ainda o demônio. Há problemas de ordem humana e que o homem, isto é, a sociedade, pode resolver. [...] Como pode alguém massacrar inocentes? Ora, há um grande exemplo histórico nessa direção, que foi o nazismo. Muitos indagaram como a Alemanha, país tão civilizado, fora capaz de matar 6 milhões de judeus, bem como ciganos, em menor número, e eslavos, mais numerosos. Há explicações: a humilhação do Tratado de Versalhes, imposto aos alemães (em 1919, após a 1.ª Guerra Mundial), um antissemitismo presente em várias camadas da população, o autoritarismo prussiano. Mas não bastam. Outras culturas tiveram elementos comparáveis, separados ou reunidos, e nem por isso realizaram holocaustos. Daí que vários estudiosos digam que, em última análise, a análise não consegue explicar o horror. As causas e razões apontadas ficam muito aquém do sofrimento gerado. Daí que se possa e se deva contar o que aconteceu, mas sem jamais entender como tanto mal pôde ser feito pelo homem - ou tolerado por Deus, se Ele existe. Se o horror é inexplicável, que seja, então, narrado: que, pelo menos, não se torne inenarrável. E sabemos que contar o horror pode aumentá-lo, mas também pode aliviá-lo. [Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP, em O Estado de S. Paulo, 10 de abril de 2011 (texto adaptado)]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;7. O divã de Einstein - Questionada sobre as razões que motivaram o atirador de Realengo, a psicóloga Ana Arantes, mestre em Educação Especial, expõe seu parecer: Sinto informar: não sei. E digo mais: não sabemos. E afirmo categoricamente: Ninguém sabe. Não mesmo. Nem os especialistas do Jornal Nacional, da Discovery, do Datena, e nem ninguém sabe, realmente, as razões que levaram à tragédia no Rio de Janeiro. Temos, no máximo, um levantamento de hipóteses explicativas, algumas mais plausíveis do que outras e diversas delas excludentes entre si. Isso não quer dizer que a gente não deve procurar as possíveis causas do acontecido. Mas é um alerta para que não compremos qualquer discurso sobre o fato como verdadeiro, único, definitivo. Por exemplo, a explicação causal da "doença mental" do atirador. Sim, dado que seja confirmada a informação de que a mãe biológica sofria de esquizofrenia, há uma grande probabilidade de que ele também fosse portador desse transtorno. Quando um parente em primeiro grau (pais ou irmãos) apresenta o diagnóstico da doença, a probabilidade de que o indivíduo também seja suscetível à doença é cerca de 10% maior do que a probabilidade de uma pessoa sem histórico familiar ser suscetível à esquizofrenia (Kendler &amp; Walsh, 1995).[&lt;em&gt;blog O Divã de Einstein &lt;/em&gt;(texto adaptado)] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tema 2: adaptado da proposta elaborada por Sueli de Britto Salles para o UOL &lt;/strong&gt;- Especial para a Página 3 Pedagogia &amp; Comunicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/e-possivel-prevenir-massacres-como-o-da-escola-de-realengo.jhtm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1945586117608330995?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1945586117608330995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1945586117608330995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1945586117608330995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1945586117608330995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/2-simulado-de-redacao-enem.html' title='2º SIMULADO DE REDAÇÃO - ENEM'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-518838483367847081</id><published>2011-10-11T04:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T04:29:32.814-07:00</updated><title type='text'>ESPECIAL: O COLAPSO DO NEOLIBERALISMO</title><content type='html'>Colapso do neoliberalismo passa a ser decidido nas ruas. Primeira semana de outubro reúne ingredientes de um ponto de mutação: greve geral na Grécia põe em xeque a solução ortodoxa para a crise; ascensão fulminante dos indignados nos EUA instala a contestação ao neoliberalismo no coração do sistema financeiro internacional e pauta a sucessão de Obama. Passeatas de desempregados na Espanha afrontam a rendição socialdemocrata aos 'livres mercados'. Radicalização política no Chile desmascara a 'direita moderna da AL' em sua vitrine mais festejada. A maior greve bancária brasileira em duas décadas desmente acomodação sindical e expõe lucros obscenos do poder financeiro. (&lt;em&gt;Carta Maior&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LER OS TEXTOS EM: http://bcm2008.envemkt.net/ver_mensagem.php?id=H|4|152438|131800552244210800&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-518838483367847081?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/518838483367847081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=518838483367847081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/518838483367847081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/518838483367847081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/especial-o-colapso-do-neoliberalismo.html' title='ESPECIAL: O COLAPSO DO NEOLIBERALISMO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-9133766858219129396</id><published>2011-10-10T12:37:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T12:40:00.341-07:00</updated><title type='text'>1º SIMULADO UNICAMP</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SIMULADO UNICAMP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDAÇÃO – 2º SEMESTRE DE 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instruções para realização da prova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Você encontrará a seguir 3 temas (Tema 1, Tema 2 e Tema 3).&lt;br /&gt;• Os três temas são de execução obrigatória.&lt;br /&gt;• Os textos devem ser feitos a caneta esferográfica azul ou preta.&lt;br /&gt;• Utilize apenas o espaço reservado (pautado) para escrever seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção&lt;br /&gt;• Os rascunhos não serão considerados.&lt;br /&gt;• Textos a lápis não serão corrigidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROPOSTAS DE REDAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tema 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque-se na posição de um estudante de jornalismo a quem, foi solicitado, como trabalho escolar, a criação de uma notícia, cujos dados devem ser extraídos do poema “A cruz e a árvore”, de Carlos Drummond de Andrade, no qual o poeta trata do sacrifício de Eliana e do massacre de Leo. Nessa notícia você, necessariamente, deverá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) escolher apenas um dos personagens do poema (ou Eliana ou Leo)&lt;br /&gt;b) criar o “lead” a partir dos dados oferecidos pelos versos de Drummond (se algum dado do “lead” não constar no poema, cabe a você criá-lo);&lt;br /&gt;b) desenvolver o “corpo” da notícia, ampliando e detalhando um pouco mais fatos apresentados no “lead”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cruz e a árvore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Estrada do Cafundá,&lt;br /&gt;na Serra do Caverá,&lt;br /&gt;corpos e madeiras enlaçados.&lt;br /&gt;A cruz de Eliana, o jamelão de Leo&lt;br /&gt;contam a história do nosso agora&lt;br /&gt;(ou de sempre).&lt;br /&gt;Demônios passam na viração, instalam-se&lt;br /&gt;na carne virgem de Eliana&lt;br /&gt;que toda se retorce&lt;br /&gt;na possessão vermelha&lt;br /&gt;e não querem sair nunca mais     &lt;br /&gt;de seus guardados.&lt;br /&gt;O corpo exige cruz.        &lt;br /&gt;Eliana amortalha-se&lt;br /&gt;de crepe alvo transparente.   &lt;br /&gt;Seus pés lacerados a gilete&lt;br /&gt;rumam para o calvário.&lt;br /&gt;Multidões famintas de milagre&lt;br /&gt;chegam dos quatro pontos&lt;br /&gt;do universo rio-grandense,&lt;br /&gt;Entre latas de cerveja,&lt;br /&gt;buzinas, gravador pentecostal,&lt;br /&gt;olhos cobiçosos de sofrimento&lt;br /&gt;alheio.&lt;br /&gt;Eliana assume postura de Cristo,&lt;br /&gt;a dor de Cristo, a opção de Cristo.&lt;br /&gt;Pecadores pasmam, recolhem gotas&lt;br /&gt;de humilde sangue precioso,&lt;br /&gt;orvalho de redenção.&lt;br /&gt;Eliana dorme, Eliana vela,&lt;br /&gt;suspira, espera&lt;br /&gt;que fuja de suas entranhas&lt;br /&gt;a manada de porcos infernais&lt;br /&gt;e a Face Resplandecente lhe sorria.&lt;br /&gt;Leo acorda cedo, vai assaltar.&lt;br /&gt;Profissão vigente, como outras.&lt;br /&gt;O carro-pagador traz apenas 15 mil cruzeiros,&lt;br /&gt;ridículos para um assalto.&lt;br /&gt;Mas Leo precisa exercer &lt;br /&gt;a profissão sem carteira.&lt;br /&gt;Homens atracam-se com ele.&lt;br /&gt;Lutam na lama do loteamento&lt;br /&gt;verde, na lama verde.&lt;br /&gt;O revólver trai seu portador.&lt;br /&gt;Leo não recolhe os 15 mil.&lt;br /&gt;Trabalhadores defendem o que é deles,&lt;br /&gt;suado salário da semana.&lt;br /&gt;Leo amarrado ao jamelão&lt;br /&gt;está perdido. &lt;br /&gt;Está salva Eliana,&lt;br /&gt;O corpo voltou a ser virgem.&lt;br /&gt;Gritos triunfais assustam os pássaros&lt;br /&gt;da Serra do Caverá.&lt;br /&gt;Os pais de Eliana,&lt;br /&gt;o noivo desempregado de Eliana&lt;br /&gt;recolhem nos braços &lt;br /&gt;a santa de claros cabelos&lt;br /&gt;que salvará o Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;Eliana, sacra e triste,&lt;br /&gt;não viu o Cristo aparecer-lhe&lt;br /&gt;e confortá-la.&lt;br /&gt;Nem todos os santos merecem o privilégio.&lt;br /&gt;E a graça se oferece, recusando-se.&lt;br /&gt;Eliana redimida,&lt;br /&gt;Leo amarrado pela cintura&lt;br /&gt;e pescoço&lt;br /&gt;pede para ser preso.&lt;br /&gt;Que chamem, que chamem a joaninha&lt;br /&gt;para transportá-lo.&lt;br /&gt;Ninguém escuta, param caminhões.&lt;br /&gt;automóveis param, descem &lt;br /&gt;pessoas para colaborar no linchamento.&lt;br /&gt;O forte jamelão também é cruz&lt;br /&gt;do mau ladrão. &lt;br /&gt;Não há muitas oportunidades &lt;br /&gt;de vingar num só o mal de mil.       &lt;br /&gt;Vibram todos ritualmente&lt;br /&gt;em Leo os golpes de ira coletiva.    &lt;br /&gt;Cada um tem sua queixa de Leo,    &lt;br /&gt;injúria a resgatar &lt;br /&gt;antiga humilhação,&lt;br /&gt;dor-do-mundo a doer em cada peito.&lt;br /&gt;Na Serra do Caverá demônios exorcizados&lt;br /&gt;a pau e pedra e pontapé e escarro&lt;br /&gt;e palavrão&lt;br /&gt;escapolem da alma de Leo purificada.&lt;br /&gt;O jamelão embala com suas folhas&lt;br /&gt;sussurrantes, na Estrada do Cafundá,&lt;br /&gt;a alma liberta de Eliana&lt;br /&gt;entre hosanas de amor, e tudo é santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade.&lt;br /&gt;Publicado na Folha de S. Paulo, no dia 16/2/1978,&lt;br /&gt;e recolhido posteriormente no livro A paixão medida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAMELÃO (substantivo masculino) - Rubrica: angiospermas: árvore (Syzygium cumini) da fam. das mirtáceas, com casca tanífera, madeira us. como lenha, folhas coriáceas e pequenas bagas elipsoides e roxas, comestíveis, com sementes us. em pó como antidiabéticas, nativa da Índia à Nova Guiné e tb. cultivada como ornamental; jalão, jambolão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tema 2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(adaptação) Imagine que seus pais, aposentados, estão querendo mudar de casa e cidade, e que você os está ajudando a procurar um novo lugar para morar. Folheando o caderno de imóveis de um jornal, você lê o anúncio abaixo.  Tanto a cidade quanto o apartamento descritos no anúncio são, para você, ideais para seus pais, mas e o preço: será que eles não acharão muito alto? Sabendo que eles terão dificuldade para entender a escrita abreviada do anúncio, você resolve enviar-lhes um e-mail, reescrevendo o anúncio, procurando traduzir os termos abreviados. Nesse e-mail você, necessariamente, deverá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) convencer seus pais de que o preço do imóvel do anúncio, se comparado ao preço que eles estão pedindo pelo apartamento em que ainda estão morando e à cidade em que esse apartamento está situado, é bem acessível. Para melhor convencê-los, compare pelo menos um dado comum aos dois apartamentos.&lt;br /&gt;b) apontar duas vantagens que eles terão caso adquiram o apartamento anunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESENDE&lt;br /&gt;Apto., 2 ds., 1 vg., 2 Wc, 70m2 á.ú., pisc., qdra poli., sl. jant., sl. jgs., sl. fest., sl. 2 amb., tço., térreo, reformado, acabamento gesso, pintado, condomínio fechado, vista Serra. R$ 150.000,00. Tratar c/ Borges (xx)xx-XXXX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tema 3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que você que você foi indicado para trabalhar na seção de uma revista de grande circulação nacional. Para conhecer melhor seu trabalho, a jornalista encarregada pela seção, pede-lhe que faça uma sinopse sobre o filme “O menino do pijama listrado”. Para consultar alguns elementos sobre o filme, ela lhe entrega a crítica transcrita a seguir.  Nessa sinopse você, necessariamente, deverá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) utilizar os dados técnicos referentes ao filme contidos na crítica sobre o filme (caso falte algum dado técnico importante, você deverá criá-lo). &lt;br /&gt;b) escrever uma sinopse que desperte a atenção de quem a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino do Pijama Listrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drama sobre holocausto coloca crianças na linha de frente&lt;br /&gt;Marcelo Forlani&lt;br /&gt;11 de Dezembro de 2008 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino do Pijama Listrado &lt;br /&gt;The Boy in the Striped Pijamas &lt;br /&gt;EUA / Reino Unido, 2008 - 95 &lt;br /&gt;Drama &lt;br /&gt;Direção: &lt;br /&gt;Mark Herman &lt;br /&gt;Roteiro: &lt;br /&gt;Mark Herman &lt;br /&gt;Elenco: &lt;br /&gt;Asa Butterfield, Zac Mattoon O'Brien, Domonkos Németh, Henry Kingsmill, David Thewlis, Vera Farmiga, Jack Scanlon &lt;br /&gt;Bom &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos fui ao Sachsenhausen, lugar que foi uma espécie de "campo de concentração-piloto", no subúrbio de Berlim. Foi um dos lugares mais sombrios nos quais já pisei. Mesmo hoje, mais de 50 anos depois do fim da 2ª Guerra Mundial, o ar ainda é pesado, não há flores, o gramado parece menos verde que o normal e - ao menos no dia que passei ali - o céu estava cinza. No caminho, depois de descer do trem, várias casas. E eu ficava pensando como aquelas pessoas conseguiam viver ali, perto de um lugar onde tanta desgraça tinha acontecido. &lt;br /&gt;Os campos eram afastados das cidades, o que reforça a teoria de que nem todos sabiam o que acontecia lá dentro, o que era aquela fumaça preta e o cheiro insuportável que emanavam de lá. É essa ingenuidade o principal combustível de O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pijamas, 2008). O título se refere a essa naïvité do filho de um militar alemão promovido a chefe de um desses campos. &lt;br /&gt;Bruno (Asa Butterfield) acha que as pessoas que vivem a alguns metros de sua casa são fazendeiros, mas não entende porque eles são tão infelizes e andam com aqueles "pijamas listrados". Altamente entediado, no meio do nada e sem os amigos com quem brincava em Berlim, Bruno decide sair um dia para explorar e anda até a cerca que separa os judeus ali presos do mundo externo. É lá que conhece o menino do título, com a mesma idade que ele, mas sem a alegria de viver. Para o pequeno judeu não há brincadeira, bola nem comida. &lt;br /&gt;O filme escrito e dirigido pelo inglês Mark Herman, baseado no livro de John Boyne, tem todos os elementos-chave que um drama do holocausto pede. É emotivo. Trata do tema mostrando as atrocidades cometidas naqueles dias e o sofrimento imposto. E ainda expõe como jovens arianos eram convertidos ao nazismo. &lt;br /&gt;O fato do protagonista ser um menino, que é o grande diferencial da história contra os concorrentes que também já trataram o tema, acaba parecendo muito mais uma jogada de marketing. As saídas encontradas pelo cineasta deixam tudo com um jeito de comercial piegas, daqueles que usam crianças ou animais para comover o público, sem mostrar a que realmente veio. Não à toa, todo o filme é falado em inglês (com sotaque britânico), mais uma prova da sua veia comercial. &lt;br /&gt;Sem confiar na inteligência do público, o diretor pega a audiência na mão em vários momentos, iluminando com neon o caminho que está criando para o seu filme. O inexperiente Asa também não ajuda muito com seu jeito robótico de atuar. E apesar do desfecho, o longa-metragem não consegue sair do lugar-comum. Começa a parecer que o maniqueísmo do tema está chegando perto do seu saturamento. Não dá para apagarmos o nazismo da história da humanidade. Mas podemos selecionar melhor as histórias que queremos contar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(omelete.uol.com.br/cinema/o-menino-do-pijama-listrado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-9133766858219129396?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/9133766858219129396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=9133766858219129396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/9133766858219129396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/9133766858219129396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/1-simulado-unicamp.html' title='1º SIMULADO UNICAMP'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-6264194331511100549</id><published>2011-10-10T12:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T12:35:30.061-07:00</updated><title type='text'>LEITURA IMPORTANTE: A REVISÃO DO CÓDIGO FLORESTAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEXTO 2&lt;/strong&gt;. A revisão do Código Florestal brasileiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gerd Sparovek; Alberto Barretto; Israel Klug; Leonardo Papp; Jane Lino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-33002011000100007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENÇÃO: LEIA ESSE TEXTO, DEPOIS DE TER LIDO O TEXTO "POLÊMICA SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-6264194331511100549?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/6264194331511100549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=6264194331511100549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6264194331511100549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6264194331511100549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/leitura-importante-revisao-do-codigo.html' title='LEITURA IMPORTANTE: A REVISÃO DO CÓDIGO FLORESTAL'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-9127417524240892689</id><published>2011-10-10T11:57:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T12:37:11.557-07:00</updated><title type='text'>LEITURA IMPORTANTE: POLÊMICA SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEXTO 1:&lt;/strong&gt; POLÊMICA SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UtYLFVkELj0/TpNHyBDCQDI/AAAAAAAABFo/_EV00q4i9AQ/s1600/ATALIDADES.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UtYLFVkELj0/TpNHyBDCQDI/AAAAAAAABFo/_EV00q4i9AQ/s320/ATALIDADES.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661948081135042610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--SZppygKiaM/TpNHjo_8hNI/AAAAAAAABFg/kwydQtQ0RYU/s1600/ATALIDADES1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--SZppygKiaM/TpNHjo_8hNI/AAAAAAAABFg/kwydQtQ0RYU/s320/ATALIDADES1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661947834161464530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HJ6-xHAvYt8/TpNHjnCD_RI/AAAAAAAABFY/XW9Z-1EwUM8/s1600/ATALIDADES2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HJ6-xHAvYt8/TpNHjnCD_RI/AAAAAAAABFY/XW9Z-1EwUM8/s320/ATALIDADES2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661947833633471762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7o3s2-_5vSo/TpNHjfufgWI/AAAAAAAABFQ/mutbbAAzf58/s1600/ATALIDADES3.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7o3s2-_5vSo/TpNHjfufgWI/AAAAAAAABFQ/mutbbAAzf58/s320/ATALIDADES3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661947831672340834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CF25JtrTm8k/TpNHiDq9H5I/AAAAAAAABFI/vD1E3Lu3Lng/s1600/ATALIDADES4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CF25JtrTm8k/TpNHiDq9H5I/AAAAAAAABFI/vD1E3Lu3Lng/s320/ATALIDADES4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661947806961442706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dsLnpefvYao/TpNHh5GpHvI/AAAAAAAABFA/04YAKGNCf5E/s1600/ATALIDADES5.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dsLnpefvYao/TpNHh5GpHvI/AAAAAAAABFA/04YAKGNCf5E/s320/ATALIDADES5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661947804124782322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;em&gt;GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM &lt;/em&gt;2012&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-9127417524240892689?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/9127417524240892689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=9127417524240892689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/9127417524240892689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/9127417524240892689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/leituras-importantes-revisao-do-atual.html' title='LEITURA IMPORTANTE: POLÊMICA SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UtYLFVkELj0/TpNHyBDCQDI/AAAAAAAABFo/_EV00q4i9AQ/s72-c/ATALIDADES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-8671826272051424667</id><published>2011-10-10T09:59:00.001-07:00</published><updated>2011-10-10T10:00:46.378-07:00</updated><title type='text'>"LEAD" OU LIDE: ABERTURA DE NOTÍCIA, REPORTAGEM ETC.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8AocarpuXOA/TpMklu_8tzI/AAAAAAAABE4/uCDJs4zh69I/s1600/lead1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 236px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8AocarpuXOA/TpMklu_8tzI/AAAAAAAABE4/uCDJs4zh69I/s320/lead1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661909387224856370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aWx7X3uO5TQ/TpMklqMZwFI/AAAAAAAABEw/QB7Zd4-CBDs/s1600/lead2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-aWx7X3uO5TQ/TpMklqMZwFI/AAAAAAAABEw/QB7Zd4-CBDs/s320/lead2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661909385934913618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;em&gt;O JORNAL NA SALA DE AULA&lt;/em&gt;. MARIA ALICE FARIA. CONTEXTO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-8671826272051424667?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/8671826272051424667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=8671826272051424667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8671826272051424667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8671826272051424667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/lead-ou-lide-abertura-de-noticia.html' title='&quot;LEAD&quot; OU LIDE: ABERTURA DE NOTÍCIA, REPORTAGEM ETC.'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8AocarpuXOA/TpMklu_8tzI/AAAAAAAABE4/uCDJs4zh69I/s72-c/lead1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-3437848324996735833</id><published>2011-10-09T06:21:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T06:23:33.716-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: SINOPSE DE FILME</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SZKnHduuPCQ/TpGf4NBIxtI/AAAAAAAABEo/Sb_ab9P_6QY/s1600/SINOPSE.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-SZKnHduuPCQ/TpGf4NBIxtI/AAAAAAAABEo/Sb_ab9P_6QY/s320/SINOPSE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661481994497345234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;em&gt;PORTUGUÊS - LEITURA, GRAMÁTICA, PRODUÇÃO DE TEXTO&lt;/em&gt;. LEILA LUAR SARMENTO E DOUGLAS TUFANO. Ed. MODERNA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-3437848324996735833?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/3437848324996735833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=3437848324996735833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3437848324996735833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3437848324996735833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-sinopse.html' title='GÊNERO TEXTUAL: SINOPSE DE FILME'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SZKnHduuPCQ/TpGf4NBIxtI/AAAAAAAABEo/Sb_ab9P_6QY/s72-c/SINOPSE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5274193751827870111</id><published>2011-10-07T18:06:00.001-07:00</published><updated>2011-10-07T18:06:54.854-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: NOTÍCIA E REPORTAGEM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;NOTÍCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARINHEIROS TENTAM ACABAR COM TERCEIRA MANCHA DE ÓLEO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marinheiros espanhóis tentavam ontem evitar a chegada de uma terceira mancha de óleo à costa da Galícia, no noroeste do país, causada por um vazamento do petroleiro Prestige.&lt;br /&gt;“Os navios grandes não podem recolher essas manchas pequenas e estamos tentando contratar armadores e tripulantes da área com a assistência de uma empresa especialista na luta anticontaminação", explicou o vice-presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy. "Temos certamente dificuldades porque não é uma operação tecnicamente fácil", disse Rajoy, referindo-se à contratação de marinheiros e pescadores locais e ao fato de que as manchas estão muito fragmentadas e diluídas, dispersadas ao longo de nove quilômetros.&lt;br /&gt;Os marinheiros galegos, em alerta permanente, saíram mais uma vez ontem com seus barcos para a região de Rias Bajas (sudeste da Galícia) e das Ilhas Cíes, Sálvora e Ons, para recolher manchas de óleo dispersas.&lt;br /&gt;O Prestige se partiu em dois e afundou no dia 19 de novembro com mais de 60 mil toneladas de óleo em seus tanques. A 3,6 mil metros de profundidade, ele perde 125 toneladas diárias de combustível por 14 rachaduras que tem em seu casco. Segundo uma comissão científica criada pelo governo espanhol, a situação pode se prolongar até 2006.&lt;br /&gt;Desde 13 de novembro, o Prestige derramou mais de 20 toneladas de óleo no oceano Atlântico, as quais atingiram o litoral da Galícia e em menor parte as costas das regiões de Astúrias, Cantabria e País Basco. A limpeza das praias custará mais de 33 milhões, segundo o ministro espanhol do meio ambiente, Jaime Matas. (AF)&lt;br /&gt;(Tribuna Impressa, 13/12/2002.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto lido é uma notícia. Notícia é a expressão de um fato novo, que desperta o interesse do público a que o jornal se destina. A notícia é um gênero textual tipicamente jornalístico e pode ser veiculada em jornais, escritos e falados, e em revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na notícia, predomina a narração. Mas os jornais não se limitam a contar o que aconteceu. Eles vão além, contando também como e por que aconteceu determinado fato. Com base no texto em estudo, observe os elementos que normalmente compõem a notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• o quê (fatos): tentativa de evitar que uma terceira mancha de óleo chegue à costa;&lt;br /&gt;• quem (personagens/pessoas): os marinheiros espanhóis;&lt;br /&gt;• quando (tempo): 12/12/2002;&lt;br /&gt;• onde: Costa da Galícia, Espanha;&lt;br /&gt;• como: recolhendo-se manchas de óleo dispersas;&lt;br /&gt;• por quê: vazamento de óleo do petroleiro Prestige, que se partiu ao meio e afundou em 19/11/2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia apresenta uma estrutura própria, composta de duas partes: o lead e o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lead é um resumo do fato em poucas linhas e compreende, normalmente, o primeiro parágrafo da notícia. Contém as informações mais importantes e deve fornecer ao leitor a maior parte das respostas às seis perguntas básicas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpo são os demais parágrafos da notícia, nos quais se faz o detalhamento do exposto no lead, por meio da apresentação ao leitor de novas informações, em ordem cronológica ou de importância. Na notícia em estudo, o segundo e terceiro parágrafos constituem o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda notícia é encabeçada por um título, que anuncia o assunto a ser desenvolvido. No título, devem-se empregar, com objetividade, palavras curtas e de uso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia deve ser imparcial e objetiva, ou seja, deve expor fatos e não opiniões. A linguagem deve ser impessoal, clara, direta e precisa. Observe, na notícia em estudo, que os verbos e pronomes estão na 3ª pessoa; não aparece a opinião do jornalista; e a linguagem é direta e concisa, resumindo-se ao essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características da notícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• predomínio da narração, com a presença dos elementos essenciais de um texto narrativo: fato, pessoas envolvidas, tempo em que ocorreu o fato, o lugar onde ocorreu, como e por que ocorreu o fato;&lt;br /&gt;• estrutura-padrão composta de lead e corpo; no lead normalmente se encontram as respostas às seis perguntas básicas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê;&lt;br /&gt;• título;&lt;br /&gt;• linguagem impessoal, clara, precisa, objetiva, direta, de acordo com a variedade padrão da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É NOTÍCIA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe algumas definições para a palavra notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é tudo que alguém, em algum lugar, está tentando esconder, e que outras pessoas desejam e têm o direito de saber." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é aquilo que atraí as pessoas e afeta a sua vida de alguma forma, mesmo que elas ainda não saibam." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é o que as pessoas gostariam de contar a outras, desde que ficassem sabendo antes do jornal publicar." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é tudo aquilo que o jornal publica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(André Carvalho Sebastião Martins. Jornalismo. 2. ed. Belo Horizonte: Lê, 1991. p 16.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja mais esta definição, dada por um editor de um jornal de Nova Iorque, The Sun, há mais de cem anos: "Quando um cachorro morde um homem, isso não é notícia. Mas, quando um homem morde um cachorro, isso é notícia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chris e Ray Harris. Faça o seu próprio jornal. Campinas: Papirus, 1991. p. 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temperatura crítica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterações inéditas no clima e na temperatura colocam um cenário de catástrofe no horizonte do planeta. Felizmente, a Era do Hidrogênio está chegando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima da Terra já passou por mudanças radicais. Entre os diversos períodos de glaciação, as temperaturas foram de um extremo a outro, remodelando continentes inteiros e varrendo milhares de espécies animais e vegetais. Do ponto de vista do planeta, portanto, o aquecimento global que observamos hoje beira o irrelevante. Mas, para uma espécie em particular, o Homo sapiens, isso tem um significado marcante: ele é o único que pode reverter a situação – pela qual, em grande parte, é responsável.&lt;br /&gt;A temperatura média do planeta subiu 0,6 grau Celsius desde 1861, época das primeiras medições com termômetro. Parece pouco, mas essa “febre” já fez com que, ao longo do século 20, geleiras derretessem o bastante para elevar o nível do mar em até 15 centímetros. Os recifes de coral, hábitat de 65% das espécies de peixes do planeta, estão se transformando em um amontoado cinzento de rocha sem vida. Animais como o urso polar e o pinguim-de-magalhães tiveram suas rotas de migração afetadas. “Se o aquecimento global continuar, provavelmente nenhum ecossistema do mundo estará a salvo”, garante Lester Brown, diretor do Worldwatch Institute, uma das mais importantes e respeitadas instituições ambientais do mundo .&lt;br /&gt;Uma parte da responsabilidade pelo aquecimento pode ser creditada a causas naturais, como atividade vulcânica e incêndios espontâneos nas florestas. “Não se sabe ao certo até que ponto a ação humana pode afetar o ciclo natural do planeta”, diz José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mas a maioria dos cientistas, inclusive os renomados que participaram do último relatório do Painel Intergovernamental da ONU sobre mudanças climáticas, não hesita em apontar o ser humano como responsável pelas assombrosas mudanças no clima.&lt;br /&gt;O que pode ser feito - Para interromper o aquecimento global, será preciso substituir os combustíveis fósseis por uma fonte limpa de energia, que não produza o gás CO2, principal causador do efeito estufa. Uma das saídas sensatas é o hidrogênio, o elemento mais abundante do universo. Em vez de gases tóxicos saindo pelo escapamento dos automóveis, por exemplo, teremos vapor de água – hidrogênio (H) reagindo com oxigênio (O), que produz água (H2O). A partir de 2004, deve chegar ao mercado alemão o Necar4, carro da DaimlerChrysler que incorpora a nova tecnologia . A Ford, a GM e a BMW também estão incubando lançamentos similares. Tudo indica que, em breve, outras grandes montadoras investirão fortunas para não perderem esse bonde da história.&lt;br /&gt;Segundo Christopher Flavin, do Worldwatch Institute e um dos autores do anuário O Estado do Mundo, “já estamos na Era do Hidrogênio”. Na verdade, é apenas o começo. O hidrogênio ainda é muito caro para ser distribuído nos postos de abastecimento. Tem mais: para produzi-lo é preciso quebrar as moléculas de água e separar o hidrogênio do oxigênio e, embora a matéria-prima saia de graça, esse processo consome quantidades enormes de energia. E não adianta nada fazer isso queimando carvão ou petróleo, processo que produz mais CO2. O primeiro desafio, portanto, é obter energia abundante a partir de fontes renováveis, que não gerem CO2, para então produzir hidrogênio. O segundo desafio é baratear a célula de combustível – a bateria de hidrogênio que vai substituir o tanque de gasolina e funcionar também como gerador para fábricas e prédios.&lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;(Gilberto Stam)&lt;br /&gt;http://super.abril.com.br/ciencia/temperatura-critica-442097.shtml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A REPORTAGEM é um texto jornalístico e sua publicação pode ocorrer em revistas ou jornais. O tema abordado apresenta dados reais, por meio de uma linguagem clara e objetiva. O fato apresentado pode ser abordado de forma expositiva (simples apresentação), interpretativa (apresentação comentada sobre o fato ou fatos) ou opinativa (apresentação da opinião do repórter).&lt;br /&gt;Na estrutura da reportagem, observamos: o título; o olho, que resume, com objetividade, o assunto da reportagem; o lide, que é o parágrafo inicial cuja função é complementar o título e o olho fornecendo as principais informações da reportagem; o corpo, que é o desenvolvimento do texto propriamente dito.&lt;br /&gt;Na reportagem lida, o título é sugestivo — Temperatura crítica —, e o olho apresenta o seguinte resumo: "Alterações inéditas no clima e na temperatura colocam um cenário de catástrofe no horizonte do planeta. Felizmente, a Era do Hidrogênio está chegando". O lide é o primeiro parágrafo, que começa em "O clima da Terra já passou por mudanças radicais" e termina com "Mas, para uma espécie em particular, o Homo sapiens, isso tem um significado marcante: ele é o único que pode reverter a situação — pela qual, em grande parte, é responsável."&lt;br /&gt;No corpo do texto, o repórter desenvolve o lide e expõe o significado da elevação da temperatura média do planeta nos últimos séculos. Logo após, interpreta os fatos resultantes dessas transformações, com o relato de dados precisos baseados em pesquisas e estudos que precedem a produção de uma reportagem.&lt;br /&gt;Em geral, na reportagem aparecem também comentários de especialistas entrevistados pelo autor da reportagem na tentativa de obter mais dados para o texto. No caso da reportagem Temperatura crítica, é transcrita, por exemplo, uma fala de José Marengo, um especialista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROPOSTA DE REDAÇÃO: Considere-se um jornalista a quem foi solicitado que escreva, para um grande jornal, uma notícia sobre a chegada no mercado de um carro movido por uma fonte limpa de energia. Para escrever seu texto siga as orientações abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- apresente a mesma fonte limpa de energia apontada na reportagem "Temperatura crítica"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- escolha uma das montadoras de carro das apontadas na mesma reportagem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- atribua-lhe um título sugestivo. &lt;br /&gt;Postado por Sala de Estudos às 18:10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5274193751827870111?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5274193751827870111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5274193751827870111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5274193751827870111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5274193751827870111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-noticia-e-reportagem.html' title='GÊNERO TEXTUAL: NOTÍCIA E REPORTAGEM'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5895656505195044202</id><published>2011-10-07T10:42:00.001-07:00</published><updated>2011-10-07T10:43:15.650-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: SCRIPT</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ijgi43Tv0js/To86GgOpgpI/AAAAAAAABEI/_6-vwJ5WYcQ/s1600/SCRIPT%2BANGLO.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ijgi43Tv0js/To86GgOpgpI/AAAAAAAABEI/_6-vwJ5WYcQ/s320/SCRIPT%2BANGLO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660807140033004178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-s_vbEMDSOA8/To86Gsy2LKI/AAAAAAAABEA/WvBoEzBgjb8/s1600/SCRIPT%2BANGLO1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-s_vbEMDSOA8/To86Gsy2LKI/AAAAAAAABEA/WvBoEzBgjb8/s320/SCRIPT%2BANGLO1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660807143406054562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: REDAÇÃO - ENSINO MÉDIO - 1ª SÉRIE - CURSO ANGLO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5895656505195044202?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5895656505195044202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5895656505195044202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5895656505195044202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5895656505195044202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-script.html' title='GÊNERO TEXTUAL: SCRIPT'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Ijgi43Tv0js/To86GgOpgpI/AAAAAAAABEI/_6-vwJ5WYcQ/s72-c/SCRIPT%2BANGLO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-4183878631537475268</id><published>2011-10-07T10:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T10:36:09.985-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: REPORTAGEM</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U0rUhMp1j8w/To84aQhBQ2I/AAAAAAAABD4/BB0bIdxeK6k/s1600/REPORTAGEM%2BANGLO.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; 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margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HBtfCqDrMlY/To80-dJgwzI/AAAAAAAABC4/kPYDI_xhJQ0/s320/CR%25C3%2595NICA%2BANGLO3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660801504209060658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-41JgQLSliAQ/To80-KR_kII/AAAAAAAABCw/kJ9OpqZsXAs/s1600/CR%25C3%2595NICA%2BANGLO4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-41JgQLSliAQ/To80-KR_kII/AAAAAAAABCw/kJ9OpqZsXAs/s320/CR%25C3%2595NICA%2BANGLO4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660801499144360066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: REDAÇÃO - ENSINO MÉDIO - 2ª SÉRIE - CURSO ANGLO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5013241569315013908?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5013241569315013908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5013241569315013908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5013241569315013908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5013241569315013908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-cronica.html' title='GÊNERO TEXTUAL: CRÔNICA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jrHKTAAA2Ok/To80_PxWurI/AAAAAAAABDQ/P-qS2wrev-4/s72-c/CR%25C3%2595NICA%2BANGLO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1656268659184076856</id><published>2011-10-07T10:09:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T10:15:12.727-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: RELATÓRIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KMqdttT6O1k/To8zZpbFeDI/AAAAAAAABCo/MQxCr3Z4YRI/s1600/relat%25C3%25B3rio%2Banglo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KMqdttT6O1k/To8zZpbFeDI/AAAAAAAABCo/MQxCr3Z4YRI/s320/relat%25C3%25B3rio%2Banglo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660799772337207346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8PqCQRB8fz4/To8zZVIF61I/AAAAAAAABCg/8cQokLT1ZXA/s1600/relat%25C3%25B3rio%2Banglo1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8PqCQRB8fz4/To8zZVIF61I/AAAAAAAABCg/8cQokLT1ZXA/s320/relat%25C3%25B3rio%2Banglo1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660799766888835922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lL5_UKtygLc/To8zZIOqrjI/AAAAAAAABCY/IxCpXB_iU3Y/s1600/relat%25C3%25B3rio%2Banglo2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lL5_UKtygLc/To8zZIOqrjI/AAAAAAAABCY/IxCpXB_iU3Y/s320/relat%25C3%25B3rio%2Banglo2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660799763426750002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qsExVsC40mc/To8zYwIRMTI/AAAAAAAABCQ/yD86YRn-JAo/s1600/relat%25C3%25B3rio%2Banglo3.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qsExVsC40mc/To8zYwIRMTI/AAAAAAAABCQ/yD86YRn-JAo/s320/relat%25C3%25B3rio%2Banglo3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660799756957462834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: REDAÇÃO - ENSINO MÉDIO - 1ª SÉRIE - CURSO ANGLO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1656268659184076856?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1656268659184076856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1656268659184076856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1656268659184076856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1656268659184076856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/genero-textual-relatorio.html' title='GÊNERO TEXTUAL: RELATÓRIO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KMqdttT6O1k/To8zZpbFeDI/AAAAAAAABCo/MQxCr3Z4YRI/s72-c/relat%25C3%25B3rio%2Banglo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5885010415160075004</id><published>2011-10-06T15:56:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T15:59:50.332-07:00</updated><title type='text'>AVISO IMPORTANTE!!! LEIAM-NO!</title><content type='html'>O horário do simulado (dia 10 de outubro) da TURMA 2 mudou. O novo horário é: das 16h40 às 20h10. Quem não puder vir nesse novo horário, venha em outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5885010415160075004?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5885010415160075004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5885010415160075004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5885010415160075004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5885010415160075004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/aviso-importante-leiam-no.html' title='AVISO IMPORTANTE!!! LEIAM-NO!'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-3473056247427115092</id><published>2011-10-02T17:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-02T17:31:19.518-07:00</updated><title type='text'>TEMA PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 3 E 4 DE OUTUBRO: SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEMA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades enfrentadas, atualmente, pelo nosso sistema de saúde nos colocam inúmeras “situações-problemas”, as quais nos fazem refletir sobre o modo de funcionamento e a qualidade do serviço prestado à população. O que poderia ser feito para melhorar essa situação? É benéfico tratar a saúde como uma mercadoria? Desejamos um sistema de saúde no qual as pessoas são tratadas/medicadas de acordo com suas necessidades ou seu poder aquisitivo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coletânea&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)&lt;strong&gt;Longas filas nos hospitais de São Luís causam venda de senha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Na contramão da insatisfação, há quem considere as filas um bom negócio. A oportunidade de burla e montagem de esquema para angariar dinheiro faz com que Antonio Araújo chegue por volta das 21h do dia anterior no local de marcação. Segundo ele, sempre é o primeiro a chegar e consegue marcar um lugar que vende, geralmente, por R$10. “Chego aqui cedo. Aí, marco a vez e vem a pessoa que não pode chegar cedo e troca de lugar comigo. Estou sem emprego e faço esse bico”, diz ele, que confessa usar o recurso para sobreviver. “Eu não quero é roubar”, se explica. Segundo Antonio, há quem com antecedência combine de ir no dia posterior e reserve a vaga. “Tenho que esperar. Caso a pessoa não venha, eu perco tudo”, diz. Antonio leva papelão para o tempo que passará sentado no chão e divide com as pessoas que conhece diariamente na fila. Ele reconhece que o tempo que passa à espera das marcações é valioso. “Estou aqui perdendo minhas noites de sono que eu não vou recuperar, mas assim eu vou vivendo”, continua (...).&lt;br /&gt;(...) Para marcar para outra pessoa, basta que ela tenha em mãos a fotocópia da identidade, o endereço e, geralmente, um encaminhamento ao especialista escolhido. Quando o médico é um clínico geral, explica ela, não é necessário encaminhamento. Basta ir ao posto, como a Hemomar, por exemplo, e retirar uma carteira em nome da pessoa que será consultada. Nesse documento, há o nome, a data e o horário da consulta. O custo do serviço varia entre R$5 e R$15. “Depende da consulta. Uma endoscopia, que marca só uma vez por mês, é R$15. Mas pra você eu posso fazer isso por R$5”, negocia. Segundo ela, cada senha dá direito a que sejam marcadas duas consultas.&lt;br /&gt;http://www.portalhoje.com/longas-filas-nos-hospitais-de-sao-luis-causam-venda-de-senha/146567&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)&lt;strong&gt;Desafios do SUS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, tem sido analisada como uma das mais bem sucedidas reformas da área social empreendida sob o novo regime democrático, tendo em vista o seu caráter universal e igualitário. &lt;br /&gt;A inclusão de vastas camadas da população anteriormente excluídas do acesso aos serviços e ações de saúde, não apenas básicos, mas também de média e alta complexidade, e o sucesso de algumas políticas e programas, como o de combate à Aids, são exemplos concretos de avanços. &lt;br /&gt;No entanto, o devir do SUS nem sempre aponta para seu fortalecimento. Um rápido olhar para o cotidiano dos serviços de saúde é suficiente para identificar as deficiências desse sistema. As perversas desigualdades no acesso e utilização dos serviços (com prejuízo dos mais pobres), o mau atendimento, as filas, a superlotação das emergências, a escassez de recursos nas unidades de saúde, a falta de leitos hospitalares e a demora para a marcação de exames são algumas das evidências da inadequação entre o proposto pelo arcabouço jurídico-legal do SUS e a realidade dos serviços. &lt;br /&gt;Assim, evidencia-se o caráter contraditório do sistema de saúde brasileiro que, ao mesmo tempo, é um dos poucos que possibilita a realização de transplantes de coração, acesso à hemodiálise, dispensação gratuita de medicamentos contra a Aids, mas que, muitas vezes, não consegue garantir a distribuição de antibióticos ou a realização de consultas médicas básicas e que permite a milhares de pessoas, cotidianamente, amontoarem-se nas salas de espera das emergências sem atendimento adequado. No plano das práticas de saúde, é um sistema que traz como princípio a integralidade da atenção, mas que na realidade dos serviços traduz-se como um tratamento “desumanizado”, fragmentado e centrado em procedimentos biomédicos, com pouca ênfase na promoção da saúde. 2 &lt;br /&gt;Mais grave do que tudo isso, contudo, é a impressão de que o SUS não conseguiu, após mais de duas décadas, alcançar legitimidade junto à população brasileira. Em que pese o fato de o SUS ainda representar uma reforma social incompleta, com implantação heterogênea e desigual nas diversas regiões e estados do país, é possível afirmar que há um certo descrédito da população quanto à capacidade de o setor público prover adequadamente atenção às suas condições de saúde, sendo o plano privado o “sonho de consumo” e perspectiva de segurança de boa parte da população. &lt;br /&gt;A construção da legitimidade do SUS passa pela necessidade de retomar o movimento em defesa de políticas de proteção social e de saúde que caracterizou a reforma sanitária, além de ampliar a capacidade de diálogo com a sociedade, apresentando o SUS como uma reforma social de grande impacto sobre o bem-estar das pessoas. No entanto, a construção da legitimidade do SUS depende fundamentalmente de seu desempenho concreto, de sua capacidade para melhorar as condições sanitárias e a saúde das pessoas. &lt;br /&gt;Neste sentido, alguns desafios do atual contexto do SUS precisam ser superados. Não se ampliará a capacidade do SUS de gerar respostas aos problemas de saúde da população sem a superação dos graves limites do seu financiamento. O Brasil é o único país com sistema público de saúde universal onde os gastos privados são superiores aos gastos públicos em saúde. Enquanto o gasto público no Brasil representa em torno de 45% do total despendido, em outros países com sistemas universais, como Cuba, Canadá e Inglaterra, esta proporção não é inferior a 70%. A aprovação da Emenda Constitucional 29 é condição básica para superar este desafio. &lt;br /&gt;O atual contexto, caso não revertido, tende a exacerbar (...) Outra questão não resolvida no SUS é a dos recursos humanos. Trinta por cento dos empregos são precarizados e são raros os exemplos em que se conta com planos de carreira e de desenvolvimento que possibilitem ao trabalhador fixar-se e desejar seguir carreira no SUS. A Lei de Responsabilidade Fiscal, aplicada a um setor intensivo em pessoal força à criação de mecanismos de terceirização que não vinculam o trabalhador ao Sistema. No contexto do SUS, tomar por estratégico a formação e qualificação permanente de quadros profissionais dirigentes e em destaque nos níveis centrais de gestão do sistema são condições para a estabilidade e continuidade institucional, de forma combinada com a adequada conformação de quadros estáveis, em órgãos como o Ministério da Saúde e mesmo secretarias, que estão em permanente busca de adequada estabilização e renovação profissional baseada em quadros públicos. Essa condição deve ainda levar em conta as importantes desigualdades de qualificação entre as diferentes regiões do país, além da maior precariedade no interior e em municípios de menor porte e débeis sistemas de formação. &lt;br /&gt;As estratégias de formação por meio de redes colaborativas envolvendo associações inclusive entre centros de formação e serviços é parte da necessária qualificação continuada, seja no nível profissional técnico, superior ou na pós-graduação lato e stricto sensu. As novas realidades do trabalho, a dinâmica e complexidade dos processos de trabalho exigem igualmente abordagens pedagógicas inovadoras, que elevem a centralidade da formação no sujeito profissional, de modo distinto a abordagens clássicas baseadas na transmissão simples de conhecimentos. A qualificação exige distintos itinerários formativos, multiplicando-se de forma criativa as ofertas, em favor das particularidades da realidade, dos tipos e interesses profissionais a serem atendidos. O desafio de escala de formação, além da multiplicidade de escopos, exige cada vez mais o desenvolvimento de novas tecnologias, produtos, processos e metodologias de ensino e comunicação (plataformas de educação a distância, telessaúde, produção e difusão de recursos audiovisuais e meios complementares) para órgãos gestores do SUS, mas também a outros, como a ampliação da cooperação internacional, que cada vez mais toma, no caso brasileiro, a saúde como espaço diferenciado de relacionamento entre países. &lt;br /&gt;No contexto dos desafios do SUS deve-se considerar as imensas desigualdades ainda persistentes no país, tanto quanto aos aspectos epidemiológicos, mas em especial sobre as condições de desenvolvimento, oferta e acesso a bens e condições promotoras da saúde (...).&lt;br /&gt;http://www.ensp.fiocruz.br/informeimages/desafios_sus_ensp_2010.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)&lt;strong&gt;O SUS tem jeito? &lt;/strong&gt;(Por Lígia Bahia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntar se o Sistema único de Saúde (SUS) tem jeito e não ferir suscetibilidades costumava ser uma missão impossível. Qualquer menção aos problemas no atendimento público motivava o desenrolar do pergaminho de dupla face, ambas fundamentalistas.&lt;br /&gt;Para os afeitos às ideias de que o mercado tudo resolve, ouvir dizer que não era bem assim quando se trata de saúde configurava uma ofensa grave. Por sua vez, os estatólatras fingiam ignorar que o direito estabelecido na Constituição de 1988 não havia se transformado em fato.&lt;br /&gt;Bastou um gesto presidencial para rasgar fantasias. O desafio lançado pelo ministro da Saúde -”convencer a sociedade sobre o SUS” – o retira da condenação de amparar apenas os pobres ou permanecer como utopia imaculada. O sistema público de saúde real não foi reabilitado, mas ganhou a chance de ser submetido a uma espécie de estágio probatório. Se conseguir demonstrar eficiência e qualidade, receberá como prêmio mais recursos. Caso contrário, continuará comendo o pão que o diabo amassou. Segundo nossas autoridades, o momento é de definição: ou caminhamos para um apartheid na saúde ou organizaremos um sistema nacional de saúde abrangente e igualitário.&lt;br /&gt;A oportunidade não pode ser desperdiçada. Mas, na pressa de apresentar as alternativas para “guaribar” o SUS, admite-se que o ônus da prova caiba ao sistema público. Ora, o SUS nunca foi o réu! A sociedade brasileira (supondo que o termo empregado pelos nossos governantes signifique plural de cidadão) não venera o SUS, tampouco expressa sentimentos inteiramente favoráveis em relação às empresas de planos e seguros de saúde. Quem pode fica com os dois: faz exames em laboratórios privados e traz para o médico do SUS ver; pega medicamentos do Farmácia Popular com a receita do médico do plano; tem plano mas alguns exames só são realizados em serviços públicos; sabe que a vacinação nos postos de saúde e o Samu funcionam bem. O teor de cada componente varia, mas a mistura entre público e privado é quase constante.&lt;br /&gt;Atendimento público, sem gastar um tostão do próprio bolso, nem com remédios, ou privado puro – aquele obtido por quem jamais pisou em um consultório particular de médicos que trabalham também em instituições públicas – são raridades. Para substituir intuições e preconceitos por evidências é preciso desativar a premissa falsa: o SUS ficará bom quando conseguir fazer mais e melhor com menos. Não conseguimos superar gritantes desigualdades regionais, e os diferenciais dos gastos com assistência médica e hospitalar no setor privado (pelo menos quatro vezes superiores), para segmentos populacionais que moram nas regiões Sudeste e Sul, as agravam. O acesso e a qualidade mais homogêneos às ações de saúde exigem combinar estratégias para ampliar o financiamento e melhorar a gestão.&lt;br /&gt;Publicado no O Globo, em 07 de Março de 2011.&lt;br /&gt;LIGIA BAHIA é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;http://saudedilma.wordpress.com/2011/03/10/o-sus-tem-jeito/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)&lt;strong&gt;Presidente de comissão apoia regulamentação da Emenda 29&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), defendeu há pouco a aprovação da regulamentação da Emenda Constitucional 29(PLP 306/08), que fixa percentuais mínimos obrigatórios a serem investidos na saúde. “Temos dois sistemas únicos de saúde: o da vacinação, do combate à Aids e da distribuição de medicamentos, que funciona bem; e, paralelamente, o SUS, do atendimento, que precisa de dinheiro para não morrer de inanição”, disse.&lt;br /&gt;A proposta deverá ser votada amanhã pelo Plenário. Saraiva Felipe já adiantou que, com a aprovação do texto na Câmara, governo e oposição deverão estabelecer, no Senado, outras “alternativas criativas” de financiamento à saúde. “Nosso compromisso é continuar estabelecendo parcerias para assegurar os R$ 45 bilhões indispensáveis para que o SUS consiga cumprir seus compromissos legais”, afirmou.&lt;br /&gt;Recursos do governo federal&lt;br /&gt;O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), também defendeu a aprovação da regulamentação da emenda 29, em comissão geral que ocorre neste momento no Plenário da Câmara. Segundo Nogueira, a medida é necessária para forçar o governo federal a garantir mais recursos para o setor.&lt;br /&gt;“Falta dinheiro para a saúde, mas governar é escolher e, quando um governo escolhe mal, os resultados das políticas públicas são ruins. O governo atual gasta mal, não tem prioridades e não considera a corrupção cada vez mais comum como um malefício para a sociedade”, alertou. Duarte Nogueira adiantou que seu partido deverá votar a favor da regulamentação, mas contra a criação da chamada Contribuição Social da Saúde, nos moldes da extinta CPMF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/09/2011 18:48&lt;br /&gt;http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/202836-PRESIDENTE-DE-COMISSAO-APOIA-REGULAMENTACAO-DA-EMENDA-29.html &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)&lt;strong&gt;O custo da derrubada da CPMF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o líder do PT no Senado e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, custo da derrubada da CPMF foi muito alto e está sendo pago até hoje. “Nós sofremos dupla derrota na votação da CPMF, em 2007: de um lado, perdemos R$ 40 bilhões; de outro, o discurso. Prevaleceu o discurso de que a Saúde tem dinheiro, que o problema é simplesmente de gestão. Está difícil recolocar o problema de financiamento do setor”. O artigo é de Maria Inês Nassif.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O especialista em gestão pública, Amir Khair, concorda quem em 2007, na votação da CPMF, a oposição ao governo Lula faturou com a derrubada da contribuição. “É um impasse politico. Dilma não caiu na cilada política que Lula caiu”, afirmou. Para o líder Humberto Costa, o custo da derrubada da CPMF foi muito alto e está sendo pago até hoje. “Nós sofremos dupla derrota na votação da CPMF, em 2007: de um lado, perdemos R$ 40 bilhões; de outro, o discurso. Prevaleceu o discurso de que a Saúde tem dinheiro, que o problema é simplesmente de gestão. Está difícil recolocar o problema de financiamento do setor”.&lt;br /&gt;Khair aponta outras possibilidades de tributação: uma parte do Imposto de Renda ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. “A CSLL pode servir a isso, preferencialmente se houver uma taxação maior dos bancos, que não têm poder de mobilização da sociedade e hoje são vistos pelos cidadãos comuns como agiotas; o aumento do compulsório dos bancos;ou, ainda, a tributação de cigarros”. Esses recursos não poderiam ser “carimbados” para a Saúde, mas podem ser destinados ao setor, “o que facilitaria à União, aos Estados e municípios cumprirem a emenda 29”. “Neste primeiro momento, o foco do debate é a destinação integral do DPVAT para a Saúde e o aumento dos produtos nocivos à saúde; depois, vamos pensar em novas fontes”, afirma Costa.&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18553&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)&lt;strong&gt;'Túmulo' da CPMF, Senado recebe de volta 'abacaxi' da saúde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)Mais do que concluir a votação do projeto, o que a Câmara fez foi “tirar um peso das costas” e jogá-lo para o Senado”, na descrição de uma autoridade diretamente envolvida nas negociações. &lt;br /&gt;O projeto foi apresentado em março de 2007, pelo ex-senador e médico Tião Viana (PT-AC), mas só andou depois que o Senado acabou com a CPMF, em dezembro daquele ano. No início de 2008, a proposta era aprovada e enviada à Câmara.&lt;br /&gt;O avanço acelerado foi uma espécie de mea culpa dos senadores por terem retirado cerca de R$ 20 bilhões por ano da saúde - da alíquota de 0,38%, 0,20% eram carimbados para o setor.&lt;br /&gt;Para os senadores de então, uma forma de preencher a lacuna financeira deixada pela extinção da CPMF seria impor uma cota de 10% de todas as receitas federais para a saúde. Essa vinculação agregaria hoje cerca de R$ 30 bilhões anuais ao SUS, nas contas de deputados adversários do governo.&lt;br /&gt;A imposição da cota causaria, porém, problemas à presidenta Dilma Rousseff, que se veria obrigada a dizer quem, dentre os demais 36 ministérios, teria de abrir mão de verba. Daí que o governo prefere arranjar dinheiro para a saúde fora do orçamento, ou seja, com taxação maior, como Dilma vem defendendo.&lt;br /&gt;Por ser, no entendimento de deputados, duplamente responsável pela imbróglio na saúde, caberia ao Senado providenciar uma solução. O sentimento da Câmara foi clara e ironicamente exposto pelo líder do PMDB na Casa, Henrique Alves (RN). &lt;br /&gt;Foi o Senado Federal quem derrubou a CPMF e que aprovou a regulamentação da emenda 29. “Que o Senado crie, debata, discuta, proponha, aprove e mande para cá [uma solução], para que nós a examinemos”, disse Alves. “A partir de agora, senhoras e senhores ilustres senadores, o abacaxi passa para suas mãos.”&lt;br /&gt;E o que fará o Senado? “Nesse momento de crise econômica, de desonerações, não há clima para criar imposto”, disse o líder do PT na Casa e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PE). “Mas nós vamos ter de enfrentar o subfinanciamento, estudar algumas alternativas já colocadas, como aumento da taxação de cigarros e bebidas”.(...)&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18530&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7)&lt;strong&gt;Entenda: Sistema de saúde dos EUA exclui 46 milhões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 46 milhões de pessoas nos EUA não têm plano de saúde. Como não existe um Sistema Único de Saúde (SUS) no país, significa que, se essas pessoas ficarem doentes, precisarão vender o carro ou hipotecar a casa para pagar as contas do hospital. Despesas médicas são o principal motivo de falências pessoais no país.&lt;br /&gt;Parte dos americanos com mais de 65 anos ou portadores de deficiências está coberta por um sistema chamado Medicare, no qual o governo paga os hospitais e médicos que atendem o beneficiário. E parte da população de baixa renda entra no Medicaid, outro sistema bancado pelo governo. Mas grande parte da população - esses 46 milhões - está em um buraco negro. Muitos estão em uma faixa intermediária - não são tão pobres para receber o Medicaid, nem tão idosos para o Medicare -, não têm plano de saúde no emprego e não conseguem pagar um privado.&lt;br /&gt;Os segurados ou têm dinheiro para pagar um plano privado ou têm um emprego que oferece um plano de saúde. Nos EUA, as empresas podem despedir grávidas e até pessoas com câncer. Ter um plano de saúde tampouco garante que a pessoa não terá de pagar por seus tratamentos médicos. A maioria dos planos estabelece um limite de gastos anual e, em seguida, uma franquia que o seguro só começa a reembolsar depois que o paciente paga sua contrapartida. Os planos também podem se recusar a fazer seguro para pacientes com histórico de doença crônica ou pré-existente.&lt;br /&gt;Para completar, o sistema de saúde é uma bomba-relógio para as contas públicas. O Medicare, por exemplo, vai se tornar deficitário em oito anos. Os gastos com saúde crescem a uma taxa superior à inflação. Os EUA são o país que mais gasta com saúde - US$ 7 per capita, ou 16% do PIB -, mas está em 37º lugar em qualidade de atendimento, ao lado da Eslovênia, segundo o ranking da Organização Mundial de Saúde.&lt;br /&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,entenda-sistema-de-saude-dos-eua-exclui-46-milhoes,431943,0.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-3473056247427115092?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/3473056247427115092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=3473056247427115092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3473056247427115092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3473056247427115092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/10/tema-para-discussao-em-aula-nos-dias-3.html' title='TEMA PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 3 E 4 DE OUTUBRO: SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-4905218619154530796</id><published>2011-09-25T10:05:00.001-07:00</published><updated>2011-09-25T10:08:07.856-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: CRÔNICA</title><content type='html'>Exemplos de crônica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;Recado ao senhor 903&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vizinho – &lt;br /&gt;Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho do meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão.  O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos, e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão; ao meu número) será convidado a se retirar às 21h45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8h15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.&lt;br /&gt;(...) Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.&lt;br /&gt;E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.&lt;br /&gt;(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;A Última Crônica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Sabino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. &lt;br /&gt;Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.&lt;br /&gt;Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. &lt;br /&gt;São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. &lt;br /&gt;Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EXERCÍCIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etapas para escrever sua crônica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Escolha algum acontecimento atual que lhe chame a atenção. Você pode procurá-lo em meios como jornais, revistas e noticiários. Outra boa forma de encontrar um tema é andar, abrir a janela, conversar com as pessoas, ou seja, entrar em contato com a infinidade de coisas que acontecem ao seu redor. Tudo pode ser assunto para uma crônica. É importante que o tema escolhido desperte o seu interesse, cause em você alguma sensação interessante: entusiasmo, horror, desânimo, indignação, felicidade... Isso pode ajudá-lo a escrever uma crônica com maior felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Muito bem. Agora que você já selecionou o acontecimento interessante, tente formular algumas opiniões sobre esse fato. Você pode fazer uma lista com essas idéias antes de começar a crônica propriamente dita. “Se eu tivesse nessa situação, eu...”; “Ao saber desse fato eu me senti...”; “A solução para isso...” &lt;br /&gt;Como você deve ter notado, é muito importante que o seu ponto de vista, a sua forma de ver aquele fato fique evidente. Esse é um dos elementos que caracterizam a crônica: uma visão pessoal de um evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Agora que você já formou opiniões sobre o acontecimento escolhido, é hora de escrever sua crônica. Seu ponto de partida pode ser o próprio fato, mas esse também pode ser mencionado ao longo do texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-4905218619154530796?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/4905218619154530796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=4905218619154530796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/4905218619154530796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/4905218619154530796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/genero-textual-cronica_25.html' title='GÊNERO TEXTUAL: CRÔNICA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-2063669217873439558</id><published>2011-09-25T10:05:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T10:06:43.591-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: CRÔNICA</title><content type='html'>Exemplo de crônica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recado ao senhor 903&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vizinho – &lt;br /&gt;Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho do meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão.  O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos, e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão; ao meu número) será convidado a se retirar às 21h45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8h15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.&lt;br /&gt;(...) Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.&lt;br /&gt;E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.&lt;br /&gt;(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EXERCÍCIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etapas para escrever sua crônica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Escolha algum acontecimento atual que lhe chame a atenção. Você pode procurá-lo em meios como jornais, revistas e noticiários. Outra boa forma de encontrar um tema é andar, abrir a janela, conversar com as pessoas, ou seja, entrar em contato com a infinidade de coisas que acontecem ao seu redor. Tudo pode ser assunto para uma crônica. É importante que o tema escolhido desperte o seu interesse, cause em você alguma sensação interessante: entusiasmo, horror, desânimo, indignação, felicidade... Isso pode ajudá-lo a escrever uma crônica com maior felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Muito bem. Agora que você já selecionou o acontecimento interessante, tente formular algumas opiniões sobre esse fato. Você pode fazer uma lista com essas idéias antes de começar a crônica propriamente dita. “Se eu tivesse nessa situação, eu...”; “Ao saber desse fato eu me senti...”; “A solução para isso...” &lt;br /&gt;Como você deve ter notado, é muito importante que o seu ponto de vista, a sua forma de ver aquele fato fique evidente. Esse é um dos elementos que caracterizam a crônica: uma visão pessoal de um evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Agora que você já formou opiniões sobre o acontecimento escolhido, é hora de escrever sua crônica. Seu ponto de partida pode ser o próprio fato, mas esse também pode ser mencionado ao longo do texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-2063669217873439558?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/2063669217873439558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=2063669217873439558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2063669217873439558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2063669217873439558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/genero-textual-cronica.html' title='GÊNERO TEXTUAL: CRÔNICA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-9115203289800935233</id><published>2011-09-25T10:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T10:04:23.173-07:00</updated><title type='text'>PALESTINA: A CONQUISTA DO ESTADO</title><content type='html'>VÁRIOS TEXTOS EM: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=126&amp;alterarHomeAtual=1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-9115203289800935233?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/9115203289800935233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=9115203289800935233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/9115203289800935233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/9115203289800935233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/palestina-conquista-do-estado.html' title='PALESTINA: A CONQUISTA DO ESTADO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-8033794068870383298</id><published>2011-09-25T08:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T08:05:58.618-07:00</updated><title type='text'>ORÇAMENTO DA SAÚDE: UM DEBATE NECESSÁRIO</title><content type='html'>1. &lt;strong&gt;SUS exige verba mas mídia vende tributação insuportável, diz Jatene &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novo livro, diretor do Incor e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, diz que tecnologia impôs grandes mudanças à medicina em 40 anos. Frente a custos maiores e novo perfil epidemiológico do país, Sistema Único de Saúde precisa dobrar recursos. 'Esse é o grande problema', diz Jatene em entrevista exclusiva. 'Mídia faz população acreditar que carga tributária é insuportável.'&lt;br /&gt;André Barrocal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA – O diretor geral do Instituto do Coração (Incor) e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, lançou nos últimos dias, em dobradinha com o atual ministro, Alexandre Padilha, o livro “40 anos de medicina. O que mudou”. São 200 páginas abrangendo a experiência de metade de uma vida que Jatene, aos 82 anos, sintetiza apontando a tecnologia como principal elemento transformador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço tecnológico levou à descoberta de novos tratamentos, permitiu diagnósticos melhores, praticamente erradicou doenças. Mas também afetou a relação entre paciente e médico, que se tornou mais impessoal. E encareceu custos na medicina, exigindo cada vez mais investimentos de um Estado que assumiu o compromisso constitucional de dar saúde gratuita para toda a população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema dos custos é de difícil solução, na opinião de Jatene, porque o debate sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) tornou-se um tabu duro de quebrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem controla a mídia faz a população acreditar que a carga tributária é insuportável", disse o médico à Carta Maior. "Mas, se você tirar a Previdência Social do orçamento, e a Previdência é um dinheiro dos aposentados que o governo apenas administra, vai ver que a nossa carga tributária está abaixo de 30%. É pouco para um país como o Brasil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor confere a seguir os principais trechos da breve entrevista exclusiva, concedida por telefone na última segunda-feira (19), antes de os deputados derrubarem a criação de um novo imposto para custear a saúde pública no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o senhor resumiria o livro: o que mudou na medicina em 40 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jatene: O que mudou é realmente a tecnologia. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O diagnóstico à distância, por meio de exames, afastou o médico dos pacientes, a conversa ficou abreviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a tecnologia também dever ter ajudado, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jatene: Ajudou muito, criou vacinas contra poliomelite, sarampo. Hoje, são doenças que não existem mais. E também criou técnicas menos invasivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfil epidemiológico do brasileiro mudou muito também? Isso tem impacto nos custos da saúde, que ficam maiores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jatene: Claro, esse é o grande problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E O SUS, que está fazendo 21 anos, está preparado para essa nova situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jatene: É preciso que as pessoas entendam aritmética: é preciso ter recursos. Eu estimo que o orçamento do SUS precise dobrar, mas não há nenhuma possibilidade de dobrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o senhor é a favor de um novo tributo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jatene: Quando estive no governo, eu defendi a CPMF. Mas não estou mais. Apontar as fontes de financiamento não é responsabilidade minha, mas do governo e do Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa sua experiência de médico e gestor, o que o senhor diria que conta mais para melhorar a saúde no Brasil: gestão ou financiamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jatene: As duas coisas ao mesmo tempo são importantes. Já avançamos muito na gestão, os grandes hospitais de São Paulo, por exemplo, buscam gestores públicos. Mas faltam recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18535&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;7° PIB, Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invstimento público em saúde é de US$ 317 por brasileiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Líderes do ranking de 193 países, Noruega e Mônaco gastam 20 vezes mais. Na América do Sul, Brasil perde para Argentina, Uruguai e Chile. No G-20, é o 15°. Segundo ex-ministro Temporão, dado é 'dramático'. Para Dilma Rousseff, baixa despesa per capita justifica mais verba à saúde. Secretário paulistano apoia novo imposto.&lt;br /&gt;André Barrocal e Maria Inês Nassif&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA – O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição - ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia - é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As despesas a partir de convênios particulares movimentam mais do que o dobro das finanças do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é gratuito e atende os 190 milhões de brasileiros. Os planos privados beneficiam um quarto da população brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quarta-feira (14/09), a presidenta Dilma Rousseff defendeu a ampliação dos recursos para a saúde, usando o argumento do gasto por habitante, durante entrevista depois de um evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O setor público gasta duas vezes e meia a menos do que o setor privado na área de saúde. Isso significa uma coisa que nós todos temos de ter consciência: se você quiser um sistema universal de saúde, gratuito e de qualidade, nós vamos ter de colocar dinheiro na saúde e colocar gestão na área de saúde, as duas coisas”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O dado é dramático”, disse à Carta Maior o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. “As famílias de classe média gastam cerca duas vezes aquilo que o SUS gasta para prover serviços de muita maior abrangência. Há uma disseminação de planos privados de cobertura insuficiente”, completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fico feliz que a presidente Dilma tenha aludido ao fato de que a saúde suplementar tem um orçamento que é 2,4 vezes superior ao do SUS. Esse é um parâmetro que deve ser considerado”, afirmou à Carta Maior Januário Montone, secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo que apoia a criação de um novo imposto para a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18472&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;Saúde precisa de mais verba até para melhorar gestão, diz Temporão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde, reforço financeiro dos sistemas públicos está em debate no mundo todo. Avanço tecnológico e de expectativa de vida impõe alta de custos e exige novos recursos. Em entrevista à Carta Maior, Temporão defende subir taxação de cigarros e bebidas, condena 'aberração' brasileira de abater plásticas do IR e critica subsídio federal a convênio de servidor.&lt;br /&gt;André Barrocal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA – O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão embarca nesta segunda-feira (12/09) para a China, onde vai se juntar a três outros especialistas (inglês, australiano e tailandês) para fazer uma avaliação independente do modelo de saúde chinês, a pedido do governo local. Depois de estimular a medicina privada e reduzir o peso do investimento público, o país tenta reverter o que para Temporão foi um “equívoco grave” que produziu uma “crise”, e agora quer saber se as medidas estão funcionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A saúde é um debate que está presente hoje na China, nos países europeus, nos Estados Unidos com a reforma Obama. Todos os países enfrentam problemas de financiamento de seus sistemas, de qualidade, de gestão, e no Brasil não será diferente”, afirma Temporão em entrevista exclusiva à Carta Maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor-executivo do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS), órgão com sede no Rio de Janeiro que promove troca de experiências no setor entre países do continente, Temporão diz estar “feliz” por ver “forte consenso dentro do governo e na sociedade” de que a saúde precisa de mais dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o médico sanitarista, os sistemas de saúde estão em debate pelo mundo por três motivos principais, todos aplicáveis ao Brasil. Crescente envelhecimento das pessoas (mais gente idosa requer mais tratamento). Acelerada incorporação tecnológica à medicina (eleva custos). E gestão. “Para melhorar a gestão, vamos ter de aumentar o gasto. Como garantir a implantação do cartão SUS para todos os brasileiros sem investir em gestão, na formação de gerentes?”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, o Brasil tem um elemento complicador. O atual modelo de saúde foi concebido quando o país era mais pobre. À medida que se desenvolve, algumas doenças tornam-se coisa do passado, como sarampo, enquanto outras se disseminam. Em uma ou duas décadas, o perfil epidemiológico da sociedade brasileira será totalmente diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso vai mudar profundamente o sistema de saúde, e o Brasil não está preparado para isso. Um dos principais motivos é a fragilidade da base financeira. É um sofisma dizer que o problema é de gestão”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temporão defende que, em 10 anos, o Brasil empurre o investimento em saúde a 10% do produto interno bruto (PIB). Hoje, são mais ou menos 8%. A maior parte (56%) é despesa privada (planos, consultas particulares). Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que só em um terço dos 192 países filiados, o gasto governamental perde para o privado, como no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despesas federais com saúde no ano que vem serão de R$ 71 bilhões, de acordo com a proposta de orçamento enviada ao Congresso. Dentre as alternativas surgidas nas últimas semanas como potenciais fontes de recursos novos para reforçar aquela cifra, o ex-ministro no segundo governo Lula diz ter “simpatia” pelo aumento da taxação de cigarros e bebidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma bala, acertam-se dois alvos. Por um lado, consegue-se mais dinheiro. Por outro, desestimula-se o consumo de produtos que reconhecidamente fazem mal à saúde. Com 5 bilhões de maços de cigarro vendidos por ano, o aumento de dois reais no preço já renderia R$ 10 bilhões ao governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cigarro, cerveja e bebida no Brasil são dos mais baratos do mundo. Só que ninguém gosta de falar sobre isso porque é politicamente impopular”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-ministro aponta ainda um outro “problema delicado que ninguém ousa discutir” mas que, para ele, se enfrentado, ajudaria a fortalecer o orçamento público destinado à saúde. É a autorização da Receita Federal para pessoas e empresas descontarem do imposto de renda despesas particulares com saúde, o que tira alguns bilhões do erário. O gasto particular com saúde é, em média, duas vezes maior do que o gasto público, quando se faz a conta de forma per capita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, diz Temporão, é que, embora pagar planos de saúde ou cirurgias seja gasto com saúde, não obedece a uma lógica pública ou a uma política pública. “Significa que se alguém quiser fazer uma cirurgia estética porque não está satisfeito com o perfil do seu nariz ou tamanho das suas orelhas ou dos seus seios, pode abater integralmente do imposto de renda. Um disparate total, uma aberração bem brasileira”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-ministro mexe ainda em um outro vespeiro que poderia ser enfrentado, na opinião dele, para garantir mais recursos à saúde. Ele critica o subsídio que o Estado dá aos funcionários públicos dos três Poderes (governo, Congresso e Judiciário) ao bancar parte do convênio deles. São mais ou menos R$ 15 bilhões por ano, algo entre 20% e 25% dos investimentos federais em saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O governo percebeu que se não colocar recursos adicionais na saúde, teremos problemas graves no curto e médio prazo”, afirma Temporão. “E é importante a sociedade ter clareza que, ao investir no SUS, estamos investindo num patrimônio que a sociedade construiu nos últimos 22 anos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado pela Constituição de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi regulamentado por uma lei (8.080, de 1990) que vai fazer aniversário na próxima segunda-feira (19/09).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18453&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;O custo da derrubada da CPMF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o líder do governo no Senado, Humberto Costa, o custo da derrubada da CPMF foi muito alto e está sendo pago até hoje. “Nós sofremos dupla derrota na votação da CPMF, em 2007: de um lado, perdemos R$ 40 bilhões; de outro, o discurso. Prevaleceu o discurso de que a Saúde tem dinheiro, que o problema é simplesmente de gestão. Está difícil recolocar o problema de financiamento do setor”. O artigo é de Maria Inês Nassif.&lt;br /&gt;Maria Inês Nassif&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000, quando foi aprovada a famosa Emenda 29, o presidente era Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e teoricamente a Saúde tinha como fonte financiadora a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O projeto de emenda previa que o governo federal teria que investir 10% de todo o seu Orçamento em Saúde; os Estados, 12%; e os municípios,15%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ampla maioria nas duas casas legislativas, o governo federal conseguiu negociar uma emenda nos seguintes termos: Estados e municípios são obrigados a investir, no mínimo, 12% e 15% de suas receitas líquidas, respectivamente. A União, desde então, gasta com Saúde o correspondente ao que desembolsou no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) nominal. É o chamado Piso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FHC, portanto, “congelou”os gastos em Saúde da União, com a regra de reajuste do orçamento do setor do ano anterior pelo PIB, e não considerou a CPMF como financiamento adicional, incorporando-a simplesmente às suas receitas. Era o melhor dos mundos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidenta Dilma Rousseff, depois do recuo governista de bancar a aprovação da Contribuição Social da Saúde – que previa uma alíquota de 0,1% sobre a movimentação bancária do país, algo em torno de R$ 20 bilhões anuais – correu o risco de ficar no pior dos mundo: sem dinheiro novo para a Saúde e com 10% de suas receitas líquidas vinculadas ao setor. Ela também tem ampla maioria nas duas casas legislativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o documento de discussão “Modelo de Financiamento para a Saúde”, apresentado pelo secretário municipal de São Paulo, Jairo Montone, ao Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), o grande incremento nos gastos com a área vieram da vinculação orçamentária de Estados e Municípios. A CPMF, que começou como Imposto sobre Movimentações Financeiras em 1993 teoricamente destinado à Saúde, foi sendo absorvida pelo Orçamento da União. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000, o Orçamento do Ministério da Saúde era 8,1% da receita corrente em 2000; em 2007, 6,7%. Se os gastos da União com a Saúde tivessem permanecido no patamar de 2000, a área teria R$ 10 bilhões a mais. Se a vinculação dos gastos da União em 10% tivesse ocorrido, hoje a Saúde teria R$ 35 bilhões a mais do que os cerca de RS$ 60 bilhões de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo Fernando Henrique Cardoso, a vinculação de 10% da receita líquida da União para a Saúde não aconteceu e a CPMF não virou dinheiro adicional. Em 2003, Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o governo. Em 2007, ainda sob a vigência da contribuição, o então senador Tião Viana (PT-AC) apresentou a proposta de regulamentação da emenda 29, prevendo novamente a vinculação em 10%. Segundo o hoje governador do Acre, a proposta foi apresentada após ele ter ouvido de Lula o compromisso de destinar integralmente o dinheiro da CPMF para o setor. Em dezembro, o Senado derrubou a contribuição. Em abril do ano seguinte, aprovou a regulamentação da emenda 29 proposta por Viana, mantendo a vinculação dos recursos da União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto que saiu da Câmara, e foi para o Senado, colocou o governo Dilma Rousseff nesta situação. Com uma maioria avassaladora no Legislativo, o governo só perde uma votação se for abandonado por sua base parlamentar – ou, como aconteceu agora, se deixar à vontade os parlamentares para fazerem o que quiserem, em vésperas de eleição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abriu mão da CSS, a base governista tinha a avaliação de que estaria dando discurso à oposição, a exemplo do que aconteceu em 2007 – os adversários do governo assumiram rapidamente o discurso de que o país vivia sob uma tributação insuportável. Desconheceu o poder de pressão dos governadores sobre o Senado para aprovar a vinculação orçamentária, mesmo sem uma nova fonte de financiamento da Saúde – e o fato de que aprovar recursos para a área é um capital eleitoral que pode tentar a sua base no Senado, às vésperas das eleições municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista em gestão pública, Amir Khair, concorda quem em 2007, na votação da CPMF, a oposição ao governo Lula faturou com a derrubada da contribuição. “É um impasse politico. Dilma não caiu na cilada política que Lula caiu”, afirmou. Para o líder Humberto Costa, o custo da derrubada da CPMF foi muito alto e está sendo pago até hoje. “Nós sofremos dupla derrota na votação da CPMF, em 2007: de um lado, perdemos R$ 40 bilhões; de outro, o discurso. Prevaleceu o discurso de que a Saúde tem dinheiro, que o problema é simplesmente de gestão. Está difícil recolocar o problema de financiamento do setor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Khair aponta outras possibilidades de tributação: uma parte do Imposto de Renda ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. “A CSLL pode servir a isso, preferencialmente se houver uma taxação maior dos bancos, que não têm poder de mobilização da sociedade e hoje são vistos pelos cidadãos comuns como agiotas; o aumento do compulsório dos bancos;ou, ainda, a tributação de cigarros”. Esses recursos não poderiam ser “carimbados” para a Saúde, mas podem ser destinados ao setor, “o que facilitaria à União, aos Estados e municípios cumprirem a emenda 29”. “Neste primeiro momento, o foco do debate é a destinação integral do DPVAT para a Saúde e o aumento dos produtos nocivos à saúde; depois, vamos pensar em novas fontes”, afirma Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18553&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;Só no Brasil há saúde gratuita e universal mas gasto privado maior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 21 anos, Sistema Único de Saúde (SUS) vive 'paradoxo'. É gratuito e aberto a todos mas tem menos dinheiro do que iniciativa privada gasta para atender menos gente. Em nenhum outro país é assim, segundo a OMS. Despesa estatal brasileira é um terço menor do que a média mundial. Para especialistas, SUS exige mais verba. 'Orçamento precisa dobrar', diz Adib Jatene. &lt;br /&gt;André Barrocal e Maria Inês Nassif&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA – O Sistema Único de Saúde (SUS) completa nesta segunda-feira (19) 21 anos exibindo um paradoxo. O Brasil é o único país do mundo que tem uma rede de saúde gratuita e aberta a toda a população e, ao mesmo tempo, vê o mercado (convênios e consultas particulares) gastar mais dinheiro do que o Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo da contradição, dizem especialistas, é a falta de recursos públicos para fazer com que o SUS se realize plenamente, tal qual previsto na Constituição, o que exigiria pelo menos dobrar seu caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As despesas com saúde no Brasil são de 8,4% do chamado produto interno bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo país durante um ano. Deste ponto de vista, o investimento está em linha com a média global, de 8,5% anuais, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distinção está em quem puxa os gastos. No Brasil, 55% são privados (e beneficiam cerca de 46 milhões de conveniados) e 45%, públicos - favorecem todos os 190 milhões de brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatia estatal representa 3,7% do PIB, um terço mais baixo do que a média internacional, de 5,5% do PIB, de acordo com a OMS. No resto do mundo, o gasto público equivale a 60% do total investido em saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se faz comparação com países com sistemas similares ao SUS – universais e gratuitos -, a disparidade é maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Reino Unido, cujo modelo montado depois da Segunda Guerra Mundial é considerado clássico e inspirou o brasileiro, a despesa pública com saúde gira em torno de 7% do PIB. O Estado britânico responde por 82% dos gastos totais, os quais são de patamar semelhante aos do Brasil (8,7% do PIB). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Canadá, que também conta com sistema público, o governo gasta cerca de 7% do PIB em saúde e o setor privado, 2,8%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois países escandinavos que são exemplo na área, Noruega e Suécia, o Estado gasta mais de 6% do PIB e responde por 72% do investimento em saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se comparado com outros países do mundo que adotaram o sistema universal de saúde, o Brasil gasta muito pouco”, diz o médico e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, atual líder do PT no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O SUS tem um saldo positivo inegável nesses anos todos, mas tem esse paradoxo: é um sistema público e universal que gasta menos do que o setor privado”, diz Solon Magalhães Vianna, um dos relatores da Conferência Nacional de Saúde que, em 1986, esboçou o SUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas fontes&lt;br /&gt;Para Vianna, o gasto público em saúde deveria duplicar, o que requer novas fontes de recursos para o setor. É a mesma posição do ex-ministro da Saúde Adib Jatene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando o SUS foi criado, diziam que era inviável, que os contituintes tinham sido irresponsáveis ao não apontar fontes de financiamento. Mas a Constituição apontou as fontes, nas disposições transitórias, só que elas nunca foram regulamentadas”, diz Jatene. “Eu estimo que o orçamento do SUS precise dobrar, mas não há nenhuma possibilidade de dobrar.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avaliação de outro ex-ministro, José Gomes Temporão, é “significativo” o dado da OMS sobre o gasto privado superar o público no Brasil. Especialmente porque, enquanto o investimento estatal obedece a uma política nacional, o privado às vezes termina em plásticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na Argentina, 70% dos gastos com saúde são públicos. Aqui no Brasil, quem está arcando com o acesso à saúde são as famílias”, disse. “É importante a sociedade ter clareza que, ao investir no SUS, está investindo num patrimônmio que a sociedade construiu nos últimos 22 anos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo, Januário Montone, tem a mesma visão orgulhosa do sistema que faz aniversário. “O SUS foi uma vitória fantástica. É um sucesso, não existe nenhum sistema de saúde desse tamanho em nenhum lugar do mundo”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é defensor da ampliação dos recursos para a saúde. Mas acredita que, depois de 23 anos da Constituição, o país precisa rediscutir o sistema de saúde e decidir se a iniciativa deve ou não participar dele. E, na opinião dele, deve. Até porque o próprio Estado precisa contratar serviços privados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18512&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA LER MAIS SOBRE O TEMA: http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=125&amp;alterarHomeAtual=1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-8033794068870383298?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/8033794068870383298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=8033794068870383298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8033794068870383298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/8033794068870383298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/orcamento-da-saude-um-debate-necessario.html' title='ORÇAMENTO DA SAÚDE: UM DEBATE NECESSÁRIO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-6860037310397168342</id><published>2011-09-24T18:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T18:38:52.908-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: NOTÍCIA E REPORTAGEM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;NOTÍCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MARINHEIROS TENTAM ACABAR COM TERCEIRA MANCHA DE ÓLEO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marinheiros espanhóis tentavam ontem evitar a chegada de uma terceira mancha de óleo à costa da Galícia, no noroeste do país, causada por um vazamento do petroleiro Prestige.&lt;br /&gt;“Os navios grandes não podem recolher essas manchas pequenas e estamos tentando contratar armadores e tripulantes da área com a assistência de uma empresa especialista na luta anticontaminação", explicou o vice-presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy. "Temos certamente dificuldades porque não é uma operação tecnicamente fácil", disse Rajoy, referindo-se à contratação de marinheiros e pescadores locais e ao fato de que as manchas estão muito fragmentadas e diluídas, dispersadas ao longo de nove quilômetros.&lt;br /&gt;Os marinheiros galegos, em alerta permanente, saíram mais uma vez ontem com seus barcos para a região de Rias Bajas (sudeste da Galícia) e das Ilhas Cíes, Sálvora e Ons, para recolher manchas de óleo dispersas.&lt;br /&gt;O Prestige se partiu em dois e afundou no dia 19 de novembro com mais de 60 mil toneladas de óleo em seus tanques. A 3,6 mil metros de profundidade, ele perde 125 toneladas diárias de combustível por 14 rachaduras que tem em seu casco. Segundo uma comissão científica criada pelo governo espanhol, a situação pode se prolongar até 2006.&lt;br /&gt;Desde 13 de novembro, o Prestige derramou mais de 20 toneladas de óleo no oceano Atlântico, as quais atingiram o litoral da Galícia e em menor parte as costas das regiões de Astúrias, Cantabria e País Basco. A limpeza das praias custará mais de 33 milhões, segundo o ministro espanhol do meio ambiente, Jaime Matas. (AF)&lt;br /&gt;(Tribuna Impressa, 13/12/2002.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto lido é uma notícia. Notícia é a expressão de um fato novo, que desperta o interesse do público a que o jornal se destina. A notícia é um gênero textual tipicamente jornalístico e pode ser veiculada em jornais, escritos e falados, e em revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na notícia, predomina a narração. Mas os jornais não se limitam a contar o que aconteceu. Eles vão além, contando também como e por que aconteceu determinado fato. Com base no texto em estudo, observe os elementos que normalmente compõem a notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• o quê &lt;/strong&gt;(fatos): tentativa de evitar que uma terceira mancha de óleo chegue à costa;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; (personagens/pessoas): os marinheiros espanhóis;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;quando&lt;/strong&gt; (tempo): 12/12/2002;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;onde:&lt;/strong&gt; Costa da Galícia, Espanha;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;como:&lt;/strong&gt; recolhendo-se manchas de óleo dispersas;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;por quê:&lt;/strong&gt; vazamento de óleo do petroleiro Prestige, que se partiu ao meio e afundou em 19/11/2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia apresenta uma estrutura própria, composta de duas partes: o &lt;em&gt;lead&lt;/em&gt; e o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lead&lt;/strong&gt; é um resumo do fato em poucas linhas e compreende, normalmente, o primeiro parágrafo da notícia. Contém as informações mais importantes e deve fornecer ao leitor a maior parte das respostas às seis perguntas básicas: &lt;strong&gt;o quê, quem, quando, onde, como e por quê&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpo são os demais parágrafos da notícia, nos quais se faz o detalhamento do exposto no &lt;em&gt;lead&lt;/em&gt;, por meio da apresentação ao leitor de novas informações, em ordem cronológica ou de importância. Na notícia em estudo, o segundo e terceiro parágrafos constituem o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda notícia é encabeçada por um título, que anuncia o assunto a ser desenvolvido. No título, devem-se empregar, com objetividade, palavras curtas e de uso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia deve ser imparcial e objetiva, ou seja, deve expor fatos e não opiniões. A linguagem deve ser impessoal, clara, direta e precisa. Observe, na notícia em estudo, que os verbos e pronomes estão na 3ª pessoa; não aparece a opinião do jornalista; e a linguagem é direta e concisa, resumindo-se ao essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características da notícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• predomínio da narração, com a presença dos elementos essenciais de um texto narrativo: fato, pessoas envolvidas, tempo em que ocorreu o fato, o lugar onde ocorreu, como e por que ocorreu o fato;&lt;br /&gt;• estrutura-padrão composta de &lt;em&gt;lead&lt;/em&gt; e corpo; no &lt;em&gt;lead&lt;/em&gt; normalmente se encontram as respostas às seis perguntas básicas&lt;strong&gt;: o quê, quem, quando, onde, como e por quê&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;• título;&lt;br /&gt;• linguagem impessoal, clara, precisa, objetiva, direta, de acordo com a variedade padrão da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É NOTÍCIA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe algumas definições para a palavra notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é tudo que alguém, em algum lugar, está tentando esconder, e que outras pessoas desejam e têm o direito de saber." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é aquilo que atraí as pessoas e afeta a sua vida de alguma forma, mesmo que elas ainda não saibam." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é o que as pessoas gostariam de contar a outras, desde que ficassem sabendo antes do jornal publicar." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Notícia é tudo aquilo que o jornal publica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(André Carvalho Sebastião Martins. Jornalismo. 2. ed. Belo Horizonte: Lê, 1991. p  16.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja mais esta definição, dada por um editor de um jornal de Nova Iorque, The Sun, há mais de cem anos: "Quando um cachorro morde um homem, isso não é notícia. Mas, quando um homem morde um cachorro, isso é notícia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chris e Ray Harris. &lt;em&gt;Faça o seu próprio jo&lt;/em&gt;rnal. Campinas: Papirus, 1991. p. 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REPORTAGEM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Temperatura crítica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterações inéditas no clima e na temperatura colocam um cenário de catástrofe no horizonte do planeta. Felizmente, a Era do Hidrogênio está chegando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima da Terra já passou por mudanças radicais. Entre os diversos períodos de glaciação, as temperaturas foram de um extremo a outro, remodelando continentes inteiros e varrendo milhares de espécies animais e vegetais. Do ponto de vista do planeta, portanto, o aquecimento global que observamos hoje beira o irrelevante. Mas, para uma espécie em particular, o &lt;em&gt;Homo sapiens&lt;/em&gt;, isso tem um significado marcante: ele é o único que pode reverter a situação – pela qual, em grande parte, é responsável.&lt;br /&gt;A temperatura média do planeta subiu 0,6 grau Celsius desde 1861, época das primeiras medições com termômetro. Parece pouco, mas essa “febre” já fez com que, ao longo do século 20, geleiras derretessem o bastante para elevar o nível do mar em até 15 centímetros. Os recifes de coral, hábitat de 65% das espécies de peixes do planeta, estão se transformando em um amontoado cinzento de rocha sem vida. Animais como o urso polar e o pinguim-de-magalhães tiveram suas rotas de migração afetadas. “Se o aquecimento global continuar, provavelmente nenhum ecossistema do mundo estará a salvo”, garante Lester Brown, diretor do Worldwatch Institute, uma das mais importantes e respeitadas instituições ambientais do mundo .&lt;br /&gt;Uma parte da responsabilidade pelo aquecimento pode ser creditada a causas naturais, como atividade vulcânica e incêndios espontâneos nas florestas. “Não se sabe ao certo até que ponto a ação humana pode afetar o ciclo natural do planeta”, diz José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mas a maioria dos cientistas, inclusive os renomados que participaram do último relatório do Painel Intergovernamental da ONU sobre mudanças climáticas, não hesita em apontar o ser humano como responsável pelas assombrosas mudanças no clima.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que pode ser f&lt;/strong&gt;eito - Para interromper o aquecimento global, será preciso substituir os combustíveis fósseis por uma fonte limpa de energia, que não produza o gás CO2, principal causador do efeito estufa. Uma das saídas sensatas é o hidrogênio, o elemento mais abundante do universo. Em vez de gases tóxicos saindo pelo escapamento dos automóveis, por exemplo, teremos vapor de água – hidrogênio (H) reagindo com oxigênio (O), que produz água (H2O). A partir de 2004, deve chegar ao mercado alemão o Necar4, carro da DaimlerChrysler que incorpora a nova tecnologia . A Ford, a GM e a BMW também estão incubando lançamentos similares. Tudo indica que, em breve, outras grandes montadoras investirão fortunas para não perderem esse bonde da história.&lt;br /&gt;Segundo Christopher Flavin, do Worldwatch Institute e um dos autores do anuário O Estado do Mundo, “já estamos na Era do Hidrogênio”. Na verdade, é apenas o começo. O hidrogênio ainda é muito caro para ser distribuído nos postos de abastecimento. Tem mais: para produzi-lo é preciso quebrar as moléculas de água e separar o hidrogênio do oxigênio e, embora a matéria-prima saia de graça, esse processo consome quantidades enormes de energia. E não adianta nada fazer isso queimando carvão ou petróleo, processo que produz mais CO2. O primeiro desafio, portanto, é obter energia abundante a partir de fontes renováveis, que não gerem CO2, para então produzir hidrogênio. O segundo desafio é baratear a célula de combustível – a bateria de hidrogênio que vai substituir o tanque de gasolina e funcionar também como gerador para fábricas e prédios.&lt;br /&gt; (...) &lt;br /&gt;(Gilberto Stam)&lt;br /&gt; http://super.abril.com.br/ciencia/temperatura-critica-442097.shtml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A REPORTAGEM é um texto jornalístico e sua publicação pode ocorrer em revistas ou jornais. O tema abordado apresenta dados reais, por meio de uma linguagem clara e objetiva. O fato apresentado pode ser abordado de forma expositiva (simples apresentação), interpretativa (apresentação comentada sobre o fato ou fatos) ou opinativa (apresentação da opinião do repórter).&lt;br /&gt;Na estrutura da reportagem, observamos: o &lt;strong&gt;títu&lt;/strong&gt;lo; o &lt;strong&gt;olho&lt;/strong&gt;, que resume, com objetividade, o assunto da reportagem; o &lt;em&gt;lide&lt;/em&gt;, que é o parágrafo inicial cuja função é complementar o título e o olho fornecendo as principais informações da reportagem; o &lt;em&gt;corp&lt;/em&gt;o, que é o desenvolvimento do texto propriamente dito.&lt;br /&gt;Na reportagem lida, o &lt;em&gt;título&lt;/em&gt; é sugestivo — &lt;em&gt;Temperatura c&lt;/em&gt;rítica —, e o &lt;em&gt;olho&lt;/em&gt; apresenta o seguinte resumo: "Alterações inéditas no clima e na temperatura colocam um cenário de catástrofe no horizonte do planeta. Felizmente, a Era do Hidrogênio está chegando". O &lt;em&gt;lide&lt;/em&gt; é o primeiro parágrafo, que começa em "O clima da Terra já passou por mudanças radicais" e termina com "Mas, para uma espécie em particular, o Homo sapiens, isso tem um significado marcante: ele é o único que pode reverter a situação — pela qual, em grande parte, é responsável."&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;corpo&lt;/em&gt; do texto, o repórter desenvolve o &lt;em&gt;lide&lt;/em&gt; e expõe o significado da elevação da temperatura média do planeta nos últimos séculos. Logo após, interpreta os fatos resultantes dessas transformações, com o relato de dados precisos baseados em pesquisas e estudos que precedem a produção de uma reportagem.&lt;br /&gt;Em geral, na reportagem aparecem também comentários de especialistas entrevistados pelo autor da reportagem na tentativa de obter mais dados para o texto. No caso da reportagem &lt;em&gt;Temperatura crítica&lt;/em&gt;, é transcrita, por exemplo, uma fala de José Marengo, um especialista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROPOSTA DE REDAÇÃO&lt;/strong&gt;: Considere-se &lt;strong&gt;um &lt;strong&gt;jornalista&lt;/strong&gt; a quem foi solicitado que escreva, para &lt;/strong&gt;um grande jornal, uma &lt;strong&gt;notícia sobre a chegada no mercado de um carro movido por uma fonte limpa de energia&lt;/strong&gt;. Para escrever seu texto siga as orientações abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- apresente a mesma fonte limpa de energia apontada na reportagem "Temperatura crítica"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- escolha uma das montadoras de carro das apontadas na mesma reportagem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- atribua-lhe um título sugestivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-6860037310397168342?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/6860037310397168342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=6860037310397168342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6860037310397168342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/6860037310397168342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/genero-textual-noticia.html' title='GÊNERO TEXTUAL: NOTÍCIA E REPORTAGEM'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-2065102134611265519</id><published>2011-09-24T18:01:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T18:07:34.671-07:00</updated><title type='text'>TEMA PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 28 E 29 DE SETEMBRO: SÃO POSSÍVEIS E NECESSÁRIOS, EM NOSSA SOCIEDADE, LAÇOS AFETIVOS DURADOUROS?</title><content type='html'>Vivemos na Sociedade líquida e espetacular, cujas características são a inconstância, a não perenidade, o fim da intimidade, o desejo de aparecer. Assim, laços afetivos, que outrora eram sólidos (“até que a morte os separem”), simplesmente desvanecem na ultravelocidade dos nossos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos excertos da coletânea abaixo, faça uma dissertação sobre o seguinte tema: &lt;strong&gt;São possíveis e necessários, em nossa sociedade, laços afetivos duradouros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COLETÂNEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;Quando o homem nasce – a raça humana assim como o indivíduo – é lançado fora de uma situação que era definida, tão definida quanto os instintos, para uma situação indefinida, incerta e exposta. Somente a certeza com relação ao passado – e, quanto ao futuro, apenas com relação à morte. O homem é dotado de razão: é a vida consciente de si mesma; tem consciência de si, de seus semelhantes, de seu passado e das possibilidades do seu futuro. Essa consciência de seu próprio e curto período de vida, do fato de haver nascido sem ser por sua vontade própria e de ter de morrer contra sua vontade, de ter de morrer antes daqueles que ama, ou estes antes dele, a consciência de sua solidão e separação, de sua impotência ante as forças da natureza e da sociedade, tudo isso faz de sua existência apartada e desunida uma prisão insuportável. Ele ficaria louco se não pudesse libertar-se de tal prisão e alcançar os homens, unir-se de uma forma ou de outra com eles, com o mundo exterior. (...) O homem – de todas as idades e culturas – vê-se diante da solução de uma só e mesma questão: a de como superar a separação, a de como realizar a união, a de como transcender a própria vida individual e encontrar sintonia. (&lt;em&gt;A arte de amar&lt;/em&gt;. Erich Fromm. Ed. Itatiaia. 1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Se o amor é uma capacidade do caráter produtivo e maduro, segue-se daí que a capacidade de amar, num indivíduo que viva em qualquer cultura, dada, depende da influência dessa cultura sobre o caráter da pessoa comum. Se falamos de amor na cultura ocidental contemporânea, temos de indagar se a estrutura social da civilização ocidental e o espírito dela resultante são de molde a conduzir ao desenvolvimento do amor. Suscitar a pergunta é responder pela negativa. Nenhum observador objetivo de nossa vida ocidental pode duvidar de que o amor – amor fraterno, amor materno e amor erótico – seja fenômeno relativamente raro, sendo seu lugar tomado por numerosas formas de pseudo-amor que, em realidade, são outra tantas formas de desintegração do amor. (&lt;em&gt;A arte de amar&lt;/em&gt;. Erich Fromm. Ed. Itatiaia. 1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como nos ensina o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos numa era fluída, num tempo líquido, onde não existe mais espaço para a solidez. A modernidade líquida pode ser compreendida então como um tempo da volatilidade, onde nada é durável, nada é estável, inclusive, as relações humanas.  Assim, as mudanças cada vez mais rápidas apresentam-se como uma das características mais marcantes desse nosso tempo.&lt;br /&gt; A solidez não é mais uma característica interessante atualmente, visto que dificulta as mudanças, torna tediosa a convivência diária, pois tem a capacidade de teimar em não ceder aos imperativos que buscam a todo custo empurrar os indivíduos para os caminhos da ambivalência, instantaneidade, precariedade, vulnerabilidade e consumismo. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num mundo frágil e imediatista, os laços humanos se constituem precariamente. A fluidez da Modernidade Líquida se revela através da vulnerabilidade, instantaneidade, efemeridade e precariedade das relações humanas. As pessoas estão desconectadas, sem redes de relação de apoio, sentindo-se perdidas e necessitadas de criar laços afetivos.&lt;/em&gt; (NOGUEIRA, 2006, p.22).&lt;br /&gt;(...) Como tudo na modernidade líquida é encarado da mesma forma como é encarado os bens de consumo, a sexualidade também é regulada pelas leis do mercado “[...] que disseminam imperativos de bem-estar, prazer e satisfação imediata de todos os desejos.” (NOGUEIRA, 2006, p.14). Dessa maneira, os laços afetivos duram até quando oferecerem a possibilidade de satisfazer os desejos instantaneamente. O corpo do outro é visto então como uma espécie de playground, algo que pode ser desfrutado e depois abandonado quando o tédio se instalar — ou quando outra oportunidade mais interessante despontar no horizonte. (&lt;em&gt;A sexualidade no contexto da modernidade líquida&lt;/em&gt;. Anderson Cristiano da Costa) &lt;br /&gt;http://www.mundocontemporaneo.net/2011/05/sexualidade-no-contexto-da-modernidade.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Em nosso mundo de furiosa “individualização”, os relacionamentos são bênçãos ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Na maior parte do tempo, esses dois avatares coabitam embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos da ambivalência. É por isso, podemos garantir, que se encontram tão firmemente no cerne das atenções dos modernos e líquidos indivíduos-por-decreto, e no topo de sua agenda existencial. &lt;br /&gt;(...) Nos compromissos duradouros, a líquida razão moderna enxerga a opressão; no engajamento permanente percebe a dependência incapacitante. Essa razão nega direitos aos vínculos e liames, espaciais ou temporais. Eles não têm necessidade ou uso que possam ser justificados pela líquida racionalidade moderna dos consumidores. Vínculos e liames tornam "impuras" as relações humanas — como o fariam com qualquer ato de consumo que presuma a satisfação instantânea e, de modo semelhante, a instantânea obsolescência do objeto consumido. Os advogados de defesa das "relações impuras" teriam de se esforçar para tentar convencer os jurados e obter sua aprovação. (&lt;em&gt;Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos &lt;/em&gt;– Zygmunt Bauman – Ed. Zahar 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. &lt;/strong&gt;Essa “fluidez” associada à sociedade contemporânea tem suas conseqüências nas relações afetivas. Os laços humanos, como sistemas abertos, são marcados pela vulnerabilidade e efemeridade, já que num mundo movido pelo novo a cada minuto, lógica fortemente apoiada no consumismo, os longos e fortes laços não têm sentido algum. Paradoxalmente, segundo Bauman (2004), mesmo diante de tendências tão individualistas, as pessoas não deixam de procurar a interação, companheirismo e porque não dizer, amor, no relacionamento uns com os outros:&lt;br /&gt;“(...) homens e mulheres, nossos contemporâneos, desesperados por terem sido abandonados nos seus próprios sentidos e sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com que possam contar em um momento de aflição, desesperados por “relacionar-se”. É, no entanto, desconfiados da condição de “estar ligado”, em particular de estar ligado “permanentemente”, para não dizer eternamente, pois temem que tal condição possa trazer consigo encargos e tensões que eles não se consideram aptos nem dispostos a suportar, e que podem limitar severamente a liberdade de que necessitam para – sim, seu palpite está certo – relacionarse...”. (BAUMAN, 2004: p.08). (&lt;em&gt;Paixão, Ciúme e Traição: A “liquidez” das relações humanas no ciberespaç&lt;/em&gt;o. Brena Freire, Diolene Machado, Fabrício Queiroz, Larissa Bezerra, Raphael Santos Freire, Andreza Jackson de  Vasconcelos_e Kalynka Cruzy. Universidade Federal do Pará, Belém, PA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; A mais fundamental espécie de amor, que alicerça todos os tipos de amor, é o amor fraterno. Entendo por isto o sentimento de responsabilidade, de cuidado, de respeito por qualquer outro ser humano, o seu conhecimento, o desejo de aprimorar-lhe a vida. Desta espécie de amor é que a Bíblia fala, quando diz: ama o teu próximo como a ti mesmo. O amor fraterno é amor por todos os seres humanos; caracteriza-se pela própria falta de exclusividade. Se desenvolvi a capacidade de amar, então não posso deixar de amar meus irmãos. No amor fraterno há a experiência da união com todos os homens, da solidariedade humana, do sincronismo humano. O amor fraterno baseia-se na experiência de que todos somos um. As diferenças de talento, inteligência, conhecimento são mesquinhas em comparação com a identidade do núcleo humano comum a todos os homens. (&lt;em&gt;A arte de a&lt;/em&gt;mar. Erich Fromm. Ed. Itatiaia. 1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; Aceitar o preceito do amor ao próximo é o ato de origem da humanidade. Todas as outras rotinas da coabitação humana, assim como suas ordens pré-estabelecidas ou retrospectivamente descobertas, são apenas uma lista (sempre incompleta) de notas de rodapé a esse preceito. Se ele fosse ignorado ou abandonado, não haveria ninguém para fazer essa lista ou refletir sobre sua incompletude. (&lt;em&gt;Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos&lt;/em&gt; – Zygmunt Bauman – Ed. Zahar 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. &lt;/strong&gt;A mudança que a modernidade líquida está provocando nos relacionamentos afetivos e na maneira de considerar o amor está afetando também, segundo Bauman, a possibilidade de amar o próximo. Esta dificuldade está ligada à nova situação que, no mundo Ocidental, se criou por causa das grandes migrações, por meio das quais milhões de pessoas emigram dos países pobres em busca de condições de vida melhor nos países ricos. E, assim, os migrantes são considerados “forasteiros”, “estranhos”, “diversos”, “desconhecidos”, que produzem medo. Lidar com os “estranhos” está se tornando o grande problema dos moradores das cidades dos países ricos, que não sabem como lidar com tantas pessoas “diferentes”. Em várias circunstâncias e em vários livros, Bauman analisa esta nova situação que afeta o mundo ocidental. Em “Amor líquido”, o autor tenta aprofundar o sentido que esta estranheza provoca no valor antigo da acolhida, do respeito do estrangeiro, no mandamento evangélico de amar o próximo. &lt;em&gt;“Se você não for mais duro e menos escrupuloso do que todos os outros será liquidado por eles, com ou sem remorso. Estamos de volta á triste verdade do mundo darwiniano: é o mais apto que invariavelmente sobrevive. Ou melhor, a sobrevivência é a derradeira prova de aptidão (Bauman, 2003 p. 110)”. &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Identidade, Afetividade e a Mudanças Relacionais na Modernidade Liquida na Teoria de Zygmunt Bauman&lt;/em&gt;. Paolo Cugini)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. &lt;/strong&gt; Há bases bastante sólidas para se ver o amor, e em particular a condição de “apaixonado” como — quase que por sua própria natureza — uma condição recorrente, passível de repetição, que inclusive nos convida a seguidas tentativas. Pressionados, a maioria de nós poderia enumerar momentos em que nos sentimos apaixonados e de fato estávamos. Pode-se supor (mas será uma suposição fundamentada) que em nossa época cresce rapidamente o número de pessoas que tendem a chamar de amor mais de uma de suas experiências de vida, que não garantiriam que o amor que atualmente vivenciam é o último e que têm a expectativa de viver outras experiências como essa no futuro. Não devemos nos surpreender se essa suposição se mostrar correta. Afinal, a definição romântica do amor como “até que a morte nos separe” está decididamente fora de moda, tendo deixado para trás seu tempo de vida útil em função da radical alteração das estruturas de parentesco às quais costumava servir e de onde extraia seu vigor e sua valorização. Mas o desaparecimento dessa noção significa, inevitavelmente, a facilitação dos testes pelos quais uma experiência deve passar para ser chamada de “amor”: Em vez de haver mais pessoas atingindo mais vezes os elevados padrões do amor, esses padrões foram baixados. Como resultado, o conjunto de experiências às quais nos referimos com a palavra amor expandiu-se muito. Noites avulsas de sexo são referidas pelo codinome de “fazer amor”. (&lt;em&gt;Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos &lt;/em&gt;– Zygmunt Bauman – Ed. Zahar 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. “A satisfação no amor individual não pode ser atingida sem a humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras”, afirma Erich Fromm – apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que em “uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar será sempre, necessariamente, uma rara conquista”. (&lt;em&gt;Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços hum&lt;/em&gt;anos – Zygmunt Bauman – Ed. Zahar 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11.&lt;/strong&gt; O dispositivo espetacular cria o controle social pela sedução imagética da exposição alheia, suprimindo, todavia, a difícil relação intersubjetiva da alteridade; com efeito, a própria experiência da compreensão da subjetividade da figura do Outro se torna fragmentada a partir do mecanismo espetacular, como destacado por Guy Debord: "O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens".³ O ser humano se torna, assim, um simulacro imagético, desprovido de substancialidade e autonomia em sua vida cotidiana, direcionada apenas para o consumo de imagens sedutoras, que suprimem paulatinamente a noção de uma experiência interior inalienável. Na dimensão espetacular, vivemos sob a égide da moral da exterioridade, tudo deve ser visível. Eugênio Bucci e Maria Rita Kehl argumentam que "dependemos do espetáculo para confirmarmos que existimos e para nos orientarmos em meio a nossos semelhantes, dos quais nos isolamos". (&lt;em&gt;Apareço, logo e&lt;/em&gt;xisto (por Renato Nunes Bittencourt) – Revista de Filosofia Ano V nº 57. Editora Escala)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12.&lt;/strong&gt; A transformação da nossa intimidade em objeto espetacular mediante o uso dos aparatos midiáticos mantém a distância de nossa individualidade com o mundo exterior, pois esse processo não ocorre de modo verdadeiramente interativo. O que ocorre, na verdade, é um esvaziamento das relações humanas, pois a ânsia de ver o comportamento íntimo do outro pela captação das imagens retira dessa pessoa observada a condição simbólica de ser humano, tornando-a como uma espécie de coisa consumível e descartável, cuja serventia maior é a de fornecer entretenimento para a anônima coletividade social, que projeta os seus próprios valores particulares nas pessoas monitoradas pelas câmeras televisivas, esperando que elas atuem de acordo com os critérios estabelecidos externamente. Vemos assim o caráter normativo presente na experiência espetacular, não obstante a atmosfera de entretenimento e gozo que ela pretende transmitir publicamente; entretanto, a melhor maneira de se exercer o controle sobre a coletividade social é por sua sedução existencial pelo fluxo contínuo de imagens espetaculares. (&lt;em&gt;Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos – Zygmunt Bauman&lt;/em&gt; – Ed. Zahar 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13.&lt;/strong&gt; Seguindo as trilhas de Erich Fromm, Bauman (2004: p.17-21) considera a capacidade de amar uma rara conquista, num mundo carente de humildade, fé e coragem. O amor não possui história própria, sendo um evento que não se controla ou planeja. Com o enfraquecimento do amor romântico, as experiências amorosas podem ser mais facilmente medidas do que antes, apesar da visível redução dos elevados padrões de amor. &lt;em&gt;(‘O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer’: A (des)confiança no amor em Zygmunt Bauman&lt;/em&gt;. Marcela Zamboni.)  http://www.cchla.ufpb.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-2065102134611265519?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/2065102134611265519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=2065102134611265519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2065102134611265519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2065102134611265519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/tema-para-discussao-em-aula-nos-dias-28.html' title='TEMA PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 28 E 29 DE SETEMBRO: SÃO POSSÍVEIS E NECESSÁRIOS, EM NOSSA SOCIEDADE, LAÇOS AFETIVOS DURADOUROS?'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-5085262988067232160</id><published>2011-09-22T06:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T07:11:28.193-07:00</updated><title type='text'>GÊNERO TEXTUAL: RESENHA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Resenha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenhar significa fazer uma relação das propriedades de um objeto, enumerar cuidadosamente seus aspectos relevantes, descrever as circunstâncias que o envolvem.&lt;br /&gt;O objeto resenhado pode ser um acontecimento qualquer da realidade (um jogo de futebol, uma comemoração solene, uma feira de livros) ou textos e obras culturais (um romance, uma peça de teatro, um filme).&lt;br /&gt;A resenha, como qualquer modalidade de discurso descritivo, nunca pode ser completa e exaustiva, já que são infinitas as propriedades e circunstâncias que envolvem o objeto descrito. O resenhador deve proceder seletivamente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas aquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida.&lt;br /&gt;Imaginemos duas resenhas distintas sobre um mesmo objeto. O treinamento dos atletas para uma copa mundial de futebol: uma resenha destina-se aos leitores de uma coluna esportiva de um jornal; outra, ao departamento médico que integra a comissão de treinamento. O jornalista, na sua resenha, vai relatar que um certo atleta marcou, durante o treino, um gol olímpico, fez duas coloridas jogadas de calcanhar, encantou a plateia presente e deu vários autógrafos. Esses dados, na resenha destinada ao departamento médico, são simplesmente desprezíveis.&lt;br /&gt;Com efeito, a importância do que se vai relatar numa resenha depende da finalidade a que ela se presta.&lt;br /&gt;Numa resenha de livros para o grande público leitor de jornal, não tem o menor sentido descrever com pormenores os custos de cada etapa de produção do livro, o percentual de direito autoral que caberá ao escritor e coisas desse tipo.&lt;br /&gt;A resenha pode ser puramente descritiva, isto é, sem nenhum julgamento ou apreciação do resenhador, ou critica, pontuada de apreciações, notas e correlações estabelecidas peio juízo crítico de quem a elaborou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resenha descritiva consta de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto:&lt;br /&gt;— nome do autor (ou dos autores);&lt;br /&gt;— título completo e exato da obra (ou do artigo);&lt;br /&gt;— nome da editora e, se for o caso, da coleção de que faz parte a obra;&lt;br /&gt;— lugar e data da publicação;&lt;br /&gt;— número de volumes e páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estrutura da obra (divisão em capítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No caso de uma obra estrangeira, é útil informar também a língua da versão original e o nome do tradutor (se se tratar de tradução).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) uma parte com o resumo do conteúdo da obra:&lt;br /&gt;— indicação sucinta do assunto global da obra (assunto tratado) e do ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, tom, etc.);&lt;br /&gt;— resumo que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na resenha crítica, além dos elementos já mencionados, entram também comentários e julgamentos do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEMÓRIA — ricas lembranças de um precioso modo de vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Diário de uma garota&lt;/em&gt; (Record, Maria Julieta Drummond de Andrade) é um texto que comove de tão bonito. Nele o leitor encontra o registro amoroso e miúdo dos pequenos nadas que preencheram os dias de uma adolescente em férias, no verão antigo de 41 para 42.&lt;br /&gt;Acabados os exames, Maria Julieta começa seu diário, anotado em um caderno de capa dura que ela ganha já usado até a página 49. É a partir daí que o espaço é todo da menina, que se propõe a registrar nele os principais acontecimentos destas férias para mais tarde recordar coisas já esquecidas.&lt;br /&gt;O resultado final dá conta plena do recado e ultrapassa em muito a proclamada modéstia do texto que, ao ser concebido, tinha como destinatária única a mãe da autora, a quem o caderno deveria ser entregue quando acabado. E quais foram os afazeres de Maria Julieta naquele longínquo verão? Foram muitos, pontilhados de muita comilança e de muita leitura: cinema, doce-de-leite, novena, o Tico-Tico, doce-de-banana, teatrinho, visita, picolés, missa, rosca, cinema de novo, sapatos novos de camurça branca, o Cruzeiro, bem-casados, romances franceses, comunhão, recorte de gravuras, Fon- Fon, espiar casamentos, bolinho de legumes, festas de aniversário, &lt;em&gt;Missa do Galo&lt;/em&gt;, carta para a família, dor-de-barriga, desenho de aquarela, mingau, indigestão... Tudo parecia pouco para encher os dias de uma garota carioca em férias mineiras, das quais regressa sozinha, de avião. &lt;br /&gt;Tantas e tão preciosas evocações resgatam do esquecimento um modo de vida que é hoje apenas um dolorido retrato na parede. Retrato, entretanto, que, graças à arte de Julieta, escapa da moldura, ganha movimentos, cheiros, risos e vida.&lt;br /&gt;O livro, no entanto, guarda ainda outras riquezas: por exemplo, o tom autêntico de sua linguagem, que, se, como prometeu sua autora, evita as pompas, guarda, não obstante, o sotaque antigo do tempo em que os adolescentes que faziam diários dominavam os pronomes &lt;em&gt;cujo/a/os/as&lt;/em&gt;, conheciam a impessoalidade do verbo haver no sentido de existir e empregavam, sem pestanejar, o mais-que-perfeito do indicativo quando de direito...&lt;br /&gt;Outra e não menor riqueza do livro é o acerto de seu projeto gráfico, aos cuidados de Raquel Braga. Aproveitando para ilustração recortes que Maria Julieta pregava em seu diário e reproduzindo na capa do livro a capa marmorizada do caderno, com sua lombada e cantoneiras imitando couro, o resultado é um trabalho em que forma e conteúdo  e casam tão bem casados que este &lt;em&gt;Diário de uma garota &lt;/em&gt;acaba constituindo uma grande festa para seus leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mansa Lajolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jornal da tarde&lt;/em&gt;. 18 jan. 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é uma resenha crítica, pois nele a resenhadora apresenta um breve resumo da obra, mas também faz uma apreciação do seu valor (exemplo, 1º período do 1º parágrafo, 3º parágrafo). Ao comentar a linguagem do livro (6º parágrafo), emite um juízo de valor sobre ela, estabelecendo um paralelo entre os adolescentes da década de 40 e os de hoje do ponto de vista da capacidade de se expressar por escrito. No último parágrafo comenta o projeto gráfico da obra e faz uma apreciação a respeito dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Para entender o texto – leitura e redação&lt;/em&gt;. Platão &amp; Fiorin)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-5085262988067232160?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/5085262988067232160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=5085262988067232160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5085262988067232160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/5085262988067232160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/genero-textual-resenha.html' title='GÊNERO TEXTUAL: RESENHA'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-2797639074038342844</id><published>2011-09-19T18:33:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T18:51:56.599-07:00</updated><title type='text'>LEITURAS IMPORTANTÍSSIMAS PARA AS AULAS DE 28 E 29 DE SETEMBRO: RESENHAS DO LIVRO "AMOR LÍQUIDO", DE ZYGMUNT BAUMAN</title><content type='html'>1. &lt;strong&gt;A fragilidade dos laços humanos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OBRA:&lt;br /&gt;BAUMAN, Zygmunt.&lt;br /&gt;Amor líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos.&lt;br /&gt;Rio de Janeiro: ZAHAR, 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Assim falou Zaratrusta&lt;/em&gt;, Nietzsche profetiza que somente um tipo de homem é capaz de livrar-se das garras dos tempos modernos. Consolidifica, então, o conceito central da filosofia nietzscheniana: o conceito de super-homem. Porém, para que o homem alcance tal façanha, de acordo com Nietzsche, é necessário tornar-se uma espécie de ermitão, viver anos e anos nas montanhas para, desse modo, buscar a reflexão dos re: repensar, refletir e redirecionar sua conduta sócio-cultural-econômica e até espiritual, quem sabe.&lt;br /&gt;Para elaborar uma equação desse problema, com a pretensão de ter uma resposta para isso, o homem não necessariamente precisa tornar-se um ser introspectivo no seu mais alto grau e viver isolado, boa parte da vida, para se reencontrar. Pelo contrário. O próprio ambiente midiático deve, com todas as suas armas de aprisionamento, servir como suporte ao super-homem de Nietzsche. O homem, contudo, ainda permanece refém desse meio e, por conseguinte, acostumou-se a resolver problemas com base em &lt;em&gt;clicks&lt;/em&gt; e com base na velocidade do provedor. E é justamente sobre esse ponto que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman discute em seu livro &lt;em&gt;Amor L&lt;/em&gt;íquido, publicado no Brasil pela Zahar, em 2004.&lt;br /&gt;Os tempos modernos e, agora, os tempos pós-modernos (para alguns) causaram um estado de fusão na sociedade humana, de acordo com o estudo  de Bauman (2004). Para ele, houve uma transformação do estado sólido para o líquido. Evidencia-se, então, o conceito de “líquido mundo moderno” – algo similar à frase antológica de Marx: “tudo o que é sólido desmancha no ar”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor Líquido &lt;/em&gt;é, destarte, uma reflexão crítica do cotidiano do homem moderno, que ressalta “a fragilidade dos laços humanos”. Dividido em quatro capítulos (Apaixonar-se e desapaixonar-se; Dentro e fora da caixa de ferramentas da sociedade; Sobre a dificuldade de amar o próximo; Convívio destruído), Bauman (2004, p. 8) considera o “cidadão de nossa líquida sociedade moderna” como &lt;em&gt;Der Mann ohne Verwandtschaften &lt;/em&gt;– o homem sem vínculos – e objetiva, no livro, “traçar um painel de esboços imperfeitos e fragmentários, em lugar de tentar produzir uma imagem completa”. Remete-me, esse foco central do estudo, ao aforisma 489 de Humano, demasiado humanoIndo profundamente demais:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pessoas que compreendem algo em toda a sua profundeza raramente lhe permanecem fiéis para sempre. Elas justamente levaram luz à profundeza: então há muita coisa ruim para ver (NIETZSCHE, 2000, p. 266).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nos dois primeiros capítulos, Bauman (2004) esmiúça a fragilidade que o “líquido mundo moderno”, de certa forma, impôs ao relacionamento humano. Em &lt;em&gt;Apaixonar-se e desapaixonar-se&lt;/em&gt;, o autor atrela amor à cultura consumista. Hoje, amar é como um passeio no &lt;em&gt;shopping center&lt;/em&gt;, visto que “tal como outros bens de consumo, ela [vida] deve ser consumida instantaneamente (não requer maiores treinamentos nem uma preparação prolongada) e usada uma só vez, “sem preconceito”.&lt;br /&gt;A cultura consumista do amor, então, serve de cenário para o segundo capítulo &lt;em&gt;Dentro e fora da caixa de ferramentas da sociedade&lt;/em&gt;. O sentimento do imediatismo oferece conseqüências à “líquida, consumista e individualizada sociedade moderna”. O resultado de intensificação da velocidade globalizante é pontificada por Bauman (2004) na sentença: “a solidariedade  humana é a primeira baixa causada pelo triunfo do mercado consumidor”.&lt;br /&gt;Ora, a imposição ardilosa, configurada dentro da aldeia global, transformou o relacionamento entre humanos como o mais (im)perfeito produto oferecido pelo mercado, haja vista os avanços na área genética. Doravante, será concretizada a configuração, não somente interna como externa, da prole humana. Pais poderão montar seus filhos de acordo com a conta bancária de cada um. Mesmo que essa realidade esteja imbuída em um contexto diminuto, é assustador imaginar os limites da ganância humana. Deus não está somente morto. Os homens querem seu trono.&lt;br /&gt;Quem seria, portanto, o responsável? De acordo com Bauman (2004), é o próprio homem mediante a (des)configuração do líquido mundo moderno competitivo. Hoje, mais do que nunca, o homem necessita de produtos pré e/ou fabricados. Até mesmo o tempo livre e as férias são programadas por meio de tais produtos impostos pelo mercado. Destarte, é justamente dessa lógica que o sociólogo polonês trata na metade final de &lt;em&gt;Amor Líquido&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Sobre a dificuldade de amar o próximo&lt;/em&gt;, o autor perscruta a atmosfera do relacionamento humano pelo conceito bíblico de amar ao próximo como a si mesmo. Segundo Bauman (2004), “o amor próprio é construído a partir do amor que nos é oferecido por outros”. Evidencia-se a construção de amar a si mesmo somente quando há o mesmo sentimento – no caso, amor – manifestado por outros que “devem nos amar primeiro para que comecemos a amar a nós mesmos”, finaliza.&lt;br /&gt;Finalmente, no quarto e último capítulo de &lt;em&gt;Amor líquido&lt;/em&gt;, o autor reflete sobre a vertiginosa indústria do medo que criou um novo espectro: o da xenofobia. Os imigrantes são acusados como sendo os principais causadores da epidemia financeira do líquido mundo moderno, hoje. São eles, segundo a indústria do medo, que dão à sociedade os graves males dos Estados-nação. Somente os imigrantes são os criminosos. E é dentro dessa tangente xenofóbica que a mídia encontra sua menina dos olhos de ouro. Ou seja, a pauta, dentro dessas redações, são e continuaram sendo as mesmas. Roubos, assassinatos e, principalmente, atentados terroristas são reflexos da invasão imigratória de indivíduos oriundos de países periféricos e/ou miseráveis. Exemplos, não faltam no noticiário internacional.&lt;br /&gt;Qual é, então, o papel dos meios de comunicação de massa nesse ambiente líquido moderno? Ora, a atmosfera midiática protagoniza justamente a socialização do homem dentro da líquida razão moderna.  Hoje, os seres humanos buscam contatos com seus pares mediante um mundo virtual em que podem, segundo a imposição do próprio sistema de irmandade do final do século XX e início do terceiro milênio, substituir “fracassos”, “frustrações” e até “conquistas” com a agilidade e velocidade da Internet. Bauman (2004) utiliza como reflexo da metamorfose da relação humana o testemunho de um universitário polonês que afirma categoricamente que dentro do líquido mundo moderno tudo se resolve na base do &lt;em&gt;delete&lt;/em&gt; – um simples toque no &lt;em&gt;mouse&lt;/em&gt; e tal como um passe de mágica, os problemas desaparecem. Basta limpar a lixeira e pronto.&lt;br /&gt;Intensifica-se, de maneira avassaladora, a substituição de contatos físicos. Tudo acontece hoje somente àqueles que estão conectados. O resultado não pode ser pior e está traduzido no subtítulo do estudo de Bauman (2004): “a fragilidade dos laços humanos”. A partir do momento em que os verdadeiros cidadãos perceberem o tamanho do labirinto onde se encontram e se mobilizarem para solucionar o problema é que se dará o primeiro passo rumo à socilialização humana. Senão,mesmo coma capacidade do homem em se adaptar aos imbróglios, a sociedade continuará correndo atrás do próprio prejuízo. Tudo isso nos remete ao pensamento de Antonio Gramsci (ano): “sou um pessimista pela inteligência, mas um otimista por desejo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Marcos Henriques Fernandes - é mestrando em Comunicação e Cultura Midiática junto à Universidade Paulista.&lt;br /&gt;Rua José Bonani, 226&lt;br /&gt;Bel recanto - Taubaté-SP&lt;br /&gt;CEP 12031-260&lt;br /&gt;Email: jmhfernandes@uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRAMITAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto recebido em: 08/07/2005&lt;br /&gt;Aceito para publicação: 06/10/2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 11, n. 2, p. 173-174, jul./dez. 2005. 174&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;AMOR LÍQUIDO – As Fragilidades dos Laços Humanos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 29UTC abril 29UTC 2008 às 14:53 (1) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENSAIOS &lt;br /&gt;Gioconda Bordon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O título do livro do sociólogo polonês Zigmunt Bauman é sugestivo e, sobretudo, apropriado para um sentimento que não se submete docilmente a definições. Professor emérito de sociologia nas Universidades de Varsóvia e de Leeds, na Inglaterra, ele tem vários livros traduzidos para o português, e o tema recorrente em sua obra são os vínculos sociais possíveis no mundo atual, neste tempo que se convencionou denominar de pós-modernidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de liquidez, quando se refere às relações humanas, tem um sentido inverso ao empregado nas relações bancárias, a disponibilidade de recursos financeiros. A liquidez de quem tem uma conta polpuda no banco, acessível a partir de um comando eletrônico é capaz de tornar qualquer desejo uma realidade concreta. É um atributo potencializador. O amor líquido, ao contrário, é a sensação de bolsos vazios.&lt;br /&gt;É preciso deixar claro que Bauman não se propõe a indicar ao leitor fórmulas de como obter sucesso nas conquistas amorosas, nem como mantê-las atraentes ao longo do tempo, muito menos como preservá-las dos possíveis, e às vezes inevitáveis, desgastes no decorrer da vida a dois. Não há como assegurar conforto num encontro de amor, nem garantias de invulnerabilidade diante das apostas perdidas, nunca houve. Quem vende propostas de baixo risco são comerciantes de mercadorias falsificadas.&lt;br /&gt;A área de estudo principal de Bauman é a sociologia, o campo do pensamento que vai ser o ponto de partida e o foco fundamental do retrato sobre a urgência de viver um relacionamento plenamente satisfatório dos cidadãos pós-modernos. Digamos que as dificuldades vividas por um casal refletem o estilo que uma comunidade mais ampla estabelece como padrão aceitável de relacionamento entre seus vizinhos, entre os que habitam um espaço comum. Bauman é realista. Sabe que “nenhuma união de corpos pode, por mais que se tente, escapar à moldura social e cortar todas as conexões com outras facetas da existência social”. Portanto, partindo do seu campo específico de estudo, ele faz uma radiografia das agruras sofridas pelos homens e mulheres que têm que estabelecer suas parcerias no mundo globalizado.&lt;br /&gt;Mundo que ele identifica como líquido, em que as relações se estabelecem com extraordinária fluidez, que se movem e escorrem sem muitos obstáculos, marcadas pela ausência de peso, em constante e frenético movimento. Em seus livros anteriores, já traduzidos e disponíveis para o leitor brasileiro, Bauman defende a idéia de que esse processo de liquefação dos laços sociais não é um desvio de rota na história da civilização ocidental, mas uma proposta contida na própria instauração da modernidade. A globalização, palavra onde estão contidos os prós e os contras da vida contemporânea e suas conseqüências políticas e sociais, pode ser um conceito meio difuso, mas ninguém fica imune aos seus efeitos. A rapidez da troca de informações e as respostas imediatas que esse intercâmbio acarreta nas decisões diárias; qualidades e produtos que ficam obsoletos antes do prazo de vencimento; a incerteza radicalizada em todos os campos da interação humana; a falta de padrões reguladores precisos e duradores são evidências compartilhadas por todos os que estão neste barco do mundo pós-moderno. Se esse é o pano de fundo do momento, ele vai imprimir sua marca em todos as possibilidades da experiência, inclusive nos relacionamentos amorosos. O sociólogo Zygmunt Bauman mostra como o amor também passa a ser vivenciado de uma maneira mais insegura, com dúvidas acrescidas à já irresistível e temerária atração de se unir ao outro. Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, nunca os casais se sentiram tão ansiosos e prontos para rever, ou reverter o rumo da relação.&lt;br /&gt;O apelo por fazer escolhas que possam num espaço muito curto de tempo serem trocadas por outras mais atualizadas e mais promissoras, não apenas orientam as decisões de compra num mercado abundante de produtos novos, mas também parecem comandar o ritmo da busca por parceiros cada vez mais satisfatórios. A ordem do dia nos motiva a entrar em novos relacionamentos sem fechar as portas para outros que possam eventualmente se insinuar com contornos mais atraentes, o que explica o sucesso do que o autor chama de casais semi-separados. Ou então, mais ou menos casados, o que pode ser praticamente a mesma coisa. Não dividir o mesmo espaço, estabelecer os momentos de convívio que preservem a sensação de liberdade, evitar o tédio e os conflitos da vida em comum podem se tornar opções que se configuram como uma saída que promete uma relação com um nível de comprometimento mais fácil de ser rompido. É como procurar um abrigo sem vontade de ocupá-lo por inteiro. A concentração no movimento da busca perde o foco do objeto desejado. Insatisfeitos, mas persistentes, homens e mulheres continuam perseguindo a chance de encontrar a parceria ideal, abrindo novos campos de interação. Daí a popularidade dos pontos de encontros virtuais, muitos são mais visitados que os bares para solteiros, locais físicos e concretos, onde o &lt;em&gt;tête à tête&lt;/em&gt;, o olho no olho é o início de um possível encontro. Crescem as redes de interatividade mundiais onde a intimidade pode sempre escapar do risco de um comprometimento, porque nada impede o desligar-se. Para desconectar-se basta pressionar uma tecla; sem constrangimentos, sem lamúrias, e sem prejuízos. Num mundo instantâneo, é preciso estar sempre pronto para outra. Não há tempo para o adiamento, para postergar a satisfação do desejo, nem para o seu amadurecimento. É mais prudente uma sucessão de encontros excitantes com momentos doces e leves que não sejam contaminados pelo ardor da paixão, sempre disposta a enveredar por caminhos que aprisionam e ameaçam a prontidão de estar sempre disponível para novas aventuras. Bauman mostra que estamos todos mais propensos às relações descartáveis, a encenar episódios românticos variados, assim como os seriados de televisão e seus personagens com quem se identificam homens e mulheres do mundo inteiro. Seus equívocos amorosos divertem os telespectadores, suas dificuldades e misérias afetivas são acompanhadas com o sorriso de quem sabe que não está sozinho no complicado jogo de esconde-esconde amoroso.&lt;br /&gt;A tecnologia da comunicação proporciona uma quantidade inesgotável de troca de mensagens entre os cidadãos ávidos por relacionar-se. Mas nem sempre os intercâmbios eletrônicos funcionam como um prólogo para conversas mais substanciais, quando os interlocutores estiverem frente a frente. Os habitantes circulando pelas conexões líquidas da pós-modernidade são tagarelas a distância, mas, assim que entram em casa, fecham-se em seus quartos e ligam a televisão.&lt;br /&gt;Zygmunt Bauman explica que hoje “a proximidade não exige mais a contigüidade física; e a contigüidade física não determina mais a proximidade”. Mas ele reconhece que “seria tolo e irresponsável culpar as engenhocas eletrônicas pelo lento, mas constante recuo da proximidade contínua, pessoal, direta, face a face, multifacetada e multiuso”. As relações humanas dispõem hoje de mecanismos tecnológicos e de um consenso capaz de torná-las mais frouxas, menos restritivas. É preciso se ligar, mas é imprescindível cortar a dependência, deve-se amar, porém sem muitas expectativas, pois elas podem rapidamente transformar um bom namoro num sufoco, numa prisão. Um relacionamento intenso pode deixar a vida um inferno, contudo, nunca houve tanta procura em relacionar-se. Bauman vê homens e mulheres presos numa trincheira sem saber como sair dela, e, o que é ainda mais dramático, sem reconhecer com clareza se querem sair ou permanecer nela. Por isso movimentam-se em várias direções, entram e saem de casos amorosos com a esperança mantida às custas de um esforço considerável, tentando acreditar que o próximo passo será o melhor. A conclusão não pode ser outra: “a solidão por trás da porta fechada de um quarto com um telefone celular à mão pode parecer uma condição menos arriscada e mais segura do que compartilhar um terreno doméstico comum”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos&lt;/em&gt;, de Zigmunt Bauman, mostra-nos que hoje estamos mais bem aparelhados para disfarçar um medo antigo. A sociedade neoliberal, pós-moderna, líquida, para usar o adjetivo escolhido pelo autor, e perfeitamente ajustado para definir a atualidade, teme o que em qualquer período da trajetória humana sempre foi vivido como uma ameaça: o desejo e o amor por outra pessoa.&lt;br /&gt;O mais recente título do sociólogo polonês, que recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, pelo livro Modernidade e Holocausto), e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra), é uma leitura precisa e eloqüente, um convite a uma reflexão aberta não apenas aos estudantes e interessados em trabalhos acadêmicos. O seu texto claro, apesar de fortemente estruturado numa erudição consistente, não deixa de abrir espaço para o leitor comum, interessado em compreender como as estruturas sociais e econômicas dos tempos atuais, tentam dar conta da complexidade do amor que, com a permissão de citá-lo mais uma vez, é “uma hipoteca baseada num futuro incerto e inescrutável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Editor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaio gentilmente cedido pela autora. Publicado no caderno “Fim de Semana”, da Gazeta Mercantil, em 31 de julho de 2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-2797639074038342844?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/2797639074038342844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=2797639074038342844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2797639074038342844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/2797639074038342844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/leitura-importantissima-para-as-aulas.html' title='LEITURAS IMPORTANTÍSSIMAS PARA AS AULAS DE 28 E 29 DE SETEMBRO: RESENHAS DO LIVRO &quot;AMOR LÍQUIDO&quot;, DE ZYGMUNT BAUMAN'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-3183826319470316478</id><published>2011-09-13T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T08:31:07.772-07:00</updated><title type='text'>PARA OS ALUNOS QUE FOREM PRESTAR VESTIBULAR QUE SOLICITA GÊNEROS: CARTA ABERTA E MANIFESTO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CARTA ABERTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta aberta manifesta a opinião de um grupo de pessoas, entidades, sindicatos etc. diante de uma questão de interesse coletivo. Ela pode servir apenas para alertar, mas geralmente visa à mobilização, de forma que se encontre uma solução para o problema denunciado. Dessa maneira, tem caráter argumentativo; portanto, a persuasão é um elemento usado para elaborar a carta aberta.&lt;br /&gt;Sua estrutura é formada por título, em que se identifica o destinatário (a quem a carta se dirige), remetente (quem a está enviando), denúncia do problema e reivindicação de medidas para resolvê-lo e conclusão, em que se busca persuadir o interlocutor com a sugestão de soluções. No final, antes da assinatura, pode ainda haver local e data&lt;br /&gt;O meio pelo qual a carta aberta é divulgada depende do destinatário. Por exemplo, se o remetente pretende alertar a população mundial para o buraco na camada de ozônio, pode recorrer à internet; se o objetivo é denunciar um problema&lt;br /&gt;na escola, é possível utilizar um mural. Independentemente do meio, a linguagem da carta aberta costuma ser formal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia, a seguir, na íntegra, uma carta aberta, postada no blog da  ANANDA – ATIVISTAS, REDUTORES DE DANOS E PESQUISADORES ASSOCIADOS, para ser levada ao Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas – CONAD, solicitando a implantação de um Grupo Multidisciplinar de Trabalho para discutir a viabilidade de regulamentação da Cannabis sativa e seus usos. &lt;br /&gt;Carta Aberta à Sociedade Brasileira – Pela reabertura do debate público sobre a maconha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A planta Cannabis sativa é conhecida no Brasil popularmente como maconha, mesmo nome que é dado também ao fumo usado como droga, apenas uma entre as diversas possibilidades de uso da planta. As folhas, caule, sementes e flores foram e ainda são utilizadas em diversos países do mundo, como matéria prima para inúmeros produtos nas mais diversas áreas. Poderíamos expor dados a respeito de como o Brasil tem se furtado a lucrar com a regulamentação da exploração comercial das partes não-psicoativas da planta e seus derivados, sem necessariamente legalizar o uso para fins recreativos e existem diversos estudos, livros, artigos e outros trabalhos científicos e técnicos que podem ser consultados a esse respeito. Porém, dentro de uma discussão sobre leis e políticas públicas sobre drogas que se proponha de fato debater acesso à saúde, segurança e cidadania aos cidadãos, precisamos atentar não apenas para as perdas econômicas da exploração desse nicho de mercado, mas principalmente para os custos que a manutenção de políticas e leis proibicionistas causam para toda a sociedade.&lt;br /&gt;Mesmo que o uso da maconha e de outras plantas psicoativas tenha sido uma presença constante em quase toda a trajetória humana na terra, somente a partir do final do séc. XIX, após a Guerra do Ópio, surgiram os Encontros Internacionais para discutir o tema. Durante os encontros de 1909, 1911, 1912 e 1921, realizados para discutir questões relacionadas à coca e ao ópio, não houve qualquer menção à maconha. Na Reunião de 1924, Brasil, Egito, Grécia e alguns outros países cujos governantes tinham interesses em proibir seu uso iniciaram uma campanha para que ela também fosse considerada perigosa e incluída na lista de proscrições. Sob pressão, uma Comissão especial foi criada para analisar a matéria. Inspirados na criação dessa Comissão, na década de 1930, alguns países, a exemplo do Brasil (1932) e EUA (1937), criaram leis federais banindo seu uso. Desde então, passaram a pressionar para que os Tratados Internacionais incluíssem a Cannabis sativa, o que só foi conseguido na Convenção Única de Entorpecentes, em 1961. De lá pra cá, o consumo não diminuiu, mas a repressão foi intensificada, na mesma medida em que aumentou a violência relacionada à produção e comercialização não-autorizada de maconha, bem como de outros crimes e problemas sociais relacionados, como os citados pelo General Jorge Armando Félix.&lt;br /&gt;É importante ressaltar que a participação da delegação brasileira nesses encontros, ao expor dados sobre os perigos da maconha no país, contrariou os dados clínicos e científicos que existiam no país. Até mesmo um relatório publicado por encomenda do Governo Brasileiro em 1959 sobre a planta foi desconsiderado. Ou seja, a delegação brasileira, queremos crer que por imprudência ou imperícia, levou dados equivocados sobre a planta para um Encontro Internacional. Esses dados foram utilizados para equiparar a maconha à heroína e outros opiáceos, drogas incluídas na Lista IV, justificando uma decisão que influência até hoje as leis de diversos países, incluindo o Brasil.&lt;br /&gt;A história da maconha e da sua proibição no Brasil e no mundo é cheia de capítulos obscuros. Não é possível precisar ao certo como uma planta que foi cultivada em todo o mundo e considerada econômica e socialmente importantíssima passou a ser perseguida política e legalmente. Especificamente no Brasil, é difícil entender como uma planta cultivada oficialmente pela Coroa Portuguesa e disseminada em todo o país e que teve seu uso difundido e tolerado passou a ser estigmatizada e criminalizada. É apenas possível ver nesses processos indícios de racismo, etnocentrismo, xenofobia, autoritarismo e muitos outros ‘ismos’ que sabemos tão perniciosos à construção de um Estado Democrático de Direito.&lt;br /&gt;O proibicionismo, ou seja, as políticas e leis que nas quais é utilizada de forma exagerada e perniciosa a proibição enquanto regra é uma criação recente na história. Acredito realmente que os representantes de cada país, tanto no passado quanto atualmente queiram o melhor para suas nações e para o mundo. Porém as boas intenções iniciais de regular o mercado para que ele não causasse danos aos indivíduos nem à sociedade foram esquecidas em algum momento no passado. As trocamos por uma ilusão coletiva de que a melhor forma de lidar com as drogas e com as pessoas que as consomem é publicar decretos proibindo suas existências e ampliar as maneiras e intensidades de punir aqueles que insistem em não se encaixar nesse mundo utópico. Ao fazer isso, esquecemos também que políticas e leis sobre drogas não podem causar danos mais graves à sociedade ou aos indivíduos do que o uso das drogas em si.&lt;br /&gt;Segundo os dados do Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas de 2005, estima-se que 5.000.000 de pessoas fumaram maconha ao menos uma vez na vida. Isso significa que correram o risco de ser processadas e passar pelos trâmites policiais e jurídicos por terem fumado maconha, uma prática que, até outubro de 2006 era punível com até 2 anos de prisão. Esses dados dão uma aproximação da realidade e nos levam a refletir que todas as pessoas conhecem alguém – um parente, um vizinho, um amigo ou conhecido – que fuma maconha, freqüentemente ou não, ou então que já fumou. Sendo assim, em todas as famílias brasileiras existem pessoas que sofrem direta ou indiretamente as conseqüências negativas das políticas e leis sobre drogas adotadas atualmente. Mesmo que não seja possível mensurar qual seria o impacto da autuação e processo de todos esses cidadãos brasileiros que consomem derivados de Cannabis sativa, é possível imaginar o que tem representado para o país e para essas pessoas a adoção de leis e políticas pouco tolerantes com suas condutas. No mínimo, essas políticas e leis não têm alcançado seus objetivos principais de assegurar acesso à segurança, saúde e cidadania.&lt;br /&gt;Estão previstas para ocorrer nos próximos dias 2, 3 e 9 de maio a Marcha da Maconha em 14 cidades brasileiras e em mais de 250 cidades em todo o mundo, tendo como objetivo promover reflexões em torno dos danos causados pelas atuais políticas e leis sobre a maconha e seus derivados. Essa não é uma manifestação que interessa apenas às pessoas que usam maconha ou outras drogas. Interessa a todos os cidadãos e cidadãs que querem ajudar a construir e a manter a Democracia Brasileira. Em uma Nação que se pretenda afirmar como Estado Democrático de Direito, qualquer tentativa de desvirtuamento do Artigo 5º da Constituição Brasileira, do Código Civil ou mesmo da Lei 11.343, com a intenção de obscurecer os objetivos da Marcha da Maconha ou incutir-lhe qualquer conotação de apologia ao crime ou incentivo ao uso de drogas é inaceitável. Movimentos sociais não podem ser criminalizados apenas por querer reabrir um debate político-legal ou por manifestar seus posicionamentos, como ocorreu em quase todo o país em 2008 e como estamos vendo ocorrer esse ano em Fortaleza, João Pessoa, Gôiania, Salvador e São Paulo.&lt;br /&gt;Ao afirmar na 52ª Sessão da Comissão de Entorpecentes da ONU para o tema das drogas que as metas acordadas nos Tratados Internacionais anteriores se mostraram inatingíveis, o Brasil tomou uma posição de coragem, admitindo que o caráter absurdo de uma das principais metas que sustentam a manutenção das políticas proibicionistas. Assim como ao reafirmar a necessidade de avançar com firmeza na garantia dos Direitos Humanos dos cidadãos usuários de drogas. Também deu um passo importante quando aprovou na última reunião do CONAD – Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, realizada em março desse ano, que errou na reunião de 1924 e que deve ser enviada uma moção pedindo retração por esses erros e sugerindo a exclusão da Cannabis da Lista IV. Porém, muitos passos ainda precisam ser dados para sairmos do lugar incomodo onde atualmente estamos e começarmos a trilhar caminhos que verdadeiramente respeitem a diversidade, os direitos humanos e assegure o acesso à saúde, segurança e cidadania.&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;[1] Políticas sobre Drogas, General Jorge Armando Felix, no Debate Geral do Segmento de Alto Nível da UNGASS – 11 de março de 2009.&lt;br /&gt;[2] Trecho das ‘Conclusões’ do Parecer da Câmara de Assessoramento Técnico-Científico sobre encaminhamento à ONU de proposição de retirada da Cannabis e substâncias canabinóides da Lista IV, com sua manutenção na Lista I da Convenção Única sobre Estupefacientes de 1961.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://blog.marchadamaconha.org/carta-aberta-a-sociedade-brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Na UNICAMP, se não houver solicitação para assinar a carta, não o faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MANIFESTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Maíra Althoff De Bettio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estruturalmente escrito, em muitos casos, em forma de dissertação, o Manifesto também pode aparecer mais livre de regras, contudo, é necessário manter alguns itens durante sua elaboração, como por exemplo: título, desenvolvimento e explanação da questão abordada, argumentação bem fundamentada para defesa do ponto de vista do escritor, além de data, local e assinatura do(s) idealizador(es) e apoiadores. Outra característica, mas não uma obrigatoriedade, é a frequência com que se encontram vocativos neste gênero textual. &lt;br /&gt;Ao termo manifesto é muito comum associar temas políticos. Direcionado a múltiplos receptores, é um depoimento público com fins e propósitos determinados, que intenciona a denúncia e/ou chamar a atenção para certo assunto, e tem como princípio básico convencer os leitores/ouvintes, com alusão à convocação. Por isso, o aparecimento de verbos no imperativo e no presente do indicativo é comum, causando uma aproximação com o recebedor e também uma imposição ao cumprimento do que se idealiza.&lt;br /&gt;Pode-se considerar o manifesto como um genêro textual atemporal, visto que existem diversos deles de bastante tempo atrás, como por exemplo o “Manifesto Comunista“, que tem sua primeira publicação datada em 1848. Mesmo com tantos anos de existência, é um documento importante, tendo em vista sua contribuição para a política e aos seguidores do comunismo. Em contrapartida a manifestos antigos, também a elaboração de novos textos seguindo tal estrutura é um fato presente.&lt;br /&gt;Assim como o exemplo citado anteriormente, porém não tão antigo, mas completando uma década neste ano, o “Manifesto Futurista” também foi um marco na época em que foi escrito e até os dias atuais é lembrado pelas influências causadas. Credita-se a ele o nascimento do “Futurismo“, movimento artístico e literário do século vinte. No segundo item do manifesto, evoca-se “A coragem, a audácia, a rebelião, serão elementos essenciais da nossa poesia“. Exemplificando, aqui, a intenção do gênero textual em questão, que tem como finalidade mostrar as características necessárias para compor um poema.&lt;br /&gt;http://www.infoescola.com/literatura/manifesto/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente do abaixo-assinado, pois não é uma reivindicação, mas uma declaração de intenções,  estrutura do manifesto contém basicamente: título: indica o conteúdo do manifesto; corpo do texto: aqui o problema é identificado e analisado, apresentando-se argumentos que validem o que se diz. Como o texto é de caráter argumentativo (pretende convencer o leitor de algo), deve-se recorrer a argumentos sólidos; local, data e assinaturas: tanto assinaturas das pessoas que participaram na elaboração do texto como das que apoiam o que está sendo afirmado. A linguagem pode variar, dependendo de alguns fatores: A quem o manifesto é dirigido? Onde será di¬vulgado? Em jornal, rádio, tevê? Costuma-se preferir a linguagem formal, com verbos no presente do indicativo ou no imperativo. Veja, a seguir, um exemplos de manifesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto à população contra a propaganda enganosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atenção, consumidor compulsivo, antenado em rádio, televisão, outdoors etc. Não se deixe levar pelos apelos sedutores nem pela aparência inicial de um produto ou serviço. Reflita. Não aja por impulso. Nem se deixe iludir com a conversa do anúncio, vendedor ou vendedora. A propaganda objetiva criará em você uma tal necessidade que você se sentira excluído por não ter o objeto do desejo. Fique alerta, pois tudo não passa de um jogo psicológico. Tome cuidado com as promoções. Não compre sem pesquisar preços. Pechinche. Peça descontos e prazos para o pagamento. Aproveite o momento e exerça esse direito básico do consumidor. Exija nota fiscal, que é sua garantia. Sem ela você não poderá provar nada. Com ela, garantirá recursos destinados à construção de hospitais, escolas etc. Recorra ao Código de Defesa do Consumidor para garantir seus direitos e denunciar abusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defensores do Povo, abril de 2003. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens, senhores e senhoras da comunidade re¬presentados por Ana Júlia Santos, Bernardo Silva, Cláudia Mendel, Dirceu Silva, Edna Carneiro, Fábio Lima, Gláucia Cordeiro, Maria do Céu."&lt;br /&gt;(Português. Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto Amazônia para sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.&lt;br /&gt;Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.&lt;br /&gt;Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.&lt;br /&gt;Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.&lt;br /&gt;Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:&lt;br /&gt;"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!&lt;br /&gt;É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.&lt;br /&gt;SOMOS UM POVO DA FLORESTA!&lt;br /&gt;http://www.amazoniaparasempre.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROPOSTA DE REDAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine-se pertencer ao &lt;strong&gt;grupo Defensores do Povo &lt;/strong&gt;(jovens, senhores e senhoras da comunidade representados por Ana Júlia Santos, Bernardo Silva, Cláudia Mendel, Dirceu Silva, Edna Carneiro, Fábio Lima, Gláucia Cordeiro, Maria do Céu), o qual resolveu, após ter lido à Carta Aberta à Sociedade Brasileira – Pela reabertura do debate público sobre a maconha, redigir um manifesto dirigido à &lt;strong&gt;população brasileira&lt;/strong&gt; sobre &lt;strong&gt;a viabilidade ou não de regulamentação da Cannabis sativa e seus usos&lt;/strong&gt;. Seu texto deverá, necessariamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• utilizar dois argumentos, retirados da carta aberta, favoráveis ao ponto de vista que o manifesto pretende defender.&lt;br /&gt; e&lt;br /&gt;• refutar um argumento da carta aberta de modo a, por meio dessa refutação, reforçar a validade da tese exposta no manifesto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-3183826319470316478?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/3183826319470316478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=3183826319470316478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3183826319470316478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/3183826319470316478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/para-os-alunos-que-forem-fazer.html' title='PARA OS ALUNOS QUE FOREM PRESTAR VESTIBULAR QUE SOLICITA GÊNEROS: CARTA ABERTA E MANIFESTO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-1863817665479325547</id><published>2011-09-12T17:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T18:14:15.245-07:00</updated><title type='text'>TEMA PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 21 E 22 DE SETEMBRO</title><content type='html'>Em toda sociedade convivem gerações diversas, que se relacionam de formas distintas, exigindo de todos o exercício contínuo de lidar com a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coletânea&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VER IMAGEM EM: http://festerblog.com/wp-content/uploads/2009/05/redatores.jpg &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OU EM: http://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/2011/download/comentadas/redacao.pdf&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2)&lt;br /&gt;Para o sociólogo húngaro Karl Mannheim, a geração consiste em um grupo de pessoas nascidas na mesma época, que viveram os mesmos acontecimentos sociais durante a sua formação e crescimento e que partilham a mesma experiência histórica, sendo esta significativa para todo o grupo. Estes fatores dão origem a uma consciência comum, que permanece ao longo do respectivo curso de vida. A interação de uma geração mais nova com as precedentes origina tensões potencializadoras de mudança social. O conceito que aqui está patente atribui à geração uma forte identidade histórica, visível quando nos referimos, por exemplo, à “geração do pósguerra”.&lt;br /&gt;O conceito de “geração” impõe a consideração da complexidade dos fatores de estratificação social e da convergência sincrônica de todos eles; a geração não dilui os efeitos de classe, de gênero ou de raça na caracterização das posições sociais, mas conjuga-se com eles, numa relação que não é meramente aditiva nem complementar, antes se exerce na sua especificidade, ativando ou desativando parcialmente esses efeitos. (Adaptado de Manuel Jacinto Sarmento, Gerações e alteridade: interrogações a partir da sociologia da infância. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 91, p. 361-378, Maio/Ago. 2005. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)&lt;br /&gt;A partir do advento do computador, as empresas se reorganizaram rapidamente nos moldes exigidos por essa nova ferramenta de gestão. As organizações procuraram avidamente os “quadros técnicos” e os encontraram na quantidade demandada. Os primeiros quadros “bem formados” tiveram em geral carreiras fulminantes. Suas trajetórias pessoais foram tomadas como referência pelos executivos mais jovens. Aqueles “grandes executivos” foram considerados portadores de uma “visão de conjunto” dos problemas empresariais, que os colocava no campo superior da “administração estratégica”, enquanto o principal atributo da nova geração passa a ser a contemporaneidade tecnológica. Os constrangimentos advindos do choque geracional encarregaram-se de fazer esses “jovens” encarnarem essa característica, dando a esse trunfo a maior rentabilidade possível. Assim, exacerbaram-se as diferenças entre os recém-chegados e os antigos ocupantes dos cargos. No plano simbólico, toda a ética construída nas carreiras autodidatas é posta em xeque no conflito que opõe a técnica dos novos executivos contra a lealdade dos antigos funcionários que, no mais das vezes, perdem até a capacidade de expressar o seu descontentamento, tamanha é a violência simbólica posta em marcha no processo, que não se trava simplesmente em cada ambiente organizacional isolado, mas se generaliza. (Adaptado de Roberto Grün, Conflitos de geração e competição no mundo do trabalho. Cadernos Pagu. Campinas, vol. 13, p. 63-107, 1999.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)&lt;br /&gt;Ao longo da década de 1990, a renda das famílias brasileiras com filhos pequenos deteriorou-se com relação à das famílias de idosos. Ao mesmo tempo, há crescentes evidências de que os idosos aumentaram sua responsabilidade pela provisão econômica de seus filhos adultos e netos. (Ana Maria Goldani, Relações intergeracionais e reconstrução do estado de bem-estar. Por que se deve repensar essa relação para o Brasil, pp. 211. Disponível em http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/PopPobreza/GoldaniAnaMariaCapitulo7.pdf).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)&lt;br /&gt;As relações intergeracionais permitem a transformação e a reconstrução da tradição no espaço dos grupos sociais. A transmissão dos saberes não é linear; ambas as gerações possuem sabedorias que podem ser desconhecidas para a outra geração, e a troca de saberes possibilita vivenciar diversos modos de pensar, de agir e de sentir e, assim, renovar as opiniões e visões acerca do mundo e das pessoas. As gerações se renovam e se transformam reciprocamente, em um movimento constante de construção e desconstrução. (Adaptado de Maria Clotilde B. N. M. de Carvalho, Diálogo intergeracional entre idosos e crianças. Rio de Janeiro. PUC-RJ, 2007, p 52.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VER IMAGEM EM: http://humornainformatica.blogspot.com/2008/05/videogame-para-terceira-idade.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OU EM: http://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/2011/download/comentadas/redacao.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Proposta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a coletânea e elabore sua dissertação a partir do seguinte recorte temático:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre gerações é frequentemente caracterizada pelo conflito. Entretanto, há outras formas de relacionamento que podem ganhar novos contornos em decorrência de mudanças sociais, tecnológicas, políticas e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instruções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Discuta formas pelas quais se estabelecem as relações entre as gerações.&lt;br /&gt;2. Argumente no sentido de mostrar que essas diferentes formas coexistem.&lt;br /&gt;3. Trabalhe seus argumentos de modo a sustentar seu ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/2011/download/comentadas/redacao.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4841972484202600093-1863817665479325547?l=saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/feeds/1863817665479325547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4841972484202600093&amp;postID=1863817665479325547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1863817665479325547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4841972484202600093/posts/default/1863817665479325547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saladeestudoscentrodecursos.blogspot.com/2011/09/tema-para-discussao-em-aula-nos-dias-21.html' title='TEMA PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 21 E 22 DE SETEMBRO'/><author><name>Sala de Estudos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05703405061901646437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_mCStYof03iw/R6sjmyvbZkI/AAAAAAAAAAg/mV9mln9m2yU/S220/marcia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4841972484202600093.post-7560826118766484488</id><published>2011-09-09T11:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-09T12:15:51.286-07:00</updated><title type='text'>TEMA DE REDAÇÃO PARA DISCUSSÃO EM AULA NOS DIAS 14 E 15 DE SETEMBRO</title><content type='html'>TEMA:&lt;strong&gt; A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA E SUAS CONSEQUÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITURAS FUNDAMENTAIS PARA ACOMPANHAR A DISCUSSÃO EM AULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A verdade sobre a maconha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proibição da cannabis pode ter mais a ver com interesses morais, políticos e econômicos do que com argumentos científicos. Saiba mais sobre os efeitos dela e sua influência na história da civilização.&lt;br /&gt;Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico de maconha. A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX. Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento - pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação.&lt;br /&gt;Não é fácil falar desse assunto - admito que levei um dia inteiro para compor o parágrafo acima. O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema já é interpretada como "apologia às drogas" e, portanto, punível com cadeia. O fato é que, apesar da desinformação dominante, sabe-se muito sobre a maconha. Ela é cultivada há milênios e centenas de pesquisas já foram feitas sobre o assunto. O que tentei fazer foi condensar nestas páginas o conhecimento que a humanidade reuniu sobre a droga nos milênios em que convive com ela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que é proibido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada um dia depois de mergulhar do quinto andar de um prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi homicídio. O assassino foi um narcótico conhecido na América como marijuana e na história como haxixe. Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel." Começa assim a matéria "Marijuana: assassina de jovens", publicada em 1937 na revista American Magazine. A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um funcionário do governo chamado _______________. Se a maconha, hoje, é ilegal em praticamente todo o mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi ele.&lt;br /&gt;Nas primeiras décadas do século XX, a maconha era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, maconha era "coisa de negro", fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos - meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca.&lt;br /&gt;Pouca gente sabia, entretanto, que a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios - de xaropes para tosse a pílulas para dormir - continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de maconha. A indústria de tecidos também dependia da cannabis - o tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de maconha. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana - reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a maconha entrou na vida de muita gente - e não só dos mexicanos. "A proibição do álcool foi o estopim para o 'boom' da maconha", afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). "Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar", escreveu.&lt;br /&gt;Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a maconha que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com a maconha) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas a maconha é inocente disso). Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.&lt;br /&gt;Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antimaconha e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.&lt;br /&gt;Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. "A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo", afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo.&lt;br /&gt;Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado. "A maconha foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon", afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.&lt;br /&gt;Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a maconha: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída - levando com ela a indústria de papel de cânhamo.&lt;br /&gt;Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da maconha, "algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos".&lt;br /&gt;Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.&lt;br /&gt;Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e passou a freqüentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também começou a encontrar líderes de vários países e a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil convencer os governos - já na década de 20 o Brasil adotava leis federais antimaconha. A Europa também embarcou na onda proibicionista.&lt;br /&gt;"A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias", diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos. Funciona assim: maconha é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. "Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia", diz Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos - eles estarão sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso no mundo. O governo brasileiro achou ótimo mais esse instrumento para manter os negros sob controle. Os europeus também adoraram poder enquadrar seus imigrantes.&lt;br /&gt;A proibição foi virando uma forma de controle internacional por parte dos Estados Unidos, especialmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU determinou que as drogas são ruins para a saúde e o bem-estar da humanidade e, portanto, eram necessárias ações coordenadas e universais para reprimir seu uso. "Isso abriu espaço para intervenções militares americanas", diz Maierovitch. "Virou um pretexto oportuno para que os americanos possam entrar em outros países e exercer os seus interesses econômicos."&lt;br /&gt;Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na ilegalidade, a maconha entre elas. Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger - depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN. Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da maconha estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou "guerra às drogas" e criou o DEA (em português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maconha faz mal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí uma pergunta que vem sendo feita faz tempo. Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta mais honesta é: faz, mas muito pouco e só para casos extremos. O uso moderado não faz mal. A preocupação da ciência com esse assunto começou em 1894, quando a Índia fazia parte do Império Britânico. Havia, então, a desconfiança de que o bhang, uma bebida à base de maconha muito comum na Índia, causava demência. Grupos religiosos britânicos reivindicavam sua proibição. Formou-se a Comissão Indiana de Drogas da Cannabis, que passou dois anos investigando o tema. O relatório final desaconselhou a proibição: "O bhang é quase sempre inofensivo quando usado com moderação e, em alguns casos, é benéfico. O abuso do bhang é menos prejudicial que o abuso do álcool".&lt;br /&gt;Em 1944, um dos mais populares prefeitos de Nova York, Fiorello La Guardia, encomendou outra pesquisa. Em meio à histeria antimaconha de Anslinger, La Guardia resolveu conferir quais os reais riscos da tal droga assassina. Os cientistas escolhidos por ele fizeram testes com presidiários (algo comum na época) e concluíram: "O uso prolongado da droga não leva à degeneração física, mental ou moral". O trabalho passou despercebido no meio da barulheira proibicionista de Anslinger.&lt;br /&gt;A partir dos anos 60, várias pesquisas parecidas foram encomendadas por outros governos. Relatórios produzidos na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos aconselharam um afrouxamento nas leis. Nenhuma dessas pesquisas foi suficiente para forçar uma mudança. Mas a experiência mais reveladora sobre a maconha e suas conseqüências foi realizada fora do laboratório. Em 1976, a Holanda decidiu parar de prender usuários de maconha desde que eles comprassem a droga em cafés autorizados. Resultado: o índice de usuários continua comparável aos de outros países da Europa. O de jovens dependentes de heroína caiu - estima-se que, ao tirar a maconha da mão dos traficantes, os holandeses separaram essa droga das mais pesadas e, assim, dificultaram o acesso a elas.&lt;br /&gt;Nos últimos anos, os possíveis males da maconha foram cuidadosamente escrutinados - às vezes por pesquisadores competentes, às vezes por gente mais interessada em convencer os outros da sua opinião. Veja abaixo um resumo do que se sabe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Câncer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que não haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada - porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que uma bomba semelhante esteja para explodir no caso da maconha, cujo uso se popularizou a partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de maconha tem praticamente a mesma composição de um cigarro comum - a única diferença significativa é o princípio ativo. No cigarro é a nicotina, na maconha o tetrahidrocanabinol, ou THC. Também é verdade que o fumante de maconha tem comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga mais profundamente, não usa filtro e segura a fumaça por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os cientistas, não aumenta os efeitos da droga).&lt;br /&gt;Em compensação, boa parte dos maconheiros fuma muito menos e pára ou reduz o consumo depois dos 30 anos (parar cedo é sabidamente uma forma de diminuir drasticamente o risco de câncer). Em resumo: o usuário eventual de maconha, que é o mais comum, não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Quem fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dependência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo entre 6% e 12% dos usuários, dependendo da pesquisa, desenvolve um uso compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas para álcool e tabaco). A questão é: será que a maconha é a causa da dependência ou apenas uma válvula de escape. "Dependência de maconha não é problema da substância, mas da pessoa", afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina. Segundo Dartiu, há um perfil claro do dependente de maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre ansioso e eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam nisso não desenvolvem o vício. "E as que se encaixam podem tanto ficar dependentes de maconha quanto de sexo, de jogo, de internet", diz.&lt;br /&gt;Muitos especialistas apontam para o fato de que a maconha está ficando mais perigosa - na medida em que fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o skunk. No último ano, foram apreendidos carregamentos de maconha alterada geneticamente no Leste europeu - a engenharia genética é usada para aumentar a potência, o que poderia aumentar o potencial de dependência. Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo The Science of Marijuana (A ciência da maconha, sem tradução para o português) e consultor para esse tema da Câmara dos Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados e o aumento da concentração de THC não foi tão grande assim.&lt;br /&gt;Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é dependente, maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdade para crianças e adolescentes. "O sujeito com 15 anos não está com a personalidade formada. O uso exagerado de maconha pode ser muito danoso a ele", diz Dartiu. O maior risco para adolescentes que fumam maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em algumas pessoas. A síndrome amotivacional é muito mais freqüente em jovens e realmente atrapalha a vida - é quase certeza de bomba na escola e de crise na família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danos cerebrais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Maconha mata neurônios." Essa frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido cerebral - às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos -, mas nada foi encontrado.&lt;br /&gt;Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada. São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéias que parecem geniais durante o "barato", mas não conseguem lembrar-se de nada no momento seguinte. Isso acontece porque a memória de curto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e, sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é por causa desse "desligamento" da memória que o usuário perde a noção do tempo). Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário fuma muito freqüentemente.&lt;br /&gt;Há pesquisas com usuários "pesados" e antigos, aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a droga deve ser evitada por quem sofre do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Infertilidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozóides voltam ao normal quando se pára de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depressão imunológica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de maconha e a incidência de infecções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Loucura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças psiquiátricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gravidez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maconha faz bem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos efeitos e as afirmações de que a erva, por ser "natural", faz bem, não passam de besteira. Outros adoram e relatam que ela ajuda a aumentar a criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.&lt;br /&gt;O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo - ou seja, criar uma maconha que não dê "barato". Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o uso médico da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Câncer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas tratadas com quimioterapia muitas vezes têm enjôos terríveis, eventualmente tão terríveis que elas preferem a doença ao remédio. Há medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são eficientes. No entanto, alguns pacientes não respondem a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente à maconha. Era o caso do brilhante escritor e paleontólogo Stephen Jay Gould, que, no mês passado, finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o câncer (veja mais sobre ele na página 23). Gould nunca tinha usado drogas psicoativas - ele detestava a idéia de que interferissem no funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: "A maconha funcionou como uma mágica. Eu não gostava do 'efeito colateral' que era o borrão mental. Mas a alegria cristalina de não ter náusea - e de não experimentar o pavor nos dias que antecediam o tratamento - foi o maior incentivo em todos os meus anos de quimioterapia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aids&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o peso de portadores do HIV quanto a maconha. E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esclerose múltipla&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa doença degenerativa do sistema nervoso é terrivelmente incômoda e fatal. Os doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e suas bexigas e intestinos funcionam muito mal. Acredita-se que ela seja causada por uma má função do sistema imunológico, que faz com que as células de defesa ataquem os neurônios. A maconha alivia todos os sintomas. Ninguém entende bem por que ela é tão eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu pouco compreendido efeito no sistema imunológico.&lt;br /&gt;Dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cannabis é um analgésico usado em várias ocasiões. Os relatos de alívio das cólicas menstruais são os mais promissores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glaucoma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa doença caracteriza-se pelo aumento da pressão do líquido dentro do olho e pode levar à cegueira. Maconha baixa a pressão intraocular. O problema é que, para ser um remédio eficiente, a pessoa tem que fumar a cada três ou quatro horas, o que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose de maconha deixaria o paciente eternamente "chapado"). Há estudos promissores com colírios feitos à base de maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ansiedade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm maior potencial de dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dependência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois, pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão com problemas para conseguir financiamento - dificilmente um órgão público investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O passado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro registro do contato entre o Homo sapiens e a Cannabis sativa é de 6 000 anos atrás. Trata-se da marca de uma corda de cânhamo impressa em cacos de barro, na China. O emprego da fibra, não só em cordas mas também em vários tecidos e, depois, na fabricação de papel, é um dos mais antigos usos da maconha. Graças a ele, a planta, original da região ao norte do Afeganistão, nos pés do Himalaia, tornou-se a primeira cultivada pelo homem com usos não alimentícios e espalhou-se por toda a Ásia e depois pela Europa e África.&lt;br /&gt;Mas há um uso da maconha que pode ser tão antigo quanto o da fibra do cânhamo: o medicinal. Os chineses conhecem há pelo menos 2 000 anos o poder curativo da droga, como prova o Pen-Ts'ao Ching, considerado a primeira farmacopéia conhecida do mundo (farmacopéia é um livro que reúne fórmulas e receitas de medicamentos). O livro recomenda o uso da maconha contra prisão-de-ventre, malária, reumatismo e dores menstruais. Também na Índia, a erva já há milênios é parte integral da medicina ayurvédica, usada no tratamento de dezenas de doenças. Sem falar que ela ocupa um lugar de destaque na religião hindu. Pela mitologia, maconha era a comida favorita do deus Shiva, que, por isso, viveria o tempo todo "chapado". Tomar bhang seria uma forma de entrar em comunhão com Shiva.&lt;br /&gt;O Hinduísmo não é a única religião a dar destaque para a cannabis. Para os budistas da tradição Mahayana, Buda passou seis anos comendo apenas uma semente de maconha por dia. Sua iluminação teria sido atingida após esse período de quase-jejum. Da Índia, a maconha migrou para a Mesopotâmia, ainda em tempos pré-cristãos, e de lá para o Oriente Médio. Portanto, ela já estava presente na região quando começou a expansão do Império Árabe. Com a proibição do álcool entre o povo de Maomé, iniciou-se uma acalorada discussão sobre se a maconha deveria ser banida também. Por séculos, consumiu-se cannabis abundantemente nas terras muçulmanas até que, na Idade Média, muitos islâmicos abandonaram o hábito. A exceção foram os sufi, membros de uma corrente considerada mais mística e esotérica do Islã, que, até bem recentemente, consideravam a cannabis fundamental em seus ritos.&lt;br /&gt;Os gregos usaram velas e cordas de cânhamo nos seus navios, assim como, depois, os romanos. Sabe-se que o Império Romano tinha pelo menos conhecimento dos poderes psicoativos da maconha. O historiador latino Tácito, que viveu no século I d.C., relata que os citas, um povo da atual Turquia, tinham o costume de armar uma tenda, acender uma fogueira e queimar grande quantidade de maconha. Daí ficavam lá dentro, numa versão psicodélica do banho turco.&lt;br /&gt;Graças ao contato com os árabes, grande parte da África conheceu a erva e incorporou-a aos seus ritos e à sua medicina - dos países muçulmanos acima do Saara até os zulus da África do Sul. A Europa toda também passou a plantar maconha e usava extensivamente a fibra do cânhamo, mas há raríssimos registros do seu uso como psicoativo naquele continente. Pode ser que isso se deva ao clima. O THC é uma resina produzida pela planta para proteger suas folhas e flores do sol forte. Na fria Europa, é possível que tenha se desenvolvido uma variação da Cannabis sativa com menos THC, já que não havia tanto sol para ameaçar o arbusto.&lt;br /&gt;O fato é que, na Renascença, a maconha se transformou no principal produto agrícola da Europa. E sua importância não foi só econômica: a planta teve uma grande participação na mudança de mentalidade que ocorreu no século XV. Os primeiros livros depois da revolução de Gutemberg foram impressos em papel de cânhamo. As pinturas dos gênios da arte eram feitas em telas de cânhamo (canvas, a palavra usada em várias línguas para designar "tela", é uma corruptela holandesa do latim cannabis). E as grandes navegações foram impulsionadas por velas de cânhamo - segundo o autor americano Rowan Robinson, autor de O Grande Livro da Cannabis, havia 80 toneladas de cânhamo, contando o velame e as cordas, no barco comandado por Cristóvão Colombo em 1496. Ou seja, a América foi descoberta graças à maconha. Irônico.&lt;br /&gt;Sobre as luzes da Renascença caíram as sombras da Inquisição - um período em que a Igreja ganhou muita força e passou a exercer o papel de polícia, julgando hereges em seu tribunal e condenando bruxas à fogueira. "As bruxas nada mais eram do que as curandeiras tradicionais, principalmente as de origem celta, que utilizavam plantas para tratar as pessoas, às vezes plantas com poderes psicoativos", diz o historiador Henrique Carneiro, especialista em drogas da Universidade Federal de Ouro Preto. Não há registros de que maconheiros tenham sido queimados no século XVI - inclusive porque o uso psicoativo da maconha era incomum na Europa -, mas é certo que cristalizou-se naquela época uma antipatia cristã por plantas que alteram o estado de consciência. "O Cristianismo afirmou seu caráter de religião imperial e, sob seus domínios, a única droga permitida é o álcool, associado com o sangue de Cristo", diz Henrique.&lt;br /&gt;Em 1798, as tropas de Napoleão conquistaram o Egito. Até hoje não estão muito claras as razões pelas quais o imperador francês se aventurou no norte da África (vaidade, talvez). Mas pode ser que o principal motivo fosse a intenção de destruir as plantações de maconha, que abasteciam de cânhamo a poderosa Marinha da Inglaterra. O fato é que coube a Napoleão promulgar a primeira lei do mundo moderno proibindo a maconha. Os egípcios eram fu
