quarta-feira, 7 de março de 2012

VAZIO EXITENCIAL DO HOMEM CONTEMPORÂNEO

À procura de sentido: entre os desencaixes sociais do século XX e o vazio existencial do homem contemporâneo



O comportamento humano, na sua complexidade, se vê afetado por diferentes vetores. Num momento são os vetores familiares, como um pai amoroso ou negligente, uma mãe autoritária ou respeitadora das iniciativas dos filhos; noutros momentos são os vetores orgânicos, somados aos impositivos genéticos, biológicos, predispondo à harmonia ou à distonias pré-programadas desde o momento da concepção. Somados a estes, ainda temos a incidir sobre o comportamento de homens e mulheres os fatores antropológicos, aqueles que dizem respeito às nossas heranças originadas dos traços de culturas específicas, que reúnem os indivíduos em comunidades que sobrevivem ao tempo. Ao lado e em interação com os demais, aparecem os fatores espirituais, originados antes mesmo da concepção, ora incidindo como fontes de bem-estar, de harmonia e equilíbrio, ora como fontes de desditas de difícil resolução.



Neste amplo espectro de influências, sem dúvida, não poderiam faltar dentre os determinantes externos que incidem sobre a esfera comportamental os condicionamentos sociais. Estes respondem pelas alterações estruturais da sociedade, de tempos em tempos, pelas mudanças econômicas, pelas modificações na forma de pensar da coletividade, a constituir novas subjetividades, as quais interferem e noutras vezes determinam o comportamento individual.



As alterações sociais, dessa forma, se fazem elementos muito importantes em uma dada época e período da evolução humana, podendo ser fonte de otimismo e esperança ou, então, devido às crenças cultivadas, as idéias e discursos preponderantes, serem fontes de pessimismo e de desânimo para homens e mulheres de um dado momento histórico.



Os desencaixes sociais a anunciar a crise



No início do século XX, uma série de transformações sociais abalaram fortemente as estruturas da sociedade moderna, na qual a ordem era uma de suas principais características. De um lado, as tradições perderam quase que completamente sua capacidade de moldar comportamentos, rompendo-se o fio que ligava antigas e novas gerações. De outro, a religião se via fragilizada por não acompanhar os avanços científicos e, assim, perdera sua credibilidade frente aos indivíduos mais críticos, dispostos à sumeter tudo e qualquer coisa ao crivo da razão. Como afirmou Imanuel Kant, o homem deveria “ousar pensar por si mesmo”, e assim libertar-se das imposições que limitavam as escolhas individuais.



Dois fortes pilares, dessa forma, os quais sustentavam as criaturas há milênios, desmoronaram sob os olhos perplexos de toda a sociedade. A tradição trazia a dimensão da autoridade, do respeito aos saberes elaborados no passado, como os conhecimentos, as crenças e os valores que deveriam guiar os mais novos em um mundo desconhecido e pré-existente a eles. Esse laço - entre o velho e o novo - fora rompido, como se a razão prescindisse de orientações daqueles que já habitavam esse mundo. Por sua vez, a fé e os valores dela decorrentes foram desacreditados pelo novo espírito positivista de Augusto Comte, para quem a ciência deveria ser a guia infalível da humanidade. Todo o conhecimento verdadeiro deveria ser o científico, submetido a um vigor metodológico que excluía como falso tudo o que não pudesse ser objetivamente pesquisado. A transcendência, dessa forma, a busca de uma ligação com Deus fora abandonada, desacreditada e mesmo ridicularizada pelos homens da ciência, novos dententores da verdade.



Novos desencaixes ainda estavam para serem realizados, entre o início dos anos novecentos e a década de 1970, operando mudanças sociais bruscas frente à antiga estrutura social que amparava o homem moderno.



Até aquele momento, as instituições sociais eram mais duradouras que o próprio ciclo biológico humano, proporcionando para o indivíduo da modernidade uma percepção de ordem no mundo, de estabilidade. Ele sentia-se seguro para elaborar um projeto de vida individual, pois sabia que o bem estar coletivo estava assegurado pelo caráter perene de tudo que o cercava, como as instituições financeiras, escolares, hospitais e tantas outras, as quais ofereciam a ele a possibilidade de uma carreira e a aquisição de uma identidade sólida e irremovível por toda a vida.



A construção de uma identidade, assim, processo necessário ao desenvolvimento psicológico, era algo desejável e sempre atrelado a um determinado setor da sociedade, e jamais separado desta. Os projetos de vida individuais - de longo prazo - eram então possíveis, e estavam simbolizados pelas “cadernetas de poupança”, que ofereciam a garantia do alcance das metas estabelecidas em um mundo onde a ordem imperava e a incerteza apenas se dava, praticamente, em relação às intempéries da natureza.



Mesmo após a Segunda Guerra Mundial, essa ordem ainda preponderava. Com o chamado Estado de Bem-Estar Social, medidas governamentais que visavam recuperar os indivíduos desempregados até que pudessem se reinserir no mercado de trabalho e proporcionavam dignidade e conforto às famílias de soldados mortos foram tomadas, conciliando, assim, os ganhos da acumulação do capital pelas grandes empresas com melhorias nas condições de vida dos cidadãos.



Entretanto, o Estado de Bem-Estar Social passou a ser substituído em inúmeros países, durante a década de 1970, impulsionados pela nova lógica de mercado, por uma nova estruturação das economias nacionais. A regra, a partir de então, era entregar antigas responsabilidades do Estado para a iniciativa privada, reduzindo, assim, o papel dos governos como amortecedores das tensões sociais. A competição de mercado e suas conseqüências é que garantiriam a harmonia social. Algo, sem dúvida, que não ocorreu, como atesta o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em “O Mal-Estar da Pós-Modernidade”(1998). Trata-se, aqui, não de um fenômeno político, ligado a questões partidárias, mas de um fenômeno estrutural na configuração da sociedade.



De um momento para outro, tudo o que antes parecia imperecível, como as instituições públicas mais respeitáveis, passaram a ruir, desmoronar diante dos fracassos econômicos ocasionados pela competição de mercado.



Ocupações e profissões - que até então sobreviviam a seus titulares -, agora se tornavam instáveis: passaram a inexistir cargos confiáveis e tampouco perícias que não pudessem ser substituídas ou tornadas obsoletas.



Os diversos desencaixes operados desde o início da modernidade estavam chegando a seu apogeu: as tradições estavam mortas, apenas mantendo uma superficialidade de ritos e comemorações, mas sem o conteúdo capaz de orientar a chegada dos mais novos; as religiões, por sua vez, em completo descrédito, consideradas mais amarras a aprisionar que auxiliares na superação dos embates da vida; e, agora, as próprias instituições sociais, que formavam a paisagem de progresso de grandes e pequenas cidades, não ofereciam mais segurança alguma.



O discurso pós-moderno



Foi justamente nesse quadro de pessimismo e desencantamento, que uma corrente de pensamento começou a tomar forma, representando a visão não apenas de um autor, mas de vários intelectuais do mundo inteiro.



Já que as promessas da religião como guia não lograram o progresso esperado; já que as correntes políticas com seus grandes discursos fracassaram em proporcionar o avanço econômico e social de todos os cidadãos, erradicando a miséria e a opressão, o melhor a fazer, defenderam esses autores, era abandonar qualquer busca de consenso, qualquer idéia de progresso, ou seja, todo e qualquer ideal de homem ou projeto de vida.



Essa corrente de pensamento, denominada de pós-modernidade, passou a ser defendida e propagada por intelectuais, publicitários, escritores, professores universitários, de diversas partes do mundo - todos a influenciar os rumos sociais das coletividades.



O pensamento pós-moderno nega a história e a idéia de que devemos buscar um progresso coletivo comum. Não há mais valores universais e ninguém pode equiparar seu comportamento ao de outro, já que cada qual possui seus parâmetros, os quais podem ser alterados de um momento para outro. Assim, ser flexível é a qualidade mais estimulada, bem como não se ter uma identidade única, que mais atrapalharia dentro de um mundo onde as exigências mudam a todo instante - de acordo com as necessidades do mercado. Dessa forma, essa ótica mergulha os indivíduos em uma vida narcísica, onde a meta de cada dia é viver o momento, “arriscar-se”.



O discurso pós-moderno em ação, por outro lado, pode ser visto no comportamento das personagens de telenovelas e filmes, as quais geralmente não possuem valores ou quaisquer parâmetros de referência - tudo vale para o sucesso individual. Pode ser visualizado, ainda, nos programas de televisão em que seus apresentadores perderam o bom senso, através de reportagens e entrevistas que mais chocam e denigrem o ser humano que o promovem. Aqui, pois, pode-se de fato constatar que a falta ou inexistência do bom senso, em nossos dias, é o principal sintoma da grave crise em que vivemos, como afirma Hannah Arendt, em sua obra “Entre o Passado e o Futuro”(1992).



Diante de tal contexto social, os indivíduos passam a viver em um profundo estado de incerteza. Por um lado, não conseguem mais prever a configuração do mundo, o qual se altera a cada dia, ameaçado por guerras, graves crises econômicas e mesmo pelas conseqüências provocadas pela poluição. De outro, não podem mais homens e mulheres prever o comportamento de amigos, colegas de trabalho ou mesmo familiares, quando estes vivem dentro da ótica pós-moderna. Já que, dentro desta, não há leis, tudo vale, nenhuma regra é estabelecida, e aquele ou aquela que dorme ao lado pode, repentinamente, e sem nenhum aviso, pegar suas coisas e desaparecer sem deixar notícias.



Um tal estado de coisas, onde as criaturas se vêem dificultadas em estabelecer projetos de vida individuais e metas a serem alcançadas, termina por gerar em milhares de pessoas de nossos dias um profundo estado de vazio existencial.



O vazio existencial na vida contemporânea



O vazio existencial caracteriza-se por um estado de tédio e por uma incapacidade de pensar o futuro. A pessoa não possui mais motivação e ânimo para executar até mesmo tarefas habituais, entregando-se a um profundo abatimento diante da existência.



Esse estado freqüentemente é confundido com as depressões tradicionais, como a endógena, constituída pela deficiência de determinados neurotransmissores do sistema nervoso central, e com as depressões exógenas, provocadas por processos de luto, uma falha pessoal, um fracasso profissional etc. Nem mesmo podemos igualar este estado às depressões orgânicas, resultantes de lesões cerebrais, operações cirúrgicas de tumores, processos degenerativos do cérebro.



O vazio existencial, na conceituação do psiquiatra vienense Viktor Frankl, surge em decorrência de uma falta de metas e objetivos que valham a pena serem perseguidos durante a existência - ou seja, o indivíduo carece de um conteúdo profundo pelo qual viver. Tal estado de vazio, amplia a angústia resultante de uma tensão entre o que se é e o que se deveria ser, entre o lugar em que se está e a meta que deve ser alcançada. Esse campo de tensão, segundo Viktor Frankl, de forma alguma é patológico, antes disso, é condição de saúde mental. Uma certa dose de tensão em nossas vidas é saudável e necessária. O vazio existencial só irá se manifestar patologicamente quando o indivíduo recusa-se a leitura de seus sentimentos, quando nega-se a dar um resposta a esse estado de angústia, que, em verdade, está lhe indagando sobre o sentido de sua vida. Nesta direção, muitas criaturas buscam soterrar essa angústia através de psicofármacos e outras formas de compensação da vontade de sentido existente dentro delas, como o sexo, o àlcool e os alucinógenos - o que não resolve o problema, sem dúvida, mas o agrava.



A busca por um sentido é a motivação primária na vida de qualquer criatura. Sempre que essa vontade de sentido está soterrada por uma vida ilusória, mesmo nas condições de riqueza e bem estar material absolutos, a pessoa passa a sentir uma angústia existencial dentro de si.



Quando o indivíduo mergulha no vazio existencial sem dele sair, ele adentra em uma depressão noogênica. Do grego noos - espírito, razão, inteligência -, ou seja, uma depressão de gênese espiritual, acarretada porque o indivíduo não consegue enxergar possibilidades de sentido em sua existência.



Milhares de pessoas, vivendo existências superficiais e sem conteúdo, tentam “calar” a falta de sentido de suas vidas através de festas ruidosas, pelos divertimentos intermináveis, esportes radicais, os quais sempre deixam uma sensação de insatisfação e a necessidade de nova busca de entretenimento e emoções fortes. Noutras vezes, essa vontade de sentido que necessita ser preenchida é compensada pela vontade de poder, através da tentativa de domínio de outras pessoas, ou em uma de suas formas mais primitivas, a ganância de acumular dinheiro.



O vazio existencial pode ser percebido com clareza nos finais de semana, quando o corre-corre do trabalho e das tarefas cessa, e o vazio dentro de homens e mulheres se torna manifesto, denunciando a inexistência de um conteúdo proundo em suas vidas. Sábados e Domingos se tornam insuportáveis, já aque no lugar de metas e aspirações nobres e plenificadoras, existe apenas o imediatismo carregado de ansiedade, a busca tormentosa de se desfrutar prazerosamente o aqui e agora a qualquer preço. Acaba por predominar em inúmeras criaturas, dessa forma, uma sensação de vácuo interno, como esclarece Joanna de Ângelis, em “Conflitos Existenciais”(2005).



Reencontrando-se com as possibilidades de sentido



As crises sociais, como percebemos, desencaixaram os indivíduos de todas as suas antigas redes de proteção e referenciais: tradições, religião e instituições sociais. Chegou o momento de operarmos os reencaixes necessários. Com as pessoas, através de valores edificantes compartilhados; com as instituições, através de um trabalho que vise o bem comum; e com a religião, não mais com os dogmas do passado, mas com uma espiritualidade autêntica, que nos reencontre com Deus.



Nesse processo, contudo, não se pode abdicar das metas, dos objetivos artísticos, culturais, profissionais, afetivos ou solidários. Aquele que vive sem elas, ou se faz displicente ante a necessidde de elaborá-las, vive na escuridão, à mercê dos dias, do tempo, à um passo de um vazio profundo e do suicídio. Torna-se imperioso, entretanto, a visualização de possibilidades de sentido que não estejam apenas configuradas no agora, mas também no futuro desejado por nós. Assim, antes de alcançarmos o ideal perseguido, realizações prévias se fazem necessárias, como passos intermediários para o triunfo de nossas aspirações. Embora o hoje não se apresente ainda exitoso, portanto, mesmo suas dificuldades ou percalços constituem etapas, que ao serem superadas, tornam-se valiosas para a conquista acalentada.



Aqui, pois, apresenta-se um novo desafio: compreender a transitoriedade de nossa vida corporal, o seu espaço finito durante a encarnação, não como um entrave para a realização de nossos projetos. Antes que uma barreira, nossa impermanência nos revela que não é a vida que é transitória, passageira, já que somos espíritos imortais, mas são as possibilidades de realização nela que são transitórias, tal como um fluxo que passa à nossa frente e não mais retornará. Cada qual tem uma tarefa a realizar, um sim a dizer à vida, como se estivesse diante de um bloco de mármore, de onde podemos extrair diversas espécies de configurações, tal qual o artista a escolher a obra de arte que deixará no mundo, como co-criador da obra de Deus. Para isso, contudo, é necessário que ouçamos nosso senso interior, o nosso deus interno, a voz que nos diz a direção e o sentido a seguir - libertando-nos, pois, das vozes autoritárias e daquelas que desejam nos conformar ao comum, à mesmice, ao já fruído. Isto porque cada um possui em si uma potencialidade única, uma tarefa à espera e para a qual não possui substitutos.



Quais dessas possibilidades de realização serão condeandas ao não-ser, a nunca terem existido, pela nossa inércia, devido a nossa preguiça mental e comodismo?



E quais delas se tornarão como obras de arte no mundo, como tarefas concretas, que se armazenarão no celeiro da memória espiritual, como conquistas intransferíveis?



O sentido existencial está dentro da própria criatura, à espera de sua atitude afirmativa diante da vida. Agora não mais através de cobranças e queixas, como se algo externo devesse elucidar os rumos a serem tomados, como se a vida tivesse de nos ofertar a resposta. Somos nós, portanto, que devemos dar a nossa resposta à existência, pois de fato é ela que nos indaga, e a ela só podemos responder com a realização de um objetivo pessoal concreto - isto é, com uma vida plena de sentido.



Referências Bibliográficas:



ÂNGELIS, Joanna de (2005). Conflitos Existenciais. Psicografado por Divaldo Franco. - Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada.

ARENDT, Hannah (1992). Entre o Passado e o Futuro. - São Paulo, SP: Editora Perspectiva S.A.Coleção Debates.

BAUMAN, Zygmunt (1998). O Mal-Estar da Pós-Modernidade. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

FRANKL, Viktor E.(2002). Em Busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração (16a edição) - São Leopoldo, Editora Sinodal; Petrópolis, Editora Vozes. Coleção Logoterapia.

FREITAS, Luiz Carlos de (2005). Uma pós-modernidade de libertação: reconstruindo as esperanças. - Campinas, SP: Autores Associados. Coleção Polêmicas do nosso tempo.

LUKAS, Elisabeth (1990). Mentalização e saúde: a arte de viver e logoterapia. - Petrópolis, RJ: Vozes. Coleção Logoterapia.


- Adriano Oliveira (RS)
E-mail: psic.adriano_oliveira@yahoo.com.br



http://www.ipepe.com.br/sentido.htm

quinta-feira, 1 de março de 2012

AVISO

POR ENQUANTO, NÃO SERÃO POSTADOS TEXTOS RELACIONADOS AO QUE FOI TRABALHADO NAS DUAS PRIMEIRAS AULAS. POR FAVOR, AGUARDEM MAIS UM POUCO. OBRIGADA.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TAREFA 1/2012 - RESPOSTAS

"Como sempre que tem baile no palácio..." (A). Nessa frase o verbo ter é usado em lugar de haver. Assim como o verbo ter, os verbos dar, pôr e fazer, entre outros, costumam ser empregados em lugar de outros mais específicos. Nas frases a seguir, substitua esses verbos por outros de sentido específico, fazendo as alterações necessárias.

1. “As poderosas técnicas de publicidade têm no homem atual presa fácil pelo vazio existencial proporcionado na era pós-moderna.”

RESPOSTA: As poderosas técnicas de publicidade tornam o homem atual presa fácil diante do vazio existencial proporcionado na era pós-moderna.

2. A publicidade põe propriedades especiais nos objetos destinados à compra, em uma relação nitidamente fetichista, conforme a assertiva marxista.

RESPOSTAS: “A publicidade reveste de propriedades especiais os objetos destinados à compra, em uma relação nitidamente fetichista, conforme a assertiva marxista.”

3. Não é o número de escolhas aberto ao indivíduo que lhe dá o grau de liberdade.

RESPOSTAS: “Não é o número de escolhas aberto ao indivíduo que lhe confere o grau de liberdade.”

4. A sociedade tem uma coordenação técnica e econômica que impede qualquer reação à suposta necessidade de consumo.

RESPOSTAS: “A sociedade atual é caracterizada por uma coordenação técnica e econômica que impede qualquer reação à suposta necessidade de consumo.”

5. Os critérios morais da sociedade consumista, herdeira do tecnicismo industrial, fazem com que o indivíduo se apresente publicamente como alguém capacitado a consumir.

RESPOSTAS: “Os critérios morais da sociedade consumista, herdeira do tecnicismo industrial, consistem na obrigação incondicional de o indivíduo se apresentar publicamente como alguém capacitado a consumir.”

6. O publicitário faz um tipo de discurso que se encaixa perfeitamente nas aspirações pessoais da massa consumidora.

RESPOSTAS: “O publicitário conhece um tipo de discurso que se encaixa perfeitamente nas aspirações pessoais da massa consumidora.”

7. O consumidor põe no produto a esperança de obter a sonhada felicidade.

RESPOSTAS: “O consumidor deposita no produto a esperança de obter a sonhada felicidade.”

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ACERTAMOS NOS VESTIBULARES 2012

FUVEST 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“Participação política: indispensável ou superada?”

Tema afim (aula 02): “Efervescência democrática no mundo árabe”
Tema afim (aula 03): Falta ideologia para a juventude de hoje?
Tema afim (aula 10): Ideologia
Tema afim (aula 22): A utopia é possível numa sociedade liquída?

UNIFESP 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“A questão da variação linguística no contexto da educação”

Tema afim (3º simulado): Considerando que a norma culta é variante mais valorizada socialmente, qual deve ser a posição da escola em relação às outras variantes linguísticas?
Tema afim (blog - julho): Norma culta X variantes linguísticas: qual deve ser a posição da escola?

UERJ 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“É possível, para a juventude de hoje, alterar o futuro?”

Tema afim (aula 02): “Efervescência democrática no mundo árabe”
Tema afim (aula 03): Falta ideologia para a juventude de hoje?
Tema afim (aula 10): Ideologia

UNICAMP 2012 – GÊNERO TEXTUAL
Em aula: comentário para MTV – Unicamp 2011 - COMENTÁRIO
Blog (novembro): MANIFESTO
Blog: Verbete

PUC-PR 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
Educação (sugestões de como melhorar o ensino)

Tema afim (aula 21): Os limites e potencialidades da educação como agente de transformação social


PUC-CAMPINAS 2012 – TEMA DA REDAÇÃO

“Internet”

Tema afim (aulas 08 e 11): O impacto do computador nas formas de comunicação do homem moderno
Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?
Tema afim (blog - dezembro): Cibercultura e ciberespaço

PUC-SP 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
Carta à presidente Dilma Rousseff, sugerindo-lhe qual deve ser a prioridade de seu governo, para realmente marcar seu nome na história do Brasil

Tema afim (aula 11): Políticas públicas de habitação - o direito à moradia como um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal
Tema afim (aula 20): Fome e insegurança alimentar
Tema afim (aula 21): Os limites e potencialidades da educação como agente de transformação social
Tema afim (aula 22): O progresso tecnológico, no Brasil, é uma questão controversa.
Tema afim (aula 27): As dificuldades enfrentadas, atualmente, pelo nosso sistema de saúde nos colocam inúmeras “situações-problemas”, as quais nos fazem refletir sobre o modo de funcionamento e a qualidade do serviço prestado à população. O que poderia ser feito para melhorar essa situação? É benéfico tratar a saúde como uma mercadoria? Desejamos um sistema de saúde no qual as pessoas são tratadas/medicadas de acordo com suas necessidades ou seu poder aquisitivo?
Tema afim (aula 29): o Brasil no mundo contemporâneo.
Tema afim (simulado ENEM): A corrupção e suas consequências para a sociedade brasileira
Tema afim (blog maio): Direito à moradia versus especulação imobiliária
Tema afim (blog maio): O direito à moradia adequada
Tema afim (blog maio): Olimpíada e a questão da habitação
Tema afim (blog maio): Pacote Habitacional fracassará se não enfrentar questão da posse da terra
Tema afim (3º simulado): Fatos mais importantes ocorridos no Brasil no ano de 2011
Tema afim (3º simulado): Devolução de terras aos indígenas brasileiros

ENEM 2011 – TEMA
“Viver em rede no século xxi: os limites entre o público e o privado”

Tema afim (aulas 08 e 11): O impacto do computador nas formas de comunicação do homem moderno
Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?

UNIPAM 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“Qualidade de vida”

Tema afim (aula 11): Políticas públicas de habitação - o direito à moradia como um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal
Tema afim (aula 21): Os limites e potencialidades da educação como agente de transformação social
Tema afim (aula 26): São possíveis e necessários, em nossa sociedade, laços afetivos duradouros?
Tema afim (simulado II): A qualidade de vida no mundo moderno
Tema afim (blog – maio): Desenvolvimento sustentável
Tema afim (blog – maio): Uma ilha planetária

UFTM 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“O homem deve continuar usando a energia nuclear para a produção de energia elétrica?”

Tema afim (aula 07): Energia nuclear
Tema afim (blog – maio): Energia nuclear - modelo de desenvolvimento econômico - desperdício de materiais
Tema afim (blog – maio): O debate interrompido e a ausência da natureza
Tema afim (blog – junho): Pandora e Stradivarius

UFPR 2012 – QUESTÃO DISCURSIVA
Questão 03: movimentos sociais (assunto)
Questão 05: A sociedade deve impor limites à autodestruição de um ser humano? (ponderando sobre a descriminalização das drogas)

Tema afim (aula 02): “Efervescência democrática no mundo árabe”
Tema afim (aula 10): Ideologia
Tema afim (aula 22): A utopia é possível numa sociedade liquída?
Tema afim (aula 23): Num contexto de crise, como o que vivemos hoje, quais poderão ser os desdobramentos futuros (sociais, econômicos, políticos) tanto locais quanto globais?
Tema afim (aula 24): A viabilidade da legalização da maconha e suas conseqüências.

UFG 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“Sociedade contemporânea: gêneros em complementação e/ou em competição?”

Tema afim (aula 16): O amor não tem sexo
Tema afim (aula 16): Onde você guarda sua homofobia? (debate sobre a naturalização de práticas homofóbicas, principalmente as que são travestidas de “brincadeiras” e/ou “piadas”)
Tema afim (aula 28): “Todas mulheres têm direito a uma vida livre de violências.”
Tema afim (blog – junho): Brasil sem homofobia
Tema afim (blog – junho): Brasil é campeão em homicídios homossexuais
Tema afim (blog – junho): Homossexualidades, homofobia e tentativas de suicídio em adolescentes LGBT
Tema afim (blog – junho): A Peste Integralista no Brasil
Tema afim (blog – junho): Alan Turing - Perfil e biografia do inventor do computador.
Tema afim (blog – junho): Homoafetividade: um novo substantivo
Tema afim (blog – junho): Só os viris e discretos serão amados?
Tema afim (blog – junho): “Ou o sal não salga, ou....”
Tema afim (blog – junho): “Não podemos interferir na vida privada das pessoas”
Tema afim (blog – junho): Alexandre, alexandres...
Tema afim (blog – junho): Gay também é cidadão
Tema afim (blog – junho): 5 anos da lei Maria da Penha

UEGO 2012 – Questão -Tema da redação
“Desentendimento entre crianças e adolescentes: problema a ser resolvido por adultos ou pelos próprios envolvidos?”

Tema afim (aula 15): Assédio moral ( “Bullying”) -Uma palavra contundente é algo que pode matar ou humilhar, sem que se sujem as mãos. Uma das grandes alegrias da vida é humilhar seus semelhantes.” (Pierre Desproges)
Tema afim (aula 28): “Todas mulheres têm direito a uma vida livre de violências.”
Tema afim (aula 30): De quem são os meninos de rua?
Tema afim (aula 33): A sociedade brasileira e os conflitos no trânsito
Tema afim (blog – junho: Bullying na escola e na vida
Tema afim (blog – junho): Agressão sobre "patinhos feios" é indício de delinqüência escolar
Tema afim (blog – junho): Jovens enfrentam ofensas e violência no mundo virtual
Tema afim (blog – junho): Que graça, tão espertinho
Tema afim (blog – junho): Como lidar com brincadeiras que machucam a alma.
Tema afim (blog – junho): Brincadeiras perversas
Tema afim (blog – junho): Bem-vindo ao Coliseu

INSPER 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“Violência, uma epidemia?”

Tema afim (2º simulado): É possível prevenir massacres como o da escola de realengo?
Tema afim (blog – maio): A culpa é do islã.
Tema afim (blog – junho): Violência branca e violência vermelha
Tema afim (blog – junho): Brasil é campeão em homicídios homossexuais
Tema afim (blog – junho): A tragédia do Realengo
Tema afim (blog – junho): “A culpa é do islã”
Tema afim (blog – junho): “O massacre do realengo”

MACKENZIE 2012 – ASSUNTO DA REDAÇÃO
“A era da informação”

Tema afim (aula 11): A relevância da vigilância epistêmica para o acesso à informação.
Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?

FATEC 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“Amizade e o papel das redes sociais na vida moderna”

Tema afim (aula 12): Amizade
Tema afim (aula 35): No mundo da informação digitalizada, em que qualquer pessoa pode montar o seu blog ou disseminar dados pela rede mundial, qual deve ser o limite à liberdade de publicar, se é que deva existir algum?

FAMECA 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“A atitude do consumidor e o ato de consumir: necessidade ou compulsão?”

Tema afim (1º simulado): “Os valores e os preços para a sociedade”.
Tema afim (aula 31): Quais os limites éticos da propaganda? Na busca do resultado, o vale-tudo é permitido?

ESPM 2012 – TEMA DA REDAÇÃO
“Que ações desenvolver, relacionadas à Copa 2014, para ampliar o conhecimento sobre o Brasil e melhorar ou consolidar a imagem do País no exterior?”

Tema afim (aula 04): O Brasil pós Copa e Olimpíadas: novo país ou velhos problemas?
Tema afim (blog - maio): Olimpíada e a questão da habitação
Tema afim (blog - julho): A Copa do Mundo e os interesses da população

domingo, 5 de fevereiro de 2012

LEITURAS OBRIGATÓRIAS PARA ANÁLISE DO 1º TEMA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2012

TEMA 1: Por que, mesmo conhecendo os efeitos da propaganda, sucumbimos a ela?


(...) é inevitável refutar a reflexão sobre o consumismo exacerbado (...). As caixas de e-mails, os jornais e a televisão são tomados por enxurradas de propagandas de produtos.
Procuramos analisar, diante disso, (...) os meios de sedução da publicidade. O que se constata é óbvio, mas, ainda assim, permanece eficiente. Que a publicidade insere, nas entrelinhas da exibição de seus produtos, a sensação de poder e bem-estar, todos parecem saber. Porém, o mais inusitado é constatar que, apesar disso, as pessoas não têm "defesa" contra tais sedutores meios e acabam por sucumbir a desejos que não têm, de fato. ...). (“Sem liberdade para não comprar”. Paula Felix Palma. Filosofia. Ano VI. Nº 66)

Textos de apoio

TEXTO 1


Sedução para o consumo

Da tradição tecnicista vem a "necessidade vital" do consumo, e as poderosas técnicas da publicidade têm no homem atual presa fácil pelo vazio existencial proporcionado na era pós-moderna

Em: http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/66/seducao-para-o-consumo-da-tradicao-tecnicista-vem-a-244877-1.asp



TEXTO 2

Sociedade de consumo e a maldição do fetichismo

Por Ari de Oliveira Zenha

"Não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar" (Thiago de Mello)


A sociedade de consumo capitalista traz em suas entranhas a maldição do fetichismo da mercadoria que se funda na mentira, na manipulação do psiquismo do homem, na soberania suprema das estratégias de marketing, do desejo desenfreado de ter, possuir, interiorizada no âmago do ser humano endeusado como consumidor. Faz do homem um sujeito-objeto, aturdido pelos objetos de consumo que sofre de uma insatisfação contínua diante dos reluzentes produtos ofertados no mercado um “ser” - o produto - objeto de desejo, de satisfação insaciável, que alimenta uma sociedade divinizada, atormentada, impregnada, sempre, de novas mercadorias, de novos propósitos de existência alicerçada num consumismo sem comedimento a não ser consumir – sempre –, fazendo da existência humana um labirinto de buscas, de uma monstruosidade de produtos iludindo através do estigma de consumismo a realização do reino de uma pseudofelicidade apregoada pelo capitalismo – consumir!
Bauman diz: “A economia consumista tem de se basear no excesso e no desperdício.” Para que esta sociedade se configure é necessário que novas necessidades, novos impulsos sejam sistematicamente criados, arquitetados novos mecanismos de conduta, sempre renovados, criados e assimilados pela população, pois a dinâmica do capitalismo – entre tantas – está embasada no consumo, pois esta nebulosa sociedade para se manter tem que sustentar sua estrutura produtiva no consumismo num ritmo frenético, assombroso, pois é necessário ultrapassar qualquer barreira que bloqueia o reino do consumo e da realização da acumulação do capital, do valor de troca – dinheiro – em lucro para o capitalista.


"Para que esta sociedade se
configure é necessário que
novas necessidades, novos
impulsos sejam
sistematicamente criados"


Karl Marx já dizia nos Grundrisse: “A circulação de dinheiro partia de infinitos pontos e retornava a infinitos pontos. O ponto de retorno não estava de forma alguma posto como ponto de partida. No curso do capital, o ponto de partida é posto como ponto de retorno e o ponto de retorno, como ponto de partida. O próprio capitalista é ponto de partida e de retorno. Ele troca dinheiro pelas condições de produção, produz, valoriza o produto, isto é, transforma-o em dinheiro, e depois começa o processo de novo.”
Dentro do pensamento marxista a circulação tem importância fundamental na acumulação, na reprodução e realização do capital. Podemos afirmar, tendo como embasamento o pensamento de Marx que é na circulação onde se concretiza a realização do processo de produção. No atual estágio do capitalismo a circulação e sua concretização - consumo- assumiram e assumem uma expressão extremamente importante para o capital mundializado.
É na circulação onde se realiza a transformação da mercadoria em dinheiro e o dinheiro – valor de troca – em lucro ao ser a mercadoria (produto) consumida. Para concretizar este processo o sistema capitalista, ao longo do tempo, tem criado inúmeros mecanismos no sentido da realização do seu objetivo – o lucro, a acumulação e a realização da mercadoria em dinheiro. Marx – limitado pelo momento histórico em que viveu – jamais poderia imaginar o que o capitalismo está realizando no sentido de obter seus objetivos com tanta perspicácia e eficiência.
Enfim “terminamos” com a seguinte colocação de Bauman: “A sociedade de consumidores desenvolveu, a um grau sem precedentes, a capacidade de absorver toda e qualquer discordância que ela mesma - ao lado de outros tipos de sociedade, inevitavelmente produz – e então reciclá-la como ponto importante de sua própria reprodução, revigoramento e expansão. Ela extrai seu ânimo e seu ímpeto da deslealdade que ela própria produz com perícia”.


Ari de Oliveira Zenha é economista


http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/artigos-e-debates/2462-sociedade-de-consumo-e-a-maldicao-do-fetichismo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cibercultura e ciberespaço

Cibercultura
LÉVY, P. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999. 260 p.
REDE
Pensar a cibercultura: esta é a proposta deste livro. Em geral me consideram um otimista. Estão certos. Meu otimismo, contudo, não promete que a Internet resolverá, em um passe de mágica, todos os problemas culturais e sociais do planeta. Consiste apenas em reconhecer dois fatos. Em primeiro lugar, que o crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávidos para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos propõem. Em segundo lugar, que estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas deste espaço nos planos econômico, político, cultural e humano. (p.11)
INTERCONEXÃO DE MENSAGENS
A hipótese que levanto é a de que a cibercultura leva a co-presença das mensagens de volta a seu conexto como ocorria nas sociedades orais, mas em outra escala, em uma órbita completamente diferente. A nova universalidade não depende mais da auto-suficiência dos textos, de uma fixação e de uma independência das significações. Ela se constrói e se estende por meio da interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunidades virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados em uma renovação permanente. (p.15)
COMUNICAÇÃO DIGITAL
O ciberespaço (que também chamarei de "rede") é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo "cibercultura", especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. (p.17)
COMUNIDADES VIRTUAIS
Do mais básico ao mais elaborado, três princípios orientaram o crescimento inicial do ciberespaço: a interconexão, a criação de comunidades virtuais e a inteligência coletiva. (p.127)
A interconexão para a interatividade é supostamente boa, quaisquer que sejam os terminais, os indivíduos, o lugares e momentos que ela coloca em contato. As comunidades virtuais parecem ser um excelente meio (entre centenas de outros) para socializar, quer suas finalidades sejam lúdicas, econômicas ou intelectuais, quer seus centros de interesse sejam sérios, frívolos ou escandalosos. A inteligência coletiva, enfim, seria o modo de realização da humanidade que a rede digital universal felizmente favorece, sem que saibamos a priori em direção a quais resultados tendem as organizações que colocam em sinergia seus recursos intelectuais.
REDE DIGITAL
Qualquer reflexão sobre o futuro dos sistemas de educação e de formação na cibercultura deve ser fundada em uma análise prévia da mutação contemporânea da relação com o saber. Em relação a isso, a primeira constatação diz respeito à velocidade de surgimento e de renovação dos saberes e savoir-faire...
A segunda constatação, fortemente ligada à primeira, diz respeito à nova natureza do trabalho, cuja parte de transação de conhecimentos não pára de crescer...
Terceira constatação: o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: memória... imaginação... percepção... raciocínio. (p.157)
PRESENÇA VIRTUAL
A cibercultura expressa uma mutação fundamental da própria essência da cultura. De acordo com a tese que desenvolvi neste estudo, a chave da cultura do futuro é o conceito de universal sem totalidade. Nessa proposição, "o universal" significa a presença virtual da humanidade para si mesma. O universal abriga o aqui e agora da espécie, seu ponto de encontro, um aqui e agora paradoxal, sem lugar nem tempo claramente definíveis.... O horizonte de um ciberespaço que temos como universalista é o de interconectar todos os bípedes falantes e fazê-los participar da inteligência coletiva da espécie no seio de um meio ubiqüitário. (p.247)
COMUNIDADE MUNDIAL
A cibercultura mantém a universalidade ao mesmo tempo em que dissolve a totalidade. Corresponde ao momento em que nossa espécie, pela globalização econômica, pelo adensamento das redes de comunicação e de transporte, tende a formar uma única comunidade mundial, ainda que essa comunidade seja - e quanto! - desigual e conflitante. Única em seu gênero no reino animal, a humanidade reúne toda sua espécie em uma única sociedade. Mas, ao mesmo tempo, e paradoxalmente, a unidade do sentido se quebra, talvez porque ela comece a se realizar na prática, pelo contato e a interação efetivos. Conectadas ao universo, as comunidades virtuais constróem e dissolvem constantemente suas micrototalidades dinâmicas, emergente, imersas, derivando entre as correntes turbilhonantes do novo dilúvio. (p.249)
APRENDIZAGEM COOPERATIVA
O uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa acompanha e amplifica uma profunda mutação na relação com o saber. Ao prolongar determinadas capacidades cognitivas humanas (memória, imaginação, percepção), as tecnologias intelectuais com suporte digital redefinem seu alcance, seu significado, e algumas vezes até mesmo sua natureza. As novas possibilidades de criação coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecidas pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto nas empresas como nas escolas.
Como manter as práticas pedagógicas atualizadas com esses novos processos de transação de conhecimento? Não se trata aqui de usar as tecnologias a qualquer custo, mas sim de acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades e a cultura dos sistemas educacionais tradicionais e sobretudo os papéis de professor e de aluno. (p. 172)
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-32832000000100015&script=sci_arttext

Ciberespaço
Segundo a Wikipédia o Ciberespaço é o ambiente criado de forma virtual, através do uso dos meios de comunicação modernos, destacando-se, entre eles, a Internet. Esse fenômeno se deve ao fato de, nos meios de comunicação modernos, haver a possiblidade de pessoas e equipamentos trocarem informações das mais variadas formas sem preocupações.
É importante se fazer uma diferenciação entre Ciberespaço e Internet. A Internet é a infra-estrutura técnica composta de cabos, fios, redes, computadores, etc., e o ciberespaço é a forma de utilizar a infra-estrutura existente.
Como o termo surgiu?
O termo surgiu com o autor de ficção científica, Willian Gibson, em 1984, no livro "Neuromancer". Foi utilizado para designar um ambiente artificial onde dados e relações sociais trafegam indiscriminadamente. Para Gibson, ciberespaço é um espaço não físico no qual uma alucinação consensual pode ser experimentada diariamente pelos usuários.
Para Levy, o ciberespaço é definido como o espaço de comunicação formado pela interconexão mundial dos computadores e das suas memórias. Constitue um espaço virtual de trocas simbólicas entre pessoas. Pode ser entendido como o espaço de troca de informação na cultura contemporânea.
Como pode ser compreendido?
Atualmente o ciberespaço pode ser compreendido a partir de duas perspectivas: a) como a rede, ou seja, como a via expressa de informação através da conexão de computadores em rede; b) como realidade virtual.
No ciberespaço experimentamos inúmeras possibilidades do mundo real.
É um novo espaço de sociabilidade - gera novas formas de relações sociais, com códigos e estruturas próprias.
Implicações na dinâmica da vida social
No ciberespaço o espaço de fluxo realiza um processo de desmaterialização das relações sociais. Isso implica na reconfiguração do conceito de tempo e espaço, visto que, a materialidade social só existe no tempo e no espaço. Em outras épocas, espaço e lugar coincidiam em geral e a vida social realizava-se em interações presentes, face-a-face. O ciperespaço rompe com esse conceito. O tempo é marcado pela presentificação ou seja pela interatividade online.
Outra mudança está associada, em termos geográficos, as fronteiras diluídas mas também novos espaços de sociabilidade promovidos, novos territórios, novas identidades e práticas sociais.
O ciberespaço promove LUGARES e NÃO-LUGARES
•NÃO-LUGARES
-Podem ser definidos como espaços onde não se permanece, mas se estabelece um percursos para se chegar a um destino (browsers e motores de pesquisa) – meios de transporte, aeroportos, etc.
-O endereço do e-mail não corresponde a um local determinado, mas sim a uma chave eletrônica de acesso a alguma caixa de mensagem, localizada em algum computador, em algum ponto da rede.
•LUGARES
-Definem-se no sentido antropológico, em que existe espaço para a relação interpessoal e para a organização social.
Outras mudanças estão associadas novas formas de sociabilidade que é marcada pelo anonimato.
O ciberespaço faz emergir uma socialidade que se contrapõe a uma sociabilidade do mundo real.
Além do anonimato busca-se também o desejo de não estar só.
http://criacaocolaborativa.blogspot.com/2007/03/o-ciberespao.html

CIBERCULTURA
CIBERCULTURA: CARACTERÍSTICAS, CONTEXTOS E ETIMOLOGIA NA TRANSDISCIPLINARIDADE
Delimitar termo e campo da cibercultura, como anteriormente indicado, implica a compreensão de um significativo volume conceitual correlacionado.
Inicialmente, e antes de buscar algumas definições autorais para a cibercultura, apresentamos a nuvem temática que representa, na medida de nossa proposição inicial de reflexão, o conjunto de conceitos, campos e definições que gravitam em torno da cena cibercultural.
Poderíamos afirmar que, diante da diversidade e amplitude conceitual, o campo da cibercultura é da ordem da transdisciplinaridade?
É possível, portanto, não apenas afirmar a ordem transdisciplinar da cibercultura, como também sustentar a proposição deste trabalho em realizar uma justaposição de fragmentos temáticos que constroem nosso olhar sobre o tema. A diversidade de conceitos de cibercultura que encontramos na literatura também reflete a característica transdisciplinar.
Pierre Lèvy (1999, p. 17), um autor bastante referenciado entre pesquisadores do tema, tem uma visão de universalidade para a cibercultura caracterizando-a como "um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço". Se levarmos em conta o caráter sociotécnico que o autor atribui à cibercultura e que ele entende o ciberespaço como a própria rede, o que assistimos, mais de dez anos após a conceituação de Lèvy, é a uma crescente evidência da rede como ambiência para o estabelecimento de arenas e espaços de sociabilidade. Uma paradoxal materialização da virtualidade na sociedade contemporânea.
Lemos (2002), Rüdiger (2008), Felinto (2007) e Amaral (2007) compõem significativo grupo de pesquisadores brasileiros dedicados aos estudos ciberculturais inseridos no campo da comunicação, conceituam cibercultura na coerente linha da universalidade coletiva semeada por Lèvy. Nesse conjunto de referências encontramos conexões estreitas com a evolução das TICs e com a emergência de campos de experiências em sociabilidade, incluindo aí a comunicação humana. Lemos (2002, p. 64) insere, ainda, as variáveis de compressão do tempo e do espaço como aspectos fundantes da cena cibercultural, possibilitando a experiência da imediatez do tempo real.
O prefixo "ciber" parece ser o elo etimológico entre a técnica e os processos de sociabilidade. Apresenta-se em diferentes significados - ciberespaço, cibercultura, ciberpunk, cibersex, entre muitos - como operador da experiência virtual referente ao substantivo vinculado.
No caso específico de cibercultura - termo da contemporaneidade - vamos às origens combinadas do grego (kybernan ou kubernan) e do latim (colere) para compreender o sentido subjacente do termo que se concretiza em nossa rotina digitalizada. Sistematizando:
Na vertente grega emerge o significado "arte de governar e pilotar", atribuindo ao prefixo o inerente caráter de controle; na vertente latina colere reflete a ideia de cultivar e revolver a terra e, mais adiante, evolui para a ideia de habitar e cuidar da natureza em cultivo. É a ação humana (ordenada, procedural e, portanto, controladora) sobre os frutos de sua natureza (materiais e intelectuais).
Tal etimologia permaneceu presente em seu significado fundante ao longo da evolução histórica dos processos de ordenação técnica dos frutos intelectuais gerados pelo homem até a cibercultura contemporânea.
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S0103-99892010000300002&script=sci_arttext&tlng=pt

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ATENÇÃO: CALENDÁRIO ESPECIAL PARA O MÊS DE DEZEMBRO

DIA 6 (TERÇA-FEIRA): PLANTÃO


DIA 7 (QUARTA- FEIRA): AULA NORMAL – TURMA 1 E TURMA 3: DAS 14H30 ÀS 17H // TURMA 2 E TURMA 4: DAS 17H30 ÀS 20H // TURMA 5: DAS 20H30 ÀS 23H


DIA 8 (QUINTA-FEIRA): FERIADO (NÃO HAVERÁ AULA)



DIA 13 (TERÇA-FEIRA) E 16 (SEXTA-FEIRA): PLANTÕES, OS QUAIS CORRESPONDERÃO A ADIANTAMENTO DAS AULAS DOS DIAS 21 E 22 DE DEZEMBRO.


DIA 14 (QUARTA-FEIRA) E 15 (QUINTA-FEIRA): AULAS NO HORÁRIO NORMAL.


DIA 16 (SEXTA-FEIRA): ENCERRAMENTO DO CURSO (NÃO HAVERÁ, PORTANTO, AULAS NOS DIAS 21 E 22 DE DEZEMBRO, AS QUAIS JÁ FORAM ADIANTADAS, POR MEIO DE PLANTÕES, NOS DIAS 13 E 16 DE DEZEMBRO).